Como previsto, estive presente no derby regional que opôs a União de Leiria e a Académica no Magalhães Pessoa, esta tarde.

Sem saber precisar quantos adeptos estavam presentes, a verdade é que estava um número bastante superior ao que geralmente se pensa, ainda para mais tendo em conta o mau tempo que se fazia sentir. Isto, sem contar com a sempre leal Mancha Negra, que ocupou sozinha a bancada oposta. Claro que o anel superior se encontrava vazio.
O jogo foi um típico jogo de Primeira Liga: lento, com muita luta a meio campo, quase sem oportunidades de golo. No entanto, ao longo da segunda parte, a equipa da casa tomou conta do jogo, e mostrava mais vontade, conseguindo mesmo calar a Mancha por alguns instantes. No entanto, as oportunidades de golo foram muito raras. O golo da Académica surge aos 89 minutos, depois de algumas jogadas de insistência e depois de a defesa leiriense ter parado à espera de um fora de jogo que não existiu, com Cris a marcar um belo golo de calcanhar.
Infelizmente, a Briosa não soube manter a cabeça fria e jogou para não sofrer, permitindo aos leirienses carregar forte ao longo de todo o período de descontos, vindo a empatar no último lance da partida.
Um resultado que se justifica, dada a produtividade de ambas as equipas.
A Académica continua em último, com 7 pontos, mas com um pelotão de quatro equipas com 8 pontos à sua frente, e apenas a 3 pontos de distância do 10º classificado, o V. Guimarães.
Por falar em Guimarães...
V. Guimarães, 1 - Sp. Braga, 0
A colegiada continua ainda e sempre com vontade de desafiar e bater a catedral. Derby é derby! Se o Guimarães tivesse perdido o jogo, estaria agora no último lugar.
Festival do Moscatel 09
Em
Palmela.
A gafe
Claro que, em termos geoestratégicos, a razão directa da queda dos regimes satélites da URSS na Europa de Leste foi a perestroika, a mudança de política impulsionada a partir de Moscovo por Gorbatchev, e a retirada dos exércitos russos desses países e do apoio político directo. E que Honecker (RDA) e os outros ditadores comunistas estavam, naturalmente, contra a perestroika por saberem que a ameaça de intervenção soviética era a sua única garantia política.
no entanto, o episódio da gafe, que de certa forma acelerou um processo que aconteceria de qualquer forma, mostra bem o desnorte e o desalento que passava pelas autoridades do extindo estado alemão-oriental:
«Günter Schabowski, porta-voz do Politübro, dava diariamente a cara pelo governo e anunciava a novas medidas em conferências de imprensa que eram transmitidas em directo.
Naquela tarde fria de 9 de Outubro, Schabowski, hoje com 80 anos, entrou na sala para ler o comunicado dando conta da resolução do governo que autorizava os alemães orientais a viajar para o ocidente sem quaisquer restrições burocráticas.
Schabowski acabara de receber a nota e mal a lera. No final da conferência, um jornalista da NBC perguntou-lhe quando é que as novas regulações entrariam em vigor. Ele passou os olhos pelo papel e respondeu: "Sofort, unverzüglich [Já, imediatamente]" .
Nesse mesmo instante, a agência Reuters noticiou que os alemães orientais podiam, desde logo, atravessar a fronteira inter-alemã em qualquer ponto. Ao mesmo tempo, as notícias transmitidas pela televisão da Alemanha ocidental (nessa altura uma das principais fontes de informação independente para a população da Alemanha de Leste) anunciavam que o muro de Berlim estava a ser aberto.
Poucos minutos depois, dezenas de milhares de alemães orientais começaram a confluir para o muro que dividia a capital do país dividido. Sem ordens dos seus superiores e sem saber o que fazer, os guardas fronteiriços simplesmente abriram a fronteira para deixar passar as multidões, através deste marco da cortina de ferro que separou a Alemanha e o mundo em campos antagónicos.»
Fonte:
Visão