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sábado, março 17, 2012

À atenção dos leitores da região de Viseu

Viseu
O jornal O Rotundas, "da (ir)responsabilidade do VSB onde as noticias não têm ponta por onde se pegue mas que põe muitos de cabeça à roda", já vai na 7ª edição.

sexta-feira, agosto 17, 2007

O Casamento da Cláudia, I

"Chegou finalmente o momento esperado e a visita a Vila Cova à Coelheira. Como sempre, sublinho que este "relatório" parte do meu ponto de vista pessoal, e portanto as distorções e/ou omissões aos factos são da minha única responsabilidade. A caixa de comentários está aberta a questões, complementos, etc."

Isto foi escrito em Dezembro de 2005 e repete-se agora, com a diferença de “Queiriga” em vez de “Vila Cova à Coelheira”.

Às 7 horas da manhã de sábado, 11 de Agosto de 2007, recebi uma SMS do Daniel pedindo para desmarcar o horário combinado para a partida, 09:30. Referia que, derivado ao estado febril, não conseguia dormir mais e se não era possível partirmos um pouco mais cedo. O pedido justificava-se, em parte, porque eu já tinha dado a entender que era preferia partir cedo para fazer uma viagem fresca (apesar de tudo, estamos em Agosto e o Interior não é o Litoral) e com tempo para eventuais paragens.
Por volta das 9 horas, arrancámos de Parceiros, Leiria, com destino a Queiriga, Vila Nova de Paiva. O GPS efectuou rapidamente os cálculos para esta viagem.
O GPS ocupou uma curiosa posição de destaque na viagem de ida. Gentilmente cedido pelo Ricardo Gomes “Katxau”, que está prestes a regressar do Afeganistão, o pequeno aparelho é rápido nos cálculos e igualmente rápido no “recalculando”, a que é obrigado de cada vez que o condutor não segue as suas indicações. Creio que o GPS deverá ter várias opções de controlo (caminho mais rápido, mais curto, mais económico, mais seguro, etc) e portanto os seus “erros” ter-se-ão devido à ausência de programação. A máquina retirará algum carisma às longas viagens, mas dá jeito quando temos pressa.
Pouco depois das 10 chegámos a Coimbra. Foi o meu 25º regresso desde a minha despedida em Maio de 2004. Naturalmente, fizemos uma pequena “romaria”, como religiosos que regressam à sagrada Basílica depois de longa ausência, e dão 7 voltas em torno da Igreja, certificando-se que tudo se encontra mais ou menos como deixaram, enquanto fazem refresh às memórias de pessoas e momentos. (Já antes eu tinha repetido ao Daniel o desafio que lhe lancei para o futuro.) Paragem para café, num café ao lado do antigo clube Passerelle, que mudou de nome.
(A caixa de electricidade está tal e qual.)

Em seguida, o famoso IP3. Só mais tarde me lembrei que poderia ter tirado fotografia à cimenteira de Souselas, junto da qual parámos para combustível. Nem vi se ainda existem os tais sinais a proibir a circulação de materiais perigosos, instalados pela Câmara de Coimbra em reacção à decisão do Governo de avançar com a co-incineração.

A viagem decorreu calmamente, por entre muita música conhecida (de Offspring a Ena Pá 2000 e de Heróis do Mar a Emir Kusturica) e muita conversa “gasosa”, isto é, leve, vaga e nebulosa… à medida que nos aproximamos de Viseu, o nevoeiro costeiro vai (lentamente) dando lugar ao sol.

A minha primeira visita a Viseu foi motivada por um “erro” do GPS que nos levou a atravessar o centro da cidade em vez de procurar um atalho lateral. Como não íamos parar, limitei-me a tirar algumas fotos apressadas que servirão um dia mais tarde como ponto de referência, quando eu visitar a cidade como deve ser.

O Palácio do Gelo…

E o centro...

Claramente, o GPS ignorava que as festas de S. Simão estavam a ser preparadas e levou-nos mesmo para o recinto. Após vários “recalculando”s, seguindo várias de placas e atravessando uma série incontável e interminável de rotundas, lá nos pusemos na mesma estrada para Vila Nova de Paiva, mas desta vez com destino a Queiriga, onde chegámos por volta do meio-dia.

À chegada deparámos com um facto curioso: Queiriga tem duas placas, com 50 metros de distância, a indicar o início da localidade. Será para o visitante não ter dúvidas? Ou terá sido consequência de um processo de alargamento em sede de PDM?

A “pequena” aldeia não é assim tão pequena. Encontrámos algumas casas tradicionais da Beira, em granito, bem como a “Igreja Velha”, após o que alguns populares nos indicaram prontamente o caminho para a Igreja Nova. Mas, na verdade, o que predomina na Queiriga é o palacete tipicamente construído pelo emigrante na sua terra natal, com formas arquitectónicas inspiradas nos países por onde labutou. Por comodidade, passarei a chamar-lhe “chalet do imigra.”

Por volta do meio-dia, parámos numa bela tasca com uma agradável parreira á porta. Entrámos, em busca de uma cerveja.

Nós, litorais urbanizados com a mania que somos superiores aos tugas que na verdade não deixamos de ser, não inventaríamos melhor cenário para um sketch. Lá dentro, um senhor de idade almoçava (creio que um prato de sardinhas) e, atrás do balcão, uma senhora próximo dos 70 anos e com um vigoroso bigode – não estou a inventar – olhou-nos com sinceridade. Não disfarçou minimamente a desconfiança e a estranheza com que dois indivíduos de fato e gravata lhe entraram pelo estabelecimento. Pessoalmente acho estranho, porque ela podia ter pensado que estávamos para um casamento, mas não deixa de ser verdade que, tal como estávamos, parecíamos uma parelha de profetas da Igreja de Jesus Cristo e dos Santos dos Últimos Dias. A senhora estava, também ela, a comer sardinhas. Deu-nos as cervejas; e quando quisemos pagar, com uma pergunta dúbia (“podemos pagar?”), a senhora olhou-nos por o que me pareceu um longo e interminável momento antes de se decidir “por mim, podem”… o troco vinha a cheirar a sardinha. E a própria cerveja também sabia a sardinha. Na verdade, não podíamos ter sido atendidos de forma mais castiça e hospitalária.

À sombra da parreira, dissertámos; o Dani sobre a sabedoria de fazer vinho que a sua família perdeu, já que o pai e os tios não aprenderam com o avô, e eu sobre a sabedoria que fui eu a perder, pois já não herdei esse conhecimento do meu pai. O que não quer dizer que não louve a parreira no pátio, que o meu pai também tem em Turquel.

Em seguida, o Dani ligou à Brígida a pedir indicações. A Brígida indicou que “a seguir a umas casas pequenas, virem à esquerda.” A Brígida fez bem; com a quantidade de chalets de imigra que há, onde houver casas pequenas distinguem-se logo. Contudo, ainda demos algumas voltas até lá chegarmos, o que nos permitiu atravessar a aldeia para a outra extremidade, dar meia volta, estudar profundamente a arquitectura da Alsácia e da Lorena, ouvir a Rádio Sátão (creio que ia haver jogo entre o Sátão e o Penalva do Castelo), e ainda ouvir a Rádio Cidade em 99.3… o Daniel não me deixará mentir; durante 100 metros, ouvimos a Rádio Cidade em 99.3. Como é que uma rádio supostamente regional, a emitir a partir de Alcanena, se ouve na Queiriga, é um mistério, mas um facto…

Quando chegámos, a noiva preparava-se para tirar algumas fotos. Como não quis retirar protagonismo aos fotógrafos profissionais, optei pela perspectiva lateral desse momento, o que redundou nesta fotografia idiota.

(continua)

F1 - Hungria: guerra aberta
Senna e Prost eram vilipendiados pelo mau exemplo que davam à juventude e pelo mal que faziam ao sentido da honra e da dignidade do desporto.
Hoje, temos saudades desses tempos, em que sabíamos que, por mais cinismo e malvadez que houvesse, havia um profundo sentido de respeito entre dois grandes corredores. Hoje não temos tanta certeza sobre isso, parece estarmos a lidar com simples garotos malcriados.
Mas essa é a única esperança de Kimi Raikkonen.


domingo, agosto 12, 2007

Queirigas - Viseu
Acerca do casamento da Cláudia não vou falar muito, uma vez que o Ismael está responsável por postar acerca desse espectacular evento. Mas, decidi colocar aqui o video que explica parte do que aconteceu entre Queirigas (terra do casamento) e Viseu (copo de água), espero que o Ismael não se esqueça do "Anda cá!!!".