Hoje temos um texto muito interessante sobre pornografia, da autoria de Naomi Wolf, na qual, basicamente, defende que a pornografia tem vindo gradualmente a diminuir a qualidade da sexualidade no mundo ocidental. Aconselho vivamente a leitura integral do texto em inglês, mas deixo aqui alguns excertos traduzidos e retirados d' A Funda São que foi onde o encontrei.
Dentro de alguns dias direi o que penso desta questão.
«afinal, a pornografia não intensifica os apetites dos homens - fazem-nos desligar da realidade."
Os receios de alguns (incluindo feministas) é que a pornografia faça com que os homens vejam as mulheres de forma adulterada e degradante, como mulheres-objecto e, numa versão mais pessimista, com um efeito dominó de violações e outros tipos de caos sexual.
"De facto, a pornografia quebrou o dique que separava uma busca privada, adulta e marginal da corrente pública dominante. O mundo inteiro pós-internet pornografizou-se. Jovens de ambos os sexos estão a ser ensinados sobre o sexo, a sua etiqueta e as suas expectativas, através de treino pornográfico e isto está a ter um efeito enorme na forma como interagem".
Constata: "Mas o efeito não está a ser os homens tornarem-se bestas enraivecidas. Pelo contrário: a investida do porno é responsável pela redução da libido masculina em relação a mulheres reais, fazendo com que os homens vejam cada vez menos e menos mulheres como «porno-meritórias». Longe de terem de se desenvencilhar de rapazes tarados, as mulheres jovens estão a preocupar-se por, como mera carne e sangue, dificilmente conseguirem obter, quanto mais manter, a atenção deles".
Afinal, como se consegue concorrer com o cibersexo perfeito, que até se consegue descarregar e desligar à nossa vontade?
"Na maioria da história da humanidade, as imagens eróticas foram reflexos ou celebrações ou substitutos de mulheres reais nuas. Pela primeira vez, o poder e o fascínio das imagens suplantaram os das mulheres reais nuas".
"Tenho 40 anos e a minha é a última geração feminina a experimentar esse sentido de confiança sexual e segurança naquilo que tínhamos para oferecer. As nossas irmãs mais novas tiveram que competir com os filmes pornográficos dos anos 80 e 90. Agora temos que oferecer ou sugerir a cena lésbica, a cena da ejaculação na cara... Estar nua não é suficiente; tens que estar em forma, bronzeada sem marcas, as tuas mamas içadas cirurgicamente e depilada com cera tal como as estrelas porno."
E conclui: "A pornografia é viciante. No novo milénio, uma vagina - a qual, diga-se, costumava ter um valor de troca elevado, como diriam os economistas - mal consegue ter registos na escala da excitação. A pornografia dominante - e certamente a da internet - tornou rotineiro o uso de todos os orifícios femininos disponíveis".
Isto não é nada erótico. E não é isto que nós queremos, pois não, malta?»
O Killer Gay
No mundo dos negócios, ter uma ideia original é meio caminho andado para o sucesso, embora muitos se dêem bem a copiar ideias. No mundo da arte, é exactamente o mesmo.
No mundo da arte amadora, o desafio e o prazer está em ser verdadeiramente original - a não ser que penses que até podes pegar na mesma ideia e fazer melhor.
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domingo, janeiro 13, 2008
sexta-feira, janeiro 11, 2008
Isto parece familiar...
antes do ponto principal de hoje, fica o link para novidades no Blogue do Troféu Pedro Chaves.
Agora, vejamos se isto não faz lembrar qualquer coisa - pelo menos a uma parte significativa dos leitores; alguns outros serão demasiado novos para isso...
«Ainda me lembro dos tempos em que a cassete era a linguagem universal dos filmes de trungalhunga. Ninguém se queixava. Aliás, também não se queixavam as pessoas que, não tendo assinatura dos canais porno da TV Cabo, tentavam ainda assim excitar-se de forma extremamente barata, no tempo em que era possível ouvir o Sexy Hot por trás de uma orgia de riscas coloridas e legendas distorcidas (nas quais, de vez em quando, e no meio da distorção toda, era possível encontrar palavras inesquecíveis como "boceta"). Bons tempos.»
Nuno Markl, num comentário no seu blogue a uma notícia intitulada "Utilizadores da PS3 exigem mais pornografia em Blu-Ray."
Agora, vejamos se isto não faz lembrar qualquer coisa - pelo menos a uma parte significativa dos leitores; alguns outros serão demasiado novos para isso...
«Ainda me lembro dos tempos em que a cassete era a linguagem universal dos filmes de trungalhunga. Ninguém se queixava. Aliás, também não se queixavam as pessoas que, não tendo assinatura dos canais porno da TV Cabo, tentavam ainda assim excitar-se de forma extremamente barata, no tempo em que era possível ouvir o Sexy Hot por trás de uma orgia de riscas coloridas e legendas distorcidas (nas quais, de vez em quando, e no meio da distorção toda, era possível encontrar palavras inesquecíveis como "boceta"). Bons tempos.»
Nuno Markl, num comentário no seu blogue a uma notícia intitulada "Utilizadores da PS3 exigem mais pornografia em Blu-Ray."
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