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quinta-feira, agosto 29, 2013

Opurnidades

(Este termo foi usado durante a primeira classe mas rapidamente desapareceu).

quinta-feira, maio 02, 2013

segunda-feira, outubro 22, 2012

Farrampil Power!

Uvas, casta Fernão Pires
- Ismael, porque é que nunca mais compraste uvas?
- Quais uvas?
- Desde o dia em que a Isabel veio cá que nunca mais tivemos aquelas uvas.
- É porque foi o meu pai que me deu aquelas uvas; não se vendem no supermercado.
- Ah, não?
- Não.
- É pena. Aquelas uvas são deliciosas. E o teu pai não te pode dar mais? (...)


Uvas que nunca passariam em qualquer avaliação de qualidade de origem comunitária.

quinta-feira, outubro 18, 2012

2005: nativos da era do Google

- Ó mãe, porque é que sempre que venho aqui [Ambiente de Trabalho] está tudo desarrumado? O Ismael desarruma tudo!...

- Então, e porque é que isso te incomoda? Tu nem precisas dessas coisas...

- Claro que preciso! Eu vou ao Google!

segunda-feira, setembro 24, 2012

A Geração de 2005 está totalmente preparada

"vou ensinar-te ballet porque tens que saber e quando eu crescer não estou cá, porque não há emprego em Portugal e vou ter que ir para longe"












"e tu ainda vais ter que ir para mais longe, mas antes ficas assim ainda em Portugal, por exemplo em Torres Vedras"

terça-feira, agosto 07, 2012

Supertaça Cândido de Oliveira - é já no sábado

Sofá, pipocas e cachecóis para a primeira final oficial disputada entre a AAC e o FCP. Sábado, às 20:45, na RTP.


O M. envergará as duas cores e vibrará com cada lance e baterá palmas no fim, como costuma fazer com os Olímpicos. Já a C., embora tenha ficado encantada com a vitória na Taça de Portugal, já foi agarrada pelo clube da mãe e dificilmente daí sairá.

sexta-feira, junho 22, 2012

Espaçarão

Como é que se pode definir um espaço grande, realmente grande? Qual o aumentativo de espaço?

- espaçarão, claro.

terça-feira, março 27, 2012

Quando a notícia nos diz respeito directamente

Nuno Crato (imagem daqui)
-  Olha, C., esta notícia é para ti.
-  Esta notícia é para mim?


"Os alunos do quarto ano vão passar a realizar provas finais a partir do ano lectivo de 2012/2013, anunciou hoje o ministro da Educação, Nuno Crato.

De acordo com o ministro, que hoje apresentou a versão final da revisão da estrutura curricular do ensino básico e secundário, as notas daquelas provas deverão valer cerca de 30 por cento na classificação do aluno no fim do ano lectivo.

Nuno Crato afirmou que esta decisão ainda não está tomada, mas que deverá ser «muito provavelmente» idêntica à estabelecida para o 6º ano." (fonte)

terça-feira, março 13, 2012

Coito

José Pratas não tinha coito para brincar à apanhada. daqui
A linguagem das crianças ainda é cheia de inocência e desprovida de segundos sentidos. Mas não é universal, isto é, as especificidades do falar de cada região ainda têm influência.
Assim se explica que uma mãe, natural do Porto, fique surpreendida por ouvir um grupo de crianças mencionando o coito, a meio de um jogo de apanhada.

Faço como a Alexandra Lencastre e socorro-me da Wikipédia:

Couto, do latim Cautum (cotum, coto, couto e coito), definia, no século IX, um lugar imune.
As doações de couto, frequentes entre os séculos IX e XIII, como expressão senhorial, implicavam o privilégio da proibição de entrada de funcionários régios (juízes, meirinhos, mordomos, etc.) na terra coutada. Definia-se oficialmente, no reinado de D. Dinis, o acto de coutar uma terra como escusar os seus moradores da hoste e do fossado, do foro e de toda a peita, ou seja, imunidade perante os impostos e justiça reais. (...) Os coutos de homiziados constituiam-se em terras a que poderiam acolher-se, libertando-se das penas em que tivessem incorrido, quaisquer criminosos (...)

Designam-se por "coutos de Alcobaça" as 13 vilas dependentes do Mosteiro cisterciense, pelourinho e concelho próprio, governadas pelo Mosteiro sem interferência do rei, sendo Turquel uma delas. O Couto Mixto, entre a Galiza e o Norte, é outro exemplo conhecido de abrigo.

Do couto ao coito o salto é tão simples como na loiça, na tesoira, no oiro, no toiro, no coiro.
Este coito não tem portanto nada a ver com o outro coito, também derivado do latim, mas de coitum.


Será misterioso que só na linguagem das crianças - e pelo vistos não no Norte - tenha sobrevivido o "couto" medieval, transformado em coito. Mas quem para brincou à apanhada, a palavra não tem nada de estranho...
E os nossos leitores, quem é que utilizava um coito para brincar à apanhada?

sábado, outubro 01, 2011

O grande jogo deste Domingo


(Símbolo da Briosa: autoria da C., que simpaticamente mo ofereceu.)


Estádio Cidade de Coimbra, às 20:15.

terça-feira, setembro 27, 2011

Luiz Felipe "Bloom" Scolari

- ...e isso porque as fadas falam com o coração às pessoas.
- como a Roxy, que fala com o coração aos animais?
- Sim, mas é preciso que as pessoas acreditem nas fadas, se não as fadas não conseguem falar com as pessoas.
- Olha, sabes que uma vez houve uma fada que falou com o coração a todas as pessoas e pediu que todos pusessem uma bandeira de Portugal nas janelas das suas casas, sabias?
- Mas eu não me lembro disso.
- Pois, sabes que foi um ano antes de tu nasceres. Só que não era bem uma fada, era um senhor chamado Scolari.
- Ó mãe, o que ele está a dizer é verdade?
- É mais ou menos, sim (...)

terça-feira, junho 07, 2011

Geração 2005 toma consciência do que a espera (2)

"Agora, tu és o pai, mas também fazes de médico, porque não havia médicos no hospital. E tu tinhas de ser o médico."

"Tens razão! Quando tu fores grande, já não vai haver médicos nos hospitais, aliás, devem ir fechar os hospitais. Cada um trata de si mesmo.  'Tás lá!

segunda-feira, maio 30, 2011

Conversa filosófica antes de ir para a cama

(...)
ficamos sem água, depois bebemos água que nao presta, e podemos morrer
(...)
- vamos morrer todos, os pequenos e os grandes.
- sim, mas lava os dentes.
- os grandes podem morrer e depois como vai ser? depois só vemos os doutores do hospital.
eu vou ficar grande e depois vou mrrer, mas isso é só daqui a muito tempo
- pois, mas tu vais ficar grande e depois vais ter pequenos, não é?
- sim, morremos, mas depois nascemos outrea vez e depois morremos e depois nascemos e
depois morremos. mas não vamos ver os dinossauros.
(...)
- tu vais morrer e eu também. tás-te a rir de quê?

(29-05-2011)

segunda-feira, maio 16, 2011

Geração 2005 toma consciência do que a espera

A semana passada, F. Louçã estava em debate com um outro líder partidário e, a meio de uma arenga, diz as palavras "destruir a segurança social".

Eis senão quando a C., que estava focada noutra tarefa e aparentemente nem estava a ouvir a televisão, repete a frase, em forma de pergunta e como para se certificar do que tinha ouvido:

"destruir a segurança social?"

Com um tom de incredulidade que mostra que as crianças de 5 anos de idade já têm noção de que não vão ter reforma. Cabe-nos a nós, geração dos anos 80, desempenhar o nosso papel. Todos os dias repito ao M. que vai herdar um país endividado e pergunto-lhe o que está ele a pensar fazer para pagar o que deve. Mas ele ainda não tem a mesma consciência da irmã, e ri-se como se eu estivesse a dizer um disparate.

quarta-feira, março 02, 2011

A greve da CP vista por uma criança de 5 anos

Linha do Oeste já não escapa à greve
"Os comboios estão parados porque eles não querem trabalhar."

segunda-feira, fevereiro 28, 2011

Shakira, um clássico intemporal

A C. acha que a música "Loca loca" da Shakira é "extraordinária" e conseguiu convencer-me a dançá-la com ela.

Não me divertia tanto com a música da artista libano-colombiana desde há cerca de 10 anos, quando aquele companheiro, com a camisa de fora, dançava "Whenever, Wherever" na sala dos núcleos de estudantes da FEUC.

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

Sementes

"Se ele te desse duas sementes, passávamos a ser... ora deixa ver... pois, passávamos a ser 4!"

quarta-feira, janeiro 19, 2011

Praia de Sandejunto

"...e a que praia vamos?"
"...à praia de Sandejunto!"

Embora a criatividade das crianças seja universal, rapidamente descobrimos o quanto a mente é influenciada por factores locais. Só na Estremadura/Oeste poderia surgir uma praia que cujo nome reúne a praia mais conhecida da zona - Santa Cruz - e o monumento geográfico e natural mais imponente da zona - a serra de Montejunto.

sexta-feira, novembro 26, 2010

O meu primeiro símbolo da AAC

Depois de me ver desenhar este símbolo várias vezes, durante as nossas sessões conjuntas de desenho, e por via disso lhe chamar "aquilo que tu fazes sempre"; e depois de já ser capaz de identificar na televisão (a propósito de uma qualquer peça jornalística sobre futebol) "aquilo que tu fazes sempre", a C. desenhou recentemente o seu primeiro símbolo da AAC - ou, como ela diz, "aquilo que tu fazes sempre".



Levada, naturalmente, pela similaridade entre o losango que a folha de exercícios lhe apresentava e o losango da Briosa.
Com um bocado de sorte, ainda a arranco ao FCP ao qual ela inevitavelmente irá cair, por via materna e por via de não haver perspectivas de os clubes de Lisboa conseguirem inverter o rumo dos últimos 30 anos.