terça-feira, março 13, 2012

Coito

José Pratas não tinha coito para brincar à apanhada. daqui
A linguagem das crianças ainda é cheia de inocência e desprovida de segundos sentidos. Mas não é universal, isto é, as especificidades do falar de cada região ainda têm influência.
Assim se explica que uma mãe, natural do Porto, fique surpreendida por ouvir um grupo de crianças mencionando o coito, a meio de um jogo de apanhada.

Faço como a Alexandra Lencastre e socorro-me da Wikipédia:

Couto, do latim Cautum (cotum, coto, couto e coito), definia, no século IX, um lugar imune.
As doações de couto, frequentes entre os séculos IX e XIII, como expressão senhorial, implicavam o privilégio da proibição de entrada de funcionários régios (juízes, meirinhos, mordomos, etc.) na terra coutada. Definia-se oficialmente, no reinado de D. Dinis, o acto de coutar uma terra como escusar os seus moradores da hoste e do fossado, do foro e de toda a peita, ou seja, imunidade perante os impostos e justiça reais. (...) Os coutos de homiziados constituiam-se em terras a que poderiam acolher-se, libertando-se das penas em que tivessem incorrido, quaisquer criminosos (...)

Designam-se por "coutos de Alcobaça" as 13 vilas dependentes do Mosteiro cisterciense, pelourinho e concelho próprio, governadas pelo Mosteiro sem interferência do rei, sendo Turquel uma delas. O Couto Mixto, entre a Galiza e o Norte, é outro exemplo conhecido de abrigo.

Do couto ao coito o salto é tão simples como na loiça, na tesoira, no oiro, no toiro, no coiro.
Este coito não tem portanto nada a ver com o outro coito, também derivado do latim, mas de coitum.


Será misterioso que só na linguagem das crianças - e pelo vistos não no Norte - tenha sobrevivido o "couto" medieval, transformado em coito. Mas quem para brincou à apanhada, a palavra não tem nada de estranho...
E os nossos leitores, quem é que utilizava um coito para brincar à apanhada?

Briosa: objectivo conseguido!!! (!!?!?....)

Numa emocionante assembleia-geral da Liga de Clubes, a Académica assegurou ontem a permanência na primeira liga!!....... (???)











...bem, como a decisão não tem efeitos imediatos e ainda tem de passar por não sei quantas entidades, esperemos que o bom senso prevaleça.

Até porque eu aguardo que o Torreense, que lidera a zona sul da II Divisão, suba à II Liga para depois calhar no mesmo grupo da Taça da Liga que a Briosa para poder ver a Briosa a jogar em Torres.

quarta-feira, março 07, 2012

sexta-feira, março 02, 2012

Vamos ao Marcolino de Castro no domingo, às 16h

A mãe está aos pulos de contente e já queria que o M. envergasse aquela prenda amanhã. Contudo, o M. hoje estava mais empenhado em devorar um rissol e até se foi deitar antes do 3º golo.


É evidente que assim não vai ser fácil combater a influência crescente do clube da mãe no espírito tão pequeno e influenciável do M. A própria mana, há dias, espantou os presentes com uma conversa inusitada

- ó mãe, eu sou do Porto, tu és de qual?

tendo em conta os antecedentes que a apontavam para o SLB. Mas enfim, para o M. ainda conta o resultado da eliminatória da Taça de Novembro, que esperamos poder repetir para a semana!



Estádio Marcolino de Castro
Mas antes disso vamos ao nosso estádio talismã, o Marcolino de Castro, aquele que é reconhecidamente o nosso principal adversário, porque é o primeiro dos que estão abaixo da linha de água! Força Briosa!

Manifestação em Torres

Hoje há manif em Torres.

"Estamos a mobilizar as pessoas para uma concentração junto ao hospital na sexta-feira pelas 17h00", revelou esta segunda-feira, em conferência de imprensa, Maria Quina, um dos elementos que compõem a comissão.

Em causa está a decisão do Governo de transformar a urgência médico-cirúrgica do Centro Hospitalar de Torres Vedras (CHTV) em básica e transferir a pediatria, o bloco de partos e respectivo serviço de obstetrícia para o Centro Hospitalar Oeste Norte, em Caldas da Rainha." (daqui)










A primeira saída à rua, à porta do Centro Hospitalar de Torres Vedras
O M. é que ainda não se aguenta muito bem nas canetas. Senão, seguramente que iria lá estar para protestar contra o encerramento da sua maternidade.













Update: em especial aos nossos leitores do Interior, que dizem que está tudo concentrado no litoral: têm de rever o conceito, pois está tudo concentrado é em Lisboa. Em breve, e pelo andar da carruagem, se eu partir uma perna no Bombarral, terei de optar entre o Hospital de Santo André, em Leiria, ou o Hospital Beatriz Ângelo, em Loures. Naturalmente que não opto nada pois a ambulância levar-me-á para onde entender, desde que pare previamente nas Caldas ou em Torres para preencher um formulário em como parti uma perna. Tendo em atenção que, se eu quiser que a ambulância use a A8, pago eu a portagem. Mal por mal, prefiro Loures, que sempre é mais perto, e almoço n' O Tosco, na Malveira, que é excelente e em conta. À volta, paro na IKEA e trago mais duas estantes e três molas para as embalagens de arroz e massa.

sexta-feira, fevereiro 24, 2012

China e Omã: relações com mais de 5 séculos

Forte português de Al-Mirani, Mascate, Omã
1507: primeira ocupação de Ormuz por Afonso de Albuquerque

1507: ocupação de Mascate por Afonso de Albuquerque, construção dos fortes de Al-Mirani e Al-Jalali

1515: segunda ocupação de Ormuz e construção do Forte de Nossa Senhora da Conceição de Ormuz

1553: Portugueses estabelecem-se em Macau





2012: China e Omã entram no capital social da REN


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quarta-feira, fevereiro 22, 2012

Simbolicamente, o M. começou hoje a andar

e à hora de jantar sentou-se e viu uns minutos de um interessante jogo de andebol na RTP2: os dois primeiros do campeonato português, o FC Porto (o clube da mãe) e a Académica de Águas Santas (freguesia do concelho da Maia, e onde tem um primo a jogar nas camadas jovens.) Embora não tenha nenhuma relação institucional com a Briosa, a Académica de Águas Santas é, pelo nome, pelo símbolo e pela cor dos seus equipamentos, a natural representante da Académica na primeira linha do andebol nacional. Foi, por isso, com pena que vimos que o líder do campeonato exerceu sem falhas, mas com muita oposição, o seu estatuto de superioridade. Uma pequena consolação num dia aziago para o clube da mãe.

10 anos

que se assinalam sobre a morte de Jonas Savimbi.


Lidl Bombarral: Batatas a 0,20€/Kg

"There is certainly anger and belt-tightening and dark clouds of depression. It’s not uncommon to see decently dressed Greeks discreetly rummaging through garbage bins for food. A new book about how the country survived the Nazi occupation — “Starvation Recipes” — has become a surprise hit. But there are also success stories that fly fully in the face of the turmoil. Most surprising, there is a pervasive sense of relief over the crisis that is upon them, as if a long, strange dream is at last over.

My first impression of Petros Vafiadis was of a bear. He’s a big, jowly man, and he sat hunkered by the grille of his living-room fireplace. People in his town in northern Greece — Giannitsa — told me that the rising price of heating oil forced residents to rely on their fireplaces, and for the first time in memory, you regularly smell wood smoke in the chilly air."

The Way Greeks Live Now, no New York Times (artigo completo)

eles deviam estar a viver um pouco acima das possibilidades. Eu nunca deixei de sentir o cheiro a fumo de lenha de oliveira nos últimos invernos.

terça-feira, fevereiro 21, 2012

sábado, fevereiro 18, 2012

HCT, 11 - AAC, 0

Pavilhão do HCT, Turquel
Não estive em Turquel para ver a abertura da segunda volta deste campeonato e a recepção do Hóquei Clube de Turquel à Académica. O resultado foi o esperado, e semelhante ao da primeira volta: os Brutos dos Queixos são um fortíssimo candidato à subida à I Divisão e a Briosa tem um longo caminho a percorrer para assegurar a permanência. Que ambos atinjam os seus objectivos!

sábado, fevereiro 11, 2012

Dos camaleões

Camaleão: o símbolo do SLB com a camisola da Mágica.
imagem A Bola
Dada a importância histórica do regresso da Briosa ao Jamor, é possível que nos próximos tempos uma boa percentagem dos posts aqui ande à volta do tema. Hoje abordamos a questão dos camaleões, central para compreender a relação entre os estudantes da Universidade de Coimbra e a AAC/OAF, na primeira década deste século (e, suponho eu, desde os anos 80, mas isso o João Portugal Vieira deve saber melhor).


terça-feira, fevereiro 07, 2012

segunda-feira, fevereiro 06, 2012

A notícia veio de barco

imagem txiling
“Porra, pretos de merda, vocês não sabem nada, seus amadores, incompetentes, vocês não têm perfil para trabalhar neste Banco, eu aqui mando, vão para a rua”. Esta frase, reiteradamente proferida por José Alexandre Maganinho Pinto Ribeiro ao longo de meses, acabou por ser fatal ao administrador português do Moza Banco, parceiro do grupo BES em Moçambique, e custar--lhe quer o lugar no banco quer o direito de trabalhar naquele país africano de expressão portuguesa.

Pinto Ribeiro foi “convidado” a deixar Maputo pelo executivo liderado por Guebuza por maus tratos aos seus subordinados e com base na violação do princípio do “direito à honra, bom nome e integridade moral” bem como do “direito ao trabalho” emanado da Constituição moçambicana.
(...)
O comportamento do administrador do Moza Banco foi denunciado por vários trabalhadores da instituição parceira do banco de Ricardo Salgado, tendo desencadeado uma acção inspectiva por parte da Direcção do Trabalho de Maputo. Na sequência desta fiscalização, os inspectores constataram que “os trabalhadores têm sofrido maus tratos perpetrados pelo trabalhador estrangeiro”.

Ainda segundo o despacho, os colaboradores do banco eram sistematicamente obrigados a trabalhar até às duas horas da madrugada, “sem direito a descanso nem remuneração”. Enquanto isto, José Alexandre Pinto Ribeiro insultava-os, berrando-lhes várias palavras ofensivas que a ministra do Trabalho fez questão de reproduzir no documento que fundamenta a sua proibição de continuar a trabalhar no país.
(...)

Em comunicado emitido no seu site, o banco reconhece que foi notificado por algumas irregularidades laborais detectadas no âmbito da inspecção levada a cabo pelo Ministério do Trabalho. E informa que estão a ser tomadas medidas legais adequadas, em fóruns competentes, tendo em vista a defesa dos interesses da instituição. Mas garante que a notificação em nada afecta o seu normal funcionamento nem o processo de expansão e modernização em curso, que passa pela abertura de novas agências em todo o território. (...)
(artigo completo no ionline)

sexta-feira, fevereiro 03, 2012

Costa e a passagem pela Briosa

Costa (imagem daqui)
Costa, extremo-esquerdo do FCP e da selecção:

"Que memórias tem do seu início de carreira?
Foi acidental. Comecei a jogar futebol no Sport Clube de Vila Real, ainda era estudante de liceu. Depois fui estudar Engenharia Mecânica, para a Universidade de Coimbra, que era a mais credenciada. Por uma questão familiar, de tradição. O meu pai formou-se em Coimbra, o meu irmão também. Só que entretanto… tinha jeito para jogar. E com idade júnior já era titular em Coimbra, na Académica.

Quem eram os grandes nomes dessa Académica?
Vítor Campos, Mário Campo, Gervásio, Manuel António, ainda apanho o Serafim e o Oliveira Duarte em final de carreira. Eles tiveram problemas com lesões, que me proporcionaram a entrada no onze. E nunca mais de lá saí.

Que sensações lhe transmite essa Académica?
Na Académica aprendi muito cedo o que é tentar jogar bem, fazer um jogo de posse de bola, agradável à vista. E também aprendi a escutar os mais velhos – foram eles que me ensinaram quase tudo. Foi também lá que aprendi o companheirismo. Só para ver bem: na minha época de estreia, em 1971/72, a Académica desceu de divisão. Sabe o que nós, jogadores, fizemos? Combinámos não nos separarmos e continuarmos na equipa para repor a Académica no seu lugar, a 1.a divisão. Foi o que aconteceu na época seguinte, na 2.a Divisão, zona norte, com 13 pontos de avanço sobre o segundo classificado [Varzim]."


quinta-feira, fevereiro 02, 2012

quarta-feira, fevereiro 01, 2012

Os Erasmus

imsgem UC
"Javier Sanjurjo, espanhol, teve mais sorte e permaneceu um ano na cidade dos estudantes. Ao i diz que escolheu Coimbra porque tinha ouvido falar no ambiente universitário de Portugal e considera que não foi enganado: “As minhas primeiras impressões foram positivas. Mal cheguei senti-me em casa e pressenti logo que ia ser um ano formidável”, recorda. O estudante de Arquitectura conta que o que mais gostava era de acordar de manhã e não saber como nem onde iria acabar o seu dia. “Em Coimbra é tudo imprevisível. Há sempre barbecues, festas, concertos. A cidade não pára”, relembra o espanhol de 24 anos, acrescentando que foi nestes eventos que conheceu aqueles que hoje considera os seus melhores amigos. Para Javier, o melhor sítio que existe na maior cidade é a Praça da Sé Velha. Talvez por isso o jovem diga que a melhor memória que guarda é da Serenata da Queima das Fitas: “Foi absolutamente mágico”, diz."

artigo completo no ionline