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| Rua Visconde da Luz, certamente pré-1910. Foto Bea Cantante. |
Augusto Castro; 1964: 143/144 (1.ª ed. 1916)
N.B.: Licenciou-se em direito em 1903 (13 anos antes da 1ª edição)
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| Rua Visconde da Luz, certamente pré-1910. Foto Bea Cantante. |
“O capote vende-se no Alentejo desde o início do século passado. Antigamente era vestido por agricultores e trabalhadores rurais. O capote cinzento escuro era para os senhores das terras - os latifundiários, os castanhos eram típicos dos habitantes do Redondo e Reguengos de Monsaraz e o verde, que é uma cor recente, foi feito a pensar nas senhoras espanholas e nos caçadores”, explicou José Alpedrinha.
Outrora a matéria-prima, o burel, provinha das indústrias de lanifícios da Beira Baixa. “Agora isso acabou. O burel já só é feito em Castanheira de Pêra, única fábrica em Portugal”, conta.
O capote alentejano foi deixando as verdejantes planícies alentejanas e instalou-se no guarda-roupa das grandes cidades da Europa e metrópoles mundiais “há capotes feitos por mim em Paris, Londres e até na América, principalmente no Canadá onde faz mais frio”.
Apesar do sucesso do capote alentejano, José Alpedrinha recusa vulgarizar o uso desta peça de vestuário, “gostava que se conservasse selectivo. Não concordo que seja generalizado e que cause impacto pela sua popularidade”.
Notícia completa no i online.
Mundial de Matraquilhos a decorrer em França (RTP)
...e uma imagem de Coimbra
Só por desfastio.