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domingo, dezembro 09, 2012

A Depressão de 2008 contada às crianças

O comportamento dos grandes bancos de investimento norte-americanos e europeus antes da falência do Lehman Brothers.




 (A diferença é que, neste caso, o urso, sob a forma do contribuinte, evitou que caíssem.)

quarta-feira, fevereiro 22, 2012

Lidl Bombarral: Batatas a 0,20€/Kg

"There is certainly anger and belt-tightening and dark clouds of depression. It’s not uncommon to see decently dressed Greeks discreetly rummaging through garbage bins for food. A new book about how the country survived the Nazi occupation — “Starvation Recipes” — has become a surprise hit. But there are also success stories that fly fully in the face of the turmoil. Most surprising, there is a pervasive sense of relief over the crisis that is upon them, as if a long, strange dream is at last over.

My first impression of Petros Vafiadis was of a bear. He’s a big, jowly man, and he sat hunkered by the grille of his living-room fireplace. People in his town in northern Greece — Giannitsa — told me that the rising price of heating oil forced residents to rely on their fireplaces, and for the first time in memory, you regularly smell wood smoke in the chilly air."

The Way Greeks Live Now, no New York Times (artigo completo)

eles deviam estar a viver um pouco acima das possibilidades. Eu nunca deixei de sentir o cheiro a fumo de lenha de oliveira nos últimos invernos.

domingo, dezembro 18, 2011

Argentina, o exemplo

A Argentina é um bom exemplo de como Portugal poderá eventualmente sair da crise - e do que terá de passar antes de recuperar, pela proximidade no tempo (foi apenas há 10 anos) e pelas semelhanças (a indexação do peso ao dólar fazia com que o país tivesse uma espécie de dólar demasiado forte para a sua competitividade.)
O artigo completo (entrevista a Jorge Faurie) está no ionline.

(...)
"Quando é que a Argentina optou pela não ajuda?
Estávamos a receber pacotes de ajuda do Fundo Monetário Internacional, alguns deles já nem chegaram. A questão é que a velocidade das coisas era tal que quando chegava um novo pacote de ajuda as necessidades reais já eram muito superiores. Anunciado que era o pacote, já era preciso mais dinheiro, um pouco como está a acontecer em Portugal. Além da dívida é preciso pagar os juros. Chegou um momento em que entrámos em default e não pagámos, não tínhamos maneira de pagar. E acabou-se. Tivemos o famoso corralito e o corralón [medidas que evitaram o levantamento de depósitos], um momento em que os argentinos não tinham dinheiro efectivo.

Sem dinheiro, como funcionavam?

As regiões [províncias] começaram a emitir a chamada quase-moeda, que era aceite em diversas empresas, sobretudo no ramo alimentar, e gerou-se todo um sistema de pagamentos por via da utilização não de moeda, mas de uma quase-moeda, os chamados “patacones”. Havia como que um rodízio de “patacones” para pagar diversas despesas. Outras províncias geraram as suas próprias formas de pagamento, ou seja, houve várias quase-moedas, que foram sendo resgatadas depois da crise.

E é assim que a economia vai vivendo, num primeiro momento?
Sem ajuda finaceira externa e sem um FEEF [Fundo Europeu de Estabilização Financeira] foi preciso criar outros mecanismos de crédito, de apoio. Num primeiro momento a economia argentina vive desta economia informal. Mas nos últimos tempos já se tinham instalado algumas formas de troca, sobretudo entre pessoas desempregadas, como por exemplo um tomava conta do filho de outro em troca de comida, um mecânico pagava com trabalho ou o pagamento era o direito a tratamento numa clínica dentária. As pessoas inventaram formas de viver sem dinheiro.

Mas também apareceu dinheiro novo, digamos assim...
Sim, além disso aparecem os recursos das poupanças que não estavam no país, não estavam declaradas, nem existiam no sistema bancário nacional. Os argentinos têm uma mentalidade um pouco latina, italiana – porque é uma coisa que sucede muito em Itália, de acordo com os indicadores há um segmento de economia, o mecado negro, que não está nas contas. Todos os recursos dos argentinos que tinham alguma capacidade de poupança estavam no exterior e os montantes eram significativíssimos. Portanto, uma parte da poupança informal foi mantendo a actividade económica.

A desvalorização da moeda deixou os argentinos na miséria, mas repôs competitividade...
Temos duas coincidências: a desvalorização da moeda vem dar mais competitividade aos produtos argentinos, uma camisa que custava cinco dólares no dia seguinte passou a custar um dólar. Rapidamente, muitos produtos que estavam fora do mercado devido à paridade entre o peso e o dólar, e que por isso não eram competitivos, passaram a sê-lo. Ao mesmo tempo, os principais produtos exportadores, commodities e agro-pecuária, começam a ter, devido ao crescimento da China e da Índia, uma procura crescente, que em 2006/07 quintuplica."
(...)

terça-feira, outubro 18, 2011

Um dos principais motivos da crise

Da crise europeia, da crise americana, da crise portuguesa (não sendo o único).


imagem via João Portugal Vieira.

sexta-feira, setembro 30, 2011

Os gregos estão unidos

Numa altura em que em Portugal se apela à conjugação de vontades, à congregação de esforços, à coesão entre os parceiros sociais e à união dos corações, os gregos dão o exemplo e juntam-se para impedir a troika de entrar nos ministérios.. Ao governo não dá jeito nenhum que a troika meta o nariz nas salas antes de terem tempo de dar uma aspiradela. E assim os manifestantes, ao fazerem esse favor ao governo, cooperam e limpam-lhe a cara. Isto corre bem!