quinta-feira, outubro 27, 2011

Zé Veloso e o 3 para os Olivais

É curioso compararmos as referências do sr. Zé Veloso, que estudou em Coimbra por volta dos anos 50-60, com o nosso 3.

"O 3 percorria toda a Cumeada, do Botânico até aos Olivais, constituindo os próprios carris a linha de fronteira entre a Alta e a Baixa, para efeitos do exercício da praxe, o mesmo acontecendo, aliás, no troço que descia dos Olivais até à Cruz de Celas.
O 3 era um eléctrico perfeito, não fora a falha de não passar pela Universidade. Dir-se-ia que o 3 passava em quase tudo o que era importante naquela Coimbra. Passava na Baixa, no Jardim da Manga, nos Correios, na Praça (Mercado D. Pedro V), no Teatro Avenida, na Associação (só mais tarde construída), na Praça da República, tendo até paragem à porta do Mandarim. O 3 subia do Tropical aos Arcos, acenava ao Jardim do Patos e ao Botânico, parava no Penedo da Saudade, deixava os putos quase à porta do D. João III, largava o pessoal que ia para a romaria do Espírito Santo e ouvia o bruá dos jogos de basket no campo do Olivais onde, pelos Santos, a malta se roçava ao som do saxofone do Ilídio Monteiro."

Artigo completo aqui. Poderíamos escrever um parecido.

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