sexta-feira, outubro 30, 2009

Amálgama - 3

Latada 2009
Hoje, a crónica da Latada fica inteiramente a cargo da Boo, neste excelente artigo. Com destaque para a performance musical do Danish.



Messias em destaque
Programas De Estágio Têm Grande Importância Para A Juventude Açoriana
Quem o afirmou foi Berto Messias, líder da Juventude Socialista Açores, no plenário da Assembleia Legislativo dos Açores, no âmbito da discussão das propostas de alteração do PCP aos programas de estágios profissionais da Região.



Fonte da imagem, e artigo completo, em Acores.net (link)



A coisa continua a funcionar
"Eu sou o salvador, mas só apareço quando se calarem todos. Não me apanham no meio da confusão. "
O bom e velho método de Salazar e Cavaco está vivo e recomenda-se. A novidade é que Marcelo parece ter aprendido bastante; há 10 anos atrás, ele punha-se bem no centro da trapalhada.



Facebook atento às oportunidades
Por falar nisso, já visitaram este site?



Kovalainen foi o mais rápido
Agora? Já vais tarde...

quinta-feira, outubro 29, 2009

Efemérides


50 anos


Ainda. E sempre.
A inspirar gerações de resistentes.



40 anos


O facto de a primeira mensagem de correio electrónico ter "crashado" por falha de comunicação deveria ter sido entendido como uma sinistra premonição do que vinha aí.




Homenagem aos nossos leitores brasileiros

É a mesma da Queima, mas agora de outro ângulo.

quarta-feira, outubro 28, 2009

FEUC Tracking, XXIII

«O Programa Operacional Regional do Centro já aprovou projectos de Regeneração Urbana que envolvem 55 dos 100 municípios da Região Centro.

O Mais Centro – Programa Operacional Regional do Centro aprovou projectos de Regeneração Urbana que representam investimentos de mais de 300 milhões de euros na Região Centro. (...)

Alfredo Marques, presidente da Comissão Directiva do Mais Centro faz o balanço dos resultados e afirma que “os projectos de Regeneração Urbana aprovados vêm dar um contributo decisivo para a melhoria da qualidade vida das populações, mas são também um importante estímulo para a economia da Região e para a criação de emprego”.
Estes investimentos têm também uma grande importância no combate à crise económica, e Alfredo Marques salienta que, “como é sabido, a maioria das empresas envolvidas nestas obras de regeneração são PMEs, o que leva a que os efeitos positivos destes investimentos sejam sentidos muito mais depressa na economia e na sociedade, dando uma preciosa ajuda para ultrapassar estes tempos mais difíceis”.
Os projectos aprovados dizem respeito a candidaturas que pretendem valorizar áreas de excelência urbana, como por exemplo centros históricos e frentes ribeirinhas ou marítimas, através da qualificação do espaço público e do ambiente urbano, da dinamização de projectos de cariz económico, social e cultural e da melhoria da qualidade ambiental e de vida das populações.»

Link aqui.

Caso não tenham associado o nome de Alfredo Marques à pessoa...


É verdade. O nosso professor de Economia da União Europeia é presidente da comissão directiva da Mais Centro e da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, gestor dos fundos europeus para a região centro e defensor da construção da auto-estrada Covilhã-Coimbra.


Não sei se graças a ele ou não, em Coimbra vamos tendo alguns sinais de regeneração da zona histórica. Mas muito lentamente, ainda...




Fernão de Magalhães partiu para a sua viagem de circum-navegação
Já passou pela Venezuela e já vai no Uruguai, quase a entrar no Pacífico.
...mas entretanto já foi morto pelos indígenas e substituído pelo Del Cano - ou melhor, pelo XO com Linux.



Hamas proíbe eleições em Gaza (Público)
Uma questão: se o Hamas já participou numas eleições e até as venceu... qual é o problema agora? É só por terem sido convocadas pela Fatah?



Alqueva: Água avança até ao concelho de Beja
"Já está a decorrer o concurso para as empreitadas de construção do Adutor Pisão/Beja. Empreitadas que vão permitir trazer água de Alqueva para irrigar campos do concelho de Beja."
(Voz da Planície)



Google não pára de crescer
Estende-se agora às redes sociais....



FEUC Tracking, XXIV
O nosso prof. João Titterington Gomes Cravinho permanece no posto.

terça-feira, outubro 27, 2009

FDUC

Poderá ser absurdo pensar que eu nunca tinha entrado na veneranda Faculdade de Direito, berço de 90% dos políticos portugueses do século XIX, e de uma percentagem igualmente elevada dos do século XX, e onde pontifica agora um familiar de um elemento da SARIP, a quem aproveito para desejar as maiores felicidades.
Por outro lado, a verdade é que nunca lá tive que fazer - e agora vou como o "turista" que sou.

Mas não me apetece fazer muitos alongamentos.



O "NED"... sim, faz algum sentido.



...as salas de aula têm uma vista gira.





A História do Google em 2 minutos





Sorteio da Taça de Portugal

A Académica vai jogar com o Beira-Mar da II Liga. Um sorteio não desfavorável, tal como sucedeu com o Portimonense. A 4ª eliminatória decorre no fim-de-semana de 21 e 22 de Novembro.

segunda-feira, outubro 26, 2009

Turismo popular


Este suporte de divulgação turística foi colocado num ponto estratégico: num semáforo de Celas, rapidamente acessível aos peões parados no trânsito, e via privilegiada de acesso de pessoas entre os Olivais e o centro da Coimbra. Aparentemente, é uma forma de turismo low-cost que continua a não ter falta de clientes - apesar de não "aparecer", de não ter visibilidade. Qual seria o meio de comunicação social ou o organismo oficial que se dedicaria a efectuar um estudo sobre o número de turistas captados desta forma?




A cruz de Celas foi implantada numa zona muito afastada do centro da cidade, na primeira metade do século XVII. Hoje, Celas é, como refere o user do Skyscrapercity Daniel322, uma "office area" de Coimbra.



Multicampeões
Um ano absolutamente normal, com Loeb a chegar ao 6º título (já é o campeoníssimo de todos os tempos) e Rossi a chegar ao 7º, ainda muito a tempo de bater os 8 títulos de Agostini. Só o Slater é que falhou, em Peniche.




O fim do Geocities
"Lançado em 1994, o Geocities foi um dos mais importantes serviços de criação de sites antes do advento dos blogues. É o fim de uma era, dizem muitos.
O Geocities, fundado em 1994 e comprado pela Yahoo em 1999, foi o primeiro serviço a permitir a uma grande parte dos internautas partilhar os seus interesses de forma simples, um pouco à semelhança do que acontece agora com os blogues e as redes sociais. O percurso do serviço termina hoje, segunda-feira, após a perda de popularidade para sites como o Myspace ou o Facebook."(notícia completa aqui)
O Geocities foi o primeiro suporte online da SARIP e não deixa de ser com tristeza que o vemos desaparecer.


Karadzic a brincar com as pessoas
O homem que era presença obrigatória em todos os telejornais entre 1993 e 1995, apanhado o ano passado e entregue ao Tribunal Penal Internacional, está a fazer os possíveis para esticar a corda. Veremos se tem o mesmo talento do Vale e Azevedo.



(isto do Benfica começa a ser muito anormal....)

domingo, outubro 25, 2009

Sabiam que o English está em obras?



FCP, 3 - AAC, 2
Vi o jogo com bastante atenção e percebi que André Villas Boas conseguiu, em muito pouco tempo, pôr a equipa a jogar à bola. A Académica montou uma estrutura defensiva impecável, chegou ao intervalo com o dobro dos remates do FCP, e jogou sempre com muita atitude, sem se intimidar, e com maturidade. Melhor: depois de estar a perder por 2-0, não desistiu e reduziu a desvantagem. E mesmo depois do 3-1, nunca desistiu e ainda foi a tempo de chegar ao 3-2. No final, ninguém seria capaz de dizer que o FCP tinha recebido o último classificado da Liga - o próprio Jesualdo teve de ajeitar o nó da gravata antes de desbobinar a ladaínha dos "adversários que se fecham" e de a Académica nada ter feito para merecer o segundo golo, o que é perfeitamente absurdo. A jogar desta forma, os resultados vão seguramente aparecer. Mas o melhor mesmo foi a atitude demonstrada.

Entretanto, no Brasil vão-se criando obras de arte como esta.

Latada 2009

À semelhança do que aconteceu na Queima, não creio que se justifique um relato extenso, descritivo e pormenorizado da minha passagem pela Latada (e digo expressamente "minha" porque outros por lá ficaram ainda.) As fotos serão, durante longas semanas, o eixo à volta do qual a estória se conta.


Um contentor de lixo derrubado, ocupando a via pública (09h30m), é um sinal inequívoco da passagem de um bando de bêbados que, se por um lado arranjam estranhas formas de diversão, por outro mantêm o discernimento e o civismo suficientes para concentrarem os seus esforços sobre algo inquebrável, e não sobre os automóveis estacionados nas imediações. É uma prova de que vivemos numa sociedade que consegue ser civilizadamente selvagem. O melhor de dois mundos.

Resolvi por isso dar à fotografia seguinte o título de


O Justo Meio Aristotélico



Entrei na FEUC, e constatei com alegria que não só parece tudo mais ou menos igual como o sr. Carlos agora serve almoços a sério, o que é excelente para o apreciável número de alunos de mestrados e doutoramentos que ali acorrem ao Sábado. Por outro lado, parece que o ISCA deixou de ser servir prato social...


o que é absolutamente inadmissível.


Em todo o caso, a FEUC continua a oferecer esta vista espectacular.




Breve nota desportiva
Cortesia do J. Rodrigues que teve a amabilidade de me enviar este resultado ao longo do dia de ontem, fica a nota que de, em jogo de Futsal a contar para a II Divisão Nacional - série B, a Académica venceu o Amares por 2-4 e lidera a tabela, com 3 vitórias em 3 jornadas, ex aequo com a AMSAC.



Bom, e hoje?
Hoje é Domingo...



http://www.zerozero.pt/equipa.php?id=4363

quinta-feira, outubro 22, 2009

Já começou

Começou hoje, às 00:00h, a Latada 2009.

De manhã, estava tudo muito animado. (São jovens...)



De Coimbra, entretanto, chegam-nos notícias. Boas... e menos boas. E "Boas", claro.

Por lá estaremos.

terça-feira, outubro 20, 2009

Maitê

O “caso” Maitê Proença é tão aborrecido que só o vou abordar porque temos alguns leitores e amigos com especial interesse no tema das relações entre Portugal e o Brasil.

Em primeiro lugar, uma pergunta óbvia e que vai ficar sem resposta: se o vídeo já tem 2 anos e meio, porque motivo só “aparece” agora?

Em segundo lugar, a questão em si. Maitê não teve muita piada. Tentou ter piada, mas não teve. Ao contrário do que se pensa, não é humorista quem acha que tem muita graça. O próprio Ricardo Araújo Pereira, aqui há dias, começou a dizer que o Sócrates tinha dito 12 vezes não-sei-o-quê e batido o recorde de alguém que tinha dito o mesmo 15 vezes e riu-se de si mesmo e mandou tudo para o intervalo. Ser humorista é uma profissão difícil e desgastante. Maitê não teve jeito. Tudo bem.

Em terceiro lugar, a reacção. A reacção em Portugal foi muito grande e muito despropositada. Nem sei se contra o facto de ela estar a “atacar” Portugal se por não ter piada. E eu acho sinceramente que o tamanho da reacção se deve ao facto de ser brasileira. Se fosse um chinês, nem daríamos por ela. Se fosse um inglês, provavelmente agachávamo-nos como fizemos no caso Maddie e diríamos que estava cheio de razão. O ser brasileiro tem aqui a mesma qualidade que ser irmão. É um irmão que conhecemos bem, que nos conhece bem, mas que é suficientemente diferente de nós para não gostarmos de ver nele aquilo que é parecido connosco. E é um irmão, claro, a quem não temos respeito nenhum. Se fosse um inglês, seria uma pessoa de fora da família, e portanto o tratamento seria outro.
Isto vale para portugueses e para brasileiros, claro. Os brasileiros têm essa característica fatal: queiram ou não, são o povo mais parecido com o português e o português o mais parecido com ele. Pese as diferenças que há por fora. Por isso, tal como o português, trata o português como um irmão, a pontapé e sem muito respeito.

É pena que portugueses e brasileiros não se entendam, nem reconheçam as suas imensas semelhanças. Mas é natural que assim seja: os portugueses não gostam muito de si próprios e têm uma falta de respeito evidente pela sua vida pública. Os brasileiros, claro, são assim também. Que uns não apreciem muito os outros acaba por se tornar natural. E como irmãos desavindos vão continuar. Resta aquela pequena minoria, de um e de outro lado - e tanto num como noutro lado - que consegue olhar para lá dos estereótipos.

Em quarto lugar, aquela questão da fonte era, de facto, evitável por parte de Maitê.




Um comentário

Nesta fase de relativa acalmia, vou servir-me de um comentário que fiz no blogue da Bunny para encher ch… para dar conteúdo a esta casa. A Bunny citou a minha análise do resultado eleitoral da sua autarquia, e teve este comentário por parte do leitor hawk76:

Olá prima.

É com alguma tristeza que lamento a citação que usas no teu post.
Concordar com uma observação "sociológica", que por outras palavras significa que os "rurais" votam PSD e os "urbanos" votam PS, é um absurdo. Nas entrelinhas subentende-se, que os menos letrados, votam PSD. É ridiculo. Até porque o PSD é tido como o partido dos ricos...

Julgava que acreditavas que nas autárquicas, se vota nas pessoas e não nos partidos.

Neste caso especifico, até julgo que se passou exactamente o contrário. Apesar de uma vitória (curta!...), as pessoas "rurais" da freguesia de Beijós, demonstraram bem o que pretendem para os próximos 4 anos.

Eu sou "rural" com muito gosto! E é para os "rurais" da freguesia, que prometo trabalhar o melhor possivel.
Espero também que a oposição, venha a mostrar tantas ideias e tanto empenho para melhorar a freguesia, como mostrou durante a campanha.

hawk76 a 18 de Outubro de 2009 às 10:37



A minha resposta veio desta forma:


Permitam-me, na qualidade de autor, daquele texto, esclarecer o conteúdo do mesmo, nomeadamente nos dois aspectos que me dizem respeito.

Por um lado, e sendo verdade que nas autárquicas se vota mais nas pessoas que nos partidos, as cores partidárias não deixam de ter um peso grande. Não é por acaso que a CDU e os partidos de esquerda vencem habitualmente no Alentejo (e na Marinha Grande), ou que o PSD tende a ter maior predominância no Norte e Centro. Dou como exemplo o caso de um histórico vereador de Alcobaça, reconhecidamente estimado pela população, e que nunca será eleito precisamente por se apresentar pela CDU.

Em segundo lugar:
"Nas entrelinhas subentende-se, que os menos letrados, votam PSD."
Eu sou totalmente alheio a estas "entrelinhas." O que eu quis dizer, e insisto porque isso é historicamente verificável (mesmo que não seja decisivo em todas as câmaras e em todas as freguesias e em todas as eleições), é que o PSD, fora de Lisboa e Porto, foi construído como o grande partido das chamadas "bases", aquilo que os notáveis do PSD de Lisboa se lembram de quando em vez e quando dá jeito, e que as bases do PSD estavam naquilo que em Lisboa chamam "o pais profundo", mais tradicionalista, mais ligado à terra, mais religioso, e que nos centros urbanos as diferenças ideológicas tendem a ser maiores. Não é por acaso que o PSD continua a ser o grande partido das autárquicas e fenómenos como o Bloco têm que aparecer forçosamente na Grande Lisboa. O que eu fiz foi uma pequena comparação, transpondo essa lógica nacional para a lógica Beijós-Currelos.

Mas esta reacção da leitora hawk76 dá a entender outra coisa: é que "o país profundo" continua a sofrer de um certo complexo de inferioridade face ao litoral e a Lisboa. Porque haveriam os eleitores "rurais" de ser menos letrados? A nossa geração - tanto em Lisboa, como aqui em Leiria, como aí - herdou esta noção dos nossos pais e avós, de que havia uma separação cultural e mental profunda entre a capital e a parvalheira. Isto, como eu já tenho debatido com algumas pessoas de Viseu, não se justifica no nosso tempo e com a nossa geração. Mesmo que continuem a existir posições políticas ou religiosas mais ou menos diferenciadas, é absurdo, hoje que estamos todos expostos às mesmas influências culturais (TV, Net, etc.),que se continue a pensar dessa maneira. Eu até acho que os sotaques regionais hão-de vir a estar na moda... para não falar nas vantagens que o ambiente não urbano oferece em termos de qualidade de vida! Aliás, vêem-se cenas caricatas: falam-nos da compostagem e de aproveitar água da chuva para uma cisterna, como "avanços", provavelmente "inéditos", na construção de casas mais ecológicas... absurdidades de quem sempre viveu em Lisboa e não sabe que essas técnicas são muito antigas! Enfim, isto podia continuar. Vamos, portanto, começar a fazer algo para perder esses complexos de inferioridade. Cumprimentos a todos os leitores

Ismael a 18 de Outubro de 2009 às 23:20


Este post serve de introdução a este tema, que, como eu deixo a entender, tem pernas para andar (como disseram, erradamente, os mentores daquele projecto de conservação de tartarugas que apareceu na SIC, que deviam ter dito que o projecto tinha barbatanas para nadar.)

domingo, outubro 18, 2009

FEUC Tracking: the new exception

Pureza, líder parlamentar
Pois é, professor, afinal, ao contrário do que nós havíamos aqui sugerido há dias, numa manobra de achincalho das tarefas dos magistrados na Nação, o professor não vai ter assim muito tempo livre para nos ler, agora que foi eleito pelo Bloco para líder parlamentar.

fonte: Flickr

Uma surpresa maior, para a sociedade em geral, por ser um estreante na matéria. A nós, que o conhecemos bem, não espanta a escolha do Bloco, pois todos conhecemos a fabulosa capacidade de oratória do prof. Pureza, o único professor - com a possível excepção do dr. Jaime Ferreira - a cujas aulas eu fazia expressamente questão de ir, porque todas elas eram um espectáculo por si só e uma oportunidade para a nossa cabeça funcionar, mesmo que discordássemos das opiniões ou tendências por ele veiculadas - ou especialmente nesses casos, e tanto mais porque, ao contrário de outros, o prof. Pureza defendeu sempre as suas ideias mas nunca foi sectário face a opiniões divergentes.
(Salvo naqueles casos em que estudantes com mais queda para a retórica estavam nitidamente a encher chouriço.)
Reconheço, sem qualquer problema e com muita satisfação, que as aulas do prof. Pureza foram o elemento mais importante, dentro do campus universitário, da minha formação pessoal em Coimbra, - e também da minha formação académica - desejo-lhe as maiores felicidades e espero sinceramente que a próxima legislatura dure 4 anos para poder vê-lo a altercar animadamente com José Sócrates!

(nota: o prof. Pureza é um benfiquista fanático.)



Fórmula 1: venceu a lógica
... tivemos uns 5 meses para nos habituarmos à ideia.
Mas é triste que o actual campeão do mundo esteja sem vencer há cerca de 10 corridas. Espero que, na despedida do ano, deixe de jogar à defesa.



Taça de Portugal: Académica vence Portimonense
Já com o novo treinador, André Villas Boas, aos comandos, a Briosa venceu finalmente um jogo, batendo o Portimonense da II liga por 2-1, com golos de Miguel Fidalgo e Tiero, tendo Pires apontado para os algarvios. Uma vitória essencial para revigorar a equipa antes de um jogo de dificuldade muitíssimo elevada - visita ao estádio do Dragão no próximo domingo - e, acima de tudo, para manter vivo o sonho de todos os adeptos: a reedição da vitória de 1939!



Académica lidera com 4 pontos de avanço sobre o FC Porto

I divisão de juniores, zona norte.

Já agora: o Salgueiro 2008, depois das 4 primeiras vitórias, registou 3 empates e já desceu ao 2º lugar, atrás do Custóias.

terça-feira, outubro 13, 2009

Amálgama - 2

Curioso torneio
Com algum atraso, publicamos uma nota sobre um curioso torneio particular de Hóquei, organizado pela B.I.R. do Valado dos Frades, e que reuniu, além da equipa anfitriã, mais três equipas que vão disputar a II divisão nacional: o Alenquer e Benfica... o Hóquei Clube de Turquel e a Académica de Coimbra.

Curiosa, esta reunião de BIR, HCT e AAC no mesmo torneio quadrangular. Ainda por cima, com o extra de a quarta equipa ser uma filial do Benfica...

O HCT e a AAC defrontaram-se, num dos agora muito raros desafios desportivos em que me sentirei totalmente dividido. Os orgulhosamente "brutos dos queixos" venceram a Briosa por 1-0 e defrontaram a BIR na final, que no outro jogo ganhou ao Alenquer por 4-2.
Na final, e naturalmente graças ao factor casa, a BIR venceu o HCT por 2-1, enquanto a Briosa venceu o Alenquer por 6-5

A BIR, o HCT e o Alenquer estão na zona sul da II divisão, enquanto a Briosa está na zona norte.



Está a chegar a Latada



Eleições Autárquicas, 2

S. Martinho do Porto, a "segunda capital" da SARIP, está a tentar reanimar o movimento antigo de "secessão" de Alcobaça em direcção às Caldas da Rainha. Enquanto isso não acontece, a Força Viva vence com esmagadora maioria sobre PSD e BE. Não sei se o movimento de secessão é composto pelas mesmas pessoas da Força Viva. Se é, significa que a população de S. Martinho pode subscrever a mudança para as Caldas. Um fenómeno a acompanhar com interesse nos próximos anos (têm um blogue.)



Do outro lado da baía, a mítica Salir do Porto (e não do Sal, como alguns diziam; isso é no Carregal e em Alcácer) já pertence ao concelho de Caldas há muitos anos, e vota esmagadoramente PSD, tal como a sede do concelho. Já se sabe que

De quem o povo gosta
É do Fernando Costa!

E eu tive o prazer de me ter sido oferecido, em mão, um panfleto de propaganda pelo dr. Fernando Costa, ele que é presidente das Caldas desde que eu comecei a andar, em 1985.




Como ficaram as duas frustradas freguesias que viram a sua aspiração a concelho ser vetada pelo laico, republicano, socialista e urbano Jorge Sampaio?

Cuidem-se: em Canas de Senhorim, Luís Pinheiro e o seu "MRCCS - Movimento de Restauração do Concelho de Canas de Senhorim" continuam a vencer eleições com esmagadora supremacia, deixando para trás outra lista de independentes, numa das raras freguesias de Viseu onde o PSD não tem representação. Não é esta a ocasião para questionar as virtudes democráticas do MRCCS. A intenção continua lá.

Em Fátima, Nossa Senhora abençoa o PSD, com grande margem sobre uma lista independente. Nenhum dos três partidos de esquerda tem representação aqui. (Mas o CDS também não, curiosamente.)



Em Rio Maior, a coligação de direita venceu com algum conforto, como - creio - é costume. Também esta é uma terra de muitos pequenos empresários - e, segundo me dizem, pouco unidos porque provenientes de outras localidades do Ribatejo.



A serra de S. Mamede é uma excepção social-democrata num Alentejo autarquicamente comunista. Talvez seja das alturas, ou dos ares. Que o PSD de Marvão era importante, percebi eu quando vi

esta magnífica placa em acrílico.



Pias, freguesia do concelho de Serpa, é esmagadoramente comunista, obviamente.



Em Sines, nova excepção ao domínio comunista. No entanto, ao contrário do que esta imagem dá a entender, não foi o Bloco a sorrateiramente infiltrar-se em terras da CDU.

Foi a lista SIM - Sines Interessa Mais - a palmar a Câmara. Já em Porto Covo, a junta ficou pra o PS.



Um pouco mais a sul, a junta de freguesia de Milfontes foi ganha pela coligação PSD/CDS por 32 votos. Provavelmente por se tratar de uma terra de nano-mini-micro-pequenos-médios empresários ligados ao turismo.



Mais a sul ainda, a reverenda e velhíssima Silves, no Algarve, antiga capital do Al-Andaluz árabe, foi ganha pelo PSD, ao contrário da junta de Alcantarilha, a freguesia litoral de um concelho maioritariamente do interior do distrito, ganha pelo PS. VRSA optou pelo PSD com uma margem esmagadora.

Amálgama

O milagre do Sol em Fátima



Trocadalho
De vez em quando, Isabelle brinda-nos com os trocadilhos. Agora com um tema bem conhecido dos saripianos.


Herri Batatoon




Universidade de Coimbra eleita a melhor universidade portuguesa pelo The Times



Automobilismo português em grande forma!
Félix da Costa
Petiz
Parente
...e Araújo!!



Eleições Autárquicas
Para terminar a primeira "amálgama", ficamos com uma curta análise de todas as autarquias de interesse potencial para os elementos da SARIP, por residência, naturalidade ou outro qualquer, e também para alguns dos nossos leitores.



A Câmara Municipal de Leiria deu uma das grandes surpresas da noite. Se é verdade que o PS já tinha assustado há 4 anos atrás, este voto deve entender-se em funçãodas divisões internas do PSD-Leiria, depois da conhecida guerra entre pró e contra Damasceno. O PSD nacional que se cuide: o PSD autárquico, antes de ser PSD, é autárquico. E se Lisboa vem lá com as suas fitas, o autárquico manda-o à fava...

(fora de brincadeiras, o exemplo dado pelo PSD em Leiria, sendo esta região um bastião deste partido, é um bom exemplo dos motivos pelos quais Leiria não consegue impôr-se nem criar lobby face a Coimbra ou a Lisboa, ou sequer ao Oeste que está muito mais bem organizado politicamente.)




Na junta de freguesia de Parceiros creio que ganhou o senhor do PS.




Na junta de freguesia de Turquel ganhou o PSD, como também era costume antes de termos tido o notável José Diogo Ribeiro Tobio (PS e depois Independente), um dos rostos visíveis da oposição ao TGV, um dos poucos presidentes de Junta que circulava armado e com botas de cowboy, e o homem que me ofereceu pessoalmente o emblema com o brasão de Turquel para a minha capa, a quem mais uma vez agradeço.
A câmara de Alcobaça optou pela continuidade no PSD, pós-Sapinho.



Na junta de freguesia de Valado dos Frades vence o PSD com relativo desafogo; em Famalicão da Nazaré, o PS venceu por 9 votos! Para a Câmara da Nazaré, o histórico Jorge Barroso (PSD) voltou a vencer com algum conforto.



Em Minde, onde PS e PSD não estavam representandos e eram substituídos por duas listas independentes, ganhou a ICA - Independentes pelo Concelho de Alcanena, à frente do Novo Rumo - Movimento Independente, ambos muito à frente de PCP e BE.

Em Oeiras, o célebre Isaltino vem provar uma verdade curiosa: um candidato a autarquias só vence se tiver sido condenado (Isaltino e Valentim). Se por acaso tiver sido absolvido num processo (Felgueiras, Ferreira Torres, e também Isabel Damasceno) o povo retira-lhes a confiança. Temos, portanto, o nosso conceito definido: os nossos políticos têm que provar ser uns vigaristas! Se não o forem, é porque não estão preparados para ser bons políticos!
Sobre a junta de freguesia que nos interessa em Oeiras, não tenho dados suficientes. Em todo o caso, como todas as freguesias foram ganhas por elementos da lista Isaltino - Oeiras Mais À Frente, a diferença não é muita.



A junta de freguesia de Maceira, Leiria, premiou o PS tal como a sede do concelho.



A junta de fregueisa de Marrazes, provavelmente a maior do distrito de Leiria, deu a vitória ao PS por cerca de 300 votos.



Daqui lanço um olá à Boo, de Ferreira do Zêzere, onde o PSD é rei e senhor!



E em Lisboa, qual será a freguesia que nos interessa? Aí é que não faço a menor ideia. Já para a Câmara, a vitória de Costa era mais ou menos esperada. O dr. Santana Lopes devia ter aguardado mais uns tempos.



Em Valongo, vitória confortável da coligação de direita PSD + CDS, com uma particularidade curiosa: o Tino de Rans (Penafiel) candidatou-se a esta câmara, com o movimento Tino, Temos Terra - Somos Semente, que ficou em 4º lugar, com 4,96% dos votos. Na junta de Ermesinde, igualmente vitória confortável do PSD/CDS.
Em Matosinhos, o Narciso tinha jogado bem, ao sair em 2005 para agora voltar a entronizar-se para mais uma série de mandatos consecutivos. Mas o PS trocou-lhe as voltas... e, como independente, falhou o regresso. Uma derrota amarga para histórico senhor de Matosinhos.



Na freguesia de Santo Onofre (Caldas da Rainha), o aparelho camachista voltou a demonstrar a sua vitalidade.
Mais uma assertiva vitória para o camachismo em Santo Onofre.
O eleitorado prova que Santo Onofre é o verdadeiro camachistão.
Pois é. Mais um mandado para Abílio Camacho (PSD), com uma vitória relativamente folgada e a mostrar que continua a ter a confiança dos eleitores.



Na Praia da Vitória, lá está a estrelinha do Berto a ditar mais uma vitória esmagadora para o PS!



Na freguesia das Furnas, e na ausência do PSD, vence a lista UF - Unidos pelas Furnas, com vitória confortável sobre o PS. Já no respectivo concelho (Povoação), volta a vencer o PS.




Muitas votações tangenciais no distrito de Viseu! Assim foi em Vila Nova de Paiva, onde o PSD ganhou a câmara por 26 votos! Já na junta de Vilacova à Coelheira, o PS ganhou com grande margem. Na Queiriga, ganhou também o PS mas por apenas 12 votos.

Outra votação tangencial em Carregal do Sal, onde o histórico Atílio Nunes (PSD)vence por apenas 63 votos... quanto às freguesias, vence a lógica sociológica: vitória (curta!...) do PSD na freguesia rural de Beijós e vitória folgada do PS na freguesia urbana de Currelos.



A junta de freguesia da Carreira (Leiria) prova a teoria antiga que o interior do concelho vota mais PSD e o litoral vota mais PS, com uma vitória folgada dos socialistas.
Coimbra mantém-se com o dr. Encarnação, assim como a freguesia de Sto. António dos Olivais que se mantém com o PSD.



Em Gouveia, distrito da Guarda, vence o tradicional PSD com a tradicional larga margem.



Finalmente, a junta de freguesia de Picassinos....
...ainda não foi criada. Embora tenha todas as condições para isso, mas faltará vontade política. Isto porque, se existisse, seria provavelmente ganha pelo PSD, o que desagrada ao resto do concelho da Marinha Grande, onde PS e PCP vão alternando. Depois das confusões em torno do histórico Minhoco que interrompeu o mandato, o eleitorado castigou o partido com um turno para o PS.

domingo, outubro 11, 2009

ESALV Tracking, X

Boa sorte, professor!





Disponíver




(Presentemente existem 177 resultados no Google para a palavra disponíver. Daqui a uns dias vou ver em que posição se irá situar este artigo. Atenção que vamos competir com o OLX do Brasil, que ocupa os dois primeiros lugares da pesquisa com quartos e apartamentos disponiveres.)

sábado, outubro 10, 2009

A imaginação e a Ciência

«Associa-se normalmente a imaginação à arte e o conhecimento à ciência. No entanto, a imaginação é essencial também na ciência. Apesar de a ciência tratar a realidade, sem imaginação não há a mínima possibilidade de ciência. A um dos maiores cientistas, o físico suíço e norte-americano de origem alemã Albert Einstein (1879-1955), criador da teoria da relatividade, alguém perguntou um dia o que era mais importante, a imaginação ou o conhecimento. Ele não teve dúvidas em dar a primazia à imaginação:

"A imaginação é mais importante do que o conhecimento. O conhecimento é limitado. A imaginação dá a volta ao mundo." [1]

Noutra ocasião, o sábio disse o mesmo por outras palavras de modo:

“O conhecimento permite-nos ir de A para B, mas a imaginação permite-nos ir a qualquer lado”.

Noutra altura ainda disse mais em defesa da imaginação:

“Quando me examino a mim mesmo e aos meus métodos de pensamento, chego quase à conclusão de que o dom da imaginação teve para mim maior significado do que o talento para absorver o conhecimento absoluto.”

As expressões de Einstein são certeiras: a imaginação – a capacidade que tem o espírito humano de formar imagens - permite-nos não só “dar a volta ao mundo”, mas “ir a qualquer lado”, mesmo fora do mundo que habitamos. É a imaginação que permite à mente humana viajar a todo o lado de um modo extraordinariamente livre. O artista criador, seja qual for o campo da sua criação (na literatura, teatro, dança, artes plásticas, fotografia, cinema, etc.), não faz outra coisa do que usar a suA imaginação: por vezes, descreve o mundo real em que vive, enquanto noutras vezes constrói mundos virtuais, que retratam os seus mundos interiores. Mas o cientista, Einstein “dixit”, usa também a imaginação na medida em que esta é a mola do conhecimento que ele procura. O conhecimento resulta sempre de um exercício da imaginação. O método científico serve para avaliar a correcção das imagens criadas pela imaginação do cientista, o que exige o seu cotejo com o mundo real.

É, por isso, necessário desfazer a ideia feita segundo a qual a imaginação é estranha à ciência. De facto, é necessária uma grande imaginação, por vezes como aconteceu no caso da teoria da relatividade uma imaginação extraordinária, para realizar o empreendimento científico. A missão do cientista consiste na descoberta do mundo real, um mundo que é único e que pode ser contrastado com os muitos e variados mundos criados pela sua imaginação. De entre todos os mundos possíveis, vivemos num só, que se não é o melhor é decerto um dos melhores para a nossa vida (foi o filósofo e divulgador científico francês Voltaire, 1694-1778, quem se interrogou, depois do grande terramoto de Lisboa de 1755, na sua obra “Cândido ou o Optimista”, se viveríamos no “melhor dos mundos” [2]). Para saber como é o nosso mundo, é preciso em primeiro lugar adivinhar como ele é. Quer dizer, é preciso em primeiro lugar imaginá-lo. Depois é o veredicto ditado pela observação ou pela experiência que vai validar ou não o vaticínio, o voo mais ou menos temerário que, de início, a imaginação teve de fazer. Pode-se ir de A para B ou para C, conforme o salto, menor ou maior, da nossa imaginação. Mas acabamos por ir para um desses sítios, ou para outro, porque a observação ou a experiência assim o determinam. Porque o nosso mundo é de uma certa maneira e não de outra.

A matemática não é uma ciência experimental porque o matemático não tem a imaginação tão limitada como o cientista experimental que interroga a Natureza e obtém dela uma resposta. Uma conclusão matemática nem sempre é uma conclusão física, embora uma conclusão física seja sempre uma conclusão matemática (o mundo segue regras lógicas, as chamadas leis físicas, que se exprimem preferencialmente de uma forma matemática). De certo modo a imaginação do matemático assemelha-se mais à de um artista. Mas também um físico, para chegar ao conhecimento, tem de ter imaginação e de se deixar levar por ela tal e qual como um artista. Conforme declarou Einstein, cuja paixão pela música é bem conhecida (tocou violino durante toda a sua vida, tendo deixado o seu instrumento como herança ao seu neto): “Eu sou suficientemente artista para me deixar levar pela imaginação”.»


Carlos Fiolhais, no De Rerum Natura



Contrastes coimbrões

«Que Coimbra é uma bela cidade é a conclusão que um visitante não pode deixar de tirar depois de ter visto o espectacular Mosteiro de Santa-Clara-a-Velha, recentemente reaberto, a resplandecente Biblioteca Joanina (está uma exposição de fotografia sobre a Alta da cidade nas Prisões Académicas), a magnífica vista do meio da ponte Pedro e Inês, o surpreendente Museu de Ciência da Universidade, a agradável Mata do Choupal, o elegante Jardim Botânico, o renovado Museu Machado de Castro com o criptopórtico romano, o sofisticado Centro de Artes Visuais no Pátio da Inquisição, os antigos claustros da Igreja de Santa Cruz e da Sé Velha, a escondida Lapa dos Esteios, a esplêndida vista do cimo do Paço das Escolas (de preferência a vista do cimo da velha "Cabra"), o animado foyer do Teatro Gil Vicente e o tranquilo Bar-Galeria Santa Clara, o Parque Verde da Cidade com as suas esplanadas à beira-rio, e um longo etc. que aqui não cabe esmiuçar.

Mas que Coimbra é, ao mesmo tempo, uma feia cidade é a conclusão que o mesmo visitante não pode deixar de extrair depois de ver a horrorosa urbanização das Torres do Mondego, o monstruoso Estádio Municipal, os inóspitos Coimbra Shopping e o Forum, a Penitenciária que faz que sai mas nunca mais sai, os muitos prédios da Alta em ruínas, a Baixa acabrunhada, o abandonado Jardim de Santa Cruz, a inacessível Mata do Jardim Botânico, o estado descuidado das rotundas, o trânsito desregulado, o estacionamento selvagem (veja-se o parque do Hospital), as Escadas Monumentais onduladas, a frontaria azulejada do Carmelo de Santa Teresa, a desaparecida Praça dos Heróis do Ultramar, a inefável Rua Carlos Seixas, o prédio negro do Arnado, a Estação Velha que mais parece um apeadeiro, o Conservatório que não há, o Hospital Pediátrico que já devia haver, os subúrbios degradados, as ruínas do Convento de S. Francisco, o Mosteiro de Santa Clara a Nova a caminhar também para esse estado, e um doloroso etc.»

Carlos Fiolhais, no De Rerum Natura


Prémio Nobel da Paz para Obama
...qual a surpresa ou a novidade? A questão aqui é mesmo a esperança.

Águas de Março - vistas por um reaccionário minhoto

Domingo, Setembro 27, 2009
Lições de Outono mesmo à beira-mar
A partir desta semana, na verdade, encerra-se o plano meteorológico do Verão mesmo que o calor persista.

Os carros ficam estacionados perto dos pinhais e, lentamente, a partir das cinco ou seis da tarde, debandam para a estrada principal ou, agora, para a auto-estrada que segue para o Porto; em Setembro isso significa o fim da 'época balnear'. Para o temperamento de um minhoto, o domingo à tarde é um final de romaria, uma despedida cheia de camisas brancas arregaçadas e de sapatos ligeiramente cobertos de pó. Lembro-me dos homens de colete, sentados nos muros, sinalizando o domingo que acaba em Cerveira, em Ponte de Lima, nos Arcos.

Moledo, no entanto, não tem nada de rural. Moledo significa mar. E, portanto, é justíssima a expressão 'época balnear'. A partir desta semana, na verdade, encerra-se o plano meteorológico do Verão mesmo que o calor persista e a vinda das chuvas seja considerada uma bênção. Dona Elaine acha que as chuvas nesta altura são um perigo para as videiras e as vindimas, mas o meu almanaque precisa delas depois de outro Verão inclemente. Passada a temporada do iodo, como eu chamo à época em que os areais são invadidos por famílias bronzeadas e adolescentes ginasticados, Moledo agradece uma chuva que limpe os pinhais e faça assentar a poeira.

Estas observações acontecem-me todos os anos, mas têm alguma inocência. Às vezes, a meteorologia parece-me um milagre – uma espécie de acontecimento que prova que o universo está ou completamente desordenado ou bem feito. O velho doutor Homem, meu pai, que era um homem sensato, acreditava que o universo estava bem feito – eu limitei-me a aceitar essa evidência como se aceitam as trovoadas repentinas de Verão ou as derradeiras geadas de Março. Na cabeça dos velhos, a meteorologia é a única ciência cuja utilidade não precisa de ser demonstrada, juntamente com a cardiologia e a 'clínica geral'.

Tudo o resto pode acontecer com ou sem regularidade, com ou sem justificação. Por mim, tendo em conta a minha tradicional incapacidade de estabelecer contactos com os semelhantes, a meteorologia é um assunto recorrente; os portugueses apreciam-na e diariamente prestam-lhe as mais doces homenagens.

Na polémica política sobre evolucionismo e criacionismo, por exemplo, mantenho-me nas margens do mais irredutível cepticismo: ignoro como chegámos aqui. Isto, assegura-me a minha sobrinha Maria Luísa, constitui uma ameaça à imagem que os meus timoratos leitores têm do mais reaccionário dos cronistas de Moledo.

in Domingo - Correio da Manhã - 27 Setembro 2009

posted by António Sousa Homem at 27.9.09

terça-feira, outubro 06, 2009

Efemérides

10 anos





17 anos



84 anos
...esta fica para depois.


Os próximos posts hão-de ser mais de texto, para facilitar o carregamento da página.

segunda-feira, outubro 05, 2009

Parafernália - 6

E terminamos a saga de parafernálias. Brevemente teremos um novo sinónimo.



Da República

A Marianne, símbolo da República Francesa, representado por Eugène Delacroix em "A Liberdade Guiando o Povo"



A "Mariana", adoptada pelos republicanos portugueses


Entretanto, comemora-se hoje o 99º aniversário da República.

O 5 de Outubro é hoje um feriado sem qualquer expressão junto do povo, porque o povo não o viveu politicamente – nem mesmo o Manoel de Oliveira, que à data tentava deixar de gatinhar e dar os primeiros passos. Os únicos que lhe prestam atenção são, para além dos políticos do regime, da Associação República e Laicidade e dos monárquicos, a meia dúzia de cidadãos politicamente conscientes.

Discutir a República, hoje, é e vai continuar a ser um tema a merecer uma quase gargalhada: se as pessoas, genericamente, não acreditam nos políticos, certamente não acreditam que seja a substituição do PR por um Rei que vá mudar alguma coisa. A não ser que o candidato a Rei fosse uma figura de alguma forma messiânica ou sebastianista, que prometesse “varrer a caterva de corruptos e bandidos”, mais ou menos como o Partido Republicano prometia fazer aos monárquicos, ou Salazar aos partidos da I República. Ora, não é o caso, nomeadamente porque o PPM e a Causa Monárquica têm tudo pela Monarquia – menos um candidato a Rei. Sendo Portugal um país – como nos países de cultura católica - onde as coisas são personalizadas e pessoalizadas, enquanto os monárquicos não concentrarem a sua causa numa pessoa em concreto, estarão a falar em abstracto. E disso o povo não quer saber.

Assim, resta-nos celebrar o 5 de Outubro como uma data importante, tendo em conta que o regime republicano trouxe, como tudo, coisas boas e más, e aqueles que virem, como boas, coisas como a instrução pública generalizada às classes baixas ou a lei de separação da Igreja e do Estado, certamente terão motivos para comemorar.
Se quisermos simplificar a coisa, e em termos estéticos, eu cá prefiro “A Portuguesa” ao “Hino da Carta”, e prefiro também a bandeira igualitária da Carbonária à bandeira coroada dos monárquicos. É que eu sou da plebe, do povo, e não tenho dupla consoante no apelido. Isso também deve contar alguma coisa.


Estranhamente, hoje que era um dia ideal para o Analfabeto juntar a Marianne a uma longa lista de mulheres desnudas, optou por uma comemoração bem mais tétrica... (ou será apenas um bom aviso, dado o comportamento recente do PR?)



Chuva

Ontem à noite, o céu estava com “penas de pato”, como diz a minha avó. Significa que hoje ia chover, e não é que choveu mesmo?! Há uns ditames populares que são engraçados…

Preciosa, esta indicação da Boo. Eu vi, de facto, umas nuvens estranhas a cobrir a lua mas não consegui interpretá-las como sinal, científico, de aproximação de chuva. Já aprendi mais uma.



F1 - movimentações no mercado
A antecipação da ida de Alonso para a Ferrari acaba por ser natural, dadas as duas temporadas relativamente decepcionantes de Kimi. E não deixa de ser justo para o espanhol, o único bicampeão da actualidade, que se arrastou durante duas temporadas pelo meio do pelotão, e com apenas duas vitórias, sendo que uma delas ficou quase tão manchada como a Schumacher na Áustria 2002. Uma oportunidade de provar o seu estatuto.
É uma saída relativamente triste, para o Kimi; mas, se significar o seu regresso à McLaren, onde esteve 5 anos e foi duas vezes vice-campeõa, são boas notícias. Principalmente se significar um confronto directo com Hamilton.
Isto somado à provável manutenção de Button e à substituição de Barrichello por Rosberg, augura um 2010 muito interessante.



Académica - crise de resultados
Dá a sensação que este início de campeonato veio de propósito para me pôr à prova e testar a minha determinação enquanto adepto da Briosa.

Pois eu sorrio alegremente a esse teste, recebo-o como bem-vindo, e insisto: Briosa até morrer!





Também vão acontecendo coisas interessantes em Portugal
O Finantial Times considera que está em Portugal aquele é o melhor mestrado do mundo. No ranking que divulga todos os anos e que publica na edição de hoje, o jornal coloca no primeiro lugar o mestrado em Gestão Internacional da Universidade Nova de Lisboa.
(TSF)



Ontem foi noite de lua cheia





PS - dizia o Ega, n' Os Maias, que o Hino da Carta "ginga, de rabona." Comparado com "A Portuguesa", concordo totalmente.

O Baptizado da Charlotte - 3

Deixámos Minde em direcção a Fátima, numa viagem relativamente curta. Passámos junto ao cruzamento para o kartódromo, onde o ano passado o Reinold obteve a sua – até agora – última vitória no Troféu Pedro Chaves, de forma dominadora. Agora que penso nisso, talvez fosse a proximidade geográfica da vila de nascimento da, à data, noiva a inspirar o Reinold a uma performance tão dominadora nessa tarde. E, se formos por aí, provavelmente é a presença e o apoio constante da esposa que faz com que o João tenha obtido 5 vitórias em 8 corridas do Troféu. Este efeito feminino terá que ser explorado com mais atenção, mas no sítio apropriado.

Rapidamente chegámos ao Casalinho Farto, próximo de Fátima, uma óptima infra-estrutura e onde fomos dignamente recebidos.



Talvez inspirados pelo espírito norte-europeu, eu e os meus colegas de viagem fomos, de uma forma prática e sem formalismos, os primeiros a sentarmo-nos. De tal forma que acabámos por ser recambiados para outra mesa, onde, de facto, estivemos muito melhor porque permitiu a interacção entre todos “os jovens”, como o Reinold nos designou. Isso permitiu-nos, por exemplo, estabelecer contacto com a Marta, amiga da Marta, que, por entre uma série de assuntos, nos revelou que conhecia o Filipe Avillez, provando mais uma vez que Portugal é um país pequeno – neste caso em concreto, Coimbra.




Em todo o caso, é óbvio que a Charlie não deixou de ser o centro das atenções de todos.









A festa permitiu reunir duas das equipas que participam no Troféu Pedro Chaves, a NetJets Team e a 150 SARIP…



…Comeu-se muito bem, bebeu-se com moderação…



…E até se praticou desporto, neste caso luta greco-romana!










Descobri até que um indivíduo, cuja entidade não vou revelar, fuma, coisa que não tinha associado à pessoa. Mas isso não me diz respeito; vamos, portanto, deixar cair um manto de silêncio.



E assim termina esta crónica. Despedimo-nos com um “até à próxima”, ou seja, ficamos à espera de um irmão ou irmã para a Charlie! Um alerta aos papás: basta olharem para mim ou para o Daniel para verem como os filhos únicos (ou criados como tal) saem avariados da pinha! Cuidado, portanto… e comecem a trabalhar no assunto…

Está a chover

E cheira intensamente a terra molhada.




É pau, é pedra, é o fim do caminho
é um resto de toco, é um pouco sozinho
é um caco de vidro, é a vida, é o sol
é a noite, é a morte, é um laco, é o anzol
é peroba do campo, é o nó da madeira
cainga, candeia, é o Matita Pereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
é o mistério profundo
é o queira ou nao queira
é o vento ventando, é o fim da ladeira
é a viga, é o vão, festa da cumeeira
é a chuva chovendo, é conversa ribeira
das águas de março, é o fim da canseira
é o pé, é o chão, é a marcha estradeira
passarinho na mão, pedra de atiradeira

Uma ave no céu, uma ave no chão
é um regato, é uma fonte
é um pedaco de pão
é o fundo do poço, é o fim do caminho
no rosto o desgosto, é um pouco sozinho

É um estrepe, é um prego
é uma ponta, é um ponto
é um pingo pingando
é uma conta, é um conto
é um peixe, é um gesto
é uma prata brilhando
é a luz da manhã, é o tijolo chegando
é a lenha, é o dia, é o fim da picada
é a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
é o projecto da casa, é o corpo na cama
é o carro enguiçado, é a lama, é a lama
é um passo, é uma ponte
é um sapo, é uma rã
é um resto de mato, na luz da manhã


são as águas de março fechando o verão
é a promessa de vida no teu coração


É pau, é pedra, é o fim do caminho
é um resto de toco, é um pouco sozinho
é uma cobra, é um pau, é João, é José
é um espinho na mão, é um corte no pé
sao as águas de março fechando o verão
é a promessa de vida no teu coração

É pau, é pedra, é o fim do caminho
é um resto de toco, é um pouco sozinho
é um passo, é uma ponte
é um sapo, é uma rã
é um belo horizonte, é uma febre terçã



são as águas de março fechando o verão
é a promessa de vida no teu coração

Parafernália - 5


José Hermano Saraiva – 90 anos




Além do estatuto que já tem, JHS começa a ganhar um estatuto semelhante ao de Manoel de Oliveira, que trabalhou vários anos no silêncio do cinema experimental e que, após fazer 100 anos, se tornou uma figura mais mediática – está sempre a aparecer, como diria o outro. Aos 90 anos, e mesmo sem a frescura física de há 10 anos atrás, por exemplo, JHS continua a fazer o seu programa semanal (transmitidos aos Domingos, ao final da tarde, depois dos toiros e antes dos Simpsons) onde vai mostrando, vila por vila, cidade por cidade, museu por exposição, o Portugal que fomos, o que somos e o que podemos ser.

O seu 90º aniversário valeu-lhe uma entrevista no i.


Depois de tantos anos à volta da História, tem a sua própria definição?
É reconstruir os quadros do passado, um trabalho temerário mas fascinante e sedutor.

E importante?
É a revelação daquilo que aconteceu antes de nós. Somos o produto da justaposição de experiências, séculos e conflitos.

Tem o valor devido?
Os tempos não são para isso. Hoje há uma tendência para dar predominância aos estudos de carácter técnico, que têm um impacto mais directo na vida das pessoas. A História não é das disciplinas predilectas…

E devia ser?
Tudo o que transforme o homem num ser mais consciente é importante. Na História há muito que não tem esse interesse: saber como é que Carlos Magno fez o império, e como este se desfez, tem o interesse de uma telenovela! Não é fundamental para o progresso humano.


Mas procura factos…
Reinventa-se. A explicação de Alexandre Herculano era muito romântica, cem anos depois já não era válida. Hoje a História explica-se por factores económicos e lutas de classe.




Das francesinhas

Comparar o Porto com Lisboa? Pois, então vamos por aí. (…) Mas é verdade que prefiro as tripas aos caracóis e as francesinhas ao bitoque. Prefiro a itinerância de Serralves ao armazém que Sócrates disponibilizou para a colecção Berardo, e não tenho inveja nenhuma do CCB porque também temos um, o Centro Comercial Bombarda.
Acham que Lisboa é cosmopolita e o Porto provinciano? Pois socorro-me de Sophia, que, nascendo no Porto, confessava que não escapava ao seu bairrismo, mas, apesar de ter vivido em Lisboa, garantia ter escapado ao provincianismo da capital. (…) Gosto também dos hábitos portuenses, do vernáculo solto, da sinceridade transbordante, da irascibilidade, por contraste com a diplomacia e os punhos de renda lisboetas.

Rui Moreira, empresário e dirigente associativo, jornal i (3-4 Outubro)



Contradições ribatejanas

É difícil uma conjugação tão rica:
- a única autarquia do País ganha pelo Bloco de Esquerda nas últimas eleições,
- Bloco de Esquerda que não só é anti-touradas mas também foi o único partido, nas legislativas, a pronunciar-se contra os rodeos no seu programa eleitoral,
- é Salvaterra de Magos, ao que parece a única localidade portuguesa onde se organizam rodeos!

E tudo isto no Ribatejo, ó Analfabeto!




Vai-se sempre falando por aí em liberalismo

(...) Mas será possível a Portugal desenvolver e praticar ideias liberais quer à esquerda quer à direita? Se analisarmos os últimos 30 anos (...) diria que a esquerda e a direita em determinado momento, de modo distinto, é certo, adoptaram uma visão mais liberal a diversos níveis, exigida pela nossa entrada na Europa.

Nos países mais desenvolvidos, as ideias liberais, à esquerda e à direita, estão já muito implantadas. Aí encontramos o respeito dos direitos e liberdades individuais, a nossa e a dos outros, como valor fundamental da sociedade e uma natural tolerância à diversidade, mas também uma forte confiança nas capacidades dos indivíduos e das instituições por si criadas, por oposição à ideia de um Estado como fim em si mesmo, aperfeiçoador da natureza humana e único supremo organizador da vida colectiva.
Não há preconceitos sobre o Estado, a cidadania e as empresas (mercados). A adopção de princípios liberais básicos é um acquis da sociedade.
Mas esquerda e direita têm ainda muito espaço para afirmar diferenças. Se, ambos os lados, reconhecerem que as falhas do Estado, do mercado e dos indivíduos vão sempre existir, talvez surjam melhores soluções.
Em Portugal, ser liberal de esquerda ou de direita não é útil nem conveniente e muito menos politicamente correcto. Somos estruturalmente conservadores (à esquerda e à direita) quanto ao papel do Estado, dos cidadãos e das empresas. É um dos nossos embaraços.

(...) Preferimos encharcar o Estado de funções e atribuições a responsabilizar-nos (cidadãos e empresas). Assim não é de admirar que o problema do Estado seja "o problema". Um pouco mais de ideais liberais à esquerda e à direita ajudava: mas isso significava conquistar responsabilidade para nós mesmos. E quem nos protegia?

Jorge Marrão, jornal i

domingo, outubro 04, 2009

Parafernália - 4



Um dos baloiços do Badoca Park, Santiago do Cacém



...equipamento fabricado na Alemanha que possibilitou, à data, esta reflexão.



Vettel adia a decisão
Duas corridas chegaram para Barrichello comprometer quase definitivamente as suas esperanças para o título. Estando a 14 pontos de Button e Vettel a 16 pontos, volta a fazer sentido, para a Brawn, estabelecer ordens de equipa se for necessário. Mesmo assim, com 16 pontos em 20 por disputar, o tíulo de Button é tão altamente provável como o de Rodrigues. No entanto, está na memória de todos que, a 2 provas do final de 2007, Raikkonen tinha 17 pontos de atraso para Hamilton. E, neste todos, incluo o Barrichello, o Vettel, o Alemão, eu e o Costa.



O Felácio e a Banca




Grupo sanguíneo
Quantos dos nossos leitores conhecem o seu grupo sanguíneo?

Quantos dos nossos leitores transportam consigo uma pequena indicação (chapa metálica, whatever) com a indicação do grupo sanguíneo?

Quantos dos nossos leitores possuem consigo alguma indicação de a quem ligar em caso de acidente - e a uma pessoa que saiba o grupo sanguíneo, já agora?

Como o conhecimento do grupo sanguíneo pode ser essencial em caso de acidente (próprio ou de um pessoa próxima), apelamos a todos os nossos leitores para que tomem um pouco de consciência nesta matéria e, pelo menos, tenham presente qual o grupo sanguíneo a que pertencem. No meio de tanta informação inútil com que lidamos diariamente, esta é muito importante - e tão simples de reter...



Estádios Monumentais
Já aqui tínhamos detectado similaridade entre Leiria e o Mónaco. Agora ficamos com esta comparação entre Roma e Leiria.

Roma




Leiria

foto: DJJorgito



Bob Marley - Stir It Up

quinta-feira, outubro 01, 2009

Hum...


A Charlie começa a estar desconfiada de que nunca mais vai sair o resto do relato do seu baptizado. Calma, bebé. Estamos a trabalhar no assunto.


E olha, só para te relembrar que também pedimos informações para chegar à tua casa de Minde:



Só para ilustrar uma conversa que tive com o teu papá em Almeirim; é assim que se comportam as pessoas nos países de cultura católica: apesar de não saberem nada do que estão a dizer, afirmam-no como se tivessem a certeza absoluta, e sem qualquer respeito pela opinião alheia. Porque lá no fundo pensam que, como estão a defender uma coisa sobre a qual não têm grandes certezas, ou outro ao lado também está a aldrabar. Sendo que, tal como neste sketch, o resultado disto é muita barulheira e nenhuma conclusão nem nenhum resultado. Diz ao teu papá, mesmo que não acredite, para dar graças a Deus por não ter de ir a reuniões de condomínio, porque as reuniões de condóminos em Portugal são mais ou menos isto.

Na melhor das hipóteses, são apenas isto:



E não é só em Portugal - é uma característica também dos espanhóis e dos latino-americanos.