sábado, fevereiro 15, 2014

Conselho aos caloiros

O "Café Central" de Coimbra
1.º
O quintanista é soberano absoluto: deveis-lhe obediencia e submissão.

2.º
Sêde cortezes com os novatos e venerae os veteranos.

3.º
Não entreis nos bilhares de noite: evitai os vicios, e protegei os cabelleireiros.

4.º
Passai as vesporas de feriado a ler.
Antes as semsaborias de Paul de Kock, do que vir para casa tosquiado.

5.º
Fugi do prego, da batota e do café central: tudo isto deixa a bolsa despejada.

6.º
Amae o quintanista sobre tudo, e o novato como a vós mesmos.

“Almanach dos Estudantes para 1872” A. Sérgio de Castro e A. B. Rodrigues
Coimbra: Imprensa da Universidade, 1871 – pp.121/122

terça-feira, fevereiro 11, 2014

Carmiché

Intermarché de Alcochete. A fachada é muito semelhante.
Depois de ter encerrado em Novembro de 2010, o Intermarché do Bombarral reabriu a semana passada.

É pena, desde já, que os meios de comunicação social se tenham alheado da notícia. Aquando do encerramento, noticiaram o fecho, veicularam o problema dos trabalhadores e houve até blogues que falaram na crise das catedrais de consumo.

Agora, com a reabertura, o único órgão de comunicação social que deu a notícia foi... o Notícias do Bombarral.

É pena, porque é mais um pequeno exemplo de uma realidade oculta, certamente escondida pelos grandes interesses económicos, maçónicos e do Vaticano e que nem o melhor jornalismo de investigação, nem o melhor teórico de conspiração, nem o melhor boato via Facebook conseguem explicar: tudo o que seja boas notícias não interessa nem chama a atenção. De certeza que os americanos estão por trás disto.

O Carmiché, como lhe chamam aqueles que nasceram quando ele encerrou, abriu para já em grande porque coincidiu com uma promoção do Intermarché nacional com vários produtos de consumo a 75%, o que permitiu descontos como há muito não se viam nesta vila. Esqueçam, por isso, esta palermice. Relativamente aos cálculos que fizemos da outra vez, os números mantêm-se - por isso vamos a ver se, nesta luta de 4 superfícies comerciais médias para um mercado tão pequeno, não vai calhar "a fava" ao mesmo ou a outro daqui a uns tempos.

E quanto ao euro, até ver aguentou-se com sucesso e contra as perspectivas de 2010. Vamos a ver se nós nos aguentamos nele.