É muito instrutivo e refrescante o tom do texto publicado por um dos nossos 7 bloggers sob o pseudónimo "Viver Melhor", que vem na linha de outros textos publicados. Para estimular o debate, permito-me colocar algumas questões.
- Deveremos, pela milésima vez, atribuir ao carácter das pessoas portuguesas essa tendência para o pessimismo e para o fatalismo? De acordo com estudos recentes, é bem possível que sim, que existam reflexões e provas aprofundadas sobre a hipótese de que o português, aliás, as sociedades católicas, são, pela sua própria natureza, pessimistas, sem capacidade de pensar por si próprias e necessitando de um chefe ou de uma elite que lhes diga o que fazer.
Isso não impede, contudo, que muitos dos aspectos negativos da sociedade portuguesa não se verifiquem igualmente e com igual acuidade noutras sociedades. Mas essa é outra questão.
- Há uma outra questão que importa analisar: à medida que o nível de globalização se aprofunda, vai havendo menos espaço para a criação e manutenção de PME. Essa tem sido, com efeito, uma luta da União Europeia com sucesso relativo, mas a verdade é que cada vez mais são precisos mais meios, mais apoios, mais mercados, e a taxa de risco é maior. As PME têm cada vez menos margem de manobra para concorrer com as grandes - na verdade, é um efeito de concentração/fusão que se tem verificado com especial acuidade nos bancos, mas em outros sectores também.
A solução passará, certamente, pela criação de PME em sectores novos - a tal necessidade de inovação e de ideias criativas referida por "Viver Melhor" - que não esteja ainda controlados por grandes empresas.
Dou um exemplo ao calhas, por exemplo, no sector de softwares de gestão imobiliária. O "timing" certo para o surgimento de iniciativas desse género foi na viragem do milénio, quando a construção estava a todo o vapor e a internet começava o seu processo de massificação. Hoje, uma iniciativa do mesmo género está praticamente votada ao fracasso: o mercado está totalmente absorvido e algumas das empresas possuem vantagens competitivas praticamente intocáveis, nomeadamente em termos do potencial de divulgação de carteira de imóveis que oferecem aos seus clientes. Junte-se a crise no imobiliário e está tudo dito.
O timing certo é, portanto, um elemento crucial.
Agora fazemos um intervalo com uma boa palermice a fazer lembrar o Jogo do Ganso.
- Há um ambiente em Portugal que é relativamente anti-inovação: o facto de não existir uma cultura de empreendedorismo faz com que o empreendedor que falha fique com uma margem de manobra muito menor perante as instituições de crédito. É verdade que ouvimos por toda a parte que o país precisa de empreendedores e de inovação, e tal - mas este "discurso da inovação" não chega a todas as portas. Esse é um risco extra para o jovem empreendedor português, mas enfim - é mais um risco.
- Uma outra questão ainda, já fora do âmbito deste: deverá o Estado diminuir significativamente a carga fiscal, de forma a aliviar a classe média, ou deverá, pelo contrário, recompensar o trabalho e penalizar o consumo, baixando o IRS e aumentando o IVA?
Toponímia Lusitana (link)
Azóia - do árabe zâwiya (“recanto“). era o edifício-sede de uma Irmandade Espiritual sufi e residência do respectivo Mestre, com sua família e servos. era um lugar de iniciação e de instrução filosófica e espiritual. dispunha de celas para os neófitos, jardins e, não raramente, de uma pequena mesquita. nas sessões regulares praticava-se um ritual que compreendia numerosas práticas de elevação espiritual, a rememoração dos nomes de Deus (Allah), a entoação de litanias ou ladaínhas e a leitura de trechos dos grandes mestres, seguindo-se um silencioso ágape. lugares de meditação, leitura e escrita, as “azóias” eram, interiormente, lugares de silêncio, recolhimento e calma. porém, ao seu redor movimentava-se uma romaria de neófitos, viandantes e peregrinos, que traziam oferendas e procuravam beneficiar do influxo espiritual do Mestre, a quem se reconhecia o poder de curar as doenças do corpo e da alma. Habitualmente, no fim da vida, o Mestre entendia por cumprida a sua tarefa e retirava-se como eremita, passando a ocupar um morábito encimado pela respectiva qubba, ou “cúpula“, construído pelos seus discípulos (ver “Cuba”). a importância religiosa, social e cultural destes lugares ultrapassou o período de domínio político muçulmano, pervivendo em dezenas de topónimos e, não raramente, passando a constituir lugares de invocação cristã.
Para finalizar, um acidente feio e que podia ter tido consequências bem piores, na corrida de 250cc de hoje, no circuito italiano de Mugello, propriedade da Ferrari. (Rossi ganhou na classe MotoGP.)
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domingo, junho 01, 2008
Fugir da maior armadilha da Vida
"- Muito bem - disse o pai rico suavemente - A maioria das pessoas tem um preço. E tem um preço por causa das suas emoções humanas, o medo e a ambição. Primeiro, o medo de não ter dinheiro leva-as a trabalhar arduamente, e quando recebem o vencimento, a ambição ou o desejo leva-as a pensar nas coisas maravilhosas que podem ser compradas. Então define-se o padrão.
- Que padrão? - perguntei.
- Acordar, ir para o trabalho, pagar contas, acordar, ir para a trabalho, pagar contas... As suas vidas então são conduzidas sempre por duas emoções: medo e ambição. Ofereça-lhes mais dinheiro e elas continuarão o ciclo, a aumentar também as despesas. É isso que chamo "Corrida dos Ratos".
- E há outra forma? - perguntei"
Retirado de Pai Rico, Pai Pobre de Robert Kiyosaki (Best-Seller por todo Mundo) Editora Campus.
- Que padrão? - perguntei.
- Acordar, ir para o trabalho, pagar contas, acordar, ir para a trabalho, pagar contas... As suas vidas então são conduzidas sempre por duas emoções: medo e ambição. Ofereça-lhes mais dinheiro e elas continuarão o ciclo, a aumentar também as despesas. É isso que chamo "Corrida dos Ratos".
- E há outra forma? - perguntei"
Retirado de Pai Rico, Pai Pobre de Robert Kiyosaki (Best-Seller por todo Mundo) Editora Campus.
O que a maioria dos pais ensinam aos filhos em Portugal?
"Estuda (sem dizer bem o quê), arranja um emprego estável (sem dizerem qual, mas quanto maior a empresa mais satisfeitos e contentes ficam), compra uma casa (sem pensarem nos custos que acarreta uma casa e no facto de uma casa ser o maior passivo que se compra na vida e não um investimento como muitos pensam), casa-te (com uma "moça trabalhadeira" ou com um rapaz de boas familias, "isso do amor vem e vai") e tem filhos (uma das maiores despesas que se tem na vida, e que é também a maior responsabilidade n vida, ter um filho é o acto mais egoista que se pode ter sem ter os recursos necessários para tal)..."
O que ensinou o sr. Belmiro de Azevedo ao filho? Será que lhe disse isto? Duvido muito. Sim, eu sei, o filho do Belmiro ja tinha um imperio á espera, o que tornou a sua tarefa de ser rico muito mais facil. Mas, e o pai tinha esse império? E conseguiu esse imperio com o percurso normal? Não, foi diferente, apesar de ter medo, provavelmente controlou esse medo e tornou-se na pessoa invejada que é hoje. Todos dizem mal dele, principalmente por inveja, mas o que ele conseguiu so o conseguiu por ser diferente, por pensar diferente e por ter coragem para arriscar. Ouviu dizerem mal dele, que era louco ao não seguir uma carreira estavel e segura, e arriscar tudo num ideia idiota de criar minimercados enormes. "Mas, quem é que vai comprar fiambre onde se vende também bicicletas? Quem é que vai meter-se em filas enormes de caixa para pagar? Quem é que vai deixar de comprar na mercearia do vizinho mesmo junto a casa para ir a um local a km de distância comprar coisas?!" O pai dos Hipermercados, deve ter ouvido algumas destas criticas ou outras bastantes semelhantes, mas ele aprendeu a controlar o medo proveniente dele mesmo e das criticas em seu redor e arriscou.
Um famoso escritor (Mark Twain) disse uma vez: "Eu não sei qual é o segredo do sucesso, mas sei qual é o segredo do fracasso; e esse é tentar agradar a todos". Eu também ainda não sei o que quero ser, mas sei o que não quero ser. Não quero ser mais um "socialista de classe média" (invento este termo hoje, chamar de portuga é estar a apelidar uma categoria demasiado vasta quando ela é bastante especifica, e amo o meu país demasiado para referir com negatividade a maravilha que é ser português e toda a sua cultura popular e ao aplicar o termo socialista não me refiro a nenhumas crenças partidárias), que fala mal de tudo, mas nem repara que o mal está nele proprio, que aponta o dedo ao governo por todos os males da sociedade e nem consegue avaliar que o problema maior do pais é o facto de existirem cada vez menos pequenas e médias empresas. Portugal tem de apostar fortemente numa iniciativa privada mais activa e na criação de, cada vez mais pequenas e médias empresas, para que a nossa classe média possa ser mais instruida e mais activa na vida politica, social e economica. A solução encontra-se dentro de cada um de nós, ensinar não só os nossos filhos no futuro, mas também hoje os familiares e amigos, que este país precisa de investidores, de inventores, de quem rume contra a maré e não tenha medo de arriscar. O problema de Portugal não são os ricos cada vez mais ricos, mas sim a classe média cada vez mais esmagada em dividas, Portugal precisa de muitos ricos e principalmente "novos ricos". Precisa de pessoas que criem fortunas e empregos, que arrisquem com ideias inovadoras e com "start-ups" com potencial de crescimento. Somos um pais de pessimismos e precisamos de alterar esta mentalidade.
Existem milhares de jovens a começar cursos universitários, outros tantos a terminar e mais ainda já licenciados no desemprego que tudo que sonham é um emprego seguro e estável. Muitos se lhes oferecerem um emprego de caixa num banco ficam maravilhados. Eu vou dizer-vos uma coisa, eu já lá estive e é péssimo, trabalhar 12 horas por dia, ser mal-tratado por chefes e directores sem formação pessoal e profissional, receber um vencimento parco, ser incentivado para endividar-se para poderem nos "prender" para a vida, trabalhar com o objectivo de vender produtos desinteressantes, ter colegas de trabalho completamente desiludidos com a vida mas que já aceitam a sua situação porque não têm mais como sair do "Forte de Peniche" em que se encontram. E que acontece na banca, acontece em 90% dos empregos, isto só nos leva a um enorme sentimento de desilusão pela vida, de vazio e desgosto em termos de concretização profissional.
Nos Estados Unidos, 3 em cada 10 licenciados cria uma empresa antes de terminar o seu curso universitário e 7 em cada 10 abre uma empresa no final do curso. O Estado português tem vários programas de incentivo e apoio á formação de novas empresas. Mas precisamos de aprender a controlar o medo, arriscar e ser criativos. Não incentivo ninguém a abrir empresas de fabricação de moldes nem de injecção de plásticos, isso já deu o que tinha a dar, já existe muita concorrência, e necessita de investimentos "abismais" para se poder arrancar. Ninguém vai à pesca onde o mar está repleto de tubarões. É importante investir em nichos de mercado com pouca concorrência, em produtos inovadores, numa oferta diferenciada e criativa.
Não escrevo este artigo para todos, mas sim para quem ambiciona mais na vida. Eu não me quero preocupar com os juros a aumentar nem com o aumento do preço da gasolina. Eu não quero andar a contar os tostões durante 40 anos e esperar que a reforma seja a via salvadora para uma vida feliz e despreocupada. Porque havemos de adiar sempre tudo na vida, "não deixe para amanhã o que pode fazer hoje".
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