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| Imagem de um site de futebol...do Irão! |
"Vamos por partes: o i quer entrevistá-lo a propósito da sua chegada a Portugal, fez 50 anos no dia 15, e telefona-lhe. Assim, sem passar por ninguém. Do outro lado atende Eusébio, como um comum mortal. E toda a gente sabe que Eusébio não é um qualquer. É O Eusébio, com "o" maiúsculo. O Eusébio que ainda hoje suscita admiração e é reconhecido em qualquer parte do mundo, seja na Bósnia, na Venezuela ou no Vietname.
O Eusébio que foi eleito pela FIFA como o nono melhor jogador de todos os tempos no século XX. À sua frente, Pelé (que pede uma batelada de dólares por cada entrevista), Cruijff (é difícil falar com alguém que divide os seus dias entre o golfe e o... golfe), Beckenbauer (Munique é já ali, mas o Kaiser "só com marcação, se faz favor"), Di Stéfano (o presidente honorário do Real Madrid tem mais do que fazer do que dar entrevistas, a não ser que seja um evento-homenagem), Maradona (alguém tem aí o telefone do Fidel?), Puskas (só está entre nós no pensamento), Platini (é o presidente da UEFA e "très occupé") e Garrincha (é de outro mundo, e se não fosse fintava os jornalistas cá com uma pinta...). O que nos deixa no nono classificado do top da FIFA: Eusébio. Que atende o telefone na boa, como se fosse o Manel ou o Jaquim."
O resultado é, claro, uma entrevista tão simples quanto interessante, como se estivéssemos sentados à mesa com o Eusébio e o jornalista do
ionline.