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terça-feira, setembro 02, 2014

Repas e espinhas

Repas, i.e., franja
Com dois meses de convivência diária com uma senhora de Entre Douro e Minho (mantendo o vocabulário próprio do Norte), a C. já tem o seu próprio vocabulário enriquecido.






Original:
"Não posso usar mais repas porque estou a ficar com espinhas"


Tradução para o dialecto centro-sul:
"Não posso usar mais franja porque estou a ficar com borbulhas"


E quanto a conteúdos aqui neste blog, agora não vão faltar! Sabem que o tomate pode prevenir o cancro da próstata?

quarta-feira, março 05, 2014

"Mandar abaixo de Braga"

Na net dizem tratar-se de uma expressão bracarense, mas foi no Porto que a ouvi aplicada de forma corrente. É uma forma cortês e subtil de reclamar ou ralhar com alguém, ou de mandar alguém "pastar", "passear", ou "ir bardamerda."

quinta-feira, janeiro 02, 2014

A ironia

Jogar Party & Company em Santa Cruz do Bispo, Matosinhos, sendo o único dos jogadores da mesa com origens a sul do Douro, e o único não adepto do FCP, e calhar-me como tarefa, para os meus colegas de equipa adivinharem, imitar o senhor da imagem.


É claro que a minha equipa ganhou o feijão correspondente.

domingo, dezembro 29, 2013

"Não lhe cabia um feijão no rabo"

A expressão, que ouvi há dias no Norte (Grande Porto), significa "ter muito medo". Diz-se de alguém que, numa dada situação, está com tanto medo que se encolhe todo e, por isso, "não lhe cabe um feijão no rabo".


Exemplo: "Jorge Jesus, de cada vez que vai jogar ao estádio do FC Porto, não lhe cabe um feijão no rabo."

sábado, abril 23, 2011

Glocalização

Os grandes conceitos comerciais transnacionais, ícones da tal "globalização", arranjam sempre maneira de ceder um pouco às realidades locais. A grande diferença da IKEA de Matosinhos em relação às suas congéneres de Frielas e de Alfragide

(Das duas, uma: ou as lojas são dos concelhos de Loures e da Amadora, ou das freguesias de Frielas e Alfragide. Isto de um ser de Alfragide e o outro de Loures só se explica devido à imagem e às estratégias de marketing dos municípios, que fizeram com que Loures fosse mais chique que Frielas, e que Alfragide fosse infinitamente mais chique que a desgraçada e honrada Amadora - que já fez um grande esforço de marketing quando largou o antigo nome de Porcalhota. De resto, a IKEA de Matosinhos é em Leça da Palmeira.)

é que estas não incluem francesinha na ementa do restaurante.

sexta-feira, abril 22, 2011

"Dezanove-Dezanove, Deus queira que empate"

Cada visita ao Norte serve para enriquecer o vocabulário com palavras e expressões muito características e totalmente desconhecidas "cá em baixo". A expressão que intitula este post serve para designar indivíduos de características efeminadas e modos afectados ou que de alguma forma não permitam identificar claramente caracteres masculinos ou femininos.

terça-feira, abril 19, 2011

Sirigaiai upiupiai: afronta ao Islão?



Durante uma recente viagem ao Norte do país, tive oportunidade de revisitar um largo reportório de músicas infantis, bem como uma série de outras que não têm nada a ver e que traduzem os gostos eclécticos da geração de 2005 e que surpreendem aqueles de nós que só ouviam mesmo músicas infantis, seja a Shakira ou seja este grande símbolo da música internacional.
Uma delas (o vídeo acima) pareceu-me um atentado ao Islão passível de nos granjear tanto ódio como os cartoons dinamarqueses. Ora atentem na letra:


Fui visitar a minha tia a Marrocos (repete)


Refrão: Sirigaiai upiupiai (repete)


Pelo caminho encontrei um camelo (repete)


(refrão)


Pelo caminho eu comi um bom porquinho (repete)


(refrão)


Para acompanhar bebi um bom vinho (repete)


(refrão)


No regresso viajei de comboio (repete)


O protagonista vai, portanto, a um país muçulmano consumir carne de porco e álcool? Epa.... não sei se isto é boa política...





Pode, no entanto, ser que a coisa seja outra: o protagonista fala a partir do Norte e vai visitar a sua tia que reside a sul de Coimbra, e daí a utilização do termo "Marrocos", que eu não tive oportunidade de ouvir por estes dias, embora tenha ouvido várias vezes o termo "mouros" e, mais incrivelmente, me tenham chamado de "alfacinha". Mas isso são outras histórias.