"E aí está outro elogio, esse nome de tripeiro. (...) A realidade vale mais que a lenda. O fornecimento de carne a uma armada (...) era, no Porto, (...) uma função permanente. Era no Douro que se abasteciam para as longas viagens os mareantes que partiam para os mares do Norte e os que dali chegavam; esse aprovisionamento obrigou à importação de sal das regiões próximas, à produção pecuária intensa, à instalação das tanoarias, e esteve na base do desenvolvimento comercial do Porto.
As entranhas das reses não aguentam a salmoura e eram numa quantidade tal que chegavam para todos. Eram prato de pobres" (...)
JHS, O Tempo e a Alma, I Volume, p. 85
(Em homenagem aos camaradas do Hoje Há Pipis)