Teve lugar um evento promovido pelo conhecido web designer e web developer Miguel Azevedo e Castro nas instalações da instituição referida no título deste post, um espaço simpático e agradável que estimula o convívio e a boa disposição, e que poderia figurar num hipotético directório de estabelecimentos onde é possível jogar matraquilhos à borla, maugrado o estado de relativa degradação do equipamento - sendo que, a jogar à borla, não se pode pedir mais. E vivam as noites de verão.
...que no Ribatejo há tendência para se resolver as coisas há pancada. De acordo com esta notícia d' O Mirante, Lobo Antunes faltou a uma sessão pública em Tomar (eu já estive numa sessão do homem em Leiria e foi engraçado.)
O Turismo de Lisboa e Vale do Tejo, uma das entidades organizadoras da iniciativa, justificou publicamente a ausência alegando questões de “segurança” tendo em conta a notícia de que um grupo de militares na reforma “quer ir ao focinho” do autor por causa de declarações sobre os ex-combatentes.
Ó António! Não estiveste bem. Numa situação destas, se te querem ir ao focinho, tinhas de levar um grupo de amigos que estivessem dispostos a dar uma carga de porrada nesses gajos. No limite, ias lá e fazias como o grande Francisco Assis. Não o santo, que esse provavelmente leva mesmo e oferecia o sacrifício a Deus, mas a este:
Isto é, fazias uma retirada estratégica mas com dignidade, que só te ficava bem. Sim, que isto de um gajo travar-se de razões contra 10 ou 20 não é justo; a pessoa está no direito de retirar-se de uma situação desequilibrada.
Actualização: Lobo Antunes desmente a informação dada pelo Turismo de Lisboa e Vale do Tejo. "Lobo Antunes confessou ter ficado "indignado" com o vice-presidente do Turismo de Lisboa e Vale do Tejo. "É completamente mentira a justificação dada por Manuel Faria", disse à Lusa." (DN)
Costuma dizer-se que as autoridades portuguesas fecham os olhos a situações particulares. Mas até aposto que muitos desses comentadores diriam deste caso que foi uma manifestação de estupidez e provincianismo por parte da Polícia Marítima e da capitania do porto de Portimão. A adolescente holandesa que quer bater o recorde da mais jovem velejadora a dar a volta ao mundo sozinha, e que o vai conseguir mesmo depois de os tribunais holandeses a terem atrasado durante um ano, não pôde iniciar a sua viagem em Portugal e foi escoltado até à saída das águas territoriais portuguesas. (notícia no Diário IOL) .O motivo é óbvio:
Segundo a Marinha, a adolescente, que já tinha sido fiscalizada pela Polícia Marítima, não dispunha de nenhuma documentação que a habilitasse a conduzir sozinha uma embarcação com aquelas características.
«À luz da legislação portuguesa, a jovem não dispunha das condições necessárias para sair do porto de Portimão», sublinhou a Marinha em comunicado.
Laura Dekker, presumivelmente a olhar de esguelha para o polícia que lhe pediu a carta, em foto do Diário IOL
Era como se um qualquer jovem de 14 anos quisesse ser o mais novo a ir de Lisboa a Xangai de carro, e a polícia o mandasse parar à saída do Terreiro do Paço e lhe perguntasse pela carta, como naquele célebre anúncio da APE 50 da Piaggio:
Polícia: Bonito, hein? Alentejano: e confortável! Polícia: e os faróis? Alentejano: são dois! Polícia: Pois. E a carta? Alentejano: atão, sr. guarda... atão eu fiquei de lhe escrever, foi?...
Por mais simpatia que tenhamos pela causa da jovem holandesa, não é uma decisão de um tribunal holandês que põe em causa a soberania do Estado Português sobre o seu território e a correcta aplicação da sua lei. Esteve bem, portanto, a autoridade algarvia nesta matéria. De resto, já é habitual haver situações curiosas no alto mar entre holandeses e portugueses.
Desporto motorizado: APE 50 Piaggio Como não há o vídeo daquele célebre anúncio, ficamos com outro vídeo da APE 50, neste caso a desrespeitar as regras de segurança rodoviária.
"D'Artagnan, por sua parte, satisfizera todos os seus desejos: não era já um rival que amavam nele, era a ele mesmo que davam mostras de amar. (...) Entregou-se pois todo às sensação so momento. Milady deixou de ser para ele a mulher de intenções fatais, que o havia espantado por um instante; foi uma amante ardente e apaixonada que se entregava toda a um amor que parecia sentir. Passaram-se deste modo cerca de duas horas."
Dumas, Alexandre, Os Três Mosqueteiros (1844), Edições Planeta Agostini (2004), tradução Lello editores, Lda, p. 259
Jacques VI de Inglaterra? Uma nota à honesta tradução dos senhores da Lello Editores: mau grado uma tradução leal, que parece respeitar o espírito novecentista da obra, há pequenos pormenores que poderão ser revistos em edições posteriores, nomeadamente a questão de o anterior rei de Inglaterra se chamar Jacques VI. Ó senhores! Então os reis de França são Luís XIII e Henrique IV, e o rei de Inglaterra tem um nome francês?? Uma pesquisa rápida no Google ter-lhes indicado tratar-se do rei James, ou Jaime, conforme preferissem...
Ai Jesus! Que a Briosa está 4 pontos à frente do SLB...
Pois é, custa bastante perder 2 pontos no último minuto do jogo, que foi precisamente o remédio que aplicámos ao Benfica a semana passada - especialmente num penalti infeliz. Em todo o caso, parece que a Briosa está lançada para fazer um campeonato, pelo menos, tranquilo.
Creio que é a melhor tradução para Twenty-Somethings. Na América sucede o mesmíssimo fenómeno que em Portugal: a juventude prolonga-se até aos 30 e a geração de novos adultos apresenta grandes dificuldades em constituir o seu próprio projecto de vida.
"The New Yorker last spring picked up on the zeitgeist: a young man hangs up his new Ph.D. in his boyhood bedroom, the cardboard box at his feet signaling his plans to move back home now that he’s officially overqualified for a job. In the doorway stand his parents, their expressions a mix of resignation, worry, annoyance and perplexity: how exactly did this happen?"
Um excelente e muuito longo texto, importante para reflectirmos sobre uma circunstância tão óbvia - pelos vistos - nas gerações mais jovens das sociedades ocidentais, aqui.
Todos os fins-de-semana, Nicolau vai ver a Académica jogar, seja em casa ou fora, embora por vezes o trabalho não o deixe sair da cidade para acompanhar os “estudantes”. Mas uma coisa é certa: em Coimbra, nada o impede de ir ver a Académica.
“Saio de casa para ir ver a Académica porque é a Académica. Se fosse outro clube não ia… Só vou porque é a minha Briosa. Vou com a Académica para onde ela me levar. Esta é a mais pura das verdades.”, começou por dizer Nicolau, ainda a olhar para as paredes do Restaurante Still Is, local escolhido para a entrevista.
Com 53 anos de vida, Nicolau Oliveira está há 41 em Coimbra e o amor pela Académica começou logo aí. “Há 41 anos vim para Coimbra e a partir daí foi logo um grande amor pela Académica. A Académica para mim é tudo. Quem vem para Coimbra é impossível não se apaixonar pela Briosa. Explicar o que é para mim a Académica não é uma tarefa fácil.”, continuou, ainda sem saber da surpresa que o esperava.
O tema da vitória na Luz surgiu naturalmente até porque essa foi a última grande alegria que a Académica lhe deu, entre muitas, como é óbvio. E foi então que surgiu Laionel, autor do segundo golo frente ao Benfica.
O aperto de mão automático, o agradecimento, o abraço e o pedido para repetir aquele grande momento… Nicolau não se intimidou e Laionel agradeceu, ainda espantado pelas palavras que acabava de ouvir."
E quem achar que é excessivo que o Laionel já seja um herói e um símbolo da Briosa apesar de só ter feito um jogo, eu relembro que os adeptos do Vitória Sport Clube dizem que nunca mais vão ter um jogador como o Bebé.
Assim como em tempos tivemos o "Misterioso Motard de Coimbra", agora voltamos a ter um misterioso grupo de cavalheiros a fazer em 7 minutos um percurso que o F1.1 demora 20 minutos a percorrer (sempre no limite de velocidade permitido em cada ponto do troço.)
É visível, ao minuto 5:39 , a placa que indica a entrada no distrito de Leiria, logo seguida da respectiva casa de cantoneiros da JAE.
Apesar de ser notório o desrespeito pela segurança dos outros utentes da estrada, este vídeo não é no entanto tão assustador como o d' O Misterioso Motard de Coimbra. (nota curiosa: está online desde 2006, e tem apenas 66000 views...)
O director executivo da Google, Eric Schmidt, lançou um alerta aos fãs do Facebook: um dia, ainda terão que mudar de identidade para escapar ao seu passado 'facebookiano', defende, segundo o jornal "The Independent".
“Penso que a sociedade não entende o que acontece quando tudo está disponível, publicado e gravado por todos o tempo inteiro”, disse Schmidt ao “Wall Street Jornal”. (...)
Curioso também como a imprensa generalista é incrivelmente preguiçosa: ou não querem investigar, ou limitam-se ao copy-paste, ou alguém lhes diz que hoje em dia não vale a pena ir ao pormenor: "Ora, as declarações de Schmidt causaram polémica e revelaram que a Google tem sérias preocupações acerca da política de privacidade dos seus conteúdos."
A nossa colega Márcia Bajouco foi detectada por uma versão avançada do Google Alert que detecta e envia todas as referências de potenciais candidatos a fazer parte desta rúbrica. Neste caso, enquanto editora da revista Vidas (link). Bom trabalho, Márcia!
Depois de um jogo muito sofrido, a Académica alcançou uma excelente vitória na abertura do campeonato 2010/11, obtendo a terceira vitória no Estádio da Luz nas últimas 4 temporadas, batendo o Benfica por 2-1, com um bom golo de Miguel Fidalgo, aos 25m, a fugir à marcação da defesa encarnada para abrir o activo de cabeça, e um golo absolutamente fabuloso do reforço Laionel, no último minuto dos descontos, a concretizar um contra-ataque com um remate a 30 metros da baliza indefensável para o guarda-redes encarnado.
Um prémio para a atitude combativa e de resistência da equipa de Coimbra durante o jogo, e para o trabalho desenvolvido por Jorge Costa durante a pré-época!
Foi a primeira vitória da Académica no presente campeonato.
Por via dos golos marcados, a Briosa acha-se assim num curioso segundo lugar da tabela, naturalmente irrelevante nesta fase, mas certamente moralizador - especialmente por oposição aos maus arranques das últimas temporadas. No próximo Sábado, a Briosa joga pela primeira vez em casa, recebendo o Olhanense (anterior equipa do treinador Jorge Costa.)
O departamento de marketing da Briosa, ou alguém por ele, adoptou uma estratégia de visibilidade simples, básica e antiga - mas ao mesmo tempo surpreendente porque não habitual entre os chamados clubes "médios".
Esperemos que possa servir de inspiração para a estreia da Académica no campeonato 2010/11, logo à tarde (20:15h), no estádio da Luz.
Update: a informação que indicava 17h estava, naturalmente, errada. As nossas desculpas pelo erro.
O ciclismo, com ou sem público, com ou sem doping, continua a ser um espectáculo desportivo capaz de impressionar. O Google prevê 57 minutos de carro para o trajecto que David Bernabéu fez hoje, no contra-relógio individual e penúltima etapa da 72ª Volta, em 37 minutos e alguns segundos. Mesmo se pensarmos em 45 minutos, é uma perspectiva optimista, com o trãnsito...
Em mais um aniversário da batalha de Aljubarrota, desejamos um feliz aniversário a todos os Nunos que têm esse nome em honra do Santo [certificado pela ICAR] Condestável Nuno Álvares Pereira, e em especial aos que são sportinguistas!
Já tenho aqui referenciado a qualidade do serviço prestado por vários estabelecimentos comerciais desta simpática vila do Bombarral (e ainda não me referi à pastelaria Napoleão, mas a ocasião está guardada), e é nessa lógica que vos deixo o resultado de uma incrível maratona de saldos na Modalfa local, de fazer inveja a qualquer outro e provando que o facto de o poder de compra estar concentrado na Grande Lisboa, não deixando de ser verdade, pode contudo ser relativizado.
No momento em que está no seu máximo a moda da pulseira do equilíbrio, cito um trecho, publicado no De Rerum Natura, de um poema do autor clássico Lucrécio (por sinal, o poema que dá o nome ao blog), dedicado a Epicuro:
"Quando, abjecta, a vida humana jazia aos olhos de todos sobre a terra, oprimida pelo medo da crendice, que das celestes regiões erguia a cabeça, impendendo sobre os mortais com tremendo aspecto, um Homem Grego ousou, antes de todos, contra ela erguer os seus olhos mortais e contra ela foi o primeiro a opor resistência. A ele não o deteve a fama dos deuses, nem coriscos. nem o céu com estrondos minazes, mas mais lhe acicatou do seu ânimo a acérrima força, para ambicionar ser o primeiro a arrombar as trancadas portas do acesso à natureza. ganhou, portanto, a vitória a vigorosa força do seu ânimo, avançou muito para além das muralhas flamejantes do mundo, e com a mente o espírito percorreu a intensidade; daí regressa vitorioso, para nos ensinar o que pode ser e o que não pode; enfim, de que maneira cada coisa é sujeita a limites e bem enterrados os marcos que lhes põem termos. Eis porque a crendice foi calcada aos pés, por sua vez, e a vitória nos faz subir aos céus."
A tradução do latim para o português é de 1890 (todos os dados disponíveis no De Rerum Natura), e talvez por isso nos soe datada. Poderíamos talvez sintetizar o espírito do poema numa linha:
Bendito seja Epicuro que abriu caminho aos cépticos e aos sãos de espírito, e raispartissem estas palermices!
You used to get it in your fishnets Now you only get it in your night dress Discarded all the naughty nights for niceness Landed in a very common crisis Everything's in order in a black hole Nothing seems as pretty as the past though That Bloody Mary's lacking a Tabasco Remember when he used to be a rascal?
Oh that boy's a slag The best you ever had The best you ever had Is just a memory and those dreams Not as daft as they seem Not as daft as they seem My love when you dream them up...
Flicking through a little book of sex tips Remember when the boys were all electric? Now when she tells she's gonna get it I'm guessing that she'd rather just forget i Clinging to not getting sentimental Said she wasn't going but she went still Likes her gentlemen to not be gentle Was it a Mecca Dobber or a betting pencil?
Oh that boy's a slag The best you ever had The best you ever had Is just a memory and those dreams Weren't as daft as they seem Not as daft as they seem My love when you dream them up Oh, where did you go? Where did you go? Where did you go? Woah.
Falling about You took a left off Last Laugh Lane You just sounded it out You're not coming back again.
Falling about You took a left off Last Laugh Lane You just sounded it out You're not coming back again.
You used to get it in your fishnets Now you only get it in your night dress Started all the naughty nights with niceness Landed in a very common crisis Everything's in order in a black hole Everything was pretty in the past though That Bloody Mary's lacking in tabasco Remember when he used to be a rascal?
A notícia já tem algum atraso (é de 19 de Julho), mas impõe-se:
"Berto Messias, líder da JS Açores, foi eleito (...) Presidente da Comissão Nacional da Juventude Socialista, no Congresso Nacional que decorreu em Lisboa e que elegeu Pedro Alves para líder nacional desta organização partidária de juventude.
Berto Messias será, assim, o nº2 da Juventude Socialista, presidindo ao órgão máximo entre congressos desta organização, nos próximos dois anos."
Um blogue já aqui referido, acho eu, mas que se não foi passa a ser: o Penedo da Saudade, onde o sr. Zé Veloso desenvolve de uma forma simultaneamente profunda e ligeira, sempre interessante, memórias, tradições e o passado de Coimbra. Os dois últimos posts têm como temas a oposição entre a imperial (Lisboa) e o fino (Coimbra e Porto), e a memória da Alta.
Foto da "Colina Sagrada", publicada por Zé Veloso no Penedo da Saudade
Da cozinha popular baiana (Brasil) vs. a haute cuisine francesa
"Nacib embasbacou-se ante o cozinheiro. (...) Português de nascimento, de sotaque pronunciado, muitas das palavras a caírem depreciativas de seus lábios eram francesas. Nacib, humilhado, não as entendia. Chamava-se Fernand (...) o seu cartão de visita dizia: Fernand - chef de cuisine. (...) Para experimentá-lo, pediu-lhe para começar a fazer os salgados e doces para o bar e comida para ele, Nacib. Novamente botou as mãos na cabeça. A comida ficava caríssima, os salgados também. O chef de cuisine adorava latas de conservas: azeitonas, peixes, presuntos. Cada bolinho custava quase o preço de venda. E eram pesados, com muita massa. Que diferença, meu Deus!, entre as empadas de Fernand e as de Gabriela. Umas de pura massa a entrar pelos dentes, a pegar no céu da boca. As outras picantes e frágeis, dissolvendo-se na língua, pedindo bebida. (...) Maionese, caldo verde, galinhas à milanesa, filé com fritas. Não é que fosse má a comida, não era. Como compará-la, porém, com os pratos da terra, temperados, cheirosos, picantes, coloridos? Como compará-la com a comida de Gabriela? Josué recordava: eram poemas de camarão e dendê, de peixes e leite de coco, de carnes e pimenta." (...)
Jorge Amado, Gabriela, Cravo e Canela (1958), Planeta Agostini (1999), pp. 409-410
No fim de semana a seguir a mais um ataque da Ferrari à cultura desportiva dos adeptos de F1, que, por mais que o F1Rejects tenha razão e faça comparações com o ciclismo, é no íntimo dos adeptos um desporto individual onde esperamos que os colegas de equipa lutem entre si), a F1 redime-se de forma irónica, fazendo com que Barrichello e Schumacher se digladiem até ao limite, depois de muitos anos em que tal não era possível. Mais irónico: Barrichello atacou e ganhou. Valeu Rubinho!
Quando a PIDE do Youtube mandar cortar este vídeo, ficamos com a imagem que dá ideia do aperto em que o Rubinho se meteu.
Que Schumacher tenha levado a coisa ao limite e de uma forma perigosa e desleal, é já o que todos esperam. (Sim, foi relativamente punido com perda de 10 lugares na qualificação do próximo GP.)
E que tenha sido pelo 10º lugar, é talvez algo que nenhum deles devia merecer - mas, para mim, a competição pura é isto mesmo, e é por isto que eles estão a lutar. Como diria o Vale e Azevedo, um ponto é um ponto!
(Sim, isto é uma boca àqueles que começam a pensar em desistir quando vêem fugir as hipóteses de vencer o campeonato...)