"Denominam-se Vedas os quatro textos em sânscrito que formam a base do extenso sistema de escrituras sagradas do hinduísmo, que representam a mais antiga literatura de qualquer língua indo-europeia. A palavra Veda, em sânscrito, da raiz विद् vid- (reconstruída como sendo derivada do Proto-Indo-Europeu weid-) que significa conhecer, escreve-se वेद veda no alfabeto Devanagari e significa conhecimento.
(...)
Muitos historiadores consideram os Vedas os textos sobreviventes mais antigos. Estima-se que as partes mais novas dos vedas datam a aproximadamente 500 a.C.; o texto mais antigo (Rigveda) encontrado é, atualmente, datado a aproximadamente 1500 a.C., mas a maioria dos indólogos concordam com a possibilidade de que uma longa tradição oral existiu antes que os Vedas fossem escritos." (Wikipedia)
Ciência e religião, afinal, podem coabitar. E se a ciência não consegue demonstrar que Deus não existe, a fé também não consegue provar o contrário. Amanhã, um teólogo e um químico vão tentar mostrar que é possível o diálogo entre a ciência e o cristianismo, no primeiro simpósio sobre fé e cultura no Instituto de Ciências Religiosas de Aveiro (ISCRA).
A fé, explica o teólogo jesuíta Alfredo Dinis, apresenta desafios à ciência. "Como a ciência impõe desafios à fé", acrescenta. A fé dissuade os homens de ciência de quererem ter "a resposta última para o sentido do universo e da vida". Mas o domínio da fé também precisa de reconhecer que, de entre as suas respostas, "muitas ficam por dar".
Os próprios avanços da ciência, considera o teólogo, são positivos para a fé, apesar de nem sempre o cristianismo e os cientistas dialogarem de foram serena. "O progresso obriga os crentes a repensarem a fé. A imagem de Adão e Eva foi repensada a partir da biologia. Antes de Galileu pensava-se que Deus morava atrás das estrelas. A ciência ajuda a que a fé seja uma perspectiva informada da realidade, e isso só pode ser enriquecedor". A maior prova de que o diálogo é possível, acrescenta o jesuíta, é a existência, ao longo dos tempos, de monges cientistas e de homens da ciência que têm fé. Como o químico e professor da Universidade de Coimbra Sebastião Formosinho. Apesar de se dedicar a "interrogar a natureza", garante que "não há qualquer incompatibilidade" com a esfera da fé. Até porque, justifica, "a ciência, através dos seus paradigmas, também se baseia em verdades inquestionáveis e tem um carácter dogmático".
Deus dentro da cabeça? Só que há novas questões que se levantam na relação entre a fé e a ciência, sobretudo no campo das neurociências. Novos métodos, como a ressonância magnética funcional, permitem observar o que acontece no cérebro. Alguns cientistas têm- se dedicado inclusivamente à procura do "ponto de Deus no cérebro", depois de verificarem que há um aumento da actividade cerebral em determinadas zonas durante os momentos de oração, (ver imagem). "O grande problema é que se reduz a acção da pessoa ao que se passa dentro da cabeça, ignorando que a pessoa não o é só por ser, mas por estar em relação com o ambiente e com os outros. O cérebro é uma condição necessária às emoções, mas não é suficiente. O amor e as decisões ético-morais transcendem o domínio da ciência, têm uma componente que vai além da biologia", defende o teólogo jesuíta.
As boas notícias nunca são manchete e passam sempre despercebidas. É por isso que demoro uma semana a descobri-la - e curiosamente descobri-a ao ler um blogue de ateus.
«A revelação foi feita ontem pelo xeque David Munir, durante um debate no Rádio Clube Português. O grupo esteve no País há alguns anos, mas "não teve sucesso, tendo sido rejeitado pela comunidade", revelou. O sentimento de integração no País foi a principal razão apontada para o facto de estas acções não terem tido eco." (...) A questão da integração foi um elemento que contribuiu para a segurança: "Nenhum muçulmano que aqui viva tem interesse em destruir parte da sua casa. Sentem que são cidadãos como outros", garante Munir.»
Foi sensato que o xeque Munir tenha deixado esta informação "acalmar" durante uns anos? Talvez. Em todo o caso, as várias fugas de informação do SIS. e que este blogue relatou na devida altura, provam que as forças de segurança estavam atentas ao caso.
Isto prova também que não temos nada a temer da comunidade muçulmana presente em Portugal.
Afinal ainda há assunto para hoje. Surgiu uma nova religião - a Igreja do Google, que defende que o Google é Deus - ou o que mais parecido a Humanidade possui com a ideia de Deus, pelas Nove Provas: 1 - O Google é omnisciente.
2 - O Google é omnipresente.
3 - O Google responde a orações.
4 - O Google é potencialmente imortal (o Algoritmo está espalhado por n servidores, não tem propriamente uma existência física.)
5 - O Google é infinito.
6 - O Google lembra-se de tudo, pois possui uma memória potencialmente eterna. (e dá-nos a possibilidade de vida no Além, através dos dados e factos que armazena sobre nós.)
8 - de acordo com o Google, o Google é mais procurado que as keywords God", "Jesus", "Allah", "Buddha", "Christianity", "Islam", "Buddhism" and "Judaism" combinadas.
9 - Abundam provas da existência do Google.
Enfim, malucos para tudo. Mais informações na página da Igreja do Google.
(têm uma nota genial: If Google is God, who is Satan? Good question, but the answer should be obvious. Satan is quite simply Microsoft.)
Entretanto, parece que o Google apareceu a estes dois pastorinhos sob a forma de Google Maps.
"se outra razão não houvesse, bastava essa [o facto de Coimbra ser a capital histórica da cultura em Portugal] para vir a Coimbra como quem vem numa peregrinação religiosa até um lugar sagrado."
Foi com esta frase que o prof. José Hermano Saraiva fechou o seu programa de Domingo passado, centrado em Coimbra e no qual abordou vários temas relacionados com a cidade, nomeadamente elogiando a notável obra de recuperação do mosteiro de Santa Clara a Velha.
Quase me arrepiei ao pensar na coincidência do pensamento do prof. Saraiva com o meu: como já outras vezes tenho sublinhado (nomeadamente no cruzamento com os peregrinos de Fátima) que o antigo estudante vai a Coimbra como se fosse numa peregrinação religiosa.
Ora bem. Se assim é, parece que o Fernando vai fazer finalmente o seu Hadj! Em comentário ao post anterior, o Fernando anunciou a sua intenção de, finalmente, regressar à Queima das Fitas! Presumo que razões de calendário ajudem a esta declaração de intenção, já que, pelas minhas contas, a Festa do Senhor Santo Cristo dos Milagres deste ano não coincide com a Queima. Em todo o caso, o alojamento não há de ser problema! Afinal, deixámos de ter alojamento fixo já há algum tempo e nem por isso temos deixado de ir; haveremos de arranjar uma solução para isso! Cá te esperamos, pá!
(Ainda no âmbito das alterações ao programa da Queima, queria apenas referir que, desde que me lembro e até ao ano 2000, sempre pensei que a Grande Cerimónia estudantil de Coimbra, aquela com significado mais especial para o estudante que por ela passava, se dava no último ano do curso. Depois, passei a perceber um pouco mais da Praxe e dos seus ritos, e fiquei a saber que a ida no Cortejo era no penúltimo ano, e não no último. O que - claro - passou a fazer todo o sentido. Em todo o caso, e até por este factor, eu sou mesmo daqueles que menos estranha estas alterações todas ao ritual da Queima...)
Já agora, deixo uma citação do Dux encontrada no já aqui referido fórum skyscrapercity:
Cortejo e bênção das pastas vão passar a realizar-se, a partir de 2008, em diferentes dias da semana. O Processo de Bolonha vai obrigar a uma reestruturação do código da praxe.Com o Processo de Bolonha a reduzir a duração dos cursos, o Cortejo dos Quartanistas vai ser, a partir de 2008, antecipado. Em causa está o facto dos estudantes fitados (que até agora adquiriam o grau no ano lectivo anterior à semana académica) só passarem a usar fitas quando forem no carro do Cortejo. Se até agora os alunos fitados adquiriam o grau no ano lectivo anterior – logo era indiferente o dia em que se realizava o cortejo –, com a alteração do número de anos do curso, os alunos passam a ir no carro apenas no último ano do 1.º ciclo. "Isto significa que os estudantes só podem usar fitas depois de ir no carro. Se o cortejo fosse na terça-feira, haveria muito pouco tempo para assinar as fitas", disse o dux veteranorum da Universidade de Coimbra.
os ateus já têm a sua própria Igreja. Não apenas a sua "religião", a de terem fé de que Deus não existe, mas uma Igreja propriamente dita. Nasceu no Texas, Estados Unidos da América, e chama-se Igreja do Pensamento Livre de Houston.
O dólar cai Longe vão os tempos em que um amigo meu, oriundo de um país africano, se queixava de que o seu dinheiro em dólares desvalorizava. A expressão "longe vão os tempos" é aqui tomada em sentido literal, e não no sentido que se lhe dá habitualmente. Longe vão os tempos, mas se esse meu amigo não trocou já para euros, não sei como será agora...
F1 - mais um vídeo da temporada de 1993 Se me pedissem para escolher qual a temporada de maior nível da década de 90 (um tema que eu e o Nuno não abordámos, em devida altura), eu diria que foi 93. Aqui, um toque entre Senna e Schumacher - a glimpse do fabuloso Duelo Desportivo que a Morte nos roubou.
No dia 13 de Outubro de 1307, às ordens de Filipe, o Belo, Rei de França, e com a conivência do Papa Clemente V, soldados irromperam pelas propriedades dos cavaleiros Templários em França e aprisionaram-nos. Foi o início de um processo que levou à execução dos membros da Ordem em França e à sua extinção em toda a Europa. Espanta-me que não tenhamos hoje documentários a explorar vivamente este facto, dada a paranóia que andou à volta dos Templários devido ao Código da Vinci e a outros livros de Dan Brown. Ou talvez não me espante: tratou-se de uma moda, que passou, como as outras. Para mim, é um tema de interesse como outro qualquer, só que não foi Dan Brown a chamar-me a atenção para a fascinante e mística história da Ordem do Templo, mas sim Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, que na sua obra Uma Aventura Fantástica (nº 29) construíram uma narrativa que envolveu aventuras em Tomar e a descoberta de um tesouro templário em Almourol. 13 de Outubro de 1307 foi sexta-feira, e embora se diga que a superstição deriva daí, é provável que já existisse (a Última Ceia juntou 13 e Cristo morreu na sexta-feira) e que tenha sido escolhida pela simbologia.
A história mítica dos Templários está por contar, e era necessário que surgisse um Dan Brown que contasse a versão portuguesa da História. Podia ser eu, mas certamente que José Rodrigues dos Santos ou Miguel Sousa Tavares o farão antes de mim. O Tesouro dos Templários não foi de França para a capela de Rosslyn. Veio para Portugal, o único país europeu onde os Templários foram protegidos, com o rei D. Dinis (esse que foi sem dúvida um dos nossos melhores governantes) a mudar-lhe o nome para Ordem de Cristo e a manter-lhe o estatuto. E está no Mosteiro da Batalha, o panteão da Dinastia de Avis, que possui, entre outros mistérios, um sítio oco debaixo do chão e que não será aberto para não danificar o monumento. (esta é a teoria de um historiador português. Claro que há sempre a hipótese de o Tesouro estar em Tomar.
Bem, mas agora vem a parte mais arrepiante desta história...
610 anos, e 700 anos (atenção que eu não li nenhum livro tipo "Portugal Templário" e afins.) Suponhamos que o Tesouro dos Templários está enterrado no Mosteiro da Batalha.
610 anos depois do Vaticano ter sancionado a heresia templária, e a 10 km do local onde está o Tesouro (o túmulo de Maria Madalena? O Evangelho de Cristo, mas de Cristo mesmo, não do outro?), surge a Senhora do Rosário a três crianças, a 13 de Maio. Vai aparecendo, até que marca o dia 13 de Outubro para fazer um milagre.
Nossa Senhora avisou dos perigos da revolução bolchevique que ia surgir daí a poucas semanas. Falou dos crimes que ofendiam a Deus. Mas não falou dos Templários.
Porque marcou Ela o dia do seu milagre para o mesmo dia em que os templários foram atacados?
Esta semana, por uma lógica questão de timing (no dia 9), o Vaticano anunciou a intenção de publicar o processo de condenação dos Templários. A intenção, suponho, será mostrar o seu lado da História face à histeria danbrownica que entretanto passou de moda. Claro que o faz também na véspera dos 700 anos...
Os Templários foram surpreendidos de madrugada. Ora, todas as madrugadas do dia 13 de Outubro, há uma imensa celebração religiosa católica, na nova basílica (agora dupla) erguida a 10 quilómetros do local onde está guardado o Tesouro dos Templários, e igualmente não longe de Tomar, no centro da região que serviu de refúgio dos heréticos. E, no 700º aniversário, não foi excepção, pelo contrário - foi ainda assinalado com a inauguração de nova Basílica.
O Índice da Paz Global (Global Peace Index), elaborado por um centro de investigação associado à revista "The Economist", apontou uma lista de de 121 países no que toca à Paz.
Portugal está em 9º lugar, a contar do princípio. Pois é, apesar de tudo ainda há boas razões para viver cá.
Mais informações, nomeadamente factores tidos em conta e lista completa, aqui.
Esta é só para picar o Danish O Danish dizia dantes que havia grandes números de pessoas a converter-se ao Islão, no Ocidente, e que o contrário não acontecia no mundo islâmico. Mas é natural que isso não aconteça, porque a apostasia não é crime no Ocidente.
FEUC Tracking, X Esqueci-me de mencionar que vi em Coimbra, na Terça-feira, para além da nossa professora de Gestão e Pessoas, aquela colega que foi dirigente do NES e que andava sempre vestida de preto - infelizmente, esquece-me o nome dela. Está consideravelmente mais magra.
quinta-feira, março 15, 2007
F1 - Antevisão da temporada 2007 (2) "Cada ano que passa isto deverá ficar mais curto. Este ano vou-me resumir ao mínimo", escrevi eu na antevisão da Fórmula Um 2006, e é para manter. Mas antes disso, relembremos a primeira antevisão da Fórmula Um 2007, que fiz na altura.
- "Alonso já assinou contrato com a McLaren para 2007, o que levanta montes de questões" - todas elas já encerradas. O espanhol deu-se bem com a equipa na mesma e tornou-se bicampeão. - "São muito fortes os rumores de Raikkonen na Ferrari. Como não creio na hipótese de coabitação Kimi-Michael, julgo que o finlandês estará à espera da decisão do alemão em retirar-se ou não" - Os rumores eram acertados, mas ficámos sem saber se Kimi estava mesmo à espera ou se Schumacher já tinha tomado a decisão no início do ano... (quem sabe se foi a Ferrari que decidiu não renovar...) - "Mais certo que tudo isto, é o caso Rossi. Com 5 campeonatos - Já nem me lembrava da novela de Rossi poder ir para a Ferrari. 2006 foi um ano mau para o italiano, que contudo ainda vai a tempo de bater o Octa-campeão Giacomo Agostini - só faltam 4 campeonatos. De resto, basta dizer que a Ferrari é a mais forte nos testes pré-época, que há dúvidas sobre se o Kimi se vai impôr ao Massa logo de início, que há dois estreantes (Hamilton e Kovalainen) em equipas da frente (ambos pilotos que tenho vindo a acompanhar há anos e que têm excelente CV), que o Monteiro saltou fora, e que este é o início da era pós-Schumacher - psicologicamente, o GP da Austrália será tão importante como o GP Mónaco 1994, o 1º sem Senna. Ainda se fala um pouco em Schumacher e embora eu tenha apreciado bastante o alemão nestas suas duas últimas épocas, a verdade é que estou ansioso por uma nova era. Parece quase que o bicampeão não tem título nenhum...
A Igreja Católica e o "segundo casamento" "Foi publicada hoje a Exortação Pós-sinodal sobre a Eucaristia. (...) Neste documento, o Papa recorda que “o Sínodo dos Bispos confirmou a prática da Igreja, fundada na Sagrada Escritura, de não admitir aos sacramentos os divorciados re-casados, porque o seu estado e condição de vida contradizem objectivamente aquela união de amor entre Cristo e a Igreja que é significada e realizada na Eucaristia” (29). Todavia, sugere-se que cultivem um “estilo de vida cristão”, para o qual a solicitude pastoral deve contribuir." Texto citado da Agência Ecclesia.
A Igreja está no seu pleno direito de recusar os sacramentos a quem entender. (Dir-me-ão que não tenho nada com isso, se não me considero parte da Igreja, e têm razão.) Mas fica aqui uma questão por resolver, uma questão muito importante. Os filhos nascidos de segundos casamentos podem receber sacramentos? Podem, por exemplo, ser baptizados?
sexta-feira, fevereiro 09, 2007
Um texto para reflexão (quando ponho um texto para reflexão, quer dizer que não digo, ou não quero dizer - ou, mesmo, não sei dizer - se concordo com ele ou não, ao contrário das simples citações que implicam sempre que assino por baixo.)
"Partindo do princípio de que a generalidade dos Estados-nação tem de ter uma matriz religiosa qualquer, não me desagrada nada o facto de viver num país maioritariamente católico. De facto, e apesar de não ser crente, reconheço ao catolicismo importantes vantagens sobre os seus possíveis concorrentes na nossa área geográfica: o islamismo quase sempre menoriza as mulheres e tolhe a liberdade individual a níveis insuportáveis e o cristianismo reformado (em particular o de raiz calvinista) é mais propenso à discriminação do que o catolicismo, que é mais miscigenador e universalista. Claro que também tem os seus contras, e não são pequenos: desconfia da leitura e não incentiva o livre-exame, sobretudo; mas eu não consigo deixar de gostar mais da opulência barroca do que do rigorismo nórdico: “antropologicamente” falando, acho que sou um bocado católico e há muito que decidi aceitar esse facto.Por todas essas razões, eu gostava de viver em paz com a Igreja - ela cuidando dos seus negócios e eu dos meus, todos em alegre convívio – mas infelizmente não consigo, porque ela não deixa. (...)" António Figueira
O Carnaval está a chegar (reedição de post antigo)