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quarta-feira, outubro 26, 2011
Medidas para Melhorar a Economia Nacional
Nos últimos meses, só se tem falado de crise e em como resolver a mesma. Praticamente todas as linhas de pensamento definem os cortes salariais e o aumento da carga fiscal como as únicas alternativas possíveis para sairmos desta crise. É importante voltar a frisar, que esta é uma crise de endividamento do Estado, dos Bancos e da grande maioria dos portugueses, que teve origem na crise do “sub-prime” americano de 2008, que se alastrou por todo o Mundo porque os mercados financeiros aperceberam-se que andavam a investir em “gato por lebre”. Em Portugal estamos a sofrer mais, em conjunto com a Grécia, que nos restantes países pois temos um país muito dependente do crédito, que foi simplesmente cortado pelo BCE aos bancos nacionais, porque a nossa economia importa mais do que exporta, e também porque a grande maioria dos empregos em Portugal provêm do sector da construção civil e da função pública, como todos sabem o sector da construção civil está parado/falido e a função publica tem uma grave falta de dinheiro. Como já referi, a grande maioria aponta como únicas soluções para resolvermos esta crise, a redução dos salários, e o aumento da carga fiscal sobre os particulares e as empresas. Na minha opinião, e apesar de considerar que muitos dos cortes anunciados eram necessários, e que o aumento da carga fiscal era imprescindível no curto-prazo, o grande problema é que, como sempre, o ser humano concentra-se excessivamente no problema e pouco na solução e objectivo. O que o nosso pais precisa, não é só de cortes por 2 ou 3 anos, precisa de criar condições para que daqui por 2 ou 3 anos não tenhamos necessidades de voltar a esta situação. Precisamos de aumentar as nossas exportações, nada que não se saiba, mas não é exportar qualquer coisa, é exportar mais daquilo que fazemos bem (vinho, azeite, moldes, cortiça, soluções inovadoras que se diferenciem no mercado externo) não vale a pena perder dinheiro e tempo a exportar aquilo que não sabemos fazer melhor que os outros países. No que toca à exportação, considero que temos ainda de estar preparados para exportar em larga escala para a China quando esta tiver uma classe média mais sólida (daqui por poucos anos), e fortalecer ainda mais a nossa posição de exportador privilegiado para o mercado brasileiro. Portugal tem de se afirmar como pais de turismo, temos cada vez mais Sol, e boas oportunidades para fomentar o Turismo. Temos que nos focalizar em como aumentar a receita fiscal sem penalizar quem já é penalizado fortemente, Não faz sentido aumentar a receita fiscal a quem já cumpre. Uma das soluções que aponto seria legalizar a prostituição, penso que devemos assumir a nossa posição de pais democrático e liberar, porque até já permitimos o aborto sem penalização, medida que só veio agravar os custos que já temos com a saúde. Assim, legalizando a prostituição não só estaríamos a criar melhores condições sanitárias para quem pratica esta profissão milenar como também para quem utiliza este serviço, a grande vantagem é que iria surgir uma nova receita fiscal de grande volume (não tenho dados estatísticos, mas tenho forte convicção que iriam entrar largos milhões de euros por ano para os cofres do Estado) onde até agora não existia receita alguma. Outra medida que iria trazer benefícios futuros, seria a legalização das drogas leves, tanto a nível produtivo como a nível de consumo, na Holanda 3% do PIB provém deste sector, Portugal tem excelentes condições para o cultivo deste tipo de plantas (cannabis…), podíamos nos assumir como o maior produtor europeu de cannabis da Europa e passar a exportar milhões de euros para a Holanda, era mais uma receita fiscal adicional que iria gerar milhões de euros de entrada para os cofres do Estado, mais exportação para equilibrar a nossa balança comercial e uma alternativa para os agricultores portugueses poderem sobreviver, com aumento substancial de emprego neste sector que tem a sua morte anunciada. A legalização das drogas leves e da prostituição, iriam atrair muitos mais turistas a Portugal, as receitas fiscais provenientes do Turismo iriam aumentar em larga escala. Com o aumento do Turismo iríamos criar ainda mais postos de trabalho, com mais Hotéis, mais Restaurantes, mais “Coffe-Shops”… Estas são duas medidas que apresento para ajudar Portugal a poder melhorar a sua economia, com aumento de receitas fiscais e aumento de PIB. Está na hora de Portugal deixar de ser tão pudico, passar a ser mais prático e a ter visão estratégica para o futuro. Seria interessante alguma Universidade ou Empresa se interessar por este tema e desenvolver um estudo científico sobre quantas centenas de milhões de euros iria o Estado arrecadar em receita fiscal com estas medidas e que impacto positivo teria no nosso PIB, tanto nos 2 novos sectores criados (Prostituição e Produção/Consumo Drogas Leves) como no sector do Turismo.
quarta-feira, maio 18, 2011
Boas ideias
(...) "he found another niche to capitalize on: codfish milt, or sperm. Mr. Olafsson discovered, after doing a bit of research, that milt was in demand in a number of upscale restaurants in the United States, Japan and Korea. One morning I accompanied Mr. Olafsson to the plant where he obtains his milt (...) "What's in those vats?", I asked uneasily. "That's the product", he replied proudly. He then scooped up a huge handful of milt. "This is the sperm. It has a lot of protein, just like your sperm." I marveled for a moment that what he was holding was a marketable commodity. But would he really eat the stuff? "You know", he replied, "in Iceland we eat ram's testicles, so believe me, it's no big deal to eat cod sperm".
in Portugal Contemporâneo (citado do International Herald Tribune).
in Portugal Contemporâneo (citado do International Herald Tribune).
domingo, dezembro 12, 2010
Hiper-Inflação
sexta-feira, dezembro 10, 2010
Noticias Boas Não Tão Boas
O ano de 2010, para além de ser marcado pelas noticias acerca de crise, está também a ser marcado por um conjunto de noticias que se consideram positivas para a economia. Noticias como: "Procura de Hoteis de Luxo aumenta 30% em 2010"; "Venda de casas de luxo aumenta 10% em 2010"; "Venda de carros de luxo aumentam 50%".
Para quem lê estas noticias, inicialmente pode ser levado a pensar que isto se trata de algo positivo, mas se pensarmos bem sobre este assunto, apenas podemos ser levados a pensar que a classe média está a desaparecer, os ricos são cada vez mais ricos e a classe média está aos poucos a fundir-se com a classe mais carenciada ou pobre. Numa crise profunda como a que vivemos, estas noticias, apenas vêm demonstrar que o sistema capitalista de livre mercado está a transformar-se num sistema facista de mercado, onde a riqueza é cada vez menos distribuida e fica cada vez mais nas mãos de alguns. Cada vez que um português vai a uma grande superficie comercial em detrimento do mercado tradicional, está a colocar dinheiro na mão de um grupo restrito em detrimento de um grupo abrangente, cada vez que vamos a uma loja de chinês mandamos dinheiro para o estrangeiro ao invés de ficar em Portugal, mil exemplos podiam ser dados. Vai ser muito complicado dar volta a esta situação, quando se pode comprar barato num local, ou encontrar tudo que precisamos nesse mesmo sitio, é dificil dirigir ao comércio tradicional ou recorrer a produtos portugueses ou europeus. Talvez o projecto europeu não seja não bom quanto parecia ser quando foi "vendido" aos europeus, umas boas medidas proteccionistas poderiam ter bons resultados actualmente. Um pais que não produz e consome os seus proprios bens de primeira necessidade não pode nunca ter uma classe média forte.
Para quem lê estas noticias, inicialmente pode ser levado a pensar que isto se trata de algo positivo, mas se pensarmos bem sobre este assunto, apenas podemos ser levados a pensar que a classe média está a desaparecer, os ricos são cada vez mais ricos e a classe média está aos poucos a fundir-se com a classe mais carenciada ou pobre. Numa crise profunda como a que vivemos, estas noticias, apenas vêm demonstrar que o sistema capitalista de livre mercado está a transformar-se num sistema facista de mercado, onde a riqueza é cada vez menos distribuida e fica cada vez mais nas mãos de alguns. Cada vez que um português vai a uma grande superficie comercial em detrimento do mercado tradicional, está a colocar dinheiro na mão de um grupo restrito em detrimento de um grupo abrangente, cada vez que vamos a uma loja de chinês mandamos dinheiro para o estrangeiro ao invés de ficar em Portugal, mil exemplos podiam ser dados. Vai ser muito complicado dar volta a esta situação, quando se pode comprar barato num local, ou encontrar tudo que precisamos nesse mesmo sitio, é dificil dirigir ao comércio tradicional ou recorrer a produtos portugueses ou europeus. Talvez o projecto europeu não seja não bom quanto parecia ser quando foi "vendido" aos europeus, umas boas medidas proteccionistas poderiam ter bons resultados actualmente. Um pais que não produz e consome os seus proprios bens de primeira necessidade não pode nunca ter uma classe média forte.
quarta-feira, janeiro 07, 2009
"Como Dar Cabo de um País" de João Pinto e Castro
"Nos últimos anos do século XVII, William Patterson, um financeiro que estivera envolvido na criação do Banco de Inglaterra, concebeu um grandioso esquema o "Darien scheme" para estabelecer uma colónia escocesa no istmo do Panamá (Darien, para os escoceses) destinada a controlar todo o comércio em trânsito terrestre do Atlântico para o Pacífico.
A Companhia da Escócia começou por angariar fundos em Londres, mas o governo inglês, receando a concorrência que o projecto faria à Companhia das Índias Orientais, opôs-se à ideia. A Companhia teve então que virar-se para o mercado doméstico de capitais, onde não teve dificuldade em angariar 400 mil libras em poucas semanas (o equivalente a 40 milhões de libras na actualidade). O entusiasmo em torno do projecto era tal que toda a gente na Escócia – rica, pobre e remediada – se endividou para comprar acções da Companhia, cujo activo equivalia a metade de todo o capital disponível no país.
Em Julho de 1698 partiu para o Panamá a primeira expedição, que integrava cinco navios e transportava 1.200 pessoas. A tragédia foi fulminante: o clima inóspito e as doenças rapidamente dizimaram um bom número de colonos. De modo que, após ser-lhes negada ajuda pelas colónias inglesas da América, o estabelecimento foi abandonado em Julho de 1699. Entretanto, como na época não havia telefone nem Internet, uma segunda expedição vinha a caminho com mais 1.200 pessoas, tendo sofrido igual destino. No final, regressou à pátria um navio com 30 sobreviventes. Em resultado, a Companhia da Escócia viu-se arruinada e, com ela, toda a nação. Aparentemente, nenhum dos promotores do empreendimento tinha a mínima ideia das condições reais do local onde haviam persuadido um país inteiro a aplicar somas colossais.
Em 1707, uma Escócia exangue resignou-se a assinar o Acto de União com a Inglaterra. Em compensação, a Inglaterra acordou pagar aos investidores da Companhia 398 mil libras. Por outras palavras, o país foi vendido. Só em 1999, três séculos mais tarde, a Escócia conseguiu recuperar o seu Parlamento.
Na época, o ódio popular incidiu mais sobre os ingleses do que sobre os promotores do "Darien Scheme", apesar da evidente estupidez do projecto e da colossal insensatez dos seus líderes, que não hesitaram em mobilizar uma nação inteira para investir em algo cuja viabilidade jamais fora suficientemente investigada. No final, os investidores recuperaram melhor ou pior o seu dinheiro; mas milhares de pessoas perderam a vida e o país a sua independência.
(...)
Os sucessos recentes na Islândia recordam-nos que, ainda hoje, é possível os desmandos de aventureiros descontrolados levarem um país à ruína. Mas os estudantes de economia são poupados ao conhecimento de eventos como o relatado, não vá dar-se o caso de ficar abalada a sua confiança nas teorias muito limpinhas que lhes explicam como as economias funcionam. É muito mais conveniente fazê-los crer que tudo se resume a encontrar o ponto de intersecção da oferta e da procura, ignorando a importância das relações de poder na determinação do resultado final.
Sabemos há séculos que as sociedades anónimas se prestam a toda a espécie de abusos quando a sua actuação não é convenientemente regulada. Em casos extremos, podem semear a miséria e arruinar países. Mas foi preciso chegarmos junto ao abismo para esta verdade ser recuperada e reconhecida."
Este artigo foi publicado por João Pinto e Castro e pode ser consultado na íntegra no Jornal de Negócios online, acessível a partir deste link.
A diferença entre o "Darien Scheme" e as teorias da conspiração que circulam nos e-mails, é que o "Darien Scheme" ultrapassou o teste do tempo e é considerado como facto histórico. Ao contrário do que vulgarmente se pensa, a História é uma ciência crucial para entendermos o Homem e o seu comportamento.
sábado, julho 26, 2008
Imobiliário: comprar ou alugar?
O imobiliário transmite o sentimento de que “nunca se perde”.
José Santos Teixeira
Portugal é dos países da Europa onde é mais elevada a percentagem de proprietários.
Falta de cultura financeira, desejo de segurança para o futuro, fraca rentabilidade dos produtos financeiros e inexistência do mercado activo de aluguer explicam esse “amor do imobiliário” que se traduz quer pela compra de casa própria, quer pelo investimento em unidades de participação dos Fundos de Investimento Imobiliário.
Com efeito, o imobiliário transmite o sentimento de que “nunca se perde” e que o investimento sempre se valoriza, pelo que a indecisão entre comprar ou alugar é quase automática em favor da compra. Até porque o que se paga de juros ao banco é considerado como um investimento ou um pagamento a si próprio. E não como um custo.
Nos últimos tempos, as execuções via venda em leilão, de hipotecas não liquidadas atempadamente, trouxe a alguns a questão de “se vale a pena comprar”.
Evidentemente que cada caso pressupõe uma resposta que tenha em consideração a situação pessoal do comprador potencial: o preço, a localização do imóvel, o número de filhos, a idade, etc... Quanto a este último aspecto, é de assinalar que em Portugal os jovens optam, frequentemente, pela compra com a ajuda financeira dos pais. O que pressupõe dada a “volatilidade” dos empregos que acreditam na facilidade de revenda. A qual não existe por excesso de oferta. De igual modo, o insuficiente financiamento leva à compra de imóveis na periferia com longos trajectos diários, portanto com perda de qualidade de vida.
Por outro lado, e para poder fazer face aos reembolsos, é habitual a utilização de taxas variáveis indexadas pelo mercado monetário, que tornam o valor do reembolso muito problemático quando a base dessa indexação sobe, como é o caso actualmente.
É evidente que é sempre possível renegociar o empréstimo. Mas existem inúmeros casos em que a renegociação, aumentando desmesuradamente os prazos, atira para idades muito elevadas a liquidação final dos empréstimos. E a “valorização” proveniente da inflação não alivia o esforço financeiro, pois as taxas de juro variáveis são função dessa inflação.
Assim, vale a pena adiar a compra pois sendo a oferta superior à procura, os preços vão-se ajustar inevitavelmente em baixa.
____
José Santos Teixeira, Presidente da Optimize - in Diário Económico
José Santos Teixeira
Portugal é dos países da Europa onde é mais elevada a percentagem de proprietários.
Falta de cultura financeira, desejo de segurança para o futuro, fraca rentabilidade dos produtos financeiros e inexistência do mercado activo de aluguer explicam esse “amor do imobiliário” que se traduz quer pela compra de casa própria, quer pelo investimento em unidades de participação dos Fundos de Investimento Imobiliário.
Com efeito, o imobiliário transmite o sentimento de que “nunca se perde” e que o investimento sempre se valoriza, pelo que a indecisão entre comprar ou alugar é quase automática em favor da compra. Até porque o que se paga de juros ao banco é considerado como um investimento ou um pagamento a si próprio. E não como um custo.
Nos últimos tempos, as execuções via venda em leilão, de hipotecas não liquidadas atempadamente, trouxe a alguns a questão de “se vale a pena comprar”.
Evidentemente que cada caso pressupõe uma resposta que tenha em consideração a situação pessoal do comprador potencial: o preço, a localização do imóvel, o número de filhos, a idade, etc... Quanto a este último aspecto, é de assinalar que em Portugal os jovens optam, frequentemente, pela compra com a ajuda financeira dos pais. O que pressupõe dada a “volatilidade” dos empregos que acreditam na facilidade de revenda. A qual não existe por excesso de oferta. De igual modo, o insuficiente financiamento leva à compra de imóveis na periferia com longos trajectos diários, portanto com perda de qualidade de vida.
Por outro lado, e para poder fazer face aos reembolsos, é habitual a utilização de taxas variáveis indexadas pelo mercado monetário, que tornam o valor do reembolso muito problemático quando a base dessa indexação sobe, como é o caso actualmente.
É evidente que é sempre possível renegociar o empréstimo. Mas existem inúmeros casos em que a renegociação, aumentando desmesuradamente os prazos, atira para idades muito elevadas a liquidação final dos empréstimos. E a “valorização” proveniente da inflação não alivia o esforço financeiro, pois as taxas de juro variáveis são função dessa inflação.
Assim, vale a pena adiar a compra pois sendo a oferta superior à procura, os preços vão-se ajustar inevitavelmente em baixa.
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José Santos Teixeira, Presidente da Optimize - in Diário Económico
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