sexta-feira, fevereiro 24, 2012

China e Omã: relações com mais de 5 séculos

Forte português de Al-Mirani, Mascate, Omã
1507: primeira ocupação de Ormuz por Afonso de Albuquerque

1507: ocupação de Mascate por Afonso de Albuquerque, construção dos fortes de Al-Mirani e Al-Jalali

1515: segunda ocupação de Ormuz e construção do Forte de Nossa Senhora da Conceição de Ormuz

1553: Portugueses estabelecem-se em Macau





2012: China e Omã entram no capital social da REN


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quarta-feira, fevereiro 22, 2012

Simbolicamente, o M. começou hoje a andar

e à hora de jantar sentou-se e viu uns minutos de um interessante jogo de andebol na RTP2: os dois primeiros do campeonato português, o FC Porto (o clube da mãe) e a Académica de Águas Santas (freguesia do concelho da Maia, e onde tem um primo a jogar nas camadas jovens.) Embora não tenha nenhuma relação institucional com a Briosa, a Académica de Águas Santas é, pelo nome, pelo símbolo e pela cor dos seus equipamentos, a natural representante da Académica na primeira linha do andebol nacional. Foi, por isso, com pena que vimos que o líder do campeonato exerceu sem falhas, mas com muita oposição, o seu estatuto de superioridade. Uma pequena consolação num dia aziago para o clube da mãe.

10 anos

que se assinalam sobre a morte de Jonas Savimbi.


Lidl Bombarral: Batatas a 0,20€/Kg

"There is certainly anger and belt-tightening and dark clouds of depression. It’s not uncommon to see decently dressed Greeks discreetly rummaging through garbage bins for food. A new book about how the country survived the Nazi occupation — “Starvation Recipes” — has become a surprise hit. But there are also success stories that fly fully in the face of the turmoil. Most surprising, there is a pervasive sense of relief over the crisis that is upon them, as if a long, strange dream is at last over.

My first impression of Petros Vafiadis was of a bear. He’s a big, jowly man, and he sat hunkered by the grille of his living-room fireplace. People in his town in northern Greece — Giannitsa — told me that the rising price of heating oil forced residents to rely on their fireplaces, and for the first time in memory, you regularly smell wood smoke in the chilly air."

The Way Greeks Live Now, no New York Times (artigo completo)

eles deviam estar a viver um pouco acima das possibilidades. Eu nunca deixei de sentir o cheiro a fumo de lenha de oliveira nos últimos invernos.

terça-feira, fevereiro 21, 2012

sábado, fevereiro 18, 2012

HCT, 11 - AAC, 0

Pavilhão do HCT, Turquel
Não estive em Turquel para ver a abertura da segunda volta deste campeonato e a recepção do Hóquei Clube de Turquel à Académica. O resultado foi o esperado, e semelhante ao da primeira volta: os Brutos dos Queixos são um fortíssimo candidato à subida à I Divisão e a Briosa tem um longo caminho a percorrer para assegurar a permanência. Que ambos atinjam os seus objectivos!

sábado, fevereiro 11, 2012

Dos camaleões

Camaleão: o símbolo do SLB com a camisola da Mágica.
imagem A Bola
Dada a importância histórica do regresso da Briosa ao Jamor, é possível que nos próximos tempos uma boa percentagem dos posts aqui ande à volta do tema. Hoje abordamos a questão dos camaleões, central para compreender a relação entre os estudantes da Universidade de Coimbra e a AAC/OAF, na primeira década deste século (e, suponho eu, desde os anos 80, mas isso o João Portugal Vieira deve saber melhor).


terça-feira, fevereiro 07, 2012

segunda-feira, fevereiro 06, 2012

A notícia veio de barco

imagem txiling
“Porra, pretos de merda, vocês não sabem nada, seus amadores, incompetentes, vocês não têm perfil para trabalhar neste Banco, eu aqui mando, vão para a rua”. Esta frase, reiteradamente proferida por José Alexandre Maganinho Pinto Ribeiro ao longo de meses, acabou por ser fatal ao administrador português do Moza Banco, parceiro do grupo BES em Moçambique, e custar--lhe quer o lugar no banco quer o direito de trabalhar naquele país africano de expressão portuguesa.

Pinto Ribeiro foi “convidado” a deixar Maputo pelo executivo liderado por Guebuza por maus tratos aos seus subordinados e com base na violação do princípio do “direito à honra, bom nome e integridade moral” bem como do “direito ao trabalho” emanado da Constituição moçambicana.
(...)
O comportamento do administrador do Moza Banco foi denunciado por vários trabalhadores da instituição parceira do banco de Ricardo Salgado, tendo desencadeado uma acção inspectiva por parte da Direcção do Trabalho de Maputo. Na sequência desta fiscalização, os inspectores constataram que “os trabalhadores têm sofrido maus tratos perpetrados pelo trabalhador estrangeiro”.

Ainda segundo o despacho, os colaboradores do banco eram sistematicamente obrigados a trabalhar até às duas horas da madrugada, “sem direito a descanso nem remuneração”. Enquanto isto, José Alexandre Pinto Ribeiro insultava-os, berrando-lhes várias palavras ofensivas que a ministra do Trabalho fez questão de reproduzir no documento que fundamenta a sua proibição de continuar a trabalhar no país.
(...)

Em comunicado emitido no seu site, o banco reconhece que foi notificado por algumas irregularidades laborais detectadas no âmbito da inspecção levada a cabo pelo Ministério do Trabalho. E informa que estão a ser tomadas medidas legais adequadas, em fóruns competentes, tendo em vista a defesa dos interesses da instituição. Mas garante que a notificação em nada afecta o seu normal funcionamento nem o processo de expansão e modernização em curso, que passa pela abertura de novas agências em todo o território. (...)
(artigo completo no ionline)

sexta-feira, fevereiro 03, 2012

Costa e a passagem pela Briosa

Costa (imagem daqui)
Costa, extremo-esquerdo do FCP e da selecção:

"Que memórias tem do seu início de carreira?
Foi acidental. Comecei a jogar futebol no Sport Clube de Vila Real, ainda era estudante de liceu. Depois fui estudar Engenharia Mecânica, para a Universidade de Coimbra, que era a mais credenciada. Por uma questão familiar, de tradição. O meu pai formou-se em Coimbra, o meu irmão também. Só que entretanto… tinha jeito para jogar. E com idade júnior já era titular em Coimbra, na Académica.

Quem eram os grandes nomes dessa Académica?
Vítor Campos, Mário Campo, Gervásio, Manuel António, ainda apanho o Serafim e o Oliveira Duarte em final de carreira. Eles tiveram problemas com lesões, que me proporcionaram a entrada no onze. E nunca mais de lá saí.

Que sensações lhe transmite essa Académica?
Na Académica aprendi muito cedo o que é tentar jogar bem, fazer um jogo de posse de bola, agradável à vista. E também aprendi a escutar os mais velhos – foram eles que me ensinaram quase tudo. Foi também lá que aprendi o companheirismo. Só para ver bem: na minha época de estreia, em 1971/72, a Académica desceu de divisão. Sabe o que nós, jogadores, fizemos? Combinámos não nos separarmos e continuarmos na equipa para repor a Académica no seu lugar, a 1.a divisão. Foi o que aconteceu na época seguinte, na 2.a Divisão, zona norte, com 13 pontos de avanço sobre o segundo classificado [Varzim]."


quinta-feira, fevereiro 02, 2012

quarta-feira, fevereiro 01, 2012

Os Erasmus

imsgem UC
"Javier Sanjurjo, espanhol, teve mais sorte e permaneceu um ano na cidade dos estudantes. Ao i diz que escolheu Coimbra porque tinha ouvido falar no ambiente universitário de Portugal e considera que não foi enganado: “As minhas primeiras impressões foram positivas. Mal cheguei senti-me em casa e pressenti logo que ia ser um ano formidável”, recorda. O estudante de Arquitectura conta que o que mais gostava era de acordar de manhã e não saber como nem onde iria acabar o seu dia. “Em Coimbra é tudo imprevisível. Há sempre barbecues, festas, concertos. A cidade não pára”, relembra o espanhol de 24 anos, acrescentando que foi nestes eventos que conheceu aqueles que hoje considera os seus melhores amigos. Para Javier, o melhor sítio que existe na maior cidade é a Praça da Sé Velha. Talvez por isso o jovem diga que a melhor memória que guarda é da Serenata da Queima das Fitas: “Foi absolutamente mágico”, diz."

artigo completo no ionline

terça-feira, janeiro 31, 2012

Realmente

Publicidade, publicada no jornal "Notícias do Bombarral" de 26 de Janeiro de 2012

quarta-feira, janeiro 25, 2012

Ora essa

- "Então mas o Conjunto António Mafra foi formado no Porto?"
- "Então havia de ser aonde? Em Mafra, não?"


terça-feira, janeiro 24, 2012

sexta-feira, janeiro 13, 2012

A Estrada de Rio Maior a Leiria em 1791

"A partir de um mapa topográfico existente no Instituto Geográfico Português, mandado levantar, por ordem de D. Maria I, em 1791, com o fim de determinar o percurso da Estrada Real desde a serra de Rio Maior a Leiria, Ricardo Charters d'Azevedo ensaia um estudo alargado que se detém sobre os elementos concretos do mapa, do traçado à toponímia, mas muito especialmente sobre os seus autores porque, à excepção de um dos oficiais que o elaboraram, todos os outros têm ligações com Leiria. (...) Desde a antiguidade foram sendo usados cinco percursos diferentes entre Rio Maior e Leiria pelo que o delineamento da Estrada Real entre estes dois pontos, nos finais do século XVIII, obrigou a uma escolha, que teve razões, mas também consequências, técnicas, económicas e sociais.(...) O livro tem inúmeras gravuras e mapas a cores e a preto e branco, apresentando, referidas a 1791, as primeiras plantas de povoações como a Batalha, Évora de Alcobaça, Aljubarrota, Turquel, Benedita e Leiria." (...) in Charters de Azevedo no Sapo

quinta-feira, janeiro 12, 2012

Académica, 1 - Oliveirense, 0

imagem do Facebook não oficial da Briosa
Ai, Pape Sow, Pape Sow... tanto mal que se disse de ti para agora "resolveres" esta primeira mão! A Briosa viveu o seu habitual sofrimento, depois de uma primeira parte fraca e de uma segunda parte em crescimento. Quando já todos antevíamos uma segunda mão de mais sofrimento, eis que o senegalês alivia a pressão dos adeptos (por agora) e permite uma explosão de alegria mesmo ao cair do pano.
A eliminatória não está decidida, mas para já estamos em vantagem! Faltam 90 minutos para o Jamor!


domingo, janeiro 08, 2012

No problem, Ayrton, no problem!

"It's the regulation!"



Este vídeo, interessante por si, mesmo, torna-se mais giro para quem souber que, 1 ano e meio antes, na decisão do título de 1989, o Jean-Marie desclassificou o Ayrton no GP Japão por ele ter aproveitado a "run-off area" para seguir em frente e não ter respeitado o regulamento que dizia que os pilotos que saíssem em frente numa chicane tinham que voltar para trás e entrar no ponto onde saíram - imediatamente depois de o Ayrton e o Alain terem chocado.
O resultado da votação diz tudo.

sábado, janeiro 07, 2012

Pax Angolana

António Indjai, chefe do Exército da Guiné Bissau
Vamos abrir o ano com um tema de política internacional, que temos tido poucos por aqui.

Descobrimos no final de 2011 que a Guiné-Bissau, antiga colónia e província ultramarina portuguesa, é agora um protectorado de Angola.

Disseram as notícias:

"O que os habitantes de Bissau ouviram ontem de manhã não foi coisa não tivessem já ouvido várias vezes nos últimos anos, habituados como estão a que os militares do país se digladiem com armas para conquistar o poder. Desta vez o tiroteio não resultou em mortos, mas uma das cabeças do regime, o almirante Bubo Na Tchuto, chefe do Estado-Maior da Armada, acabou detido por “tentativa de subversão da ordem constitucional”, segundo a rádio Voz da América.

Bubo Na Tchuto (fonte)
Bubo Na Tchuto parece ter tomado o gosto aos golpes de Estado, tendo em conta que em 2010 ascendeu à chefia da Armada guineense ao liderar com António Indjai, hoje chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, um golpe militar que destituiu, na altura, Zamora Induta do cargo mais alto da hierarquia castrense.

“O meu nome é sempre associado a confusão. Mas posso dizer ao país que não tenho nada a ver com o que se está a passar. Foi o próprio chefe do Estado-Maior que me ligou, esta manhã, a perguntar se seriam os meus homens que tentaram atacar o paiol, ao que lhe respondi que não são os meus homens e não tenho nada a ver com isso”, explicou Na Tchuto.

Para evitar o que lhe aconteceu em 2010, quando esteve algumas horas detido pelos revoltosos, o primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, refugiou-se na embaixada de Angola, situada em frente à sua residência. O líder político beneficiou da protecção dos soldados angolanos, que dispararam para o ar e evitaram que voltasse a ser raptado." (Ionline)


Que os srs. Indjai e Na Tchuto, responsáveis máximos do exército e da marinha, andem de vez em quando aos tiros, aceita-se, e é também normal que o primeiro-ministro saiba que a qualquer momento pode ser apeado.
Mas o facto de o primeiro-ministro morar em frente à embaixada de Angola e fugir para lá quando há tiros é a prova de que, de facto, o governo da Guiné tem a protecção de Luanda e eventualmente não sobrevive sem essa protecção.

Luanda não quer, naturalmente, perder o investimento quer está a fazer na Guiné:

"Bissau, 21 Out 2010 - Angola concedeu à Guiné-Bissau um apoio orçamental de 12 milhões de dólares, uma linha de crédito de 25 milhões de dólares e o perdão da dívida guineense, anunciou quarta-feira em Bissau o ministro da Geologia, Minas e Indústria de Angola.
“A Guiné-Bissau tem um défice orçamental de 12 milhões de dólares e Angola vai cobrir esse défice o mais rapidamente possível”, afirmou Joaquim Costa David." (fonte)

Significa isto que o império colonial da lusofonia está, eventualmente, a renascer, mas agora com a metrópole em Luanda. São boas notícias para a Guiné, onde se instala agora uma pax angolana que vai certamente evitar confusões nos anos mais próximos. Para encerrar este post era uma foto de José Eduardo dos Santos com uma toga e uma coroa de louros à Júlio César, mas não há disso na net. No máximo, há este post.