sábado, janeiro 31, 2009
Google Earth contra marijuana
Notícia publicada na Exame Informática online.
Quando se diz que os polícias fazem demasiado trabalho de secretária e deviam vir para a rua, eu acho precisamente o contrário. Policiamento de proximidade, tudo bem, mas se a ideia é mesmo apanhar os ladrões, o melhor é estarem mais tempo à secretária e não menos. Principalmente à procura daqueles cidadãos que tapam a cara para fazer um assalto e depois vêm para aqui.
Bangguru - Another 80's
sexta-feira, janeiro 30, 2009
"A Primeira Aldeia Global"
“A Primeira Aldeia Global – Como Portugal mudou o Mundo” de Martin Page (Casa das Letras, 2008) é um livro surpreendente. Antes do mais por ser escrito por um não português, que demonstra um grande apego às nossas coisas e à nossa História, e depois por ser escrito por um não especialista, jornalista de profissão, que, no entanto, demonstra erudição bastante a que se soma uma curiosa intuição na apresentação da tese segundo a qual um pequeno povo pôde, de modo inesperado, mudar o mundo.
(…)
Atingido pela cegueira, instalou-se em Portugal, com a sua mulher Catherine e os seus dois filhos, na Azóia, tendo começado a reunir elementos sobre o país que o acolhera e que tanto admirava. Assim, estudou intensamente os acontecimentos históricos, com base nas fontes publicadas ou nos relatos tradicionais, e viajou pelo país e pelo norte de África, para tentar compreender melhor o enigma que Portugal parecia encerrar – como pôde um pequeno e antigo povo influenciar tão profundamente o mundo?
(...)
O livro é uma introdução a Portugal, feita com vivacidade por alguém que apenas deseja, sem complexos, dizer que um pequeno país à beira-mar plantado teve razões fortes para persistir no tempo, não tendo chegado por acaso onde chegou. E, em vez de apresentar ou uma visão passadista ou uma leitura ressentida, diz-nos que continua a ser importante dar atenção a Portugal."
Centro Nacional de Cultura, na íntegra.
Crime ambiental
Citando-a:
"É na minha condição de cidadã que devo alertar e divulgar as coisas que a nossa classe política tanto gosta de fazer: enganar o ingénuo cidadão.
Está previsto um novo traçado da IC2 que será alargado e que terá uma nova ponte sobre o Rio Mondego. Porém este novo traçado, para além de aumentar muito consideravelmente o tráfego automóvel e de pesados dentro da cidade, irá amputar uma considerável área da Mata Nacional do Choupal. Este projecto que viola do PDM e teve diversos estudos de impacto ambiental com pareceres negativos. Como não foram apresentados outros projectos alternativos, a classe politica da cidade de Coimbra e as Estradas de Portugal pretendem avançar ilegalmente com este novo traçado.
Gostaria de ver finalmente esta cidade reclamar o que lhe pertence de direito e de participar activamente em acções de protesto para que seja mostrado ao nosso Presidente de Câmara que desta vez ninguém está a dormir ou a fechar os olhos a actos de pura ilegalidade e de roubo nacional.
Por isso divulgo aqui que está a ser formado um grupo de acção cívica A Plataforma do Choupal que está a organizar reuniões públicas de discussão do problema e de apresentação de alternativas. Também está a decorrer uma recolha de assinaturas para uma petição. Serão precisas 4 000 mil assinaturas para que este assunto chegue à Assembleia da República.
Finalmente, está a ser organizado uma manifestação pública no dia 15 de Fevereiro, às 11h, onde o objectivo final será fazer um cordão humano em torno do Choupal. Por isso é preciso passar a palavra e mobilizar os que são de cá, os que trabalham cá, os que estudam cá, os que não são de cá mas que gostam da cidade, enfim...todos!
e... é um domingo, por isso não há desculpas!"
Altamente, o Choupal desfeito. Será muito complicado desviar todo o trânsito pesado para a periferia de Coimbra?...
quinta-feira, janeiro 29, 2009
ESALV Tracking, IV
PARABENS PÁ!!!
quarta-feira, janeiro 28, 2009
Fresco do século XVI encontrado em capela
A notícia foi publicada no Jornal de Notícias e pode ser lida aqui.
Nós temos tanto património histórico que até se vai encontrando algum para substituir aquele que se perde por não haver dinheiro para o recuperar.
Não acabou. Está congelado.
Assim o definiu David Fonseca, em data posterior a 2000. Creio que naquela entrevista que deu à Ana Sousa Dias. É uma questão de esperarmos.
Freeport Socrates e Compª
- Inventar (ou dizer a verdade) que Socrates é Gay (como todos os politicos do PS, que têm queda para Gay ou para Pedófilo).
- Dizer que Sócrates é Anti-Benfiquista.
- Afirmar que Socrates é afinal a Belle-Dominique que aparecia no Big Show SIC.
- Socrates é afinal um ciborg enviado pelo Freezer para destuir o Planeta Tuga e a Ferreita Leite é o Songoku.
Tantas formas criativas e mais eficazes de se deitar um politico abaixo e eles inventam corrupção...
segunda-feira, janeiro 26, 2009
Blogue recomendado: "Toponímia Lusitana"
Bananas
Sabem qual teria sido a resposta da imprensa britânica?
A mesma do caso Maddie. Cerrar fileiras em defesa do primeiro-ministro, em defesa da polícia inglesa, em defesa das instituições inglesas.
Eu, sinceramente, não quero saber se o Primeiro-Ministro cometeu ou não cometeu alguma ilegalidade no caso do Freeport. Entristece-me que não tenhamos a mesma fibra e a mesma determinação para defender os nossos. Que os ingleses mostraram quando todos os indícios apontaram e apontam para que os srs. McCann tivessem responsabilidade no desaparecimento da filha.
Actualidades
"Microsoft is dead."
É o que nos diz Paul Graham, um guru das novas tecnologias, que, e muito resumidamente, refere que a Microsoft, o tradicional gigante todo-poderoso da indústria, permaneceu agarrada ao conceito tradicional de software e de desktop e não soube antecipar e promover o processo de mudança promovido pela Google, pela Apple e pelo fenómeno open source, em especial pelo Linux, e que aponta a data da “morte” da Microsoft por volta de 2005, quando a Google desenvolve o Gmail e prova que conseguia fazer mais do que apenas oferecer um excelente motor de pesquisa. O artigo pode ser lido na íntegra aqui.
Académica, 2 – Vitória de Guimarães, 1
A Briosa, num jogo excelente de garra e de dedicação, bateu o inimigo de estimação da cidade-berço (depois do caso N’Dinga) e deu um bom salto na tabela classificativa, passando a ocupar o 11º lugar, 5 pontos acima da “linha de água”. Mais um passo no sentido da manutenção.
ESALV Tracking, III
Impressionou-me o facto de os anos não terem passado: está exactamente na mesma. E, infelizmente, ainda coxeia ligeiramente. Só que agora tem uma filha pequena.
Viagens - IV
Aviz foi a última paragem do meu périplo
(outra daquelas palavrinhas na linha da panóplia, da miríade e da plêiade: "périplo!" espectacular, hein?)
do meu périplo pelo Alto Alentejo, que foi, como se sabe, muito curto.
Aviz é uma pequenina e pacatíssima vila, de ruas muito limpas e asseadas, mas cujo conjunto monumental dá bem conta do seu passado histórico como sede da Ordem dos Hospitalários e "berço" da mais gloriosa das 4 dinastias da monarquia portuguesa.
Além desse passado histórico, Aviz tem outra particularidade: é um município governado pelo PCP.
Espero, sinceramente, poder um dia voltar lá com mais tempo. (Mais ou menos como o Lumiar.)
Epa...
Força Berto!
domingo, janeiro 25, 2009
What kind of brain activity...?
Imagina, caro leitor, que toca o despertador, desliga-lo e voltas a dormir. Começas a sonhar. Acontecem várias coisas sem sentido, até que, a dada altura, olhas em volta e pensas: “espera lá. eu já era para estar acordado. isto é um sonho. esta paisagem não existe, os movimentos do meu corpo são demasiado leves…” Imagina, caro leitor, que, além de estares a sonhar, tens a consciência clara e nítida que estás a sonhar. Mais ainda: queres acordar, fazes um esforço para acordar, mas não consegues. O que pensas? “bem, se estou a sonhar e não consigo acordar, vou fazer o que me apetece!” Começas a fazer coisas fisicamente impossíveis fora de um sonho, até acabares por te sentires cansado, páras e sentas-te. Uff… E só então acordas.
Olhas para o relógio e vês que passaram apenas 10 minutos desde que o despertador tocou.
Isto alguma vez te aconteceu, caro leitor?
sábado, janeiro 24, 2009
Marketing Viral - as pizzas de Turquel
começou a produzir pizzas com "produtos regionais." Refere o Diário Digital:
"O processo de produção das pizzas Maçã de Alcobaça e do Oeste têm como ingredientes obrigatórios tomate e queijo. À primeira, acrescenta-se maçã; à segunda, além da maçã, Pêra Rocha, pêssego e milho.«E depois um cheirinho de canela, em ambas», referiu o proprietário, acreditando que, aos poucos, estas pizzas vão revolucionar o conceito de comida rápida."
Após a ideia original, seguiu-se uma "campanha" de marketing viral muito simples: foi só deixar correr. Além do Diário Digital, a Antena 3 também já "provou" as pizzas turquelenses; já o tinha feito há algumas semanas e, esta semana, parece que voltou à carga. Um exemplo do poder das ideias simples.(Um dia destes vou ter mesmo de provar o raio das pizzas, até parece mal nunca as ter provado.)
"Até Onde Vais com Mil Euros?"
O livro, que relata quatro meses de andanças entre Portugal e o Senegal para saber até onde é possível ir com mil euros, é hoje lançado e vai ser apresentado pelos dois autores numa digressão «low cost» que vai percorrer dez cidades portuguesas durante um mês.
Desta vez, o limite não são mil euros, mas o objectivo é mesmo gastar pouco dinheiro e reviver o espírito de aventura que Carlos e Jorge, acompanhados das fiéis bicicletas «Miquelina» e «Penélope», viveram na viagem que os levou através de Portugal, Espanha, Marrocos, Mauritânia e Senegal.
(...)
«A ideia era chegar o mais longe possível», recordou Jorge Vassalo, contando algumas etapas mais complicadas como a passagem por Espanha, onde o vento dificultou a progressão dos ciclistas.
A aventura foi sendo registada num blogue (http://ateondevaiscom1000euros.blogspot.com/) que suscitou o interesse das editoras e resultou, entretanto, num livro com material inédito produzido a partir das notas, apontamentos e vários tipos de registos que os dois amigos foram recolhendo."
Notícia publicada no Diário Digital, e consultável na íntegra neste link.
sexta-feira, janeiro 23, 2009
Programa do Aleixo
É muito bom este programa, uma nova abordagem ao humor... e melhor, de Coimbra!!!
Notas de Lisboa e de Coimbra
Quando se pensa em Lisboa pensa-se geralmente no centro, na Baixa, na zona histórica onde os turistas estrangeiros encontram uma cidade antiga e encantadora, banhada pelo vasto estuário, onde até esquecem as atrocidades que lá se vêm cometendo. Ninguém se lembra do Lumiar.
O Lumiar é uma das zonas de Lisboa onde mais se nota o crescimento súbito e acelerado da cidade para os seus arredores, e onde são mais visíveis os contrastes entre o antigo e o moderno. Da antiga aldeia, fora do termo de Lisboa, resta um património histórico muito interessante. A Estrada do Lumiar é uma longa rua ladeada pelos altos muros de quintas e propriedades do século XVIII, onde podemos encontrar, num pequeno largo, uma capela que ficaria bem em qualquer aldeia da Beira ou da Estremadura, ou a casa onde faleceu Cesário Verde. Sem qualquer separação ou distinção, esbarramos nos grandes hipermercados ou nos centros de investigação e inovação que emprestam um ar contemporâneo a um Portugal avesso a modernices.
Ver se da próxima vez passo por lá com um pouco mais de tempo.
De Coimbra, chega-nos a notícia da "inauguração" do criptopórtico romano, no piso inferior do Museu Machado de Castro, depois de abertura abortada no mês passado. O fórum romano de Aeminium é, dizem, um dos legados da arquitectura romana mais impressionantes ainda existente em Portugal, e uma prova da importância desta cidade romana, contemporânea da vizinha Conímbriga de que veio mais tarde a herdar o nome. Prevê-se que uma maior área venha a ser progressivamente aberta ao público até 2010.
Esta é, de certeza, uma visita obrigatória nos próximos tempos - se não for antes, que seja na próxima Queima.
quinta-feira, janeiro 22, 2009
Uma Cena Alternativa
Há muito tempo que não me dispunha a um programa alternativo, daqueles capazes de mudar toda a nossa perspectiva, muitas vezes a 360º. Havia bastantes programas desses em Coimbra, onde existia também uma vasta comunidade de público bastante receptivo. Eu, parafraseando o W. que se queixa do mesmo, sou um burgesso, um pequeno-burguês com grandes dificuldades em sair dos cânones normalizados e em absorver e disfrutar plenamente a estética ou a mensagem que este tipo de conteúdo artístico pode transmitir, especialmente nos casos mais conceptuais ou experimentais. Contudo, estou sempre receptivo a este tipo de iniciativas – geralmente conseguem sempre surpreender-me. E desta vez não foi excepção, pelo que dei o meu serão por muito bem entregue.
Foram expostos cerca de 8 a 9 filmes, dos quais consegui captar plenamente a mensagem de 3 deles. Mas vamos à ordem cronológica.
Os dois primeiros filmes são inteiramente filmados em Leiria, o que só por si empresta um élan muito próprio à experiência cinematográfica; em lugar das habituais imagens de Los Angeles, Chicago ou New York, é a antiga e medieval urbe leiriense que serve de pano de fundo a uma acção dirigida a um público todo ele “da casa”. O paroxismo é atingido, talvez, na cena final do primeiro filme, passada na esplanada exterior ao próprio Teatro José Lúcio da Silva, o que implica uma sensação de quase nos vermos a nós próprios. O realizador poderia ter ido um pouco mais longe e encerrado a fita na própria sala onde estávamos, o que tornaria esta sensação de introspecção, de “olhar para dentro”, absoluta. E, melhor que isso, seria termos o filme não gravado, mas transmitido em directo a partir da própria sala, onde os espectadores se poderiam ver a si próprios a ver a tela, onde se vêm a si próprios a ver a tela, onde se vêm a si próprios a ver a tela, onde se vêm a si próprios…
Estás a ver, W., como este tipo de experiências culturais tem sempre efeitos imprevistos? A sério, temos de ir a mais cenas destas. Entretanto, talvez eu me possa vir a tornar um realizador alternativo, também.
Como eu estava a dizer, o primeiro filme anda à volta de um casal de adolescentes que escolhe alguns dos edifícios mais degradados do Centro Histórico de Leiria para snifar. A última cena, (na esplanada do Teatro como já referi) mostra-os a comer um gelado até que um desconhecido os aborda, “posso sentar-me aqui?”, e senta-se com eles, sem esperar resposta, e fica a olhar para eles.
O segundo filme é um sonho filmado e realizado por alguns adolescentes, tendo como pano de eleição a Igreja de Nossa Senhora da Pena, no interior do Castelo de Leiria. Um deles tinha um buço verdadeiramente notável.
O terceiro filme foi um dos três filmes dos quais consegui retirar algo. Paulo César Fajardo apresenta-nos, em filme a preto e branco, um velho, um homem rural, que se levanta da cama e percorre a estrada na sua bicicleta, até ao parque da cidade, e depois até ao mar. Os planos demorados, o detalhe das rugas e dos efeitos que os anos trazem sobre um corpo que esconde uma mente viva e jovem (lê-se isso nos olhos daquele respeitável ancião), o contraste entre a juventude inocente e pueril das crianças que brincam no parque e a serenidade da idade, a praia e o olhar longínquo perdido no horizonte – tudo isto são evocações de Bergman e do existencialismo inquieto do século XX. Volto a insistir, Analfabeto, que nunca vi um filme de Bergman completo e que a melhor referência que tenho de Bergman é a do cavaleiro que joga xadrez com a Morte na praia, cena recentemente parodiada por Manuel João Vieira na mini-série “Um Mundo Catita.”
O protagonista é o avô de Paulo César Fajardo.
O quarto filme, de que me esquece agora o nome, foi um dos mais experimentais e conceptualistas e consistiu na evolução de “almofadinhas” de diversas formas, tamanhos e feitios, que interagiam de maneiras diversas umas com as outras, ao som de um piano extremamente agressivo e inquietante. Pareceu-me, claramente, a materialização de uma realidade onírica originada pelo realizador num sonho daqueles em que o cérebro está no registo de onda a que o vulgo chama “sono leve” ou “primeiro sono.”
O quinto filme, “Self portrait”, durou cerca de 10 segundos e consistiu num auto-retrato, de que recordo uma língua vermelha numa face branca. Talvez uma evocação da Polónia?
O sexto filme foi o menos conceptual. Consistiu numa descrição profunda e sentida das condições de exclusão social, abandono, carência, desespero e total ausência de esperança, em que vivem os habitantes dos mais degradados bairros do Porto. Uma chamada de consciência social, pura e dura. Infelizmente, a meio do filme, um dos protagonistas lamentou o facto de, para receber o Rendimento Social de Inserção, os elementos dos Correios terem por vezes a polícia por perto. Como já ouvi pessoas que estão do outro lado da barricada, lembrei-me que a realidade nunca é a preto e branco e o meu nível de sensibilidade ao filme decresceu.
O sétimo filme não foi um filme; foi um plano cor-de-rosa que durou cerca de 3 segundos, e que alguns tomaram por um filme completo e ensaiaram uns aplausos.
O verdadeiro sétimo filme foi em desenhos animados, mais uma vez em registo onírico – uma sucessão de imagens aparentemente desconexas, mas onde o sangue, a violência e o sofrimento, bem como um inquietante plano de um autocarro com figuras espectrais como passageiros, são os “flashes” de destaque.
O último filme foi o meu preferido (embora tenha gostado bastante do “Bergman” de PC Fajardo.) “Arquitectura urbana em pormenor” relevou pormenores urbanísticos de uma cidade, sempre de baixo para cima, sempre em ângulos que não estamos habituados a ver, com uma narradora de voz acelerada e convidado ao pensamento, à descontrução da forma como vemos a cidade, passa o semáforo de vermelho a verde, arrancam os carros, todos vão a todo o lado, ninguém vai a lado nenhum, passam acelerados pelos jardins e pelas praças, e esquecem-se de ver a cidade, de viver a cidade. Percebi rapidamente que a maior parte do público estava mesmo à nora, mas para mim, que já fiz uma rubrica sobre pormenores arquitectónicos e urbanísticos de Leiria neste blogue, e que tenho muitas horas a pé pelo centro de Leiria, grande parte dos pormenores expostos eram-me perfeitamente familiares. Portanto, a mensagem da narradora – olhar a cidade pelas suas formas geométricas, pelas linhas, pelas formas, pelo significado estético e mental que tudo isso carrega, e porque a cidade é vista de forma diferente por cada um que a vê – acho que nunca tinha visto um filme em que sentisse tanto que eu era o único espectador possível.
Quando saí do cinema, depois de uma tal sobrecarga de estímulos tão diferentes, sentia a cabeça leve e fresca como há muito tempo não me sentia.
Talvez também por causa do chuvisco, do “borraço” acompanhado de nevoeiro, que se fazia sentir. W., vai estando atento à próxima!
(e tudo isto à borliu.)
quarta-feira, janeiro 21, 2009
sábado, janeiro 17, 2009
Continuação
Viktor Frankl, sobrevivente de Auschwitz e fundador da logoterapia "Em busca de sentido"
Breve consideração sobre a Felicidade
quarta-feira, janeiro 14, 2009
Direct Marketing
Antecipadamente grato.
(foi assim que o Manuel João Vieira conseguiu uma peça super-rara para o seu Ford Capri.)
terça-feira, janeiro 13, 2009
Oliveira e Costa e o seu passeio ao ar livre!!!
segunda-feira, janeiro 12, 2009
Bimby
Máquinas capazes de fazer pão, café expresso com uma simples cápsula ou até refeições completas em poucos minutos enchem as bancadas das cozinhas de hoje. São os electrodomésticos "mágicos", campeões de vendas directas e nas lojas da especialidade.
Os novos electrodomésticos entram em casa por "falta de tempo", pela "facilidade" com que são usados, "limpeza", "preferência pelos produtos saudáveis" a comidas pré-preparadas e pelo "gosto dos consumidores pelas novidades". Alguns estão mesmo a tornar-se tão obrigatórios como os "velhos" microondas, varinhas ou torradeiras, diz quem os compra e quem os vende.
Marta, advogada em Lisboa, usa um robô de cozinha para fazer as suas refeições do princípio ao fim, começando nas sopas, passando pelos sumos, pratos principais e acabando nas sobremesas. Para o pequeno-almoço faz o pão num aparelho de cozinha e já nem vai à rua para beber café. "A máquina do café foi a grande revolução. Até costumamos dizer que bebemos melhor café em casa do que na rua", afirma.
Enquanto fala, prepara uma mousse de limão em 40 segundos, para provar como a rapidez não é sinónimo de falta de qualidade da comida feita no robô de cozinha mais famoso do momento, a Bimby , que custa 900 euros. A casa da Marta é um dos 80 mil lares portugueses que têm a Bimby, um produto de venda directa que desconhece a palavra crise: só em Dezembro foram vendidas 3945, num ano em que se chegou a 28 500 novos clientes, segundo os números da representante em Portugal. Mesmo os quase 900 euros que custa parecem não travar a procura por este aparelho - que combina as funcionalidades de um robô de cozinha clássico com outras próprias do fogão. Até porque existem linhas de crédito para a adquirir.
Uma loja de electrodomésticos de Lisboa tem também testemunhado a explosão da venda dos "novos" pequenos electrodomésticos, sobretudo no Natal e antes das férias, como explicou o gerente Luís Pêgo. As máquinas de fazer pão entraram na lista de compras a meio de 2008 e são procuradas sobretudo pelas pessoas com famílias e com idades entre os 30 e os 50 anos, garante o gerente do Media Markt de Benfica.
(...)
Com cada vez menos tempo para passar em casa, os portugueses procuram ter "mais qualidade [de vida] e conforto" quando chegam do trabalho, considera Luís Pêgo."
Este artigo foi publicado no Diário de Notícias online, de autoria da jornalista Paula Lagarto, e pode ser consultado na íntegra neste link.
domingo, janeiro 11, 2009
Viagens - III
sábado, janeiro 10, 2009
quinta-feira, janeiro 08, 2009
quarta-feira, janeiro 07, 2009
"Como Dar Cabo de um País" de João Pinto e Castro
A Companhia da Escócia começou por angariar fundos em Londres, mas o governo inglês, receando a concorrência que o projecto faria à Companhia das Índias Orientais, opôs-se à ideia. A Companhia teve então que virar-se para o mercado doméstico de capitais, onde não teve dificuldade em angariar 400 mil libras em poucas semanas (o equivalente a 40 milhões de libras na actualidade). O entusiasmo em torno do projecto era tal que toda a gente na Escócia – rica, pobre e remediada – se endividou para comprar acções da Companhia, cujo activo equivalia a metade de todo o capital disponível no país.
Em Julho de 1698 partiu para o Panamá a primeira expedição, que integrava cinco navios e transportava 1.200 pessoas. A tragédia foi fulminante: o clima inóspito e as doenças rapidamente dizimaram um bom número de colonos. De modo que, após ser-lhes negada ajuda pelas colónias inglesas da América, o estabelecimento foi abandonado em Julho de 1699. Entretanto, como na época não havia telefone nem Internet, uma segunda expedição vinha a caminho com mais 1.200 pessoas, tendo sofrido igual destino. No final, regressou à pátria um navio com 30 sobreviventes. Em resultado, a Companhia da Escócia viu-se arruinada e, com ela, toda a nação. Aparentemente, nenhum dos promotores do empreendimento tinha a mínima ideia das condições reais do local onde haviam persuadido um país inteiro a aplicar somas colossais.
Em 1707, uma Escócia exangue resignou-se a assinar o Acto de União com a Inglaterra. Em compensação, a Inglaterra acordou pagar aos investidores da Companhia 398 mil libras. Por outras palavras, o país foi vendido. Só em 1999, três séculos mais tarde, a Escócia conseguiu recuperar o seu Parlamento.
Na época, o ódio popular incidiu mais sobre os ingleses do que sobre os promotores do "Darien Scheme", apesar da evidente estupidez do projecto e da colossal insensatez dos seus líderes, que não hesitaram em mobilizar uma nação inteira para investir em algo cuja viabilidade jamais fora suficientemente investigada. No final, os investidores recuperaram melhor ou pior o seu dinheiro; mas milhares de pessoas perderam a vida e o país a sua independência.
(...)
Os sucessos recentes na Islândia recordam-nos que, ainda hoje, é possível os desmandos de aventureiros descontrolados levarem um país à ruína. Mas os estudantes de economia são poupados ao conhecimento de eventos como o relatado, não vá dar-se o caso de ficar abalada a sua confiança nas teorias muito limpinhas que lhes explicam como as economias funcionam. É muito mais conveniente fazê-los crer que tudo se resume a encontrar o ponto de intersecção da oferta e da procura, ignorando a importância das relações de poder na determinação do resultado final.
Sabemos há séculos que as sociedades anónimas se prestam a toda a espécie de abusos quando a sua actuação não é convenientemente regulada. Em casos extremos, podem semear a miséria e arruinar países. Mas foi preciso chegarmos junto ao abismo para esta verdade ser recuperada e reconhecida."
Este artigo foi publicado por João Pinto e Castro e pode ser consultado na íntegra no Jornal de Negócios online, acessível a partir deste link.
A diferença entre o "Darien Scheme" e as teorias da conspiração que circulam nos e-mails, é que o "Darien Scheme" ultrapassou o teste do tempo e é considerado como facto histórico. Ao contrário do que vulgarmente se pensa, a História é uma ciência crucial para entendermos o Homem e o seu comportamento.
Falam, falam...
Agora, e só por causa das coisas, ficamos com o mais "mediático" dos sketches do famoso ewok de Coimbra. Mais tarde, eventualmente, teremos outros desenvolvimentos. A partir do Aires.
Alguém sabe onde é o Aires?
domingo, janeiro 04, 2009
sábado, janeiro 03, 2009
quinta-feira, janeiro 01, 2009
A very nice tool
A Web 2.0 está, provavelmente, no pico de actividade, depois de um período de desenvolvimento acelerado nos últimos 3 anos. Definitivamente, deixámos o tempo em que as actividade lúdicas de computador eram apanágios de "nerds" da informática (basta pensar em antigas ferramentas que pareciam ter sido feitas especialmente para complicar a vida às pessoas, i.e., feitas por programadores informáticos com menos sensibilidade para a user-friendliness) e passámos a ter ferramentas super-simples e práticas.
Zamzar é uma aplicação online que simplifica ao máximo a tarefa de produzir ficheiros de música a partir de vídeos existentes em portais de vídeo, como o Youtube. Em poucos minutos, e sem qualquer registo no site, e possível converter um vídeo do Youtube e transformá-lo num ficheiro mp3. Basta colocar o URL, escolher o formato para o qual o queremos converter, e inserir o e-mail no qual queremos receber o link para download. Poucos minutos depois, recebemos o link e descarregamos o ficheiro.





