Os portugueses têm um problema relativamente ao que deles se pensa "lá fora", que mais não é do que um problema comum à Espanha e aos países que nós criámos, na América Central e do Sul, que é um complexo de inferioridade em relação aos accomplishments (o uso do termo inglês é propositado) das nações norte-europeias e das que elas criaram, na América do Norte.
É bom, por isso, ver artigos como este. Sem querer estar a fazer a apologia do governo actual, e muito menos da política de educação que continua a nivelar por baixo e a esquecer o essencial, nem do monumental esforço de propaganda feito à conta do Magalhães,
mas o espírito desta ideia parece que chegou lá fora, que era fazer um esforço consciente e deliberado (e aproveitando a descida dos custos de produção da tecnologia que se verifica nos últimos anos) para impedir que se reproduza o tradicional analfabetismo português, cortando-o de raiz e criando, pelo menos, condições para que os portugueses possam fazer outras coisas. (Além de que, passado o primeiro impacto dos anos 90 em que a informática parecia uma coisa para nerds e gurus, hoje os computadores do ponto de vista do utilizador são cada vez mais a ciência do "desenrasca" e do "resolve isso agora e depois logo se vê", e por isso admiravelmente suited para os portugueses. E isso certamente será conseguido, mesmo que os efeitos só se verifiquem daqui a 15 ou 20 anos. Talvez não fiquemos mais instruídos - mas isso também já não éramos.
Note to President Obama: Want to Fix the Schools? Look to Portugal!
por Don Tapscott
(Berto, aproveita a dica e não digas que não sou teu amigo...)