terça-feira, abril 05, 2016
quinta-feira, março 31, 2016
Verão: Nevoeiro típico do litoral
Embora publicado a 31 de Março de 2016, este artigo serve apenas como breve nota para o arquivo da tag "meteorologia". Refere-se a 28 de Julho do ano passado e, como a imagem indica, e é mais uma prova de como, nos mais soalheiros dias de Verão, o litoral pode ser atingido pelo nevoeiro marítimo.Muitas vezes, na Estremadura ficamos a pensar que somos especialmente atingidos por este fenómeno.
(Como se vê, chega ali às serras de Candeeiros e Montejunto, e pára.)
quarta-feira, março 30, 2016
Amor, por João Miguel Tavares (3)
Para terminar esta "trilogia", fica aqui outro arquivo que também não se perde.
"Posso voltar a falar de amor? Na semana passada dei--me conta de que escrevo textos atrás de textos sobre a família e a loucura que é criar quatro filhos, e me esqueço quase sempre de falar daquilo que está na base de tudo isso, e sem a qual nada disto seria possível: o amor de duas pessoas. Quem conhece esta página sabe que ela é uma coleção impressionante de desabafos e frustrações, de queixas atrás de queixas. Mas queixarmo-nos é soltar o vapor que nos consome sem sairmos do mesmo sítio. Quer dizer: protestamos, gritamos, choramos – mas permanecemos. E essa permanência só é possível se acharmos que é aqui, no meio da loucura, dos gritos e até do sofrimento, que somos mais felizes. A vida, a rotina mais cansativa, o quotidiano mais furioso, até nos pode empurrar de escarpas e penhascos, mas nós não nos afastamos, porque sabemos onde queremos cair de costas. À certeza desse lugar eu chamo amor.
Só que o amor anda espantosamente acossado nos dias que correm. É algo que tem vindo a cair a pique na bolsa de valores, perdendo terreno para a paixão, esse poderosíssimo combustível que alimentou a mais bela literatura, e onde arderam Anna Karénina, Emma Bovary ou Carlos da Maia. A distinção entre amor e paixão é velha como o mundo, e já os gregos associavam o primeiro à permanência (como no caso idealizado do amor platónico) e o segundo à intensidade. Só que as coisas complicam-se quando toda a gente passa a aspirar a uma intensidade permanente. E menos do que isso é pouco. Pior: menos do que isso é falso, como se o amor, para ser genuíno, tivesse de ser uma perpétua paixão.
Ora, esta ideia de que a paixão é o pico e o amor fica uns metros abaixo conduz a uma outra: a de que aquilo a que se chama uma relação feliz exige um acomodamento por parte do casal, que se tenta convencer de que aquilo continua a ser bom, embora já não consiga chegar ao cume. Esta é uma ideia completamente dominante à minha volta, como se o destino inevitável de todas as relações fosse a dissolução ou o conformismo. Não é verdade. O amor até pode ser o sítio em que os filmes acabam, mas a vida continua. E há gente que se continua a amar, e a ser feliz, até ao fim dos seus dias. Deixar de acreditar na sinceridade deste amor não é apenas triste. É perder a oportunidade para fazer a única pergunta que realmente importa: como é que se consegue chegar lá?"
"Posso voltar a falar de amor? Na semana passada dei--me conta de que escrevo textos atrás de textos sobre a família e a loucura que é criar quatro filhos, e me esqueço quase sempre de falar daquilo que está na base de tudo isso, e sem a qual nada disto seria possível: o amor de duas pessoas. Quem conhece esta página sabe que ela é uma coleção impressionante de desabafos e frustrações, de queixas atrás de queixas. Mas queixarmo-nos é soltar o vapor que nos consome sem sairmos do mesmo sítio. Quer dizer: protestamos, gritamos, choramos – mas permanecemos. E essa permanência só é possível se acharmos que é aqui, no meio da loucura, dos gritos e até do sofrimento, que somos mais felizes. A vida, a rotina mais cansativa, o quotidiano mais furioso, até nos pode empurrar de escarpas e penhascos, mas nós não nos afastamos, porque sabemos onde queremos cair de costas. À certeza desse lugar eu chamo amor.
Só que o amor anda espantosamente acossado nos dias que correm. É algo que tem vindo a cair a pique na bolsa de valores, perdendo terreno para a paixão, esse poderosíssimo combustível que alimentou a mais bela literatura, e onde arderam Anna Karénina, Emma Bovary ou Carlos da Maia. A distinção entre amor e paixão é velha como o mundo, e já os gregos associavam o primeiro à permanência (como no caso idealizado do amor platónico) e o segundo à intensidade. Só que as coisas complicam-se quando toda a gente passa a aspirar a uma intensidade permanente. E menos do que isso é pouco. Pior: menos do que isso é falso, como se o amor, para ser genuíno, tivesse de ser uma perpétua paixão.
Ora, esta ideia de que a paixão é o pico e o amor fica uns metros abaixo conduz a uma outra: a de que aquilo a que se chama uma relação feliz exige um acomodamento por parte do casal, que se tenta convencer de que aquilo continua a ser bom, embora já não consiga chegar ao cume. Esta é uma ideia completamente dominante à minha volta, como se o destino inevitável de todas as relações fosse a dissolução ou o conformismo. Não é verdade. O amor até pode ser o sítio em que os filmes acabam, mas a vida continua. E há gente que se continua a amar, e a ser feliz, até ao fim dos seus dias. Deixar de acreditar na sinceridade deste amor não é apenas triste. É perder a oportunidade para fazer a única pergunta que realmente importa: como é que se consegue chegar lá?"
Amor, por João Miguel Tavares (2)
No dia em que estes textos desaparecerem dos arquivos do Correio da Manhã, pelo menos estarão aqui.
"Eu iniciei há umas semanas, juntamente com a excelentíssima esposa, um blogue familiar chamado Pais de Quatro, e um dos primeiros posts que escrevi foi a propósito de um filme chamado ‘Amor’, sobre um casal de velhos em que um deles está a morrer. Em rigor, o post não era sobre o filme, mas sobre a resposta do realizador Michael Haneke a um jornalista que, numa entrevista, fez a seguinte observação: "Você sugere que o amor é mais sobre as nossas ações do que sobre os nossos sentimentos, que o verdadeiro amor é, na verdade, intensamente prático."
Haneke respondeu como se tal coisa fosse a mais evidente do mundo: "Sim, claro. Aquilo que fazemos por outra pessoa é mais importante do que aquilo que sentimos por ela." Eu achei que aquela era uma resposta muito sábia e muito bela, e escrevi que ela deveria ser proferida em todos os casamentos, e estar pendurada nas paredes de todos os lares. E acrescentava que, ao contrário de "todas as teses do romantismo sentimentaloide e assolapado", me parecia ser "a perfeita definição de amor".
Um amigo meu leu o post e disse-me que aquilo que eu tinha escrito era horrível, na medida em que parecia que o que eu queria para a minha vida não era uma mulher, mas uma enfermeira. De certa forma, ele assumiu-se como o defensor do tal romantismo assolapado e da intensidade apaixonada de todas as relações, na esteira do mais batido verso de Vinicius de Moraes: "Que [o amor] não seja imortal, posto que é chama/ Mas que seja infinito enquanto dure." Um bonito verso, mas tão certo do seu relativismo amoroso quanto alguns conservadores estão certos do absolutismo do matrimónio.
Claro está que cada um fala a partir da sua biografia: Vinicius colecionou paixões e casamentos e eu sou um monogâmico praticante. Mas incomoda-me a forma como este olhar sobre as relações insiste em se tornar monopolista, como se se tivesse tornado do domínio da evidência que tudo acaba e que amar uma pessoa durante toda a vida é uma genuína impossibilidade. Estes são os que não percebem Haneke: que amar é sair de mim em direção ao outro, e que se eu nunca sobrepuser as suas necessidades aos meus sentimentos essa pessoa será sempre menos importante para mim do que eu próprio. Porque o romantismo assolapado e sentimentalóide é, demasiadas vezes, apenas um egoísmo disfarçado, que nada tem a ver com o verdadeiro amor."
"Eu iniciei há umas semanas, juntamente com a excelentíssima esposa, um blogue familiar chamado Pais de Quatro, e um dos primeiros posts que escrevi foi a propósito de um filme chamado ‘Amor’, sobre um casal de velhos em que um deles está a morrer. Em rigor, o post não era sobre o filme, mas sobre a resposta do realizador Michael Haneke a um jornalista que, numa entrevista, fez a seguinte observação: "Você sugere que o amor é mais sobre as nossas ações do que sobre os nossos sentimentos, que o verdadeiro amor é, na verdade, intensamente prático."
Haneke respondeu como se tal coisa fosse a mais evidente do mundo: "Sim, claro. Aquilo que fazemos por outra pessoa é mais importante do que aquilo que sentimos por ela." Eu achei que aquela era uma resposta muito sábia e muito bela, e escrevi que ela deveria ser proferida em todos os casamentos, e estar pendurada nas paredes de todos os lares. E acrescentava que, ao contrário de "todas as teses do romantismo sentimentaloide e assolapado", me parecia ser "a perfeita definição de amor".
Um amigo meu leu o post e disse-me que aquilo que eu tinha escrito era horrível, na medida em que parecia que o que eu queria para a minha vida não era uma mulher, mas uma enfermeira. De certa forma, ele assumiu-se como o defensor do tal romantismo assolapado e da intensidade apaixonada de todas as relações, na esteira do mais batido verso de Vinicius de Moraes: "Que [o amor] não seja imortal, posto que é chama/ Mas que seja infinito enquanto dure." Um bonito verso, mas tão certo do seu relativismo amoroso quanto alguns conservadores estão certos do absolutismo do matrimónio.
Claro está que cada um fala a partir da sua biografia: Vinicius colecionou paixões e casamentos e eu sou um monogâmico praticante. Mas incomoda-me a forma como este olhar sobre as relações insiste em se tornar monopolista, como se se tivesse tornado do domínio da evidência que tudo acaba e que amar uma pessoa durante toda a vida é uma genuína impossibilidade. Estes são os que não percebem Haneke: que amar é sair de mim em direção ao outro, e que se eu nunca sobrepuser as suas necessidades aos meus sentimentos essa pessoa será sempre menos importante para mim do que eu próprio. Porque o romantismo assolapado e sentimentalóide é, demasiadas vezes, apenas um egoísmo disfarçado, que nada tem a ver com o verdadeiro amor."
Amor, por João Miguel Tavares (1)
Este vem directamente do blog dele e da família.
"Este é um dos filmes que mais quero ver neste momento, por todas as razões e mais algumas. Por ser de Michael Haneke. Por ser sobre um casal de velhos à beira da morte. Por ser sobre o amor. E porque um campo-contracampo como este, escolhido para as imagens de promoção, é absolutamente deslumbrante.
Mas há ainda mais uma razão porque eu quero muito ver este filme. Em entrevista à Time Out, o jornalista pergunta ao realizador Michael Haneke:
Este é um filme triste em muitos sentidos, mas também contém ideias reconfortantes sobre o amor. Você sugere que o amor é mais sobre as nossas acções do que sobre os nossos sentimentos, que o verdadeiro amor é, na verdade, intensamente prático.
E Haneke responde:
Sim, claro. Aquilo que fazemos por outra pessoa é mais importante do que aquilo que sentimos por ela.
É uma resposta absurdamente sábia, absurdamente bela, que deveria ser proferida em todos os casamentos, e estar escrita nas paredes de todos os lares: Aquilo que fazemos por outra pessoa é mais importante do que aquilo que sentimos por ela.
Contrariando todas as teses do romantismo sentimentalóide e assolapado, diria mesmo que esta é a perfeita definição de amor."
"Este é um dos filmes que mais quero ver neste momento, por todas as razões e mais algumas. Por ser de Michael Haneke. Por ser sobre um casal de velhos à beira da morte. Por ser sobre o amor. E porque um campo-contracampo como este, escolhido para as imagens de promoção, é absolutamente deslumbrante.
Mas há ainda mais uma razão porque eu quero muito ver este filme. Em entrevista à Time Out, o jornalista pergunta ao realizador Michael Haneke:
Este é um filme triste em muitos sentidos, mas também contém ideias reconfortantes sobre o amor. Você sugere que o amor é mais sobre as nossas acções do que sobre os nossos sentimentos, que o verdadeiro amor é, na verdade, intensamente prático.
E Haneke responde:
Sim, claro. Aquilo que fazemos por outra pessoa é mais importante do que aquilo que sentimos por ela.
É uma resposta absurdamente sábia, absurdamente bela, que deveria ser proferida em todos os casamentos, e estar escrita nas paredes de todos os lares: Aquilo que fazemos por outra pessoa é mais importante do que aquilo que sentimos por ela.
Contrariando todas as teses do romantismo sentimentalóide e assolapado, diria mesmo que esta é a perfeita definição de amor."
Computador-oxigénio
- Não consigo respirar!
- Então temos que ir para o hospital!...
- Não quero!!
- Então como é que vamos fazer?
- Quero o computador!!
- O computador, para quê?
- O computador deixa-me respirar!!....
- Então temos que ir para o hospital!...
- Não quero!!
- Então como é que vamos fazer?
- Quero o computador!!
- O computador, para quê?
- O computador deixa-me respirar!!....
Disquete
Isto já foi publicado no Facebook. Mas o blogue serve como arquivo, e sobrevive exactamente por esse motivo, porque é um repositório muitíssimo melhor do que a rede social, que não nasceu para isso.Já passou tempo suficiente para poder começar a à C. alguns dos registos mais antigos da tag deste post.
A imagem faz parte, recordamos, de um episódio da série "O Incrível Mundo de Gumball", transmitida em Portugal pelo Cartoon Network.
sábado, fevereiro 06, 2016
Ontem foi assim
Não saí do Oeste. Quer dizer, só saí para ir buscar o Gil à do Barbas, e depois para ir tomar café ao Lagoa.Porque A-do-Barbas já pertence à Maceira, a Leiria e ao Pinhal Litoral. Enquanto a Mélvoa pertence a Pataias, a Alcobaça e ao Oeste.
quinta-feira, fevereiro 04, 2016
'Head' de Pesquisa da Google vai retirar-se
O "senior vice president" da Google para a Pesquisa, Amit Singhal, vai retirar-se após 15 anos de serviço. Singhal assumiu o cargo em 2000 e promoveu "uma revolução" no algoritmo em 2001. Será substituído pelo "chief of intelligence" John Giannandrea, que afirmou que "os computadores actuais são «notavelmente burros».
Esta notícia do TheNextWeb tem interesse aqui por 2 motivos.
Foi em 2001 que os saripianos começaram a usar o Google. No meu caso, foi uma das experiências mais simples da minha vida. Entre 2000 e 2001, saltávamos entre o Sapo, o Altavista, o Terravista e o Yahoo, e mais algum, se houvesse. Assim que experimentámos o Google, no mesmo dia deixámos de usar outro. Até hoje (continuo a não utilizar o DuckDuckGo.) O trabalho de Amit Singhal tem feito parte das nossas vidas ao longo dos últimos 15 anos.
A opinião de John Giannandrea sobre os computadores está totalmente alinhada com a da C., que vimos aqui há dias. A Google e os seus utilizadores vão continuar a trabalhar para o mesmo objectivo.
Esta notícia do TheNextWeb tem interesse aqui por 2 motivos.
Foi em 2001 que os saripianos começaram a usar o Google. No meu caso, foi uma das experiências mais simples da minha vida. Entre 2000 e 2001, saltávamos entre o Sapo, o Altavista, o Terravista e o Yahoo, e mais algum, se houvesse. Assim que experimentámos o Google, no mesmo dia deixámos de usar outro. Até hoje (continuo a não utilizar o DuckDuckGo.) O trabalho de Amit Singhal tem feito parte das nossas vidas ao longo dos últimos 15 anos.
A opinião de John Giannandrea sobre os computadores está totalmente alinhada com a da C., que vimos aqui há dias. A Google e os seus utilizadores vão continuar a trabalhar para o mesmo objectivo.
segunda-feira, janeiro 25, 2016
Marcelo Rebelo de Sousa e Vitorino Silva
Não votei em nenhum destes candidatos. Mas ambos ficaram muito bem aqui, uma imagem para a posteridade e talvez o melhor retrato destas eleições. Imagem do Dioguinho e da TVI24 (clicar para aumentar).
quinta-feira, janeiro 14, 2016
Hoje, as Sugestões do Google; em 2030, os Precogs
- Bolas, parece que é burro!....
- Quem é que é burro, C.?
- O Google! Parece que não sabe do que é que eu estou à procura!
"Grosso modo", foi este o diálogo de há alguns dias. A C. estava a utilizar o Google com as sugestões de pesquisa ligadas, o chamado "Autocomplete" - uma "inovação" do motor de pesquisa que, segundo o próprio, foi lançada em 2008, três anos depois de a C. nascer. Ela não só não conhece um mundo sem internet e sem Google - como não conhece o Google sem as sugestões.
Ao contrário de nós, ela tem expectativas de simples consumidora em relação às Sugestões de Pesquisa. Para nós, ao início era até assustador que o Google soubesse aquilo que poderíamos estar à procura. Depois, habituámo-nos e passámos a achar uma ferramenta útil. Mas para a C., não é assustador nem uma grande maravilha - é apenas uma ferramenta do dia-a-dia, e que mostra as suas limitações, como qualquer outro produto ou serviço.
Isto permite-nos antecipar o que será a pesquisa no Google em 2025 e 2030, quando este pessoal estiver a entrar no mercado de trabalho. Em vez de evitarem ou temerem que os motores de pesquisa saibam o que eles querem, esta geração vai exigir ao Google que saiba antecipadamente o que eles vão querer. Daqui ao estabelecimento dos Precogs do Minority Report, é um pequeno passo.
- Quem é que é burro, C.?
- O Google! Parece que não sabe do que é que eu estou à procura!
"Grosso modo", foi este o diálogo de há alguns dias. A C. estava a utilizar o Google com as sugestões de pesquisa ligadas, o chamado "Autocomplete" - uma "inovação" do motor de pesquisa que, segundo o próprio, foi lançada em 2008, três anos depois de a C. nascer. Ela não só não conhece um mundo sem internet e sem Google - como não conhece o Google sem as sugestões.
Ao contrário de nós, ela tem expectativas de simples consumidora em relação às Sugestões de Pesquisa. Para nós, ao início era até assustador que o Google soubesse aquilo que poderíamos estar à procura. Depois, habituámo-nos e passámos a achar uma ferramenta útil. Mas para a C., não é assustador nem uma grande maravilha - é apenas uma ferramenta do dia-a-dia, e que mostra as suas limitações, como qualquer outro produto ou serviço.
Isto permite-nos antecipar o que será a pesquisa no Google em 2025 e 2030, quando este pessoal estiver a entrar no mercado de trabalho. Em vez de evitarem ou temerem que os motores de pesquisa saibam o que eles querem, esta geração vai exigir ao Google que saiba antecipadamente o que eles vão querer. Daqui ao estabelecimento dos Precogs do Minority Report, é um pequeno passo.
segunda-feira, outubro 19, 2015
Sanjoanense, 1 - Académica, 5
É tão triste a crise em que a Briosa caiu no início deste ano, que nem conseguimos actualizar esta rubrica. Mas parece que com o novo treinador, Filipe Gouveia, que até é um dos heróis da Taça (enquanto adjunto de Pedro Emanuel), as coisas podem ir melhorando. Para já, ultrapassámos o trauma que foi a patética eliminação frente ao Santa Maria FC (concelho de Barcelos), na 3º eliminatória da época passada, faz agora sensivelmente um ano. Ontem, vencemos a AD Sanjoanese por 5-1 e já estamos na 4ª elimintatória.
É triste dizer isto, mas a verdade é que a Académica demonstrou auto-confiança e muita eficácia nos momentos decisivos, para conseguir um resultado que não espelha nada o que se passou em campo. Bem que precisamos de uma equipa confiante e que consegue concretizar golos em bola corrida (foram os primeiros da época!), mas a AD Sanjoanense não foi assim tão inferior como o resultado mostra.
Foi da Sanjoanense a primeira ocasião de perigo, mas foi a Académica a abrir o marcador aos 7 minutos, por Rafael Lopes. Aos 36 minutos quando os bairradinos cresciam no terreno, penálti - e segundo golo para a Académica, convertido por Rui Pedro.
No regresso do intervalo, a equipa da casa reduz para 2-1. Crescer nos adeptos o nervoso que o colectivo do Campeonato Nacional de Séniores continue atrevido. Mas eis que, logo aos 51 minutos, Rafael Lopes marca o terceiro para a Briosa, e aí praticamente mata o jogo. Ainda assim, o jogo continuou bastante equilibrado. Aos 72 minutos, a expulsão de um jogador da Sanjoanense veio ajudar a extinguir quaisquer dúvidas. E foi com 3-1 que chegámos aos 84 minutos.
Só então vimos o suplente entrado Gonçalo a demonstrar todo o seu talento e que temos todos de ter Paciência, porque nem Viterbo nem Gouveia querem fazer dele o titular indiscutível. "recebeu a bola fora da grande área, rodou sobre ele próprio e, num remate de belo efeito com o pé esquerdo" (Maisfutebol), fez o 4-1. Já depois nos 90, conseguimos saudar o regresso do nosso grande herói Marinho aos golos, depois de longa lesão.
É triste dizer isto, mas a verdade é que a Académica demonstrou auto-confiança e muita eficácia nos momentos decisivos, para conseguir um resultado que não espelha nada o que se passou em campo. Bem que precisamos de uma equipa confiante e que consegue concretizar golos em bola corrida (foram os primeiros da época!), mas a AD Sanjoanense não foi assim tão inferior como o resultado mostra.
Foi da Sanjoanense a primeira ocasião de perigo, mas foi a Académica a abrir o marcador aos 7 minutos, por Rafael Lopes. Aos 36 minutos quando os bairradinos cresciam no terreno, penálti - e segundo golo para a Académica, convertido por Rui Pedro.
No regresso do intervalo, a equipa da casa reduz para 2-1. Crescer nos adeptos o nervoso que o colectivo do Campeonato Nacional de Séniores continue atrevido. Mas eis que, logo aos 51 minutos, Rafael Lopes marca o terceiro para a Briosa, e aí praticamente mata o jogo. Ainda assim, o jogo continuou bastante equilibrado. Aos 72 minutos, a expulsão de um jogador da Sanjoanense veio ajudar a extinguir quaisquer dúvidas. E foi com 3-1 que chegámos aos 84 minutos.
Só então vimos o suplente entrado Gonçalo a demonstrar todo o seu talento e que temos todos de ter Paciência, porque nem Viterbo nem Gouveia querem fazer dele o titular indiscutível. "recebeu a bola fora da grande área, rodou sobre ele próprio e, num remate de belo efeito com o pé esquerdo" (Maisfutebol), fez o 4-1. Já depois nos 90, conseguimos saudar o regresso do nosso grande herói Marinho aos golos, depois de longa lesão.
segunda-feira, outubro 05, 2015
De açúcar
M: "Mãe, a mana pode ver os morangos de açúcar?"
"A terceira temporada da série Morangos com Açúcar estreou em 2005, emitida pela TVI e reemitida pelo +TVI em 2014 e a partir de 7 de Setembro de 2015 no Canal Biggs. Os protagonistas foram Luís Lourenço, no papel de Tiago, Joana Duarte , no papel de Matilde." (Wikipédia)
"A terceira temporada da série Morangos com Açúcar estreou em 2005, emitida pela TVI e reemitida pelo +TVI em 2014 e a partir de 7 de Setembro de 2015 no Canal Biggs. Os protagonistas foram Luís Lourenço, no papel de Tiago, Joana Duarte , no papel de Matilde." (Wikipédia)
domingo, outubro 04, 2015
Eu gosto mais do que tu
C: "Eu não gosto de ti, só gosto do mano."
M: "Mas eu gosto do mano primeiro!"
M: "Mas eu gosto do mano primeiro!"
quinta-feira, outubro 01, 2015
Autonomia
É quando se manda o mais velho ir buscar o mais novo, ou neste caso, o do meio.
Parafraseando o antigo presidente do SL Benfica, "200 metros são 200 metros".
E agora o Neil Armstrong: "um passo pequeno para o homem adulto, mas um passo de gigante para a pré-adolescente."
Parafraseando o antigo presidente do SL Benfica, "200 metros são 200 metros".
E agora o Neil Armstrong: "um passo pequeno para o homem adulto, mas um passo de gigante para a pré-adolescente."
sexta-feira, setembro 18, 2015
Por Coimbra, Setembro 2015 (3)
Coimbra, como a definiu o prof. José Hermano Saraiva, é ponto de encontro entre o mar e a serra, entre o Norte e o Sul. O caminho de Fátima/Santiago passa no largo da Portagem e segue pela rua dos Gatos.
quinta-feira, setembro 17, 2015
quarta-feira, setembro 16, 2015
Por Coimbra, Setembro 2015
terça-feira, setembro 08, 2015
Maternidade Bissaya Barreto
Não há muitas imagens da Maternidade Bissaya Barreto no Google Images, e este post pretende ser uma pequena contribuição nesse sentido. Fundada em 1963 e situada em Celas, a Maternidade está entre a rua Dr. Augusto Rocha (a que "sobe", desde o fim da rua Lourenço Almeida de Azevedo que vem da Praça da República, em direcção à Cruz de Celas) e a rua Augusta (que "desce" desde a Cruz de Celas). Embora por fora a maternidade pareça degradada, e a casa de banho masculina seja um cubículo no exterior, tão obsoleto e típico do pensamento século XX que se torna engraçado, o interior (instalações e equipamentos) está impecável, e isso é que o que mais interessa. Só posso estar grato ao profissionalismo de todo o pessoal.A imagem em "mini-azulejo" da parede do lado da rua dr. Augusto Rocha está igualmente bem preservada.)
Uma notícia de 1 de Setembro, num dos diários de Coimbra (há vários anos que não os acompanhava de forma tão atenta ao longo de tantos dias), apontava para a intenção do governo de construir uma nova maternidade, agregando as duas (Bissaya Barreto e Daniel de Matos). Mas sem data de previsão - uma notícia típica de ambiente de pré-campanha.
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