Feliz Dia de Reis!
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domingo, janeiro 06, 2013
quinta-feira, fevereiro 23, 2012
segunda-feira, abril 25, 2011
Traz outro amigo também - Zeca Afonso
Amigo
Maior que o pensamento
Por essa estrada amigo vem
Não percas tempo que o vento
É meu amigo também
Em terras
Em todas as fronteiras
Seja benvindo quem vier por bem
Se alguém houver que não queira
Trá-lo contigo também
Aqueles
Aqueles que ficaram
(Em toda a parte todo o mundo tem)
Em sonhos me visitaram
Traz outro amigo também
sexta-feira, novembro 26, 2010
quinta-feira, julho 29, 2010
segunda-feira, agosto 03, 2009
Plêiade
Da Costa Ocidental a Norte do Cabo da Roca
Como já tenho tido oportunidade de comentar com alguns dos nossos leitores, situações como esta são perfeitamente normais na Costa Ocidental. Há mais de 20 anos que vivo aqui e os verões são sempre assim, embora eu tenha a sensação que antigamente tínhamos mais "ondas de calor", i.e, dias quentes (acima de 35º) e "noites de Verão", i.e., noites quentes, com ou sem vento Suão.
Nos verões que trabalhei no Posto de Turismo, a cadência era invariavelmente a mesma: foram inúmeros os turistas amuados com as neblinas e os nevoeiros, e nunca havia muitos dias seguidos de sol. Acreditem, não vejo nenhumas alterações climatéricas só por virem uns dias de Nortada fria, ou de chuva.
E já foi bom não ter vindo uma tempestade como caiu na Praia da Vieira em Julho de 2001 - creio que a 29, porque era um Domingo e a praia estava cheia de gente - uma tromba de água violentíssima que levantou ao ar grande parte das barracas e chegou a causar algum pânico, e me obrigou a ligar as luzes do posto, em pleno dia.
É aguardar. Em todo o caso, uma observação atenta nos dias anteriores pode dar razoavelmente para ver como está o tempo na praia.
José Afonso homenageado em Coimbra
Sabia que José Afonso tinha vivido no largo da Sé Velha, mas não sabia que também tinha vivido no "prédio contíguo à pastelaria Zizânia". Felizmente que a Câmara se lembrou de colmatar a falha.
Por falar nisso...
Aproveito para deixar aqui uma foto que, se não é inédita neste blogue, não terá sido publicada mais que uma vez. Um ponto de vista diferente sobre Santa Cruz.

Outras festas

Que gente tão mazinha!
Estou cada vez mais satisfeito! Não só ele regressa, e já em forma, como há alguém capaz de o colocar no seu devido lugar! Pois se o Alguersuari não teve direito a testes, porque é que ele havia de ter?
(Uma notícia envolvendo as palavras "Williams" e "Schumacher" faz-me pensar que estou novamente em 1996).
Esta vai direitinha para o Analfabeto!
(Este esgotamento de temas é sinal de que estamos quase a ir uns dias de férias, que bem precisamos.)
Como já tenho tido oportunidade de comentar com alguns dos nossos leitores, situações como esta são perfeitamente normais na Costa Ocidental. Há mais de 20 anos que vivo aqui e os verões são sempre assim, embora eu tenha a sensação que antigamente tínhamos mais "ondas de calor", i.e, dias quentes (acima de 35º) e "noites de Verão", i.e., noites quentes, com ou sem vento Suão.
Nos verões que trabalhei no Posto de Turismo, a cadência era invariavelmente a mesma: foram inúmeros os turistas amuados com as neblinas e os nevoeiros, e nunca havia muitos dias seguidos de sol. Acreditem, não vejo nenhumas alterações climatéricas só por virem uns dias de Nortada fria, ou de chuva.
E já foi bom não ter vindo uma tempestade como caiu na Praia da Vieira em Julho de 2001 - creio que a 29, porque era um Domingo e a praia estava cheia de gente - uma tromba de água violentíssima que levantou ao ar grande parte das barracas e chegou a causar algum pânico, e me obrigou a ligar as luzes do posto, em pleno dia.
É aguardar. Em todo o caso, uma observação atenta nos dias anteriores pode dar razoavelmente para ver como está o tempo na praia.
José Afonso homenageado em Coimbra
Sabia que José Afonso tinha vivido no largo da Sé Velha, mas não sabia que também tinha vivido no "prédio contíguo à pastelaria Zizânia". Felizmente que a Câmara se lembrou de colmatar a falha.
Por falar nisso...
Aproveito para deixar aqui uma foto que, se não é inédita neste blogue, não terá sido publicada mais que uma vez. Um ponto de vista diferente sobre Santa Cruz.
Outras festas
Que gente tão mazinha!
Estou cada vez mais satisfeito! Não só ele regressa, e já em forma, como há alguém capaz de o colocar no seu devido lugar! Pois se o Alguersuari não teve direito a testes, porque é que ele havia de ter?
(Uma notícia envolvendo as palavras "Williams" e "Schumacher" faz-me pensar que estou novamente em 1996).
Esta vai direitinha para o Analfabeto!
(Este esgotamento de temas é sinal de que estamos quase a ir uns dias de férias, que bem precisamos.)
domingo, agosto 02, 2009
Miríade - 6
Devemos estar quase a passar para a plêiade.
Bobby Robson (18 Fevereiro 1933 - 31 Julho 2009)
Corazón Aquino (25 Janeiro 1933 - 1 Agosto 2009)
Old habits die hard?
Isto começa bem! O homem já está no pico da forma! E ainda mal começou a aquecer...
a Casa de Afonso Lopes Vieira
A fantástica prenda de casamento que o poeta leiriense recebeu, e onde escreveu grande parte da sua obra. Em S. Pedro de Moel.

Onde a terra se acaba e o mar começa
é Portugal;
simples pretexto para o litoral
verde nau que ao mar largo se arremessa.
Onde a terra se acaba e o mar começa
a Estremadura está,
com o Verde pino que em glória floreça,
mosteiros, castelos, tanta pátria ali há!
Onde a terra se acaba e o mar começa
há uma casa onde amei, sonhei, sofri;
encheu-se-me de brancas a cabeça
e, debruçado para o mar, envelheci...
Onde a terra de acaba e o mar começa
é a bruma, a ilha que o Desejo tem;
e ouço nos búzios, té que o som esmoreça,
novas da minha pátrias - além, além!...
Zeca Afonso
E passamos do Afonso de S. Pedro de Moel para o Afonso que é ainda recordado nas roulottes de bifanas da Marinha Grande, como eu testemunhei há tempos, que faria hoje 80 anos e que foi um grandes intérpretes do fado de Coimbra.
Azul
«Azul (...) Tudo hoje indica, minha filha, que Nosso Senhor Jesus Cristo era azul, um azul belíssimo, como o azul do céu.» (...)
A jovem, do outro lado do confessionário, mergulha no silêncio. Um silêncio de angústia e reflexão. E diz logo a seguir: «Mas como é que pode ser, padre? As pessoas não são azuis. Não há no mundo pessoas azuis.»
O espanto da jovem só pode ser igualado pela perplexidade do padre... porque nunca se poderia supor que ela fosse reagir assim... o bispo tinha dito: «problemas que os recém-convertidos colocam... quando fazem perguntas sobre a côr são geralmente recém-convertidos... é importante estender uma ponte, meu filho... Lembra-te de que Deus é amor (tinha dito o bispo) e o deus hindu do amor, Krishna, é sempre pintado com a pele azul; será uma espécie de ponte entre as crenças; é preciso um certo tacto, compreendes; além do mais, o azul é a modos que uma cor neutra, o que evita problemas de cores, o ideal é não falar de branco e de negro. Não tenho dúvidas de que devemos optar pela cor azul.» Até os bispos erram, diz de si para si o jovem padre (...) «Como é que se pode ser azul, padre, quem é que pode acreditar numa coisa dessas? (...)
Rushdie, Salman (1981), Os Filhos da Meia Noite, Biblioteca Sábado: p. 97
A jovem indiana que não recebeu a ponte que o sacerdote católico da Catedral de S. Tomé, em Bombaim, lhe estendia, até à azulidade de Krishna, chama-se Mary Pereira, e o seu namorado chama-se Joseph d'Costa. Salman Rushdie não ignora a discreta mas viva presença portuguesa no nascimento da Índia moderna.
Bobby Robson (18 Fevereiro 1933 - 31 Julho 2009)
Corazón Aquino (25 Janeiro 1933 - 1 Agosto 2009)
Old habits die hard?
Isto começa bem! O homem já está no pico da forma! E ainda mal começou a aquecer...
a Casa de Afonso Lopes Vieira
A fantástica prenda de casamento que o poeta leiriense recebeu, e onde escreveu grande parte da sua obra. Em S. Pedro de Moel.
Onde a terra se acaba e o mar começa
é Portugal;
simples pretexto para o litoral
verde nau que ao mar largo se arremessa.
Onde a terra se acaba e o mar começa
a Estremadura está,
com o Verde pino que em glória floreça,
mosteiros, castelos, tanta pátria ali há!
Onde a terra se acaba e o mar começa
há uma casa onde amei, sonhei, sofri;
encheu-se-me de brancas a cabeça
e, debruçado para o mar, envelheci...
Onde a terra de acaba e o mar começa
é a bruma, a ilha que o Desejo tem;
e ouço nos búzios, té que o som esmoreça,
novas da minha pátrias - além, além!...
Zeca Afonso
E passamos do Afonso de S. Pedro de Moel para o Afonso que é ainda recordado nas roulottes de bifanas da Marinha Grande, como eu testemunhei há tempos, que faria hoje 80 anos e que foi um grandes intérpretes do fado de Coimbra.
Azul
«Azul (...) Tudo hoje indica, minha filha, que Nosso Senhor Jesus Cristo era azul, um azul belíssimo, como o azul do céu.» (...)
A jovem, do outro lado do confessionário, mergulha no silêncio. Um silêncio de angústia e reflexão. E diz logo a seguir: «Mas como é que pode ser, padre? As pessoas não são azuis. Não há no mundo pessoas azuis.»
O espanto da jovem só pode ser igualado pela perplexidade do padre... porque nunca se poderia supor que ela fosse reagir assim... o bispo tinha dito: «problemas que os recém-convertidos colocam... quando fazem perguntas sobre a côr são geralmente recém-convertidos... é importante estender uma ponte, meu filho... Lembra-te de que Deus é amor (tinha dito o bispo) e o deus hindu do amor, Krishna, é sempre pintado com a pele azul; será uma espécie de ponte entre as crenças; é preciso um certo tacto, compreendes; além do mais, o azul é a modos que uma cor neutra, o que evita problemas de cores, o ideal é não falar de branco e de negro. Não tenho dúvidas de que devemos optar pela cor azul.» Até os bispos erram, diz de si para si o jovem padre (...) «Como é que se pode ser azul, padre, quem é que pode acreditar numa coisa dessas? (...)
Rushdie, Salman (1981), Os Filhos da Meia Noite, Biblioteca Sábado: p. 97
A jovem indiana que não recebeu a ponte que o sacerdote católico da Catedral de S. Tomé, em Bombaim, lhe estendia, até à azulidade de Krishna, chama-se Mary Pereira, e o seu namorado chama-se Joseph d'Costa. Salman Rushdie não ignora a discreta mas viva presença portuguesa no nascimento da Índia moderna.
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