"Na Europa paga-se a gasolina acima de um euro para estimular o mercado dos carros eléctricos; na China é mais barata, mas os carros eléctricos são a base de um plano quinquenal de crescimento. E nos Estados Unidos? O presidente Barack Obama destinou fundos ao investimento nesta área, mas não está na disposição de fazer a única coisa capaz de aumentar a procura de forma sustentada criando assim uma verdadeira indústria, que é subir os impostos sobre os combustíveis. E o preço conta."
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A espinha dorsal da economia americana foram os carros produzidos localmente movidos a combustíveis também produzidos localmente. Foi isso que lançou o país numa vaga imparável de desenvolvimento. Nos últimos anos, no entanto, os carros estrangeiros movidos a petróleo importado superaram a indústria local, de maneira que agora "cada vez que compramos um carro estamos a exportar 15 mil dólares [cerca de 11 mil euros] de capital, pagos com dinheiro emprestado, e a gastar energia igualmente importada", diz Czinger. "Os carros deixaram de ser máquinas que produzem uma classe média e passaram a ser máquinas que a destroem".
(...)Thomas Friedman (artigo completo no Ionline)




























