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domingo, novembro 04, 2007

Gerações

"Quando a vossa alma sentir um fenómeno medianamente característico da vossa época como algo de externo ou indecifrável, é porque algo em vós quer envelhecer. Há em todos os organismos - individuais ou sociais - uma tendência - e até voluptuosidade - em desligar-se do presente, que é sempre inovação, e recair por inércia no que é passado e habitual, há uma tendência para os homens se tornarem pouco a pouco arcaicos."

Ortega y Gasset, "O Que é a Filosofia?" escrito pela primeira vez entre 1929 e 1930.

O livrito que comprei na FNAC de Coimbra na última Latada está a revelar-se proveitoso. Na passagem citada, o célebre filósofo espanhol do século XX aponta-nos uma verdade muito simples e a qual já tive oportunidade de experimentar, apesar dos meus verdes 24 anos: a verdade é que há pelo menos um fenómeno medianamente característico da minha época - os "Morangos com Açúcar" - e que a minha alma sente como externo e indecifrável. É um primeiro indício ou sintoma de envelhecimento. Daqui até 2070, quando eu fizer 87 anos, tenderá a piorar ... numa versão muito pessimista, claro, porque o tempo da minha geração ainda não passou.

Ortega y Gasset discorre sobre vários outros assuntos que ficam para outro dia. Por agora, e visto que não há meio de termos o relatório da temporada de F1 2007, ficamos com mais memórias - o dia em que o piloto estreante Eddie Irvine achou por bem desdobrar-se (i.e., re-ultrapassar um piloto que já lhe tinha dado uma volta de avanço) de Ayrton Senna, o que lhe valeu um par de murros no final da corrida (imagens não disponíveis). Senna nunca tomou essa atitude reprovável com Alain Prost - tinha-lhe demasiado respeito para isso.

Foi no GP Japão 1993 e, apesar de tudo, Senna acabou por vencer.

sexta-feira, setembro 14, 2007

Em Férias

F1 - Batota
Em 1995, Schumacher e Coulthard foram desclassificados do primeiro GP da época por terem usado gasolina ilegal, sendo retirados os pontos a Benetton e Williams, respectivamente. Contudo, estranhamente, os pilotos mantiveram-nos.
Clamor de indignação no paddock. Niki Lauda insurge-se: "não consigo separar o carro do piloto."

E tinha toda a razão. Como se pode separar o carro do piloto? Se ficou provado que a McLaren fez batota, se foi penalizada por isso, se sabemos, e a FIA o admite, que os resultados alcançados por Alonso e Hamilton se deveram à batota, como é possível penalizar a equipa e não penalizar os pilotos?
Mais do que o título de 1994, que para alguns foi conseguido graças ao controlo de tracção e a uma cacetada; mais do que o título de 1990, que foi conseguido graças a uma cacetada admitida por que a deu (em resposta de uma cacetada no ano anterior); o título de 2007, se for ganho por qualquer dos pilotos McLaren, ficará para sempre marcado por injusto. A FIA admitiu que houve batota, e a batota marcará este título para sempre.
Resta esperar que, de acordo com o ditame da FIA que manda que os McLaren sejam despojados de todas as inovações copiadas da Ferrari, os mesmos voltem ao nível a que estavam no GP da Austrália, quando terminaram a quase meio minuto do vencedor Raikkonen. Só assim, e contando com uma eventual ajuda dos BMW, Kimi e Felipe poderão disputar aquilo de que foram roubados - como a FIA o admitiu.

Mais uma da minha irmã
Se pedirmos à minha irmã para "fazer um scolari", ela puxa o braço atrás, fecha o punho e estica-o todo como se fosse esmurrar a cara de alguém, ao mesmo tempo que emite um som a fazer lembrar os tenistas no serviço. E depois ri-se.
Mais a sério, reservo para mais tarde uma reflexão apurada sobre o assunto. Eu gosto de pensar antes de fazer, já o meu pai o dizia. Se calhar é por isso que não jogo futebol.