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quinta-feira, fevereiro 28, 2013

Manif de 2 de Março

Este mapa inspira dois palpites sociológicos.

1. A proximidade de Torres Vedras a Lisboa é um caso constante de estar muito perto do céu e do inferno. Estar perto garante acesso rápido à oferta da capital e é um estímulo ao desenvolvimento, a todos os níveis - mas por vezes também serve de factor de inibição de iniciativas autónomas que perdem a razão de ser justamente devido a essa proximidade.Olhando para este mapa, parece estranho não existir nenhuma manif marcada entre Caldas e Lisboa

2. No extremo oposto do ponto anterior, a menos de 10 quilómetros uma da outra, estão as manifs de Marinha Grande e Leiria. O fosso cultural e sociológico entre estas duas cidades tão próximas (a que corresponde até um fosso geográfico que só ganhou um viaduto na EN242 no final dos anos 90) não permite que se juntem para dizer mal do governo. (...e faz sentido: a afamada cultura de contestação marinhense não iria deslocar-se a Leiria; seria um insulto à memória da malta do 18 de Janeiro.)

sexta-feira, março 02, 2012

Manifestação em Torres

Hoje há manif em Torres.

"Estamos a mobilizar as pessoas para uma concentração junto ao hospital na sexta-feira pelas 17h00", revelou esta segunda-feira, em conferência de imprensa, Maria Quina, um dos elementos que compõem a comissão.

Em causa está a decisão do Governo de transformar a urgência médico-cirúrgica do Centro Hospitalar de Torres Vedras (CHTV) em básica e transferir a pediatria, o bloco de partos e respectivo serviço de obstetrícia para o Centro Hospitalar Oeste Norte, em Caldas da Rainha." (daqui)










A primeira saída à rua, à porta do Centro Hospitalar de Torres Vedras
O M. é que ainda não se aguenta muito bem nas canetas. Senão, seguramente que iria lá estar para protestar contra o encerramento da sua maternidade.













Update: em especial aos nossos leitores do Interior, que dizem que está tudo concentrado no litoral: têm de rever o conceito, pois está tudo concentrado é em Lisboa. Em breve, e pelo andar da carruagem, se eu partir uma perna no Bombarral, terei de optar entre o Hospital de Santo André, em Leiria, ou o Hospital Beatriz Ângelo, em Loures. Naturalmente que não opto nada pois a ambulância levar-me-á para onde entender, desde que pare previamente nas Caldas ou em Torres para preencher um formulário em como parti uma perna. Tendo em atenção que, se eu quiser que a ambulância use a A8, pago eu a portagem. Mal por mal, prefiro Loures, que sempre é mais perto, e almoço n' O Tosco, na Malveira, que é excelente e em conta. À volta, paro na IKEA e trago mais duas estantes e três molas para as embalagens de arroz e massa.

sexta-feira, abril 30, 2010

Gonçalo de Lagos

Gonçalo de Lagos, (Lagos, c. 1370 - Torres Vedras, 15 de Outubro de 1422), é uma figura histórica da Igreja Católica e da devoção popular portuguesa, invocada pelos pescadores do Algarve e pela população da região de Torres Vedras.

Frade da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho, dedicou-se à pregação, tendo sido prior do Convento da Graça, em Torres Vedras, onde se encontra sepultado.

A informação existente na internet sobre ele é de tal forma contraditória que é difícil determinar se o Vaticano o consagrou como beato ou como santo. Em todo o caso, tal como Nuno Álvares Pereira entre a sua morte em 1431 e a sua canonização em Abril de 2009, o povo português sempre o venerou na qualidade de santo.

É o santo padroeiro das localidades onde nasceu e morreu, isto é, Lagos e Torres Vedras, que por esse motivo são geminadas, desde 2009.


Torres, aliás, elegeu-o como padroeiro ainda no século XV, em 1495:

« Antom Martim, escrivom do munto nobre senado da munto nobre, e leal villa de Torres Vedras. Certifico e attesto a todolos que este público instrumento de certidão virem, em como no dia treze do mez de Outubro de mil e quatrocentos e noventa e sinco, do nascimento de Nosso Senhor Jesus Christo, estando assim bem juntos todolos senhores do munto nobre senado, julgarom, determinarom e jurarom de tomar, como tomarom por advogado diante de Nosso Senhor, d'agora para todo o sempre ao bem aventurado Senhor S. Gonçalo de Lagos, cujos santos ossos jazem no Mosteiro de Nossa Senhora da Graça desta munto nobre villa, pelo que promettem elles senhores do senado todolos annos estar às Vesperas, e missa cantada
do mesmo Santo, e de serem todos Confrades da Confraria do mesmo Santo, e ter Juiz para todo o sempre o vereador mais velho; e para que conste para todos os vindouros este juramento, se fez assentamento no livro = Real Estravagante = as folhas trinta e nove, donde tirei a
presente a rogo do Priol, e mais padres do Mosteiro de Nossa Senhora da Graça desta munto nobre villa, hoje vinte de Outubro de mil quatrocentos e noventa e cinco annos; e eu Antom Martim, escrivom do munto nobre Senado, que a escrevi por mandado dos Senhores do
munto nobre Senado, e com elles me assinei = Francisco Cabral, presidente = Jeronimo de Torres, vereador = Antonio Martim, vereador = Gil Lopes, procurador do Senado = e eu Antom Martim, escrivom do munto nobre Senado, que a escrevi e assinei = ».

(fonte: Arquivo de Torres Vedras)