quinta-feira, abril 30, 2009

Pelas 00:00 horas...

...a Serenata Monumental da Queima das Fitas 2009, na RUC e na TV AAC.


F1.1 começa a entrar na lenda

Ao 16º ano, o F1.1 volta a superar com distinção (ainda que com uma deficiência de nível 1, à semelhança dos dois anos anteriores) a IPO, estando autorizado a circular até Maio de 2010! Qual é afinal o significado da expressão "veículo em fim de vida?"

Magnífico!

segunda-feira, abril 27, 2009

Enquanto a Queima não chega...

... vamos já planeando a próxima festa!


(clicar para aumentar)

Amanhã

"Uma das coisas que o meu amigo Manel Cruz me fez ver foi que as pessoas se agarram muito ao passado. Não pode ser. Nós temos que pensar sempre que "agora é que vai ser", que amanhã será um dia melhor, não no sentido optimista ou passivo de esperarmos que o que nos vai acontecer será bom, mas no sentido activo, de estarmos entusiasmados com o que vamos fazer a seguir, indepedentemente da importância do que estiver para trás."

Peixe, na Prova Oral, (citação adaptada) questionado sobre o peso que os ex-Ornatos carregam por terem sido os Ornatos.

(Não pensei que o Silence Becomes It obtivesse uma posição tão alta - 2º - na votação da Antena 3. Acho que "O Monstro" ocupa muito bem o primeiro lugar.)

sábado, abril 25, 2009

25 de Abril

Diz Pedro Arroja, e com razão, que o busílis que levou à eclosão de um movimento militar foi a falta de solução para o problema de África.

Salazar entendia que as colónias eram um património nacional que os portugueses tinham herdado dos seus antepassados e que lhes competia defender. Não é fácil contestar este argumento, excepto que o mundo inteiro, incluindo a ONU e os nossos aliados, como a Inglaterra e os EUA, estavam contra ele.

Mas é precisamente este "excepto" que deveria ter feito a diferença. Não é possível imaginar que um país pequeno e maioritariamente rural pudesse afrontar indefinidamente as vontades políticas conjugadas da URSS, dos EUA e do Reino Unido. Não podemos dizer que África era nossa, mas, por azar, aqueles malandros estavam todos contra nós. "Ah! Não fosse por isso..." A verdade é que estavam e que o problema não teria uma solução militar. Tal como refere Pedro Arroja, o próprio Dr. Marcelo Caetano havia já defendido uma solução federalista, tal como veio a ser defendida por Spínola no seu célebre "Portugal e o Futuro".

A solução federalista proposta por Spínola para as colónias tinha sido defendida dez anos antes por Marcello Caetano, e essa tinha sido uma das razões para Salazar o afastar. Como o próprio Marcello Caetano refere no seu livro "As Minhas Memórias de Salazar" (1975), a renúncia à solução federalista foi-lhe imposta como condição por alguns ultras do regime para aceitarem que sucedesse a Salazar.

Qualquer outro caminho deveria ter sido tentado. Se Portugal é o país pacífico e culturalmente aberto que o dr. Arroja descreve, talvez fosse possível a tal convivência entre culturas - sempre no melhor interesse das populações europeias que poderiam ter mantido os seus bens e o seu património intactos.

E eu acredito que Portugal é esse país pacífico, sendo que o golpe de estado que por cá tivemos é provavelmente um exemplo único no mundo de uma deposição de governo com um número mínimo de baixas (responsabilidade da DGS, anterior PIDE.)

(Claro que o exemplo das democracias ocidentais e dos regimes de sociedade aberta tiveram influência na adesão popular ao movimento.)

Kormoran - Pneus

A Kormoran é uma conceituada marca de pneus, subsidiária da líder mundial Michelin, especializada na construção de pneus orientados para as necessidades de determinados segmento de mercado - nomeadamente, o segmento mais económico.


Os pneumáticos Kormoran são fabricados na Sérvia, país conhecido pela sua longa tradição no fabrico e manufactura de pneus.

quinta-feira, abril 23, 2009

A Antena 3 está a escolher o melhor álbum

português dos últimos 15 anos, por ocasião do seu 15º aniversário.

Nem é necessário olhar para a lista, fornecida aqui, para tomar uma decisão clara e óbvia.

O Indesmentível

"Dom Nuno Álvares Pereira quer hospital com o seu nome

"A auréola vai ficar a combinar mesmo bem com o meu penteado à penico raso!", disse Nun'Álvares

"A auréola vai ficar a combinar mesmo bem com o meu penteado à penico raso!", disse Nun'Álvares

CÉU/JC - A poucos dias de ser canonizado, Dom Nuno Álvares Pereira planeia como gozar as regalias da sua promoção. O até agora Beato, uma espécie de outsourcing do Céu, além de ter direito à já tradicional foto autografada do menino Jesus e a um terço que brilha no escuro, terá ainda um lugar de estacionamento no Céu, entre a Rainha Santa Isabel e a Santa Ignorância. Mas nem tudo são rosas para o Beato. Para não chegar ao Céu e ser a chacota de todos os santos, o futuro santo quer, à semelhança de Santa Maria, São José e São Nunca à Tarde, ter um hospital em seu nome. “Não há santo que não tenha um hospital, uma clínica ou um posto médico com o seu nome. Em Portugal ser santo e não ter hospital, é como ser autarca e não ter conta na Suiça”, disse Nun’Álvares, em declarações ao nosso jornal, via Alexandra Solnado."

A acompanhar com regularidade.

quarta-feira, abril 22, 2009

Gostei do chapéu.

(clicar para aumentar)

Há em Turquel uma loja de artigos regionais, vocacionada para grupos de folclore, que vende chapéus deste género. Fora disso, é complicado encontrar um chapéu destes, tipicamente português.

Já os baldes, não percebi... suponho que o autor fez alguma confusão com os baldes utilizados pelos agricultores de arroz do Sueste Asiático - um imaginário muito mais forte na cultura popular norte-americana que o português.

A mis 97 anos

Vale a pena uma olhadela a este blogue escrito e actualizado por Maria Amélia, nascida numa localidade da Galiza (Espanha) a 23 de Dezembro de 1911. Tem, portanto, 97 anos. O blog chama-se A Mis 95 anos porque o começou a escrever já há algum tempo.

A saga continua

Eu acredito sinceramente que, tal como Napoleão Bonaparte, este senhor é um génio, um génio desequilibrado, que acaba esmagado pela sua própria genialidade; sente-se sempre impelido a ir mais longe e mais longe, a colocar cada vez mais no infinito os limites das suas capacidades, até perder o sentido das realidades.

Há mais de 10 anos que podemos acompanhar este trajecto e estou convencido que em breve o poderemos ver no Dubai ou noutro sítio qualquer, a recomeçar a sua epopeia.

Já saiu o cartaz da Queima 2009!


Cortesia da Bunny.

Wikiversidade

(...) O seu fundador explica o conceito: “a Wikiversidade é fruto da cooperação voluntária e gratuita das pessoas, tal como a Wikipédia. Se as pessoas podem fazer cursos gratuitamente, por que razão haverão de os pagar?” Tendo começado por oferecer cursos mais tradicionais, como Matemática, Biologia, História e Astronomia, esta nova universidade aventurou-se recentemente em cursos como Harmonia Zen, Flores e Felicidade, e Medicina Incorpórea. Os críticos afirmam que os cursos desta universidade são destituídos de qualidade, mas o seu fundador garante que não: “a ideia de que só os senhores doutores é que dominam os assuntos é antidemocrática. Na nossa universidade, partilha o conhecimento quem quiser partilhá-lo, gratuitamente; e só temos os cursos que os alunos quiserem”.

Sem receber quaisquer subsídios do estado, esta universidade depende inteiramente dos donativos voluntários dos alunos. Isto só é possível porque os seus professores não são pagos, aspecto inovador que o seu fundador considera crucial: “Muitas pessoas estão a descobrir o prazer de trabalhar por gosto, e não por dinheiro”. Um professor de Matemática Escatológica esclarece: “nunca me senti tão bem; libertei-me da necessidade de ganhar dinheiro.” Este popular professor é apoiado directamente por alunos e benfeitores que o deixam dormir nas suas casas, e lhe dão comida e roupas. “A partilha de conhecimento e a cultura é de todos, não deve ser paga”, afirma.
(...)
Mas os entusiásticos alunos da Wikiversidade são mais contundentes: “As universidades tradicionais roubam dinheiro às pessoas, directamente ou através de impostos, para vender uma coisa que podemos ter gratuitamente.”
(...)
Tal como Encarta teve de fechar as portas por causa da Wikipédia, também a Universidade de Sagiri terá de o fazer”, refere um aluno entusiástico. Este optimismo não é partilhado por todos. “A Wikiversidade não pode ainda competir com universidades tradicionais por não oferecer muitos dos seus cursos”, refere um professor reformado que agora dá (literalmente) aulas na Wikiversidade. “Mas à medida que a Wikiversidade se desenvolver, as universidades tradicionais terão de fechar as portas”.

Artigo completo do De Rerum Natura, autoria de Desidério Murcho. Aqui.

terça-feira, abril 21, 2009

segunda-feira, abril 20, 2009

Há 23 anos no clube

Os laços entre atletas e técnicos do HCTurquel causam inveja a muitas famílias de sangue. Naquele histórico emblema do hóquei em patins nacional todos se conhecem e tratam pelo nome próprio, quer seja o mais experiente atleta da equipa principal ou o mais jovem hoquista. E a razão é simples: o clube tem a particularidade de todos os escalões de formação serem treinados por jogadores e técnicos da equipa sénior. O modelo de jogo é o mesmo, todos se conhecem e, por vezes, quando o compromisso dos seniores a isso obriga, há troca de treinadores nas equipas jovens.(...) De resto, todos os atletas e treinadores do clube do concelho de Alcobaça (distrito de Leiria) se conhecem e tratam pelo nome próprio. A proximidade é tão grande que os jogadores dos seniores cuidam com carinho até dos mais pequenos, como o guardião Lucas Santos, de apenas 5 anos, que resume assim as indicações do treinador: "Ele diz-me sempre para defender bem!" (...) Para João Simões, técnico da equipa principal e coordenador técnico do clube, a carreira da formação sénior, que divide a liderança da Zona Norte da 2.ª Divisão, também resulta desta ligação. "Temos o pavilhão sempre cheio e vemos os atletas da formação e as famílias na bancada, o que dá maior motivação".

Capitão dos seniores orienta os juniores
No clube desde os 3 anos, André Luís é um verdadeiro "produto" do HC Turquel. Está no clube há 23 anos e é o capitão da equipa sénior ao serviço da qual jogou na última vez em que os turquelenses estiveram na 1.ª Divisão nacional, em 2002/03. Além da dedicação como jogador, passou a acumular funções como treinador dos juniores e está a adorar a experiência.

"Vivemos na aldeia do hóquei e é por amor à modalidade que aqui estamos todos os dias. Trabalhar com os jovens é muito gratificante, porque nos conhecemos todos e isso facilita o trabalho", sublinha André Luís, jogador na equipa principal com vários atletas que treinou em anos anteriores e, inclusive, com o irmão Vasco. "Para nós, já é uma situação normal", adverte André, secundado por Vasco, que sonha poder, tal como o irmão conseguiu em 2002/03, "jogar pelo HC Turquel na 1.ª Divisão".

O sonho é partilhado por Marcelo Rocha, capitão dos juniores e que em 2009/10 poderá ser colega do seu treinador... André Luís. "Já fui chamado aos seniores e foi uma situação normal. Estou num grande clube e vivemos todos em família", diz. Talvez seja esse o segredo do sucesso..."

Artigo e Foto publicados no Jornal Record (Link)

domingo, abril 19, 2009

Dá-te asas!

Primeira vitória, primeira dobradinha, e creio que primeira pole position também, para a Red Bull Racing. Muito bem o Vettel, mais uma vitória autoritária à chuva, como no ano passado.


...enquanto isso, o Button isola-se mais um pouco na frente da tabela de pontos.

quarta-feira, abril 15, 2009

FC Porto cai de pé, mas...

...com a sensação que podia ter feito mais.


E certamente com vontade de restabelecer a moral ferida e voltar às vitórias.
Não podia calhar pior adversário à Académica.


* próximo Domingo, ás 18:00, no estádio Cidade de Coimbra.

terça-feira, abril 14, 2009

Renasce a esperança

Depois de vários anos de domínio avassalador da Espanha, eis que Portugal volta a vencer o Torneio de Montreux, batendo os espanhóis na final por 3-1 (com a presença de Tiago Rafael, produto das escolas do Hóquei Clube de Turquel). Um bom aquecimento para o Mundial da categoria, a disputar no próximo mês de Julho.

José Franco (1920-2009)

(Wikipédia)








segunda-feira, abril 13, 2009

Benfica, 0 - Académica, 1 (III)

Tinham-me dito que ia sentir falta da repetição televisiva. Não senti assim tanto, mas é verdade que estamos todos habituados. Estávamos no piso 1; nos lances mais duvidosos, alguns adeptos tentavam espreitar as televisões do piso imediatamente acima, nos camarotes, tentando identificar alguma coisa.


O Benfica criou 1 ou 2 oportunidades com mais perigo, mas não estava propriamente a controlar. Aos 20 minutos, aconteceu aquilo que poderia ser previsível: um lance de bola parada e a Académica chega ao golo.

Silêncio nas bancadas (com excepção da Mancha) e a sensação de que as coisas não estavam para melhorar. O Benfica criou mais algumas oportunidades mas não conseguia transmitir garra ou uma clara sensação de domínio. Enfim, não estava a jogar à Porto.

O intervalo trouxe novamente as cheeleaders, para mais do mesmo, e a segunda parte trouxe também mais do mesmo. O público começava a desesperar, porque o tempo passava e não se viam melhorias.


A expulsão de Helder Cabral aos 70 minutos só veio confirmar a tendência do jogo para encostar a Académica às cordas. Como muito bem disse o Sérgio Camacho, um dos meus companheiros de viagem, esse teria sido o momento para o Benfica fazer uma dupla substituição e apostar tudo no ataque. Mas não. Mantorras só entrou bastante mais tarde, a tempo de receber mais uma grande ovação, mas incapaz de ajudar o Benfica a, pelo menos, alcançar o empate.

A Briosa demonstrou uma enorme capacidade de entrega e espírito de sacrifício que lhe garantiu a sua primeira vitória fora do seu estádio esta época. Tanto mais valiosa depois do pequeno atrito "causado" por Nuno Piloto e que, supostamente, despertou sentimentos de vingança no plantel do Glorioso. O destaque tem de ir para o guarda-redes Peskovic, que defendeu tudo o que havia para defender e honra os pergaminhos do seu suplente e antecessor, o histórico Pedro Roma.

No final, a já costumeira adaptação do ritual de Fátima: lenços brancos.


Costuma dizer-se que os adeptos de futebol portugueses desmoralizam muito rapidamente e que os lenços brancos são um sinal de desistência, e dá-se como exemplo oposto os adeptos ingleses que cantam e apoiam do princípio ao fim e independentemente de a equipa estar a jogar bem ou mal. Isto não faz qualquer sentido. Por um lado, isso dos ingleses não é bem assim; por outro, o lenço branco é, pelo contrário, um enorme sinal de dedicação ao clube. Os adeptos benfiquistas que levaram lenços brancos (e lençóis...) no bolso para o estádio já sabiam ao que iam. Já temiam que pudesse acontecer o que aconteceu. Isto é realismo. Mas não deixaram de ir. Não deixaram de estar com a equipa e de torcer por ela. Isto é contradizer a própria percepção da realidade, é continuar a sonhar nas condições mais adversas. Deve ser encarado como sinal de grande amor pelo clube. E há pessoas que vieram de muito longe para ver este jogo.



Após o final do jogo, é impressionante: em menos de 5 minutos, o estádio está totalmente vazio.


E foi assim que a Briosa conseguiu a sua 8ª vitória desta temporada, abrindo caminho a potenciais boas exibições contra os outros grandes: no próximo Domingo, contra o FC Porto, e no dia 3 de Maio, contra o Sporting, ambos em Coimbra. (Com o Sporting será, por sinal, à mesma hora do Cortejo da Queima.)

Uma nota de esperança: foi à saída do estádio que descobri a Terra das Oportunidades. Serão os Estados Unidos da América, a terra da liberdade e das oportunidades? Será Angola, a nossa "janela de liberdade"? Não.

É muito mais acessível.


Uma nota final de agradecimento aos amigos que me acompanharam nesta viagem, em especial ao Sérgio Camacho.

Feira do Livro 2009

Data: 17 Abril a 2 de Maio

Horário:
2.ª a 6.ªF e dom. – 15h00/23h00

Sáb., véspera de feriados (24 e 30 Abril) e feriados – 15h00/24h00

fonte: ver artigo completo aqui



No sítio do costume, claro.


(foto daqui)

domingo, abril 12, 2009

Páscoa

"Um dia de poemas na lembrança
(Também meus)
Que o passado inspirou.
A natureza inteira a florir
No mais prosaico verso.
Foguetes e folares,
Sinos a repicar,
E a carícia lasciva e paternal
Do sol progenitor
Da primavera.
Ah, quem pudera
Ser de novo
Um dos felizes
Desta aleluia!
Sentir no corpo a ressurreição.
O coração,
Milagre do milagre da energia,
A irradiar saúde e alegria
Em cada pulsação."


Miguel Torga, in Diário XVI, página 67.

Benfica, 0 - Académica, 1 (II)

Aquele benfiquista fanático tinha este bilhete.

Eu pensei, mais tarde, se esta misteriosa e quase mística evocação saripiana e coimbrã não seria um presságio favorável para a Académica.

O estádio ia ficar, como previsto, razovelmente composto. Cerca de 27.000 espectadores, segundo A Bola.


Naturalmente, a sensação de dimensão é muito maior ao vivo do que pela televisão. Contudo, a sensação de proximidade aos jogadores é maior que a que a televisão deixa prever. Em suma, é uma experiência totalmente diferente.

A meia-hora antes do jogo inclui (enquanto dura o aquecimento dos jogadores) música em altos berros, desfiles dos miúdos, desfiles das Casas do Benfica presentes, desfiles das cheerleaders, e, claro, o voo triunfante da Águia Vitória.


O público não está apático. Percebi, durante o anúncio, pelo speaker, da constituição das equipas, que Pedro Mantorras é claramente o jogador mais acarinhado pelos benfiquistas. Mistério? Talvez não...


Não podia faltar o hino do Benfica. Aprendi que o hino que se costuma ouvir é em versão reduzida, só a partir de "ser benfiquista/é ter na alma...", tendo ouvido pela primeira vez a "full version". No ecrã gigante, que vai passando a letra ao estilo karaoke, o hino encerrava, claro, com as imagens de José Águas a empunhar a Taça dos Campeões Europeus. Mais uma vez pensei que o Benfica é o mais representativo clube português, na medida em que também ele vive de glórias passadas.

Apercebi-me que estava a chegar a Mancha Negra não por causa dos cânticos ou das bandeiras negras mas porque me chamou a atenção a bandeira amarela e púrpura, as cores do Município de Coimbra.


As claques foram encaminhadas da forma mais pacífica possível. Só a 2 minutos do começo do jogo entraram os NNB e os DB, a ocupar dois topos opostos.

E rapidamente começou o jogo. Tinham-me dito que seria estranho não ter repetição televisiva dos lances, mas a sensação de maior estranheza foi nos primeiros 10 minutos de jogo. Com o ritmo morno, ambas as equipas a estudarem-se e o Benfica a não corresponder ao espírito guerreiro e de vingança que havia prometido (face à derrota por 0-3 na época passada e às palavras de Nuno Piloto durante a semana), e com o profundo silêncio em todas as bancadas (claques incluídas), dei por mim a pensar se não estaria a ver um qualquer jogo dos distritais. Mas em breve o ritmo começou a aquecer e o público a reagir.

Ben-Hur

Na quadra pascal, é tradição as TV passarem filmes bíblicos. Ontem acabei de ver o célebre filme Ben-Hur, de 1959, com Charlton Heston no papel principal, sobre a história de um príncipe judeu, contemporâneo de Jesus Cristo, que vive várias peripécias contra os romanos para vingar a mãe e a irmã até que a mensagem do novo profeta o resgata miraculosamente dos seus pensamentos de ódio e violência.


Este é um filme bíblico não só pelo seu tema mas também pela sua duração: são 212 minutos (3 horas e meia!) de acção e drama variados. Bíblica foi também a tarefa de o ver: creio que ontem consegui pela primeira vez chegar ao fim, pois em outras ocasiões terei adormecido antes do final. em todo o caso, um grande filme que merece bem os 11 Óscares que recebeu, empatado com o Titanic e O Senhor dos Anéis: o Regresso do Rei.

Benfica, 0 - Académica, 1 (I)

Já é hábito ser feita uma nota neste blogue com as vitórias da Académica. A novidade é que, desta vez, estive lá. Foi a minha primeira presença num estádio para um jogo de futebol da primeira divisão, agora chamada de Primeira Liga.


Chegámos ao estádio a meio da tarde, com umas boas duas horas de antecedência. O povo já se concentrava para a grande festa.


Parece ser da "praxe" uma voltinha pelo Centro Comercial Colombo, antes do jogo. Outro sítio onde nunca tinha ido, pensava eu; e, na verdade, o espaço não me pareceu assim tão diferente dos outros monumentais que existem hoje, como o Fórum Coimbra ou o Dolce Vita Coimbra. Aliás, as semelhanças eram evidentes, até nos preços.



Diz o Danish que o Colombo é aquele sítio onde se encontra toda a gente sem combinar. Parece que ele tem razão: por lá encontrei, sem qualquer combinação, este benfiquista fanático (que voltei a encontrar mais tarde, à porta do estádio).


Comentámos que as probabilidades de a Académica vencer dois anos consecutivos no Estádio da Luz eram muito baixas, e que era provável que o SLB tomasse a iniciativa do jogo. No entanto, quando nos separámos, avisei-o: "nós vamos ganhar"...

O Colombo estava naturalmente cheio de gente. Ao contrário do que eu estava a pensar, eu já tinha estado no Colombo, mas apenas uma única vez, "no dia da compra da Playstation." Confirmei isso; foi em fins de Novembro de 2006. Até tínhamos estado a mirar a micro-pista de karts do Centro. No entanto, a memória confundiu-se com as visitas posteriores a outros centros comerciais. São todos muito parecidos.


Seguimos então para o estádio, que parecia ir ficar muito composto, com a quantidade de pessoas que se concentravam. Adeptos enfurecidos e perigosos, alienados, prontos a destruir a ordem pública ao menor pretexto.


(é evidente que não; pelo contrário, não se poderia encontrar ambiente mais pacífico. Homens, mulheres, velhos, novos, de todas as cores, origens, classes e proveniências, para ver nada mais que um simples espectáculo de futebol.)


Entrámos no estádio cerca de meia hora antes do início do jogo.

(continua)

sexta-feira, abril 10, 2009

Sexta-Feira Santa

Atenção: este vídeo não é recomendável a menores de idade ou a pessoas sensíveis.

quarta-feira, abril 08, 2009

Momento anos 90



I got my head checked
By a jumbo jet
It wasn't easy but nothing is
No

(HOO-HOO!)
When I feel heavy metal
(HOO-HOO!)
And I'm pins and I'm needles
(HOO-HOO!)
Well I lie and I'm easy
All of the time I am never sure
Why I need you
Pleased to meet you


I got my head done
When I was young
It's not my problem
Just not my problem

(HOO-HOO!)
When I feel heavy metal
(HOO-HOO!)
And I'm pins and I'm needles
(HOO-HOO!)
Well, I lie and I'm easy
All the time and I'm never sure
Why I need you
Pleased to meet you

Yeah, yeah!
Yeah, yeah!
Yeah, yeah!
Oh, yeah!...

"Song 2", dos Blur, no álbum homónimo de 1997.

Qualquer dia salta a tampa

Lembram-se do pequeno escândalo que envolveu a DG na última Latada, relativamente aos bilhetes gerais?

Uma das regalias associadas ao cartão de membro da Rede UC é uma óbvia:

Desconto: 5%, 10% e 15% (para os aderentes a T1, T2 e T3 respectivamente) sobre o preço para não estudante de bilhetes de acesso às Festas Estudantis, como Latada e Queima das Fitas.

só que tem uma observação:

(Obs: Desconto na Queima das Fitas carece de aprovação por parte da respectiva Comissão Central vigente)

Ou seja, ficamos na mesma...

FC Porto marca 2 golos em Old Trafford

Que aconteceu àquela equipa que deixou um Portugal inteiro* a sonhar com o título de campeão nacional, quando perdeu 4-0 com o Arsenal?



*nomeadamente benfiquistas e sportinguistas

terça-feira, abril 07, 2009

Momento anos 80



É chato quando o Youtube nos impede de aceder aos vídeos que queremos só porque estamos num determinado país. "It's a Wonderful Life", da banda britânica Black, gravada em 1985 e regravada em 1987.

Deixemos o TGV e o Aeroporto

O grande investimento que colocaria Portugal no topo do Mundo não é o TGV nem o Aeroporto. Devíamos investir num programa nuclear de natureza militar, que garantisse a perpetuidade do nosso regime e do nosso País. Talvez pudéssemos mesmo recuperar Angola.


E nós até temos por cá malta que percebe de foguetes.

segunda-feira, abril 06, 2009

Do Alto

Como já todos perceberam, aquelas fotos raras foram tiradas do alto d' A Cabra, a Torre da Universidade de Coimbra. A autoria é de Daniel Tiago e as fotos estão disponíveis no célebre fórum de fotografias SkyScrapperCity.

Despedimento pelo Facebook

"O despedimento de Kimberley Swann, de 16 anos, teve lugar no início da semana, quando os seus patrões viram o que a jovem estava a fazer na rede social.

Na carta de despedimento, citada na imprensa britânica, a empresa justifica a medida «no seguimento dos seus comentários feitos no Facebook em relação ao seu emprego e à empresa, consideramos que é melhor que, como não está contente e não gosta do seu trabalho, terminemos o seu cargo na Ivell Marketing & Logistics com efeito imediato».

A adolescente defende agora que ficou chocada com a decisão, que resultou de um comentário feito numa página pessoal.

«Eu nem sequer mencionei o nome da empresa, apenas disse que o meu emprego era chato», afirmou Kimberley citada pelo portal Register."

Fonte: Sol (aqui)

Do Alto - 6

domingo, abril 05, 2009

Sentidos das Vidas

"Ao mesmo tempo, parece-me apropriado caracterizar a minha sugestão (e a de Nagel) dizendo que nela se apela a razões num sentido lato. Pois a minha sugestão é que ter interesse em ter uma vida significativa é uma resposta apropriada a uma verdade fundamental, e que não o ter constitui uma incapacidade para reconhecer essa verdade."

Susan Wolf, "Sentidos das Vidas"

Solipsismo

"Solipsismo (do latim "solu-, «só» +ipse, «mesmo» +-ismo".) é a crença filosófica de que, além de nós, só existem as nossas experiências. O solipsismo é a consequência extrema de se acreditar que o conhecimento deve estar fundado em estados de experiência interiores e pessoais, não se conseguindo estabelecer uma relação direta entre esses estados e o conhecimento objetivo de algo para além deles. O "solipsismo do momento presente" estende este ceticismo aos nossos próprios estados passados, de tal modo que tudo o que resta é o eu presente. Com o intuito de demonstrar como considerava ridícula esta idéia, Bertrand Russel refere o caso de uma mulher que se dizia solipsista, estando espantada por não existirem mais pessoas como ela."

Fonte: Wikipedia


(este blogue perdeu algum do seu carácter jovial, solto, irreverente, leve, ligeiro, que tinha - que também tinha, a par das suas outras características. Costumava ser pródigo em tolices, absurdidades, coisas sem sentido absolutamente nenhum, até gajas nuas isto tinha aqui, e debates em torno da censura, e music-offs, e coisas do género. Agora, não passamos da F1 e dos karts. Não pode ser. Sim, eu sei que uma piada do MPLA e outra da UNITA, de vez em quando, mas isto tinha mais espírito, mais verve. Tinha mais capacidade de chocar os leitores ou de simplesmente pô-los a pensar "mas que raio de m**** é esta?? Deve ter-se perdido durante o ano passado. Temos que tratar disso.)

Do Alto - 5

Red flag

Não sendo definitivo, a verdade é que com estas condições, e com a ideia de Ecclestone de marcar as corridas da Australásia para o fim da tarde, em benefício do mercado europeu, não estou a ver que a corrida possa ser retomada. Aliás, está tão escuro que já ninguém vê nada.

Creio que há 18 anos que uma corrida não ficava a meio devido à chuva, com atribuição de metade dos pontos.

sábado, abril 04, 2009

A very special gift

I received a very special gift this weekend. The old "Periquita", from Azeitão area, by the José Maria da Fonseca wine company.



The year I was born.

Troféu Pedro Chaves - Season 2

Começou hoje a segunda temporada do Troféu Pedro Chaves, com o "VI GP", no kartódromo do Bombarral, tendo eu conseguido um honroso 7º lugar e o Reinold um ligeiramente decepcionante 10º lugar. O Daniel esteve ausente por excelentes motivos pessoais. A vitória foi para o do costume, João Rodrigues.

Que categoria de briefing, pá.

Todas as informações estarão brevemente no blogue do Troféu Pedro Chaves.

Button - 5ª Pole Position

A segunda, este ano.

Académica, 1 - Belenenses, 0

Golo de Nuno Piloto, aos 75 minutos. Foi a 7ª vitória desta temporada.

A manutenção está praticamente assegurada, o que significa que a Académica vai pder jogar descontraidamente e sem receios face aos três grandes. E o próximo é com o Sport Lisboa e Benfica, no próximo sábado, 11 de Abril.

O Agricultor

quinta-feira, abril 02, 2009

À capelinha!

«No sábado passado, tive a alegria de reencontrar a vida nocturna de Coimbra. Foi bom estar no meio de multidões de rapazes e raparigas bem-dispostas (só os rapazes estão maldispostos, porque as raparigas não lhes ligam). Bebem pouco e devagar mas riem-se e conversam como se tivessem morrido e voltado.O mais bonito foi verificar que muitos estudantes, quando erguem os copos, ainda usam o velho brinde português "À capelinha!". Ou então recuperaram a tradição, depois de décadas de desprezo.Já me habituei a ficar embasbacado quando um estrangeiro me pergunta qual é o nosso "tchin tchin". Parece que todos os povos têm um menos nós. Lá explico que no Camilo, no Fialho e no Ortigão é sempre "À capelinha!" ou só "Capelinha!", mas que o Eça, por embirração com as raízes coimbrãs, espalhou que deveria ser "Para que viva!". E conseguiu, com essa brincadeira, estabelecer a confusão. Mas nunca acreditam.

Ainda é pior quando explico que "capelinha" é diminutivo do latim capela, capa: capa de estudante ou telhado de taberna. Que é por isso que se chama "capelinhas" às tascas onde se bebe. E nem se fala em abrir o dicionário e ler a definição de capelinha, que diz: "grupo bastante fechado de pessoas com ideias comuns, que se conluiam, que se protegem mutuamente de eventuais ataques exteriores".

Enfim. É pena usarmos brindes importados ("Saúde!"; "À nossa!") quando temos um que é perfeito e que não poderia ser mais português. À capelinha!»

Miguel Esteves Cardoso, in Público