- Bolas, parece que é burro!....
- Quem é que é burro, C.?
- O Google! Parece que não sabe do que é que eu estou à procura!
"Grosso modo", foi este o diálogo de há alguns dias. A C. estava a utilizar o Google com as sugestões de pesquisa ligadas, o chamado "Autocomplete" - uma "inovação" do motor de pesquisa que, segundo o próprio, foi lançada em 2008, três anos depois de a C. nascer. Ela não só não conhece um mundo sem internet e sem Google - como não conhece o Google sem as sugestões.
Ao contrário de nós, ela tem expectativas de simples consumidora em relação às Sugestões de Pesquisa. Para nós, ao início era até assustador que o Google soubesse aquilo que poderíamos estar à procura. Depois, habituámo-nos e passámos a achar uma ferramenta útil. Mas para a C., não é assustador nem uma grande maravilha - é apenas uma ferramenta do dia-a-dia, e que mostra as suas limitações, como qualquer outro produto ou serviço.
Isto permite-nos antecipar o que será a pesquisa no Google em 2025 e 2030, quando este pessoal estiver a entrar no mercado de trabalho. Em vez de evitarem ou temerem que os motores de pesquisa saibam o que eles querem, esta geração vai exigir ao Google que saiba antecipadamente o que eles vão querer. Daqui ao estabelecimento dos Precogs do Minority Report, é um pequeno passo.

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