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sábado, dezembro 06, 2008

Paradigma

Perguntaram-me, digo, foi tema de conversa recente, a definição de paradigma. Relembrei as aulas de ICS, com o prof. Carlos Fortuna, onde lidámos directamente com a definição de paradigma. Tinha em mente o nome de um autor alemão, Kuhn, ligado a esta matéria. Com efeito, a Wikipedia refere o dito investigador:

Paradigma (do grego Parádeigma) literalmente modelo, é a representação de um padrão a ser seguido. É um pressuposto filosófico, matriz, ou seja, uma teoria, um conhecimento que origina o estudo de um campo científico; uma realização científica com métodos e valores que são concebidos como modelo; uma referência inicial como base de modelo para estudos e pesquisas.

Thomas Kuhn, (1922 - 1996) físico americano celebre por suas contribuições à história e filosofia da ciência em especial do processo (revoluções) que leva a evolução do desenvolvimento científico, designou como paradigmáticas as realizações científicas que geram modelos que, por período mais ou menos longo e de modo mais ou menos explícito, orientam o desenvolvimento posterior das pesquisas exclusivamente na busca da solução para os problemas por elas suscitados.

Em seu livro “A estrutura das Revoluções Científicas” apresenta a concepção de que “um paradigma, é aquilo que os membros de uma comunidade partilham e, inversamente, uma comunidade científica consiste em homens que partilham um paradigma”, p. 219 e define “o estudo dos paradigmas como o que prepara basicamente o estudante para ser membro da comunidade científica na qual atuará mais tarde”, p. 31.


Diz a Wikipedia que o físico era americano, mas continuo a dizer que era alemão porque a Wikipedia não tem credibilidade. A memória que tenho das aulas de ICS é precisamente sobre o paradigma científico antes e após a revolução científica do sécs. XVI-XVII, e à forma como eu o entendo para mim mesmo, o que pressupõe já a elaboração de um suporte teórico e de uma panóplia de preconceitos e estereótipos com os quais crio uma heurística de interpretação desse fenómeno social.

Na prática, no paradigma anterior de criação de conhecimento, a trovoada era causada porque Deus estava irritado; no paradigma científico (que prevalece até hoje), a trovoada é um fenómeno atmosférico que provoca descargas eléctricas sobre a superfície terrestre.
O paradigma é, portanto, o modelo, a super-estrutura dentro da qual se move um determinada concepção sobre alguma coisa. Isto pode ser desde já aproveitado pelo jornalismo desportivo, que pode passar a dizer que José Mourinho causou uma ruptura com o paradigma do treino de futebol e instaurou um novo paradigma.
Serve este post para agradecer a todos os co-bloggers que estão a manter este blog vivo e de boa saúde, nomeadamente no 5º aniversário, e para agradecer também a amizade manifestada por todos, neste período no qual me encontro em mudança de paradigma.