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quarta-feira, maio 07, 2014

Qualquer um é tetracampeão agora

Senna não chegou ao tetra, mas também nunca se queixou
desta forma. Nem Fangio, nem Schumacher.
"The car does not know what I want," explained the 26-year-old, referring to the Adrian Newey-penned new RB10 and his troubles at the wheel.
"Under braking and in the corners I have an absolute lack of confidence," added Vettel. (link)


A única vez que um tetracampeão se queixou desta forma do seu carro foi quando Alain Prost disse que o seu Ferrari parecia um camião, declaração que motivou o seu despedimento imediato.
Ainda assim, Prost só disse isso na penúltima prova da temporada, e com a autoridade de ter batido (em pontos e resultados) por margem confortável o seu colega de equipa, Jean Alesi, que veio de resto a ser considerado um dos top drivers da década de 90. Pelo contrário, o mais recente tetracampeão está a ser batido pelo colega de equipa e só decorreram 4 provas.

sábado, abril 07, 2012

Vai vir charters! (Fórmula 1)

Ma Qing Hua (imagem RacingPortugal)

"A HRT anunciou que o chinês Ma Qing Hua fará parte de seu programa de desenvolvimento de pilotos. Aos 24 anos, Ma Qing Hua quer se tornar o primeiro piloto chinês a disputar uma corrida de F-1. Para isso, antes deve participar do teste para jovens pilotos pelo time espanhol, no final do ano.

“É um momento muito especial para mim e é difícil expressar o quão feliz estou. Sonho em me tornar um piloto de F-1 desde pequeno”" (...) (TotalRace)

domingo, outubro 09, 2011

Panóplia/Miríade

Os Corvos (imagem daqui)
Zé Oliveira
Faço parte daquele target que a partir de uma certa hora só ouve rádio de carro. Por mero acaso, na sexta-feira passada regressei de carro a casa, quando não estava previsto, e com isso pude ouvir a entrevista de Zé Oliveira, na rádio Mais Oeste, conduzida pelo Jaime Montez da Silva.
Foi a primeira vez que pude pelo menos ouvir o Zé Oliveira nos meios de comunicação social, pois acompanho o trabalho dele há longos anos mas nunca tinha tido essa oportunidade. Foi óptimo ouvi-lo a contar na primeira pessoa as suas aventuras em Angola, onde se ligou à comunicação social, e várias outras (não pude ouvir todo o programa.)
Como o próprio referiu na entrevista, o Zé Oliveira colaborou durante longos anos com um "conceituado semanário de Leiria", e é através desse trabalho que conheço o seu nome. E como faço parte da velha guarda em vias de extinção que ainda aprecia as notícias em formato papel, o hábito de ler gratuitamente os semanários leirienses é um do qual sinto falta no Bombarral. Era uma outra forma de relação com a cidade. Mas já antes disso tinha visto desaparecer o trabalho do Zé Oliveira desse semanário, coisa que me tinha chocado.
Na 6ªfeira fiquei ainda mais chocado com a revelação dos motivos e da forma que levaram ao fim da colaboração do Zé Olveira nesse semanário. Não que a gente não saiba como é que as coisas funcionam, mas queremos sempre acreditar que não é com aquele jornal em específico com o qual temos uma relação...
Bem-haja à Mais Oeste! Será que temos repetição ou podcast do programa?



Ellen Johnson Sirleaf (daqui)
Ellen Johnson Sirleaf
Como alguns saberão, fiz 2 trabalhos académicos sobre a Serra Leoa/Libéria e foi portanto com satisfação que vi a primeira presidente eleita num país africano, que tem liderado a Libéria com sabedoria e devolveu a estabilidade a um país devastado pela guerra civil, a receber o Nobel da Paz, acompanhada de outras duas activistas dos direitos das mulheres e da paz. Parece-me uma escolha mais sensata e menos ideológica que o presidente Obama - e muito mais merecida.




"Mas será que a produção ofensiva de Portugal foi assim tão satisfatória?"
Há ali um palerma na televisão que está a sofrer do síndroma SLB. Portugal marcou 5 golos num jogo mas... parece que faltou qualquer coisa. A defesa, claro, uma desgraça, mas o ataque não esteve bem. Podiam ter produzido mais. Talvez com 8 ou 9 golos, aí talvez se tornasse aceitável, benzinho...



Vettel (imagem daqui)
Vettel, o bicampeão mais novo de sempre
Agora sim, Fernando Alonso está em apuros. 5 temporadas sem vencer o campeonato e com outro bicampeão no plantel, está na mesma posição em que esteve Schumacher no final de 1999 (quando Hakkinen o alcançou no nº de títulos). O desafio faz todo o sentido. Hamilton, que teria expectativas legítimas de destronar Alonso da posição de líder desta geração, também não sai melhor da foto, depois de uma época de 2011 até agora muito desastrada. Como será 2012?
...será certamente com Schumacher, que aos 42 anos parece já ter-se adaptado totalmente à F1 actual; arranca 5º lugares, luta com o Massa e o Webber, e está quase a passar o seu colega de equipa na tabela do campeonato! Ah, e voltou a liderar uma corrida. Quando foi a última vez que um piloto com 42 anos liderou uma corrida?

quinta-feira, agosto 25, 2011

Schumacher: 20 anos de F1

Fez na passada terça-feira 20 anos que Michael Schumacher fez a sua estreia na F1, no GP da Bélgica de 1991.

Embora este blogue tenha abrandado a cobertura do (ainda) mais importante campeonato internacional de automobilismo, esta data não podia passar em branco.




Sem o carisma de Senna, a respeitabilidade de Fangio e a super-eficácia estatística de Fangio e Prost, o nome de Schumacher será recordado para a eternidade, mesmo depois de a Fórmula 1 acabar e quando, daqui a 2000 anos, os pilotos sejam considerados gladiadores de um desporto bárbaro que ceifava as vidas do que o disputavam (caminhamos para o mundo de John Spartan, certo?)
O campeonato de F1 existe há 61 anos, o que significa que o hepcampeão cobre cerca de um terço ( 60:3=20 )do total da História. Ele detém todos os principais recordes, mas em vários aspectos fica abaixo daqueles três nomes que citei anteriormente, embora eu (e toda a gente) o coloque na galeria dos Quatro Máximos de todos os tempos.

Nomeadamente, porque nunca ninguém se tinha conseguido manter em actividade 20 anos depois da sua estreia. Num tempo em que as estrelas aparecem e desaparecem fugazmente, Schumacher mandou o Guedes sair da frente em 1991 e o medo continua a não o assistir. À força de mérito, talento, trabalho - e muita sacanice que lhe retirou o respeito de muitos fãs.

Dizem que não devia estar a competir, mas eu acho que a experiência que ele está a fazer é muito interessante. Até onde pode ir a resistência do ser humano, até quando pode manter um nível elevado? Ignoremos o facto de estar longe dos pódios; a Mercedes está fora do top-3 das equipas e só por problemas na frente é que Schumacher pode ambicionar ser mais que 7º. Mas quanto à verdadeira avaliação que é o colega de equipa, ele pode não estar ao nível de há 5 ou 10 anos mas continua a rodar em tempos muito próximos de Rosberg, reconhecidamente um dos melhores pilotos do plantel e 17 anos mais novo.

Tanto assim que já foi confirmado para 2012! E essa é a sua grande vitória. Até porque ele está a competir com o Barrichello pelo recorde de participações...



quarta-feira, julho 29, 2009

Schumacher is back!

Michael Schumacher vai substituir Felipe Massa no próximo GP de Fórmula 1, na Europa. Em bullets:

- novo recorde: nunca um piloto mediou 18 anos entre o seu primeiro e o seu último GP. (Schumacher estreou-se em Agosto de 1991 - vide vídeo abaixo-)

- desde Mansell (1995) que não tínhamos um piloto com 40 ou mais anos. E antes de Mansell, não terá havido muitos. E faltava isso a Schumacher, de facto, pois os campeonatos de Fangio foram todos ganhos já na casa dos quarenta.

- Desde 1999 que não havia 4 campeões em pista. Na altura era Hill, Villeneuve, Hakkinen e Schumacher, e agora Alonso, Raikkonen, Hamilton e... Schumacher.

- Ao contrário do que disse o manager (que grande sapo!), não me parece nada que exista pressão para ganhar. Muito pelo contrário: Schumacher será o piloto do plantel que tem menos a perder e menos a provar. A pressão estará, pelo contrário, em Kimi Raikkonen.

- Por falar nisso: é a primeira vez desde Senna e Prost (McLaren 1989) que vão estar dois campeões na mesma equipa.

Independentemente da simpatia ou antipatia que se tenha pelo Hepta, eu achei, ao longo do seu último ano (2006), que era pena não podermos ver até onde Schumacher poderia ir e prolongar o seu esforço. Só posso, portanto, estar feliz com este regresso, porque me parece um ponto de muito interesse. Especialmente porque, em princípio, não haverá ordens de equipa. (Relembro que o Massa chegou a terminar uma corrida à frente dele.)
- por falar nisso: e uma boa luta em pista entre o Ferrari e o Brawn do Barrichello?

domingo, julho 26, 2009

Miríade - 3

Nem ele próprio
Discutia aqui há dias com um outro aficionado da F1 que me questionava sobre o que podiam os pilotos esperar das respectivas equipas para 2010, com que bases podiam negociar uma eventual saída para outra equipa, e a incerteza sobre a hierarquia das equipas, inédita na F1 moderna. Hoje tivemos mais um bom exemplo: há duas corridas atrás, Alonso (campeão em 2005 e 2006) e Hamilton (campeão 2008) lutaram bravamente pelo 16º lugar, com ultrapassagens mútuas, e Hamilton "lamentou-se" junto do seu público reconhecendo que era impossível vencer uma corrida este ano.
Ora, aí está a tal vitória! Nem o próprio Hamilton a podia prever... (esta corrida da Hungria, de resto, com a pole e liderança de Alonso nas primeiras voltas e o 2º lugar de Raikkonen, parece ter sido a "corrida dos campeões", ou melhor, do seu regresso.)


AirShow
Continuando com as celebrações do aniversário da Força Aérea, hoje tivemos direito a uma imagem muito especial, e que me fez lamentar, mais uma vez, o fraco poder de alcance desta máquina. Já começo a pensar se não fiz mau negócio quando comprei os outros 50% da máquina que não eram meus e me tornei único accionista...

Dois F16 "Lockheed Martin" em voo baixo sobre o centro de Leiria,
com o Castelo em primeiro plano.


Em louvor da Bosta
"Bosta que fertilizas e fazes medrar as colheitas! bosta achatada como um bolo chapati, quando fresca e húmida, vendida aos trolhas da cidade para reforçarem as paredes das casas de kadocha feitas de lama! Longo caminho é o que tu percorres, Bosta, antes de saíres da parte traseira das vacas, com vista à explicação do seu estatuto divino e sagrado! Errei, sim, reconheço os meus preconceitos, causados pelo teu cheiro infeliz que ofendia as minhas ventas sensíveis... que maravilha, que ventura inefável é usar o nome da Padroeira da Bosta!"

Rushdie, Salman (1981), Os Filhos da Meia Noite, Biblioteca Sábado: p. 30

terça-feira, maio 26, 2009

Habituemo-nos

2000 - Schumacher
2001 - Schumacher
2002 - Schumacher
2003 - Schumacher
2004 - Schumacher
2005 - Alonso
2006 - Alonso
2007 - Raikkonen
2008 - Hamilton
2009 - Button


Luz matinal

domingo, abril 05, 2009

Red flag

Não sendo definitivo, a verdade é que com estas condições, e com a ideia de Ecclestone de marcar as corridas da Australásia para o fim da tarde, em benefício do mercado europeu, não estou a ver que a corrida possa ser retomada. Aliás, está tão escuro que já ninguém vê nada.

Creio que há 18 anos que uma corrida não ficava a meio devido à chuva, com atribuição de metade dos pontos.

domingo, março 29, 2009

Brawn Grand Prix, 1-2

Desde 1954 que uma equipa não conseguia a pole position e uma dobradinha na sua estreia, e isso diz bem do carácter histórico do GP deste fim de semana. Após o GP final de 2008, parece que a F1 continua a conseguir surpreender os seus adeptos, especialmente pensando que Button e Barrichello podiam nem estar a participar neste campeonato, depois da falência da Honda.



Pontos-chave:
- A mudança radical de regulamentos funciona como um "reset" à vantagem competitiva das equipas. Não é a primeira vez que tal acontece - basta pensar em 1998, quando os novos regulamentos deram 1 segundo por volta de vantagem aos McLaren de Hakkinen e Coulthard sobre os Ferrari e os Williams. A diferença é que desta vez as alterações foram muito maiores, sendo ainda difícil avaliar o potencial das equipas ao longo do ano. Nem a Ferrari nem a McLaren são as segundas equipas do pelotão, atrás da Brawn... Acaba por tornar-se lógico, visto que Brawn foi o primeiro a trabalhar para as novas regras, mas não deixou de ser uma enorme surpresa.

- Foi a segunda vitória de Jenson Button. Eu cheguei a pensar que ele nunca mais venceria uma corrida.

- Barrichello é seguramente o recordista de dobradinhas atrás do colega de equipa - e já em duas equipas diferentes. Há uma possibilidade que um dos pilotos da Brawn seja campeão do mundo; se isso acontecer, as minhas apostas vão para Button, porque tem sido ele o líder da Honda. No entanto, é notável que o "Rubinho", com o seu recorde de 272 Grandes Prémios e a iniciar a sua 17ª temporada, esteja ainda nesta posição. A corrida de hoje foi uma corrida "à Barrichello": qualificação atrás do colega, péssima largada, toques e confusões, muita persistência e um pouco de sorte para voltar ao segundo lugar. Ajudou bastante que as duas jovens estrelas, Vettel e Kubica, se tenham tocado as 3 voltas do fim, no que foi o momento decisivo da corrida:



É difícil pensar no Barrichello como campeão do mundo, mas quem sabe? Talvez possa pelo menos ganhar algumas corridas. E isso, após 16 temporadas de participação, seria memorável.

- Como o próprio Barrichello afirmou, a vantagem da Brawn não pode dever-se apenas tal ao extractor que se crê ilegal porque ele fez toda a corrida com ele partido.

- Hamilton fez uma excelente corrida de recuperação e fez melhor figura que os Ferrari, especialmente Raikkonen que pode estar a comprometer definitivamente o seu estatuto. Alonso não esteve mal - mas ter o Piquet como colega de equipa é demasiado fácil.

- Apesar da crise, é bom que continuemos a ter aquele tipo de pilotos que têm acidentes engraçados para divertir o pessoal.



O GP Malásia é já no próximo fim-de-semana...

sábado, março 28, 2009

Brawn Grand Prix



Desde 1970 que uma equipa não conseguia a pole position na sua estreia.

Ainda é difícil dizer o que vai acontecer este ano, mas espero que o Barrichello faça a sua melhor temporada de sempre. Isso vai ser melhor que um conto de fadas.

sábado, março 21, 2009

Ciscos

"A corrida seguinte era em Espanha onde Michael tinha brilhado na chuva no ano anterior. De novo, Michael ficou decepcionado porque não tinha controlo de tracção e no primeiro dia foi-lhe parar ao olho um minúsculo fragmento de fibra de carbono. Antes de visitar um especialista dos olhos numa clínica de Barcelona, ele qualificou-se apenas em sétimo, completando só 11 das suas 23 voltas. (...) «Não me magoou, mas era desconfortável. Fiquei satisfeito quando se foi embora.»

Colling, Timothy, "Schumacher" (1994) Editora Talento, página 162



(Desde que apareceu o Youtube que este blogue não estava tanto tempo sem um vídeo destes...)

quarta-feira, outubro 01, 2008

Ainda a penalização a Hamilton

O mundo inteiro (com excepção da Itália e da Finlândia) bradou que a FIA conspira contra a McLaren e Hamilton e que a penalização ao britânico na sequência do incidente de Spa, no qual ultrapassou Raikkonen na sequência de um "corte" na chicane de entrada na recta da meta, antecedido de uma primeira tentativa de ultrapassagem ao finlandês, foi um penalti roubado.

Expressei-me, no momento, totalmente a favor da decisão. A minha pergunta, que a imprensa mundial não fez, é simples:

Teria Hamilton conseguido ultrapassar Raikkonen na curva seguinte, a primeira do circuito, se não tivesse cortado a chicane, a direito?

Argumenta-se que Hamilton cortou mas deixou passar Raikkonen para a liderança, antes de o ultrapassar na travagem para a chicane. Mas então, e já que aparentemente Hamilton não tinha possibilidades de fazer a chicane ao lado de Raikkonen, por que razão não levantou o pé e se manteve dentro da pista em vez de cortar a chicane?
É óbvio que se o tivesse feito não conseguiria ultrapassar Raikkonen na curva seguinte. É tão simples como isto.

E é isto que diz o Regulamento:

"CHAPTER IV - CODE OF DRIVING CONDUCT ON CIRCUITS

(...) 2. Overtaking (...) c) Curves, as well as the approach and exit zones thereof, may be negotiated by the drivers in any way they wish, within the limits of the track. (...) However, manoeuvres liable to hinder other drivers such as (...)deliberate crowding of cars towards the inside or the outside of the curve or any other abnormal change of direction, are strictly prohibited and shall be penalised,(...)
g) The race track alone shall be used by the drivers during the race.

(...)

16) INCIDENTS 16.1 "Incident" means any occurrence or series of occurrences involving one or more drivers, or any action by any driver, which is reported to the stewards by the race director (or noted by the stewards and referred to the race director for investigation)(...)

Assim, um incidente não é um facto isolado, mas um conjunto de ocorrências. Por isso o incidente não é o corte da chicane mas o facto de atacar a posição de Raikkonen imediatamente a seguir com a vantagem obtida com o corte da chicane."

terça-feira, setembro 16, 2008

Estreia a vencer

Ainda mais saborosa:
- novo recorde do vencedor mais novo (21 anos e 4 meses), batendo o recorde de Alonso em mais de um ano
- primeira vitória da Toro Rosso; foi a primeira estreia de uma equipa a vencer desde a Stewart, em 1999
- a Toro Rosso é a equipa sucedânea da Minardi e muitos dos seus quadros transitaram directamente da equipa italiana
- primeira vitória de uma equipa "cliente" desde 1970
- primeira vitória de uma equipa italiana sem ser a Ferrari desde os anos 50
- primeiro piloto alemão a vencer uma corrida depois de M. Schumacher (China 2006)
- bateu a equipa principal Red Bull
- bateu a Ferrari, em Monza
- primeira vitória de Gerhard Berger como dono de equipa

E, pelos vistos, com uma incrível demonstração de superioridade. Um Grande Prémio a recordar.


segunda-feira, setembro 08, 2008

Justin - quem sabe, um novo Youtube

Além de me ter esquecido do início do Ramadão, um outro factor que prova o meu período de stress sistémico é o facto de não ter comentado o regresso das transmissões de Fórmula 1 à internet. O sistema passa por aproveitar o capital humano existente no fórum do TvTuga, que recomendo, onde há sempre um cidadão que divulga uma lista de sites para se poder ver tranquilamente a transmissão. Nessas listas, há que destacar os multiplos canais do Justin. Por razões profissionais, acompanhei o Justin desde o seu início; tratou-se do primeiro reality show privado do mundo, como noticiei em devida altura. Naturalmente, a ideia não era a equipa prostituir-se até ao fim da vida mas sim ganhar dinheiro suficiente para aumentar e diversificar o pequeno império multimédia. A possibilidade de criação de canais fez com que apareça sempre uma série de indivíduos capazes de transmitir a F1 a partir de vários canais do mundo, através do Justin.
Depois, é rezar para que a transmissão seja de qualidade, não vá abaixo, e de preferência numa língua da Europa Ocidental. Hoje calhou-me uma transmissão em japonês, paciência... claro que é uma guerra aberta; há 2 semanas vi o GP da Europa pela ITV e este fim de semana já estavam bloqueados espectadores fora do Reino Unido. Eu, em vez de mascarar o IP do meu computador, sintonizei um canal polaco (info TvTuga) que deu uma excelente imagem da qualificação, mas que no domingo não funcionou, valendo-me aí os outros canais do Justin.
É possível que, durante algum tempo, a FIA não incomode o Justin. Ele ainda não faz mossa como o Youtube.

Quanto à corrida propriamente dita, não tenho falado das corridas porque não tenho visto pela TV e porque Kimi Raikkonen tem evidenciado a sua pior temporada desde que está na Fórmula 1. Ora, depois do que aconteceu hoje, fiquei bem mais chateado do que quando Portugal perdeu com a Alemanha.

Aproveitem para ver este vídeo, que deve ser retirado do Youtube hoje mesmo.

Quanto a Hamilton, como ele próprio disse no final da corrida, "até ao lavar dos cestos é vindima" (é a melhor tradução para aquela cena esquisita de "the end is when thefat lady sings") e no caso dele foi mesmo. Por vezes, a batota não compensa.

terça-feira, julho 08, 2008

Diversos

Enquanto o report do casamento não chega, vamos ficando com alguns pontos de interesse.

Aqui ficamos com um excelente artigo sobre a construção, ao largo da costa dinamarquesa, do maior parque eólico marítimo do Mundo.

Aqui, à atenção do Dr. Berto Messias, um caso curioso que nos chega da Câmara Municipal da Praia da Vitória, com a devida vénia ao blog "Vendo a Minha Mãe" e que tem outras coisas curiosas (visita recomendada).

Aqui, as últimas aventuras de João Vale e Azevedo.

No que toca a Fórmula 1, a qual tem andado muito arredia deste blogue, fiquemos com a nota da vitória de Lewis Hamilton no GP da Grã-Bretanha e para o facto de, e pelo ano segundo consecutivo, existir uma verdadeira panóplia de candidatos (quatro) à vitória final no campeonato, contra o que é hábito nos últimos anos 30 do desporto em que geralmente se revelam dois contendores principais, ou mesmo um único dominante. Vejamos a classificação numa temporada que já vai a meio:
1 Hamilton 48 pontos
2 Massa 48 pontos
3 Raikkonen 46 pontos
4 Kubica 46 pontos
5 Heidfeld 36 pontos
6 Kovalainen 24 pontos

Para terminar, uma resposta à pergunta de qualquer criança: "os ciclistas nunca têm chichi durante as corridas?"
(volta à França)

terça-feira, junho 10, 2008

Furar o Lockout

eu tenho uma opinião ligeiramente diferente do Daniel sobre o lockout - nomeadamente que se trata de um Lockout, e não de uma greve, e que um lockout é algo que a minha geração nunca viu, e portanto um sinal de que algo de muito grave se passa. (mas no essencial concordo com ele.) Contudo, e pelo último post, parece que vou ser perseguido.

Portanto, para fugir aos insultos e às pedradas dos Piquet (es), nada como um Senna, com um motor Honda V12 e o seu saudoso e único som, para furar o lockout a 300 km/hora. (som no máximo, sff)




(Qualificação para o GP Bélgica 1991)

quarta-feira, maio 21, 2008

A Queda de Schumacher

Michael Schumacher abandonou a Fórmula 1 no topo das suas capacidades (não exactamente no topo da carreira) para evitar a sua queda, como aconteceu a outros desportistas, nomeadamente a Damon Hill e a Eusébio. No entanto, parece que a queda de Schumacher foi mesmo inevitável.

Schumacher está a participar num campeonato alemão de Superbikes (onde tentou participar com um nome falso, mas foi rapidamente descoberto) mas a coisa não está a correr muito bem. Na última corrida, no circuito de Oschersleben, Schumacher abandonou depois de uma queda, felizmente sem danos.

É claro que não vamos "cobrar" se Schumacher não tiver grande sucesso nesta sua experiência, afinal ele está reformado mas ainda é demasiado novo para se entregar ao golfe. Há um certo paralelismo com Rossi, que tentou a sorte nos carros - precisamente, na Ferrari - e também não correu bem. O desporto hoje está demasiado profissionalizado e exige dedicação a 110%. Longe vão os tempos em que um talentoso podia ser campeão mundial de Fórmula 1 e também de 500cc em motas.

segunda-feira, maio 12, 2008

Nice story, Hansel!

Quem não arrisca, não petisca, por isso não há que censurar a McLaren. Estava escrito que Massa ganharia esta corrida e que, eventualmente, Raikkonen poderia asssegurar a dobradinha. A McLaren e Hamilton, mostrando pela 4ª corrida consecutiva que não estão à altura dos seus rivais, tentaram uma manobra alternativa - e vá então de parar 3 vezes, em vez das esperadas 2. Foi óptimo, pois garantiu espectáculo - com Hamilton a fazer valer de forma convincente a lei do menor peso, face a um Massa que nem estava a entender muito em o que se estava a passar - e, com um bocado de sorte, até podia ter funcionado.
Infelizmente, a corrida de hoje veio reforçar duas teorias em que acredito: que as tácticas de gasolina - assim como aquela de se levar gasolina da qualificação para a corrida, e outras que se inventam "a bem do espectáculo" - não conseguem subverter a lei natural da competitividade; e que Hamilton não é Schumacher. Se Hamilton fosse Schumacher, talvez tivesse conseguido ir buscar os 5 segundos extra que o separavam de Massa, ao reentrar em pista depois do seu terceiro reabastecimento. E vá lá que Hamilton seja Hamilton, já é óptimo, pois Raikkonen estava já muito próximo.
Registe-se que Raikkonen largou mal mas acabou por fazer uma recuperação condizente com a sua condição de campeão em título e indigitado. Contudo, o "script" de Massa era para Bahrain e Turquia, agora está na hora de mostrar "quem manda."

Se Hamilton fosse Schumacher - como aquela tarde de Agosto, há 10 atrás, em que Schumacher foi buscar 25 segundos em 19 voltas para fazer valer uma táctica de 3 paragens e transformar uma corrida normal numa das suas maiores vitórias.

quinta-feira, maio 08, 2008

A SUPER AGURI FALIU



A história da Fórmula 1 está cheia de exemplos de equipas que caíram em desgraça. Isso não significa necessariamente que caiam no esquecimento, como eu vou demonstrar muito brevemente. Também a Minardi não caiu no esquecimento, resistindo durante 20 anos com poucos meios e sendo, durante muito, um exemplo para todas as equipas com poucos fundos - sim, porque a Minardi só passou a andar no fundo do pelotão quando o pelotão atrás de si entrou em falência, isto é, a partir de 1996. Antes disso havia éne equipas atrás. E chegou mesmo a conseguir uma primeira linha numa qualificação. Pódios é que não.

A Super Aguri foi um bom esforço do ex-piloto Aguri Suzuki. Começou em 2006 e apontada como a nova Minardi, a equipa de que todos podiam gostar - e gozar um pouco, de tão lenta que era. Apesar de tudo, foi melhorando bastante ao longo do ano e acabou por andar melhor que a Midland/Spyker, acabando o ano em altas. Tanto que Sato foi considerado um dos 10 Mais desse ano.
Em 2007 a equipa herdou o Honda do ano anterior, pelo meio de protestos de outras equipas. Herdando um bom carro mas sem o poder desenvolver, os resultados foram previsíveis: começou o ano à volta do 10º lugar e, à medida que a temporada avançava, foi caindo. Foi aí que alcançou o seu auge, um 6º lugar no Canadá e uma excelente e corajosa ultrapassagem de Sato ao bicampeão Alonso.

Este ano veio a realidade: hoje em dia já não há espaço para equipas semi-amadoras. Com a Honda sem grande interesse em ter uma equipa extra (assim ao menos os carros Honda não andam atrás dos Super Aguri, como aconteceu por vezes no passado...) e sem graveto, a falência é inevitável.
Até sempre! quanto aos pilotos, talvez para o ano...

sábado, maio 03, 2008

Maisgasolina.com

A taxa de colocação de vídeos de Fórmula 1 baixou bastante desde há uns meses para cá. Por 2 motivos: por serem demasiados... e também porque o Youtube está a ficar demasiado massificado. Isto é um problema que o Markl já identificou: no início, nomeadamente em 2006 e 2007, era fácil encontrarmos no Youtube os vídeos que queríamos. Agora, à medida que o número não pára de aumentar, vão crescendo os vídeos sem interesse. O Markl descobriu o problema quando procurava originais de músicas, e apareciam covers idiotas como este. Com os vídeos de F1 é a mesma coisa: embora continuem a aparecer vídeos muito interessantes, nomeadamente 11 vídeos com a totalidade da transmissão britânica do GP Europa 1993, são cada vez mais difíceis de encontrar, no meio do lixo.

Por isso, destaco esta maravilha. Totalmente onboard, sem música aborrecida, e numa grande corrida - o GP Argentina 1998, que foi um daqueles marcantes da década de 90. (Qualquer dia hei-de fazer uma lista dos marcantes.) Depois de 2 vitórias avassaladoras, e quando se previa que a McLaren dominasse 98 como o fizera em 88, eis que vem um GP numa pista sinuosa e com tempo fresco. O resto foi feito pela genialidade, determinação e pela astúcia, e Muita Sorte, de Schumacher, como se pode ver nos instantes finais do vídeo.

Creio que este momento foi determinante para a Fórmula 1 dos anos seguintes. Schumacher acabaria por ganhar a corrida e manter viva a esperança de que a Ferrari poderia bater a McLaren.

Então e o tema principal deste post?
O site maisgasolina.com permite obter - e dar - informações sobre preços em postos de combustível. Extremamente útil nos dias que correm.