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domingo, março 27, 2011

"o jogo de uma vida"

"Para muitos é o desafio do ano, para outros é muito mais do que isso: é o jogo de uma vida. A forma como o duelo de hoje tem sido vivido intensamente na cidade do Mondego diz bem da importância do mesmo. Pudera. Há 42 anos que a Briosa não pisa o palco mais desejado do futebol português e, por isso, não espanta que o entusiasmo seja tão grande, pois muitos dos adeptos só conhecem histórias do Jamor pelos pais ou avós.
Se foi nas Salésias, em 1939, que a Académica fez história, ao bater o Benfica por 4-3 na 1.a edição da competição, também não é menos verdade que os “capas negras” já foram à final em três outras ocasiões, todas já no Estádio Nacional. Foram sempre finalistas vencidos, sendo derrotados duas vezes, precisamente, pela turma “encarnada” e outra pelo V. Setúbal. Por isso, o Jamor diz muito aos estudantes, até por aquilo que viveram em 1969, ano em que uma final da Taça de Portugal foi muito mais do que um evento meramente desportivo."
In Diário de Coimbra

domingo, março 20, 2011

Portimonense, 2 - V. Guimarães, 1

Acompanhei a transmissão deste jogo, na passada sexta-feira, com muito interesse e muito pouca atenção. Pouca atenção porque estava ocupado a acompanhar os últimos desenvolvimentos da guerra que a CM Bombarral está a preparar contra os pombos da rua do Comércio; muito interesse porque era um jogo entre os maiores rivais da Briosa, neste momento. O Portimonense, enquanto líder das equipas abaixo da linha de água; o Guimarães, enquanto adversário na meia-final da Taça.
O resultado final é negativo e positivo. Negativo, porque o Portimonense assumiu a luta e o desafio de que nem tudo está perdido. Ficou a 6 pontos da Briosa (5 foram os pontos obtidos por Ulisses Morais) e o próximo jogo para o campeonato é.... no Cidade de Coimbra! Um jogo vital, portanto.

Positivo, porque significa um ciclo de maus resultados do Guimarães, que leva 4 jogos sem ganhar - ciclo iniciado por Ulisses Morais, que já tem reflexos nos seus adeptos e do qual a Briosa pode beneficiar no próximo Domingo.


Entretanto, hoje era um dia bom para demonstrar ao M. que o FCP, que ainda não perdeu pontos para o campeonato desde que ele nasceu, não tem de ser a equipa mais forte de Portugal. Qualquer pontinho seria bom. Vamos lá Briosa!

quinta-feira, março 17, 2011

Rebocadas do Nada

Porque não reciclar uma etiqueta do blog para intitular um post sobre temas diversos?

Geração à Rasca
Os parabéns aos nossos ilustres colegas, licenciados em RI pela FEUC, e em especial ao António detrás da serra - sim, porque não é Turquel que está atrás da serra, como é óbvio - pela organização de um protesto que prova que os portugueses conseguem, apesar de tudo, mobilizar-se para alguma coisa. Esperemos que a plataforma de debate que surgiu na sequência deste evento sirva para que a nova geração possa reflectir sobre o país que tem e o país que quer construir, parte de um mundo que é seu também.




Política de energia nuclear da Europa, Estados Unidos e China
Já diz o povo:
Se vês as barbas do vizinho a arder, põe as tuas de molho.
Quem tem cu, tem medo.












Líbia
Como alguém disse, parece que vamos ter a repetição da Hungria/1956.














Ulisses Morais
Três jogos, zero derrotas, 5 pontos - sem os quais estaríamos apenas 4 pontos acima da linha de água. Bravo! Sem descurar este objectivo, a verdade é que estamos todos a sonhar com o Jamor...

terça-feira, março 08, 2011

O clube da mãe

No sábado à tarde, estando eu e o M. sentados casualmente no sofá a treinar os movimentos dos braços e a fazer zapping, eis senão quando descobrimos o clube da mãe num canal regional, num jogo de hóquei em patins de alto nível contra o Benfica, e que acabou por vencer por 7-5.

Como é que vou explicar ao M. que o clube da mãe, que ganha o campeonato de hóquei em patins há quase uma década, não é o clube mais forte? Alguém por aí me ajuda nesta tarefa impossível?




Nilson (V. Guimarães)
No sábado à noite, estando eu e o M. sentados casualmente no sofá a treinar a bicicleta e outros movimentos das pernas e a fazer zapping, eis senão quando descobrimos o clube da mãe num canal nacional, num jogo de futebol de bom nível contra o V. Guimarães, e que acabou por vencer por 2-0, com uma demonstração de ritmo e de superioridade impressionante, e sem o tal que supostamente é indispensável e que sem ele a equipa não funciona.

Como é que eu vou explicar ao M. que, tendo o clube da mãe 20 vitórias e 2 empates à 22ª jornada, 51 golos marcados e 7 sofridos, e a jogar da maneira que jogou contra o Guimarães que é uma das melhores equipas deste campeonato - como é que eu lhe explico que não é a melhor equipa deste campeonato? É por causa de um cartão vermelho - mas ninguém vê o frango? Alguém por aí me ajuda nesta tarefa impossível?....

sábado, fevereiro 19, 2011

Mário Wilson, um histórico da Briosa

"E sai do Sporting nesse ano, em 1951?


Sim, para a Académica.


O Sporting campeão nacional, certo?


Certo. Mas a Associação Académica de Coimbra é uma coisa fantástica. Uma experiência de vida extraordinária, cheia de valores individuais cativantes e vibrantes. Estou lá com os meus dois irmãos, um psiquiatra, outro radiologista. Instalo-me numa república, onde estava o Almeida Santos. Foi maravilhoso."

Excelentes estas entrevistas do I, sempre informais, puxando pelo entrevistado e deixando-o discorrer à vontade. Mais estórias de Mário Wilson, entre Sporting, Benfica e Académica, aqui.

quarta-feira, janeiro 26, 2011

José Alberto Costa

imagem OAF
(...)
"Em 1971, José Alberto Costa estreava-se com a camisola da Académica, uma camisola que vestiu durante 159 jogos, até 1978, tendo inclusivamente sido internacional português enquanto jogador dos “estudantes”, numa partida frente à selecção francesa.
(...)
“A Académica foi o período mais marcante da minha vida, quer como cidadão, quer como desportista. Foi um período de emancipação, de afirmação, de independência, de influências, onde construí a minha personalidade... Foi o meu período da juventude, uma época muito marcante. Era importante saber o espírito académico, saber funcionar em conjunto, saber o que é ser leal, amigo, solidário… É uma escola onde reforcei todos os princípios que me foram dados desde o berço. Tudo isso se transforma numa vivência de emoções.”, começa por dizer José Alberto Costa, quando instado a comentar o que significa, afinal, a Académica.

E verdade seja dita. Apesar de todos estes encontros e reencontros, o agora treinador adjunto da Briosa diz que levou a Académica para todo o lado, até porque o sentimento “perdura eternamente”.

“Todos os que passam em Coimbra, e em muito especial pela Académica, nunca a esquecem… Por vezes, a vida faz com que as pessoas se afastem de Coimbra e da Académica mas faz também com que o coração e os sentimentos perdurem eternamente. Por isso, este regresso é gratificante por todas estas razões… É quase como rejuvenescer, sentir orgulho em estar na Académica… Transmitir a experiência a estes jovens e dizer-lhes o que é a cultura da Académica e os valores que ela defende é algo que me preenche.”, revelou (...) (link)

domingo, janeiro 16, 2011

Toni, um histórico da Briosa

"Comecemos pelo início, pelo Anadia. Fui júnior do Anadia durante dois anos. Jogávamos na 1.a divisão do distrital de Aveiro e defrontávamos equipas como o Beira-Mar, a Sanjoanense e a Ovarense. Nesse período, apurámo-nos as duas vezes para o campeonato nacional. E numa dessas séries, tocou-nos a Académica e o FC Porto. Perdemos 3-1 nas Antas mas ganhámos 3-1 em casa, ao FC Porto de Artur Jorge, Vieira Nunes, Ribeiro Cardoso, Eugénio Alves... Depois, fomos ganhar 3-0 a Coimbra e foi esse o grande passo.

Para a mudança Anadia-Académica?
Sim. Lembro-me perfeitamente de todos esses dias. O capitão [Mário Wilson, então treinador da equipa principal da Académica] tirou notas desse 3-0 e foi à Anadia falar com o meu pai. Parece hoje: ia ter uma aula de História às duas da tarde e vi passar um Fiat 600. Lá dentro estava o Mário Wilson. Conhecia-o da colecção de cromos, que saía nos rebuçados. Juntos, fomos ter com o meu pai, que tinha uma tipografia numa oficina. A ideia do capitão era falar com o meu pai para que ele concordasse com a minha ida para Coimbra, que ficava a 30 quilómetros de Anadia. Havia então uma lei escolar em que a Académica tinha a possibilidade de recrutar jogadores a 40 km de Coimbra. Aí começou a minha grande aventura... com um senão: à saída da Anadia, o Fiat 600 não pegava e eu tive de empurrá-lo. Lá dentro, o Mário Wilson e um senhor da Académica chamado Augusto Martins.

E como foi em Coimbra?
Ainda fiz duas épocas de júnior, com uma grande equipa. Chegaram comigo o Mário Campos, hoje director do Serviço de Nefrologia dos Hospitais da Universidade de Coimbra, o Pedrosa do Vilafranquense e o Pinheiro, formado em Medicina. Juntos, percorremos o caminho dos juniores e também fizemos parte da grande Académica, que acabou em segundo lugar do campeonato, a três pontos do Benfica. Estávamos em 1966/67, a mesma época em que perdemos a final da Taça de Portugal com o V. Setúbal. Foi uma final inédita com dois prolongamentos! Se o Jacinto João não fizesse o golo, aquilo arrastava-se para outro dia. Outros tempos em que não havia cá penáltis... Nessa final, os mais novos - eu pela Académica e o Vítor Baptista mais o Tomé pelo V. Setúbal - saíram bem vistos. Foi o nosso passaporte para os grandes. Eu para o Benfica, como o Vítor [Baptista], e o Tomé para o Sporting. Eu, entretanto, acabara o sétimo ano, agora 12.º, e estava a tirar Direito em Coimbra. Com a ida para o Benfica, transferi o curso para Lisboa, mas era inconciliável."

(entrevista completa no ionline)

domingo, dezembro 19, 2010

Nos momentos difíceis

É nos momentos difíceis que se vê a fibra das pessoas. Seja num casamento, numa amizade, numa sociedade ou numa relação com uma equipa de futebol.

segunda-feira, dezembro 06, 2010

SCEB não desiste e atrapalha as contas à AAC

Está difícil de encontrar o próximo adversário da Briosa na Taça de Portugal.

"O Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol (CD/FPF) deu (finalmente) a conhecer a decisão de “punir Bombarralense e Louletano, com as penas de derrota por 3-0 e consequente desclassificação da Taça”, que deixava a Académica com o adversário definido: a U. Madeira.
O problema é que Bombarralense e Louletano têm até amanhã para apresentar recurso, e olhando ao regimento juridico existente, é quase impossível que a Académica jogue domingo [dia 12].
(...)
O DIÁRIO AS BEIRAS falou ontem com o presidente do Bombarralense, Jorge Pereira, que adiantou que vai mesmo apresentar recurso. Agora, se o CJ/FPF decidir favoravelmente a Bombarralense ou Louletano, ainda tem de haver jogo entre uma destas equipas e a União da Madeira, para se encontrar o adversário da Académica. "
(As Beiras)



Não estive no local, mas é óbvio o que aconteceu no final do Bombarralense-Louletano e que já aqui se falou: os algarvios, de divisão superior e a perder no último minuto, perderam a cabeça, e o pequeno clube da terceira divisão vê-se prejudicado de forma totalmente injusta! A Briosa que aguarde... e que prepare devidamente o jogo de 4ªfeira com o Marítimo!

quinta-feira, maio 13, 2010

José Eduardo Rosa Vale e Castro

"José Eduardo Rosa Vale e Castro, conhecido no mundo do futebol como Zé Castro (Coimbra, 13 de Janeiro de 1983), é um futebolista português que joga habitualmente a defesa central.

Académica de Coimbra
Tendo feito toda a formação na Académica, Zé Castro assume, na época 2005/2006 papel preponderante na equipa principal do clube, sendo mesmo capitão de equipa, apesar da sua juventude. Acabada a época 2005/2006 teve ofertas de vários clubes europeus (Celtic FC, Tottenham Hotspur, e Bayern Munich)."

Artigo completo na Wikipédia, site oficial, e a reacção dos adeptos da Briosa.

sexta-feira, abril 30, 2010

Académica vs. Ismailitas

Associação Académica de Coimbra / OAF "A equipa de futsal da Académica desloca-se amanhã ao pavilhão do Ismailitas numa altura decisiva da temporada."

Embora se pudesse imaginar o contrário, vou mesmo torcer pela Académica. Ainda há hipótese de subirmos à I divisão este ano!



Transpiramos determinação e credibilidade
E eu, como diz o Analfabeto, nunca tinha visto um governo de Bloco Central, visto não ter idade para isso.

domingo, abril 18, 2010

Académica, 2 - Benfica, 3

Não há como dizê-lo de outra forma: um penálti devidamente assinalado, imediatamente antes do lance do 1-3, e tudo seria diferente. A Académica fez tudo para vencer este jogo e merecia-o.

Parabéns à RUC pela transmissão irrepreensível.

O próximo jogo com o Leixões é, assim, uma verdadeira final. A vitória assegurar-nos-á definitivamente a manutenção. Força Briosa!

A Académica não está a jogar nada mal

e finalmente o Ruben Amorim levou amarelo.

Tudo através da RUC.

domingo, março 07, 2010

Marítimo, 0 - Académica, 0

Em dois jogos, a Académica perdeu praticamente as esperanças que tinha de furar pelo meio do compacto pelotao que se formou no meio da tabela da liga Sagres. Duas vitórias teriam colocado a Briosa no 6º lugar, mas a derrota e o empate mantem-na na 12ª posiçao.
Resta, portanto, à Briosa ultrapassar com garra os obstáculos que restam até ao final do campeonato, nomeadamente nos jogos com os grandes. O próximo é já a recepçao ao FC Porto, no próximo Sábado, às 21:15, com transmissao em directo na RTP.


Pelos caminhos de Portugal - Mário Gil

Mais uma vez, tinhas razao, Analfabeto. O grande Mário Gil!....


FCP, 2 - Olhanense, 2
Este fim de semana demos mais um passo no caminho da regeneraçao do futebol portugues. Como é que é possível que o FCP B tenha vindo tirar pontos à equipa principal numa etapa crucial do campeonato? Será que o polvo está a falhar?... Ou será que os jogos nao sao assim tao combinados como às vezes se pensa?...

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

Belenenses, 1 - Académica, 2

Após uma primeira parte de domínio evidente e com dois golos de rajada quase a sentenciar o jogo, e depois de um segunda parte à defesa e com sofrimento até ao fim, a Académica obteve a sua 6ª vitória da temporada, regressando ao 11º lugar, com 23 pontos.
A Académica conseguiu, além disso, reduzir a sua desvantagem para o Sporting para apenas 6 pontos.



Esta medida, que alguns poderiam tomar como vagamente acintosa dada a má temporada da agremiação leonina, começa a tornar-se bastante séria. Entre o 4º classificado, o Sporting, e o 12º classificado, a Naval, vão apenas 7 pontos de diferença. É um vasto pelotão composto por 9 equipas e quase todas elas têm, teoricamente, hipóteses de chegar aos lugares que dão acesso às competições europeias, visto que há 30 pontos por disputar.

Se a Académica não tivesse perdido 5 pontos de forma inglória (2 contra a União de Leiria e 3 contra o Paços de Ferreira), estaria agora isolada no 5º lugar, com 28 pontos. Entretanto, está a 6 pontos do Sporting e 8 pontos acima da linha de água (Leixões), o que significa que esta vitória significou, praticamente, o afastar dos fantasmas da descida.

Uma boa vitória para assinalar o 8º aniv


O próximo jogo é contra o Rio Ave, no Cidade de Coimbra, no próximo Domingo. O emblema de Vila do Conde está no 10º lugar com 24 pontos.

quarta-feira, fevereiro 10, 2010

Palmas! (FCP 1 - AAC 0)

A emissão da SIC terminou com um primeiro plano da Mancha Negra, aplaudindo os seus jogadores que distribuiam as suas camisolas. Merecidas palmas para uma equipa que, tal como no jogo com o Sporting, se bateu de igual para igual, apenas perdendo um pouco de ritmo no último quartel de jogo mas nunca virando a cara à luta e sempre sem perder a compostura defensiva e ofensiva, acabando por sofrer um golo entre o brilhante e o "sorte-do-caraças". Não gosto de falar das arbitragens e portanto não o vou fazer... (embora haja ali um ou outro lance que...)

Para o ano cá estaremos para as Taças! E agora, há que fazer uma ponta final digna deste plantel e deste treinador!

FCP-AAC mais importantes que Rangel

A SIC cortou o pio ao candidato ao líder do PSD no momento em que ele relembrava aos Portugueses que a colectivização e a sovietização do País foram travadas pelos sociais-democratas.

A SIC parece não ter aprendido a lição de Santana Lopes. Cá por mim, espectáculo por espectáculo e show por show, prefiro o da - Brioooosa!!!

quinta-feira, novembro 12, 2009

Académica envolta em peripécias!

Mas o que se passa?
Depois de um jogo com a União de Leiria com um final tragicómico, parece que não há nada que não aconteça.

Primeiro, o jogo da Taça da Liga com o Portimonense que é interrompido devido a uma falha de luz...

Depois, já hoje, na continuação do jogo, o resultado final (deprimente 0-0) fez com todas as três equipas do grupo (AAC, Portimonense e Beira-Mar) terminassem empatadas, porque os três jogos terminaram empatados a zero! O que obrigou ao desempate pelo critério da média das idades dos jogadores utilizados, cuja existência eu desconhecia, e ao caricato de tanto o Portimonense como a Briosa terem festejado o apuramento no final do jogo....

Pior: a Liga atribuiu o apuramento ao Portimonense... mas a Académica discorda e vai reclamar da decisão!

Mas isto não fica por aqui! Começo a estar em pânico! Os rumores à volta da partida de Villas Boas para o Sporting não param de aumentar!!...



"Depois, isso ficou e entranhou-se..."

Bom. Como hoje o dia é inteiramente dedicado à Académica, ficamos com este apontamento da entrevista que José Manuel Pureza deu à Visão desta semana.


Adora futebol. Contaram-me que o seu benfiquismo chega a roçar a irracionalidade.
[Risos] Isso não é verdade! Tenho simpatia benfiquista, mas quem lhe revelou essa parte futeboleira da minha vida devia ter dito o que é essencial: sou sócio da Académica, desde que me conheço. E sofro pela Académica.

Isso vai decepcionar muitos benfiquistas...
Tenho uma grande simpatia pelo Benfica, mas sinto um grande orgulho pela trajectória que a Académica fez enquanto instituição. Pela Académica do João Mesquita, vosso colega, pela Académica que chegou à final da Taça, aqui em Lisboa, no Jamor, em 1969. Era miúdo, de 10 anos e meio, e vim ver o jogo com o meu pai. Depois, isso ficou e entranhou-se...

domingo, novembro 08, 2009

U. Leiria, 1 - Académica, 1

Como previsto, estive presente no derby regional que opôs a União de Leiria e a Académica no Magalhães Pessoa, esta tarde.


Sem saber precisar quantos adeptos estavam presentes, a verdade é que estava um número bastante superior ao que geralmente se pensa, ainda para mais tendo em conta o mau tempo que se fazia sentir. Isto, sem contar com a sempre leal Mancha Negra, que ocupou sozinha a bancada oposta. Claro que o anel superior se encontrava vazio.

O jogo foi um típico jogo de Primeira Liga: lento, com muita luta a meio campo, quase sem oportunidades de golo. No entanto, ao longo da segunda parte, a equipa da casa tomou conta do jogo, e mostrava mais vontade, conseguindo mesmo calar a Mancha por alguns instantes. No entanto, as oportunidades de golo foram muito raras. O golo da Académica surge aos 89 minutos, depois de algumas jogadas de insistência e depois de a defesa leiriense ter parado à espera de um fora de jogo que não existiu, com Cris a marcar um belo golo de calcanhar.
Infelizmente, a Briosa não soube manter a cabeça fria e jogou para não sofrer, permitindo aos leirienses carregar forte ao longo de todo o período de descontos, vindo a empatar no último lance da partida.
Um resultado que se justifica, dada a produtividade de ambas as equipas.

A Académica continua em último, com 7 pontos, mas com um pelotão de quatro equipas com 8 pontos à sua frente, e apenas a 3 pontos de distância do 10º classificado, o V. Guimarães.



Por falar em Guimarães...
V. Guimarães, 1 - Sp. Braga, 0
A colegiada continua ainda e sempre com vontade de desafiar e bater a catedral. Derby é derby! Se o Guimarães tivesse perdido o jogo, estaria agora no último lugar.



Festival do Moscatel 09
Em Palmela.



A gafe
Claro que, em termos geoestratégicos, a razão directa da queda dos regimes satélites da URSS na Europa de Leste foi a perestroika, a mudança de política impulsionada a partir de Moscovo por Gorbatchev, e a retirada dos exércitos russos desses países e do apoio político directo. E que Honecker (RDA) e os outros ditadores comunistas estavam, naturalmente, contra a perestroika por saberem que a ameaça de intervenção soviética era a sua única garantia política.

no entanto, o episódio da gafe, que de certa forma acelerou um processo que aconteceria de qualquer forma, mostra bem o desnorte e o desalento que passava pelas autoridades do extindo estado alemão-oriental:

«Günter Schabowski, porta-voz do Politübro, dava diariamente a cara pelo governo e anunciava a novas medidas em conferências de imprensa que eram transmitidas em directo.
Naquela tarde fria de 9 de Outubro, Schabowski, hoje com 80 anos, entrou na sala para ler o comunicado dando conta da resolução do governo que autorizava os alemães orientais a viajar para o ocidente sem quaisquer restrições burocráticas.
Schabowski acabara de receber a nota e mal a lera. No final da conferência, um jornalista da NBC perguntou-lhe quando é que as novas regulações entrariam em vigor. Ele passou os olhos pelo papel e respondeu: "Sofort, unverzüglich [Já, imediatamente]" .
Nesse mesmo instante, a agência Reuters noticiou que os alemães orientais podiam, desde logo, atravessar a fronteira inter-alemã em qualquer ponto. Ao mesmo tempo, as notícias transmitidas pela televisão da Alemanha ocidental (nessa altura uma das principais fontes de informação independente para a população da Alemanha de Leste) anunciavam que o muro de Berlim estava a ser aberto.
Poucos minutos depois, dezenas de milhares de alemães orientais começaram a confluir para o muro que dividia a capital do país dividido. Sem ordens dos seus superiores e sem saber o que fazer, os guardas fronteiriços simplesmente abriram a fronteira para deixar passar as multidões, através deste marco da cortina de ferro que separou a Alemanha e o mundo em campos antagónicos.»
Fonte: Visão

domingo, outubro 25, 2009

Sabiam que o English está em obras?



FCP, 3 - AAC, 2
Vi o jogo com bastante atenção e percebi que André Villas Boas conseguiu, em muito pouco tempo, pôr a equipa a jogar à bola. A Académica montou uma estrutura defensiva impecável, chegou ao intervalo com o dobro dos remates do FCP, e jogou sempre com muita atitude, sem se intimidar, e com maturidade. Melhor: depois de estar a perder por 2-0, não desistiu e reduziu a desvantagem. E mesmo depois do 3-1, nunca desistiu e ainda foi a tempo de chegar ao 3-2. No final, ninguém seria capaz de dizer que o FCP tinha recebido o último classificado da Liga - o próprio Jesualdo teve de ajeitar o nó da gravata antes de desbobinar a ladaínha dos "adversários que se fecham" e de a Académica nada ter feito para merecer o segundo golo, o que é perfeitamente absurdo. A jogar desta forma, os resultados vão seguramente aparecer. Mas o melhor mesmo foi a atitude demonstrada.

Entretanto, no Brasil vão-se criando obras de arte como esta.