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domingo, março 23, 2014

Coimbra vista por Augusto de Castro


Rua Visconde da Luz, certamente pré-1910. Foto Bea Cantante.
«Ah! não, leitor, amigo do passado, não vás a Coimbra. Encontrarás, indo lá, uma formosa e ajardinada terra, mais nada. Os estudantes agora têm automóvel e tédio, as tricanas usam chapéu e deliram pela civilização, o Penedo da Saudade tem um bairro de casas ricas, a guitarra emudeceu, a tradição finou-se! As fogueiras de S. João e de S. Pedro – as lindas fogueiras dos descantes e bailados - têm luz eléctrica e as tricanas, que António Nobre tanto amou, cantam e dançam músicas de ópera cómica e fados de revista! Coimbra, linda Coimbra, Coimbra de Nossa Senhora da Alegria, Coimbra dos amores e das saudades, Coimbra da mocidade, Coimbra de encantos, estás mais civilizada talvez - mas o pitoresco, filha, morreu em ti! E o pitoresco, crê-me, por teu mal, é ainda a melhor parte da vida - e sem um pouco dele, depois do almoço, dizia Fradique Mendes que não se podia viver!»

Augusto Castro; 1964: 143/144 (1.ª ed. 1916)

N.B.: Licenciou-se em direito em 1903 (13 anos antes da 1ª edição)

sexta-feira, janeiro 15, 2010

Capote alentejano é moda na Europa

“O capote vende-se no Alentejo desde o início do século passado. Antigamente era vestido por agricultores e trabalhadores rurais. O capote cinzento escuro era para os senhores das terras - os latifundiários, os castanhos eram típicos dos habitantes do Redondo e Reguengos de Monsaraz e o verde, que é uma cor recente, foi feito a pensar nas senhoras espanholas e nos caçadores”, explicou José Alpedrinha.

Outrora a matéria-prima, o burel, provinha das indústrias de lanifícios da Beira Baixa. “Agora isso acabou. O burel já só é feito em Castanheira de Pêra, única fábrica em Portugal”, conta.

O capote alentejano foi deixando as verdejantes planícies alentejanas e instalou-se no guarda-roupa das grandes cidades da Europa e metrópoles mundiais “há capotes feitos por mim em Paris, Londres e até na América, principalmente no Canadá onde faz mais frio”.

Apesar do sucesso do capote alentejano, José Alpedrinha recusa vulgarizar o uso desta peça de vestuário, “gostava que se conservasse selectivo. Não concordo que seja generalizado e que cause impacto pela sua popularidade”.


Notícia completa no i online.


Mundial de Matraquilhos a decorrer em França (RTP)


...e uma imagem de Coimbra
Só por desfastio.