segunda-feira, janeiro 21, 2013

A Tempestade de 19 de Janeiro de 2013

A terça-feira de Carnaval de 1991 (12 de Fevereiro) ficou na memória das crianças, que aguardavam pelo segundo corso carnavalesco, pela monumental tempestade de vento que levou as pessoas a ficar em casa. Fenómeno pouco frequente, que se caracteriza não tanto pela chuva, nem pelo frio, mas acima de tudo ventos com rajadas muito fortes. Durante muitos anos não voltei a ver uma tempestada desse género, que não é tão rara como a queda de neve no litoral oeste, mas quase.



Um conterrâneo teve a lucidez de fixar para a posteridade os efeitos desse dia de Carnaval. Naturalmente, não recordo se ou quantos danos pessoais ou materiais houve pelo país fora.




Não gosto de dizer, a propósito de fenómenos naturais, que "nunca se viu como este" porque geralmente não é verdade. Em todo o caso, a tempestade do passado sábado ficará na memória como ficou esta. E agora com muitos mais vídeos e imagens.




Quem tiver por aí mais links de fotos e vídeos, é partilhar na caixa de comentários.


Update:
Ficamos com a explicação científica do fenómeno, que recorda o recente 23 de Dezembro de 2009, que ficou na memória dos horticultores e proprietários de estufas de Torres Vedras: (SIC)


Em declarações à agência Lusa, Nuno reira, do Instituto Português do  Mar e da Atmosfera (IPMA), adiantou ter-se tratado de uma depressão muito  cavada e muito rápida, cuja incidência em Portugal é invulgar. 
"O que aconteceu na madrugada de sexta-feira para sábado foi a passagem  de uma depressão muito cavada pelo norte do território do continente", afirmou,  acrescentando que "esta depressão o cavou muito rapidamente" num processo  que os meteorologistas designam tecnicamente por "ciclogénese explosiva".
A pressão no centro do fenómeno meteorológico, que "entrou junto à costa  de Viana do Castelo e Porto", atingiu "valores muito baixos", originando  ventos muito fortes. 
"As rajadas atingiram os 140 km/h no Cabo Carvoeiro", disse Nuno Moreira,  sublinhando tratar-se ainda de um dado preliminar ainda e lembrando que,  quando as previsões apontam para ventos com mais de 130 km/h, o IPMA aciona  um aviso de risco extremo. 
A descida rápida da pressão provoca também uma elevação do nível médio  do mar, explicou o meteorologista, acrescentando que isso pode ter levado  a inundações costeiras. 
"Este tipo de fenómeno não é muito habitual, é um fenómeno de inverno.  Já aconteceu em Portugal antes", disse o meteorologista, lembrando, por  exemplo, a situação que afetou a zona do oeste no dia 23 de dezembro de  2009
Nos próximos dias, o mau tempo deverá voltar, embora com características  um pouco diferentes. 
"Enquanto a situação passada foi uma depressão muito cavada que passou  sobre o território do continente, a situação de mau tempo para esta próxima  noite e para amanhã  terça-feira  é a passagem de um sistema frontal de  forte atividade", afirmou. 
A nova depressão, explicou, dará origem a chuva, mas sobretudo à queda  de neve em altitudes baixas e também a vento com alguma intensidade, chegando  aos 100 km/h nas terras mais altas.

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