Hoje morreu Eluana, a italiana que estava em coma à 17 anos vitima de um acidente de viação, na minha opinião trata-se de um claro caso de homicidio legalizado pelos tribunais italianos. O pai de Eluana batalhou durante anos nos tribunais italianos para que desligassem as máquinas que mantinham a filha Eluana viva, passados 17 anos a sua luta foi compensada. Compreendo que o pai tivesse farto da situação em que vivia, viver à 17 anos com uma filha em coma cause problemas consideráveis e que o seu desejo fosse dar paz à alma da filha e à sua vida também. Acontece, que ele não podia dar paz ao que ainda não estava morto, um pessoa em coma é como uma pessoa que dorme, só que neste caso é um sono profundo e prolongado. Existem vários casos de pessoas que estão em coma décadas e acordam, não deram neste caso o beneficio da dúvida a Eluana, nem respeitaram a sua vida. Estamos a tender para uma sociedade em que se leva ao extremo o respeito pela vida humana ao ponto de se deixar de respeitar a vida humana. A legalização do aborto é um exemplo claro do que acabei de dizer, ao defender-se o respeito pela vida da mãe abdicamos de defender o respeito pela vida do ser que menos tem culpa em todo o processo, o feto. Brevemente teremos em discussão a Eutanásia, a sociedade junta o util ao agradavel e dará morte assistida aos idosos que já não queiram viver, por um lado o governo poupa em reformas e cuidados de saude, os familiares não têm de aturar os idosos e os idosos fartos de viver numa sociedade que os rejeita, abandona e lhes dá um valor supérfluo pedem para morrer sem sofrimento. A sociedade ocidental tem esta falência, opta sempre pelo caminho mais simples e menos custoso, sem que este seja necessariamente o melhor.