Fisichella
É a chamada “bofetada de luva branca”. Tenho de engolir tudo o que escrevi sobre o Fisichella e a Force Índia. Não só o piloto romano levava a mesma gasolina que Raikkonen, (os seus dois reabastecimentos foram ambos em simultâneo), como até parou mais tarde que Kubica ou Trulli. Fisichella perdeu a corrida à saída do safety car (logo no início da corrida), quando não conseguiu defender-se do ataque de Raikkonen. No entanto, acompanhou sempre o Ferrari e nunca esteve a mais de 1,5 segundos, deixando os outros adversário para trás.
A corrida de hoje foi um autêntico jogo de xadrez, levado ao limite e decidido por fracções de segundo. No final, Fisichella ficou apenas a 1 segundo da vitória. Uma performance absolutamente brilhante!
Esta temporada é uma autêntica anomalia estatística. Se contarmos com Button, esta foi a 6ª corrida consecutiva com um vencedor diferente. À conta disso, o britânico já leva 5 corridas sem vencer – mas continua 16 pontos à frente do segundo classificado.
Em quantas vezes na história um Ferrari venceu na mesma corrida em que um Ferrari ficou em último? Que Badoer não pontuasse, tudo bem, mas daí a qualificar-se atrás dos Grosjeans e dos Alguersuaris, e a ser ultrapassado por toda a gente…
Mais, em quantas corridas aconteceu o mesmo que na de hoje - não houve um único piloto a ser dobrado? (Badoer ficou a 1m42s de Raikkonen.) Eu ainda pensei que as dobragens poderiam favorecer o Fisichella, mas... não houve...
Já quanto a isto, não me admirava nada que fosse verdade. Não sou apreciador de teorias de conspiração, mas foi a sensação que deu na altura.
Académica, 0 - Sporting, 2
Não se podia ter tudo. E, claro, o Sporting começava a desesperar por um bom resultado. Better luck next time! A seguir, deslocação a Vila do Conde.
Baco e os candeeiros
Sempre houve problemas entre os ébrios e os candeeiros de iluminação pública. Já em Coimbra era a mesma coisa.
“Patterson, o «Baixote», era um alcoólico crónico. Uma vida inteira consagrada ao consumo (…) tornara-o desempregado e inempregável. Todavia, não se tratava de um ébrio vulgar, pois elevara a etilização a uma forma de arte. No dia anterior, fora levantar o subsídio e seguira directamente para o bar mais próximo, em resultado do que, à meia-noite, estava praticamente paralisado. Já de madrugada, irritou-se pelo facto de um candeeiro públlico não se desviar do seu caminho e não hesitou em o agredir.”
Forsyth, Frederick (1984), O Quarto Protocolo, Biblioteca Sábado: p. 220
Tróia e Arrábida
A cimenteira quase não se nota.