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domingo, abril 12, 2009

Ben-Hur

Na quadra pascal, é tradição as TV passarem filmes bíblicos. Ontem acabei de ver o célebre filme Ben-Hur, de 1959, com Charlton Heston no papel principal, sobre a história de um príncipe judeu, contemporâneo de Jesus Cristo, que vive várias peripécias contra os romanos para vingar a mãe e a irmã até que a mensagem do novo profeta o resgata miraculosamente dos seus pensamentos de ódio e violência.


Este é um filme bíblico não só pelo seu tema mas também pela sua duração: são 212 minutos (3 horas e meia!) de acção e drama variados. Bíblica foi também a tarefa de o ver: creio que ontem consegui pela primeira vez chegar ao fim, pois em outras ocasiões terei adormecido antes do final. em todo o caso, um grande filme que merece bem os 11 Óscares que recebeu, empatado com o Titanic e O Senhor dos Anéis: o Regresso do Rei.

domingo, março 08, 2009

2001, Odisseia no Espaço (1968)

"You're free to speculate as you wish about the philosophical and allegorical meaning of the film — and such speculation is one indication that it has succeeded in gripping the audience at a deep level — but I don't want to spell out a verbal road map for 2001 that every viewer will feel obligated to pursue or else fear he's missed the point."
do realizador Stanley Kubrick


Depois da monumentalidade deste filme épico, vamos ficar com a já habitual serenidade das manhãs de domingo.

domingo, julho 27, 2008

Trocadalho

Inspirado na série "Filmes que os Isabelle Gosta"; ideia original retirada algures da internet (lamento, mas não consegui descobrir a fonte).




(Já agora, este é o post 1500. É só mais um número redondo. Quando for altura de fazermos festa, fá-la-emos, e quem não vier para a festa, pode ir-se embora.)

quarta-feira, setembro 05, 2007

Entre Leiria e Alcobaça

O youtube está a carregar os vídeos do Cid. É hoje!

Faz todo o sentido rever o Resgate do Soldado Ryan (ou ver pela primeira vez) poucos dias depois de ocorrer um caso semelhante na vida real.
Mas o que o filme nos deixa mesmo a pensar é na importância que tem sabermos que, em tempo de guerra, estamos a dar a vida por algo que vale a pena ou que tem sentido.

Quem diz em tempo de guerra, diz em tempo de paz.
E agora, Reagan.

quinta-feira, abril 12, 2007

Fui ontem ver o 300.

É um bom filme, mas…

É acima de tudo um filme de acção, para entreter. Não é um filme histórico. Tem cenários bíblicos, gajos feios (cada um mais feio que o outro) e a caracterização de algumas personagens é levada a extremos (nomeadamente a de Xerxes, líder persa), e umas pancadas de magia surreal à mistura, como quando vemos a chuva de setas a tapar mesmo o sol como os persas tinham ameaçado.
O Braveheart vinha constantemente à memória. A chuva de setas causou danos entre os escoceses, mas esses eram simples campónios; já os espartanos, perfeitos guerreiros, não tiveram uma única baixa.
Leónidas a gritar “HOLD!” enquanto o exército espartano aguarda a carga persa. Lembra-vos alguma coisa?
Os guerreiros são demasiado perfeitos. Claro que são espartanos, mas mesmo assim são demasiado perfeitos.
Os elefantes persas também são absolutamente incríveis. O que diria Aníbal, general cartaginês que levou o seu exército com elefantes da Hispânia até Roma passando pelos Alpes, se tivesse visto o potencial bélico dos elefantes persas??…

O filme tem igualmente uma separação moral muito nítida e simples entre os bons, firmes nos princípios, nas convicções, nos sentimentos, e capazes de infringir uma lei corrupta para servir uma Lei superior, e os maus, corruptos, devassos, fracos de carácter, traidores. Geralmente, desconfio deste género de histórias a preto e branco – o debate sobre isso ficará para mais tarde.
Uma filme tem ainda umas cenas de sexo e eróticas notáveis, havendo contudo uma distinção subtil entre o sexo legitimado pelo amor, entre o rei e a rainha de Esparta, e a licenciosidade dos oráculos e do harém persa.

Só mesmo mentalidades fanáticas poderiam divisar, neste filme, uma comparação às tensões entre os Estados Unidos e o Irão (onde o filme foi proibido). Durante o filme todo, e apesar dos frequentes apelos à liberdade (Braveheart…), é impossível alguém olhar para Xerxes, efeminado e divino, e recordar-se de Ahmadinejad, simples, barbudo e malcriado. Aliás, na luta entre uma pequena nação e um Império, é mais provável alguém comparar Esparta ao Irão e a Pérsia aos Estados Unidos. De resto, se a República Islâmica entendeu que era conveniente mudar o nome ao país, porque deveria incomodar-se com essa herança histórica?

Pessoalmente, não associo a liberdade a Esparta. A liberdade da Nação, da Cidade, do Estado, do Colectivo, essa sim, concerteza; mas a liberdade do indivíduo, não. (O filme deixou, da parte do rei Leónidas, um insulto reles a Atenas, “cidade de filósofos e amantes de rapazinhos.” Mas isso fica para outra altura.