quarta-feira, fevereiro 01, 2012

Os Erasmus

imsgem UC
"Javier Sanjurjo, espanhol, teve mais sorte e permaneceu um ano na cidade dos estudantes. Ao i diz que escolheu Coimbra porque tinha ouvido falar no ambiente universitário de Portugal e considera que não foi enganado: “As minhas primeiras impressões foram positivas. Mal cheguei senti-me em casa e pressenti logo que ia ser um ano formidável”, recorda. O estudante de Arquitectura conta que o que mais gostava era de acordar de manhã e não saber como nem onde iria acabar o seu dia. “Em Coimbra é tudo imprevisível. Há sempre barbecues, festas, concertos. A cidade não pára”, relembra o espanhol de 24 anos, acrescentando que foi nestes eventos que conheceu aqueles que hoje considera os seus melhores amigos. Para Javier, o melhor sítio que existe na maior cidade é a Praça da Sé Velha. Talvez por isso o jovem diga que a melhor memória que guarda é da Serenata da Queima das Fitas: “Foi absolutamente mágico”, diz."

artigo completo no ionline

terça-feira, janeiro 31, 2012

Realmente

Publicidade, publicada no jornal "Notícias do Bombarral" de 26 de Janeiro de 2012

quarta-feira, janeiro 25, 2012

Ora essa

- "Então mas o Conjunto António Mafra foi formado no Porto?"
- "Então havia de ser aonde? Em Mafra, não?"


terça-feira, janeiro 24, 2012

sexta-feira, janeiro 13, 2012

A Estrada de Rio Maior a Leiria em 1791

"A partir de um mapa topográfico existente no Instituto Geográfico Português, mandado levantar, por ordem de D. Maria I, em 1791, com o fim de determinar o percurso da Estrada Real desde a serra de Rio Maior a Leiria, Ricardo Charters d'Azevedo ensaia um estudo alargado que se detém sobre os elementos concretos do mapa, do traçado à toponímia, mas muito especialmente sobre os seus autores porque, à excepção de um dos oficiais que o elaboraram, todos os outros têm ligações com Leiria. (...) Desde a antiguidade foram sendo usados cinco percursos diferentes entre Rio Maior e Leiria pelo que o delineamento da Estrada Real entre estes dois pontos, nos finais do século XVIII, obrigou a uma escolha, que teve razões, mas também consequências, técnicas, económicas e sociais.(...) O livro tem inúmeras gravuras e mapas a cores e a preto e branco, apresentando, referidas a 1791, as primeiras plantas de povoações como a Batalha, Évora de Alcobaça, Aljubarrota, Turquel, Benedita e Leiria." (...) in Charters de Azevedo no Sapo

quinta-feira, janeiro 12, 2012

Académica, 1 - Oliveirense, 0

imagem do Facebook não oficial da Briosa
Ai, Pape Sow, Pape Sow... tanto mal que se disse de ti para agora "resolveres" esta primeira mão! A Briosa viveu o seu habitual sofrimento, depois de uma primeira parte fraca e de uma segunda parte em crescimento. Quando já todos antevíamos uma segunda mão de mais sofrimento, eis que o senegalês alivia a pressão dos adeptos (por agora) e permite uma explosão de alegria mesmo ao cair do pano.
A eliminatória não está decidida, mas para já estamos em vantagem! Faltam 90 minutos para o Jamor!


domingo, janeiro 08, 2012

No problem, Ayrton, no problem!

"It's the regulation!"



Este vídeo, interessante por si, mesmo, torna-se mais giro para quem souber que, 1 ano e meio antes, na decisão do título de 1989, o Jean-Marie desclassificou o Ayrton no GP Japão por ele ter aproveitado a "run-off area" para seguir em frente e não ter respeitado o regulamento que dizia que os pilotos que saíssem em frente numa chicane tinham que voltar para trás e entrar no ponto onde saíram - imediatamente depois de o Ayrton e o Alain terem chocado.
O resultado da votação diz tudo.

sábado, janeiro 07, 2012

Pax Angolana

António Indjai, chefe do Exército da Guiné Bissau
Vamos abrir o ano com um tema de política internacional, que temos tido poucos por aqui.

Descobrimos no final de 2011 que a Guiné-Bissau, antiga colónia e província ultramarina portuguesa, é agora um protectorado de Angola.

Disseram as notícias:

"O que os habitantes de Bissau ouviram ontem de manhã não foi coisa não tivessem já ouvido várias vezes nos últimos anos, habituados como estão a que os militares do país se digladiem com armas para conquistar o poder. Desta vez o tiroteio não resultou em mortos, mas uma das cabeças do regime, o almirante Bubo Na Tchuto, chefe do Estado-Maior da Armada, acabou detido por “tentativa de subversão da ordem constitucional”, segundo a rádio Voz da América.

Bubo Na Tchuto (fonte)
Bubo Na Tchuto parece ter tomado o gosto aos golpes de Estado, tendo em conta que em 2010 ascendeu à chefia da Armada guineense ao liderar com António Indjai, hoje chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, um golpe militar que destituiu, na altura, Zamora Induta do cargo mais alto da hierarquia castrense.

“O meu nome é sempre associado a confusão. Mas posso dizer ao país que não tenho nada a ver com o que se está a passar. Foi o próprio chefe do Estado-Maior que me ligou, esta manhã, a perguntar se seriam os meus homens que tentaram atacar o paiol, ao que lhe respondi que não são os meus homens e não tenho nada a ver com isso”, explicou Na Tchuto.

Para evitar o que lhe aconteceu em 2010, quando esteve algumas horas detido pelos revoltosos, o primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, refugiou-se na embaixada de Angola, situada em frente à sua residência. O líder político beneficiou da protecção dos soldados angolanos, que dispararam para o ar e evitaram que voltasse a ser raptado." (Ionline)


Que os srs. Indjai e Na Tchuto, responsáveis máximos do exército e da marinha, andem de vez em quando aos tiros, aceita-se, e é também normal que o primeiro-ministro saiba que a qualquer momento pode ser apeado.
Mas o facto de o primeiro-ministro morar em frente à embaixada de Angola e fugir para lá quando há tiros é a prova de que, de facto, o governo da Guiné tem a protecção de Luanda e eventualmente não sobrevive sem essa protecção.

Luanda não quer, naturalmente, perder o investimento quer está a fazer na Guiné:

"Bissau, 21 Out 2010 - Angola concedeu à Guiné-Bissau um apoio orçamental de 12 milhões de dólares, uma linha de crédito de 25 milhões de dólares e o perdão da dívida guineense, anunciou quarta-feira em Bissau o ministro da Geologia, Minas e Indústria de Angola.
“A Guiné-Bissau tem um défice orçamental de 12 milhões de dólares e Angola vai cobrir esse défice o mais rapidamente possível”, afirmou Joaquim Costa David." (fonte)

Significa isto que o império colonial da lusofonia está, eventualmente, a renascer, mas agora com a metrópole em Luanda. São boas notícias para a Guiné, onde se instala agora uma pax angolana que vai certamente evitar confusões nos anos mais próximos. Para encerrar este post era uma foto de José Eduardo dos Santos com uma toga e uma coroa de louros à Júlio César, mas não há disso na net. No máximo, há este post.

quinta-feira, dezembro 29, 2011

Meias-finais: não fazer conta com o ovo....

AAC-Oliveirense

1ª mão: 11 Janeiro (quarta-feira)

2ª mão: 8 Fevereiro (quarta-feira)





 ...a galinha ainda tem de o pôr. O Olhanense já ficou para trás. Mas, seja o FCP, o SCP, confiança sempre em alta!, faltam 180 minutos para o Jamor!

quarta-feira, dezembro 28, 2011

terça-feira, dezembro 27, 2011

domingo, dezembro 25, 2011

Continuação de Boas Festas

A SARIP deseja que todos os leitores e amigos tenham aproveitado para ir à praia para ir tomar banho ou beber uma mini (deve ter-se estado muito bem no Xakra Beach Bar, na praia do Molhe Leste, em Peniche) e que continuem a ter uma excelente quadra festiva.

quinta-feira, dezembro 22, 2011

Ali Farka Touré - Yulli

Prefiro Portugal à Alemanha de Leste

Muro de Berlim em construção (imagem daqui)
Em todos os tempos e em todas as latitudes houve sociedades e civilizações nas quais os seus cidadãos sentiam a necessidade de ir para outro lado.
(Há até quem diga que o problema do Império Romano foi, não de fraqueza militar ou decadência cultural, mas apenas da incapacidade de absorver todos os imigrantes que aí apareceram.)
São os casos, entre muitos outros, de Portugal e da Alemanha de Leste.
 Só que enquanto os responsáveis da Alemanha de Leste tentavam, com muros, soldados e armas, impedir os seus cidadãos de sair do país, em Portugal os responsáveis incentivam e dão pistas sobre para onde podem os cidadãos dar à sola.
Esta é uma atitude inteligente e racional, pois os que vão deixam mais empregos para os que ficam (reduzindo o desemprego e as despesas com os respectivos subsídios), mais a possibilidade de enviarem remessas que vão fortalecer a economia nacional. O governo está, portanto, a trabalhar bem.

quarta-feira, dezembro 21, 2011

Académica, 3 - Desp. Aves, 2

Desta vez, e ao contrário do que aconteceu contra o Penafiel e contra o Leixões, a Briosa fez valer o estatuto e os galões e conseguiu uma vitória indiscutível, embora com boa oposição. Golos de Éder (5m), Berger (37m) e Abdoulaye (75m.)


Ultrapassados Oriental, FCP, Leixões e Aves, aí está a Briosa novamente nas meias-finais da Taça, pelo segundo ano consecutivo! (É bom que o M. conviva com bons resultados; não fosse o rumor, lançado hoje, de que o Éder vai para o clube da mãe a custo zero, e o dia teria sido perfeito.) O sorteio é na próxima quarta-feira, 28 de Dezembro, pelas 12 horas.

segunda-feira, dezembro 19, 2011

Este fim de semana só vi Sporting

No Nacionnal de Futebol da 1ª Liga, a Briosa esteve a vencer erm casa até 10 minutos do fim mas infelizmente deixou-se empatar. Apesar de tudo, sendo o adversário o melhor Sporting dos últimos 5 ou 6 anos, não é um mau resultado. Com as derrotas do Rio Ave e do Marítimo, passámos a estar mais perto da cauda do pelotão da frente (5 pontos) do que da linha de água (6 pontos). Se retomarmos o caminho das vitórias e contarmos com o eventual enfraquecimento de quem vai à frente, ainda podemos ter uma época interessante.

Mas a não perder mesmo é a "final" com o Desp. Aves na próxima 4ªfeira...


Mundo OK
No Nacional de Hóquei em Patins da II Divisão zona sul, a Biblioteca provocou a primeira derrota do Sporting, permitindo ao HC Turquel chegar à liderança. Mesmo tendo o Sporting um jogo a mais, é motivador - e mais que justo para a equipa que tem a melhor defesa e o melhor ataque, com 75 golos contra 51 do 2º, o Sporting.

Por falar nisso, a Biblioteca está em 3º lugar.... e se o HCT e a BIR subissem ambos à 1ª divisão?
(fonte: Mundo Ok, sem dúvida o melhor portal de hóquei em patins nacional)

domingo, dezembro 18, 2011

Argentina, o exemplo

A Argentina é um bom exemplo de como Portugal poderá eventualmente sair da crise - e do que terá de passar antes de recuperar, pela proximidade no tempo (foi apenas há 10 anos) e pelas semelhanças (a indexação do peso ao dólar fazia com que o país tivesse uma espécie de dólar demasiado forte para a sua competitividade.)
O artigo completo (entrevista a Jorge Faurie) está no ionline.

(...)
"Quando é que a Argentina optou pela não ajuda?
Estávamos a receber pacotes de ajuda do Fundo Monetário Internacional, alguns deles já nem chegaram. A questão é que a velocidade das coisas era tal que quando chegava um novo pacote de ajuda as necessidades reais já eram muito superiores. Anunciado que era o pacote, já era preciso mais dinheiro, um pouco como está a acontecer em Portugal. Além da dívida é preciso pagar os juros. Chegou um momento em que entrámos em default e não pagámos, não tínhamos maneira de pagar. E acabou-se. Tivemos o famoso corralito e o corralón [medidas que evitaram o levantamento de depósitos], um momento em que os argentinos não tinham dinheiro efectivo.

Sem dinheiro, como funcionavam?

As regiões [províncias] começaram a emitir a chamada quase-moeda, que era aceite em diversas empresas, sobretudo no ramo alimentar, e gerou-se todo um sistema de pagamentos por via da utilização não de moeda, mas de uma quase-moeda, os chamados “patacones”. Havia como que um rodízio de “patacones” para pagar diversas despesas. Outras províncias geraram as suas próprias formas de pagamento, ou seja, houve várias quase-moedas, que foram sendo resgatadas depois da crise.

E é assim que a economia vai vivendo, num primeiro momento?
Sem ajuda finaceira externa e sem um FEEF [Fundo Europeu de Estabilização Financeira] foi preciso criar outros mecanismos de crédito, de apoio. Num primeiro momento a economia argentina vive desta economia informal. Mas nos últimos tempos já se tinham instalado algumas formas de troca, sobretudo entre pessoas desempregadas, como por exemplo um tomava conta do filho de outro em troca de comida, um mecânico pagava com trabalho ou o pagamento era o direito a tratamento numa clínica dentária. As pessoas inventaram formas de viver sem dinheiro.

Mas também apareceu dinheiro novo, digamos assim...
Sim, além disso aparecem os recursos das poupanças que não estavam no país, não estavam declaradas, nem existiam no sistema bancário nacional. Os argentinos têm uma mentalidade um pouco latina, italiana – porque é uma coisa que sucede muito em Itália, de acordo com os indicadores há um segmento de economia, o mecado negro, que não está nas contas. Todos os recursos dos argentinos que tinham alguma capacidade de poupança estavam no exterior e os montantes eram significativíssimos. Portanto, uma parte da poupança informal foi mantendo a actividade económica.

A desvalorização da moeda deixou os argentinos na miséria, mas repôs competitividade...
Temos duas coincidências: a desvalorização da moeda vem dar mais competitividade aos produtos argentinos, uma camisa que custava cinco dólares no dia seguinte passou a custar um dólar. Rapidamente, muitos produtos que estavam fora do mercado devido à paridade entre o peso e o dólar, e que por isso não eram competitivos, passaram a sê-lo. Ao mesmo tempo, os principais produtos exportadores, commodities e agro-pecuária, começam a ter, devido ao crescimento da China e da Índia, uma procura crescente, que em 2006/07 quintuplica."
(...)

quarta-feira, dezembro 14, 2011

Olhanense, 0 - Académica, 2

Esta é uma temporada para matar borregos. Depois do FCP, é a vez de, pela primeira vez na história, irmos ganhar a Olhão, ao estádio do campeão de Portugal de 1924. Importante em termos estatísitcos.

Golos de Adrien Silva, o primeiro de penalti e o segundo candidato a melhor golo da temporada!
E com isto a Briosa tomou o lugar de líder do segundo pelotão, no 6º lugar.


(Não nos iludamos; com a vitória do Rio Ave, continuamos 5 pontos acima da linha de água, o que significa que estamos mais perto da mesma do que do 5º. 6 derrotas é um fardo pesado de carregar...)

terça-feira, dezembro 13, 2011

103 anos

imagem daqui 
É com uns dias de atraso, mas não faz mal. Como o próprio disse na televisão, à Fátima Campos Ferreira, ele "não tinha pressa" de completar mais um aniversário. Parabéns, Manoel de Oliveira!


(Um dos melhores pormenores da entrevista que deu à FCF foi logo a abrir:

- Como vê a situação do país, em 2011?
- Como é que eu a vejo? À rasca...

O que vale é que não estava lá o José Gil para lhe pregar um sermão.)

terça-feira, dezembro 06, 2011

Leixões, 2 - Académica, 5

imagem já actualizada


Muito sofrimento, sempre muito sofrimento. Valeu o brasileiro Fábio Luís, inspirado pelo anúncio daquela instituição financeira que mostra as histórias de vários futebolistas que resolveram jogos importantes partindo da condição de suplentes, fechando com "a solução está no banco". Luís empatou o jogo próximo do final e abriu o caminho para um prolongamento onde os homens do Mar, ainda comovidos com o salvamento dos 6 pescadores caxinenses, se foram abaixo animicamente e encaixaram 3 golos, num resultado final que não traduz o sofrimento e a garra e qualidade de jogo dos de Matosinhos.
Golos de Adrien (39 e 97 minutos), Fábio Luís (84 e 99 minutos) e Éder a fechar (120 minutos.)

Venha o Desportivo das Aves, para voltarmos às meias-finais depois do ano passado. É já no próximo dia 21 de Dezembro.

Vedas

Mapa da Índia Védica (fonte deste blogue interessantíssimo)

"Denominam-se Vedas os quatro textos em sânscrito que formam a base do extenso sistema de escrituras sagradas do hinduísmo, que representam a mais antiga literatura de qualquer língua indo-europeia. A palavra Veda, em sânscrito, da raiz विद् vid- (reconstruída como sendo derivada do Proto-Indo-Europeu weid-) que significa conhecer, escreve-se वेद veda no alfabeto Devanagari e significa conhecimento.
(...)
Muitos historiadores consideram os Vedas os textos sobreviventes mais antigos. Estima-se que as partes mais novas dos vedas datam a aproximadamente 500 a.C.; o texto mais antigo (Rigveda) encontrado é, atualmente, datado a aproximadamente 1500 a.C., mas a maioria dos indólogos concordam com a possibilidade de que uma longa tradição oral existiu antes que os Vedas fossem escritos." (Wikipedia)