sábado, janeiro 31, 2009

E porque isto não tem de estar sempre a bombar...

"Triptico", Gotan Project.

Fortalece o carácter


"Calvin & Hobbes", by Bill Watterson.

Google Earth contra marijuana

"A polícia Suíça descobriu uma grande plantação de marijuana enquanto usava o Google Earth."

Notícia publicada na Exame Informática online.

Quando se diz que os polícias fazem demasiado trabalho de secretária e deviam vir para a rua, eu acho precisamente o contrário. Policiamento de proximidade, tudo bem, mas se a ideia é mesmo apanhar os ladrões, o melhor é estarem mais tempo à secretária e não menos. Principalmente à procura daqueles cidadãos que tapam a cara para fazer um assalto e depois vêm para aqui.

Bangguru - Another 80's

Uma ideia para uma rádio totalmente alheia a critérios comerciais era uma que passasse exclusivamente música de Portugal, independentemente do estilo, da língua, das referências. O Francisco Borges, o talentoso teclista que foi seleccionado para o Laboratolarilolela de ontem, teria lá lugar cativo. Os BangGuru também.

sexta-feira, janeiro 30, 2009

"A Primeira Aldeia Global"

“A Primeira Aldeia Global – Como Portugal mudou o Mundo” de Martin Page (Casa das Letras, 2008) é um livro surpreendente. Antes do mais por ser escrito por um não português, que demonstra um grande apego às nossas coisas e à nossa História, e depois por ser escrito por um não especialista, jornalista de profissão, que, no entanto, demonstra erudição bastante a que se soma uma curiosa intuição na apresentação da tese segundo a qual um pequeno povo pôde, de modo inesperado, mudar o mundo.

(…)

Atingido pela cegueira, instalou-se em Portugal, com a sua mulher Catherine e os seus dois filhos, na Azóia, tendo começado a reunir elementos sobre o país que o acolhera e que tanto admirava. Assim, estudou intensamente os acontecimentos históricos, com base nas fontes publicadas ou nos relatos tradicionais, e viajou pelo país e pelo norte de África, para tentar compreender melhor o enigma que Portugal parecia encerrar – como pôde um pequeno e antigo povo influenciar tão profundamente o mundo?

(...)
O livro é uma introdução a Portugal, feita com vivacidade por alguém que apenas deseja, sem complexos, dizer que um pequeno país à beira-mar plantado teve razões fortes para persistir no tempo, não tendo chegado por acaso onde chegou. E, em vez de apresentar ou uma visão passadista ou uma leitura ressentida, diz-nos que continua a ser importante dar atenção a Portugal."


Centro Nacional de Cultura, na íntegra.

Crime ambiental

A nossa amiga Joana Corker, do saudoso (sim, eu sei que com nuances, mas não digam que não foi fixe) período de formação teórica do Inovjovem, protesta contra o crime ambiental que estão a preparar em Coimbra.

Citando-a:


"É na minha condição de cidadã que devo alertar e divulgar as coisas que a nossa classe política tanto gosta de fazer: enganar o ingénuo cidadão.

Está previsto um novo traçado da IC2 que será alargado e que terá uma nova ponte sobre o Rio Mondego. Porém este novo traçado, para além de aumentar muito consideravelmente o tráfego automóvel e de pesados dentro da cidade, irá amputar uma considerável área da Mata Nacional do Choupal. Este projecto que viola do PDM e teve diversos estudos de impacto ambiental com pareceres negativos. Como não foram apresentados outros projectos alternativos, a classe politica da cidade de Coimbra e as Estradas de Portugal pretendem avançar ilegalmente com este novo traçado.

Gostaria de ver finalmente esta cidade reclamar o que lhe pertence de direito e de participar activamente em acções de protesto para que seja mostrado ao nosso Presidente de Câmara que desta vez ninguém está a dormir ou a fechar os olhos a actos de pura ilegalidade e de roubo nacional.

Por isso divulgo aqui que está a ser formado um grupo de acção cívica A Plataforma do Choupal que está a organizar reuniões públicas de discussão do problema e de apresentação de alternativas. Também está a decorrer uma recolha de assinaturas para uma petição. Serão precisas 4 000 mil assinaturas para que este assunto chegue à Assembleia da República.

Finalmente, está a ser organizado uma manifestação pública no dia 15 de Fevereiro, às 11h, onde o objectivo final será fazer um cordão humano em torno do Choupal. Por isso é preciso passar a palavra e mobilizar os que são de cá, os que trabalham cá, os que estudam cá, os que não são de cá mas que gostam da cidade, enfim...todos!

e... é um domingo, por isso não há desculpas!"


Altamente, o Choupal desfeito. Será muito complicado desviar todo o trânsito pesado para a periferia de Coimbra?...

quinta-feira, janeiro 29, 2009


Welcome Charlotte!



ESALV Tracking, IV

Alguém avistou hoje o Golfinho. Parece que teve um problema com a sua viatura e teve que ir fazer uma troca de vidro. Não sei se alguém lhe atirou com algum papel.

PARABENS PÁ!!!

Hoje é um dia para ficar para sempre na história da SARIP, nasceu o primeiro descendente de um Saripiano. Neste caso foi uma menina, a filha do Reinold, a Charlotte nasceu hoje e ao que parece sai á mãe, nasceu muito mais bonita que o pai, que alivio!!!
Em nome de toda a SARIP, aqui fica um grande Abraço para o Pai babado, a Mãe e a primeira Saripiana junior, a Charlotte.
Agora só falta fazermos a nossa visita oficial!!!
Felicidades para ela e para os pais!!!
(Só foi pena não ter nascido no dia 21)

quarta-feira, janeiro 28, 2009

Fresco do século XVI encontrado em capela

"Um painel de frescos com a coroação da Virgem Maria foi encontrado no interior da capela de S. Marcos, na freguesia de Fonte Arcadinha, Aguiar da Beira, disse hoje à Lusa fonte da Diocese de Viseu. (...)"é uma descoberta muito interessante pela sua raridade, porque nos séculos XV e XVI era frequente a colocação de pintura fresco para a valorização dos altares". A historiadora contou que a partir do séc. XVII "esse recurso decorativo caiu em desuso e a maior parte dos frescos desapareceu. Na Diocese de Viseu foram todos retirados, alguns substituídos e só temos dois ou três exemplares desse período".
A notícia foi publicada no Jornal de Notícias e pode ser lida aqui.

Nós temos tanto património histórico que até se vai encontrando algum para substituir aquele que se perde por não haver dinheiro para o recuperar.

Não acabou. Está congelado.



Assim o definiu David Fonseca, em data posterior a 2000. Creio que naquela entrevista que deu à Ana Sousa Dias. É uma questão de esperarmos.

Freeport Socrates e Compª

Nos últimos dias, tem-se observado falar mais na opinião pública sobre o caso Freeport e a legada corrupção no seu licenciamento envolvendo o nosso Primeiro-Ministro, e aliviou-se um pouco a pressão acerca da crise financeira e económica. Por muito que eu critique o PS e o seu sistema de tachismo, a realidade é que este caso é completamente absurdo, estamos a falar de um caso que representa uma migalha na mesa da corrupção portuguesa. O PSD é um partido completamente opaco e vazio, encontra-se numa situação de desespero, e tentam de qualquer modo descredibilizar a imagem de Socrates. Na minha opinião, acho que escolheram uma forma incorrecta de o fazer, os portugueses não se importam com corrupção, foram os portugueses que inventaram a corrupção ao pagarem ao Pápa em ouro para reconhecer Portugal como um país independente, a própria criação de Portugal está ligada a um acto de corrupção... Se querem arranjar votos, eu dou algumas ideias ao PSD de como afectar a imagem de Socrates que terão mais influência para os portugueses:
- Inventar (ou dizer a verdade) que Socrates é Gay (como todos os politicos do PS, que têm queda para Gay ou para Pedófilo).
- Dizer que Sócrates é Anti-Benfiquista.
- Afirmar que Socrates é afinal a Belle-Dominique que aparecia no Big Show SIC.
- Socrates é afinal um ciborg enviado pelo Freezer para destuir o Planeta Tuga e a Ferreita Leite é o Songoku.
Tantas formas criativas e mais eficazes de se deitar um politico abaixo e eles inventam corrupção...

segunda-feira, janeiro 26, 2009

Blogue recomendado: "Toponímia Lusitana"

Já aqui foi falado anteriormente mas voltamos a chamar a atenção para o blogue "Toponímia galego-portuguesa e brasileira", de autoria de Jose Cunha-Oliveira, de Coimbra, e que aborda com uma mestria insuperável o tema da toponímia e a relação dos nomes geográficos com a História e ocm a evolução dos homens e das sociedades, em tempos antigos e tempos mais recentes - como aquele pormenor de a empresa construtora ter dado o nome ao bairro que ficou como "da Solum."

Bananas

Imaginem que a Polícia Judiciária queria investigar o Primeiro-Ministro inglês, Gordon Brown, por uma qualquer suspeita de corrupção num licenciamento qualquer.

Sabem qual teria sido a resposta da imprensa britânica?

A mesma do caso Maddie. Cerrar fileiras em defesa do primeiro-ministro, em defesa da polícia inglesa, em defesa das instituições inglesas.

Eu, sinceramente, não quero saber se o Primeiro-Ministro cometeu ou não cometeu alguma ilegalidade no caso do Freeport. Entristece-me que não tenhamos a mesma fibra e a mesma determinação para defender os nossos. Que os ingleses mostraram quando todos os indícios apontaram e apontam para que os srs. McCann tivessem responsabilidade no desaparecimento da filha.

Actualidades

"Microsoft is dead."

É o que nos diz Paul Graham, um guru das novas tecnologias, que, e muito resumidamente, refere que a Microsoft, o tradicional gigante todo-poderoso da indústria, permaneceu agarrada ao conceito tradicional de software e de desktop e não soube antecipar e promover o processo de mudança promovido pela Google, pela Apple e pelo fenómeno open source, em especial pelo Linux, e que aponta a data da “morte” da Microsoft por volta de 2005, quando a Google desenvolve o Gmail e prova que conseguia fazer mais do que apenas oferecer um excelente motor de pesquisa. O artigo pode ser lido na íntegra aqui.




Académica, 2 – Vitória de Guimarães, 1

A Briosa, num jogo excelente de garra e de dedicação, bateu o inimigo de estimação da cidade-berço (depois do caso N’Dinga) e deu um bom salto na tabela classificativa, passando a ocupar o 11º lugar, 5 pontos acima da “linha de água”. Mais um passo no sentido da manutenção.




ESALV Tracking, III

Vi o Herr Flick, há dias, no Maringá.

Impressionou-me o facto de os anos não terem passado: está exactamente na mesma. E, infelizmente, ainda coxeia ligeiramente. Só que agora tem uma filha pequena.

Viagens - IV

Hoje apeteceu-me deixar duas linhas sobre a vila de Aviz.

Aviz foi a última paragem do meu périplo

(outra daquelas palavrinhas na linha da panóplia, da miríade e da plêiade: "périplo!" espectacular, hein?)

do meu périplo pelo Alto Alentejo, que foi, como se sabe, muito curto.



Aviz é uma pequenina e pacatíssima vila, de ruas muito limpas e asseadas, mas cujo conjunto monumental dá bem conta do seu passado histórico como sede da Ordem dos Hospitalários e "berço" da mais gloriosa das 4 dinastias da monarquia portuguesa.

Além desse passado histórico, Aviz tem outra particularidade: é um município governado pelo PCP.


Espero, sinceramente, poder um dia voltar lá com mais tempo. (Mais ou menos como o Lumiar.)

Epa...

Ó pessoal, desculpem lá, mas apeteceu-me. Em conversa com o Analfabeto, veio à baila este nosso co-blogger, e eu lembrei-me e pensei em postar novamente o vídeo deste nosso amigo, que, assim o esperamos, virá a ter um papel prepoderante na vida social, e na vida política, da R. A. dos Açores.



Força Berto!

domingo, janeiro 25, 2009

What kind of brain activity...?

Imagina, caro leitor, que toca o despertador, desliga-lo e voltas a dormir. Começas a sonhar. Acontecem várias coisas sem sentido, até que, a dada altura, olhas em volta e pensas: “espera lá. eu já era para estar acordado. isto é um sonho. esta paisagem não existe, os movimentos do meu corpo são demasiado leves…” Imagina, caro leitor, que, além de estares a sonhar, tens a consciência clara e nítida que estás a sonhar. Mais ainda: queres acordar, fazes um esforço para acordar, mas não consegues. O que pensas? “bem, se estou a sonhar e não consigo acordar, vou fazer o que me apetece!” Começas a fazer coisas fisicamente impossíveis fora de um sonho, até acabares por te sentires cansado, páras e sentas-te. Uff… E só então acordas.

Olhas para o relógio e vês que passaram apenas 10 minutos desde que o despertador tocou.

Isto alguma vez te aconteceu, caro leitor?

sábado, janeiro 24, 2009

Marketing Viral - as pizzas de Turquel

Uma ideia muito simples e muito eficaz, e uma estratégia de marketing ainda mais simples e eficaz - o viral, gratuito e de long-range. A pastelaria Pão Quente, situada em Turquel (mesmo no centro, no largo do Pelourinho)

Pelourinho Manuelino, século XVI

começou a produzir pizzas com "produtos regionais." Refere o Diário Digital:

"O processo de produção das pizzas Maçã de Alcobaça e do Oeste têm como ingredientes obrigatórios tomate e queijo. À primeira, acrescenta-se maçã; à segunda, além da maçã, Pêra Rocha, pêssego e milho.«E depois um cheirinho de canela, em ambas», referiu o proprietário, acreditando que, aos poucos, estas pizzas vão revolucionar o conceito de comida rápida."

Após a ideia original, seguiu-se uma "campanha" de marketing viral muito simples: foi só deixar correr. Além do Diário Digital, a Antena 3 também já "provou" as pizzas turquelenses; já o tinha feito há algumas semanas e, esta semana, parece que voltou à carga. Um exemplo do poder das ideias simples.


(Um dia destes vou ter mesmo de provar o raio das pizzas, até parece mal nunca as ter provado.)

"Até Onde Vais com Mil Euros?"

"Depois de uma aventura em África, que se transformou em blogue e agora é título de livro, Jorge Vassalo e Carlos Carneiro partem novamente de bicicleta para mostrar «Até onde vais com mil euros?» em Portugal.

O livro, que relata quatro meses de andanças entre Portugal e o Senegal para saber até onde é possível ir com mil euros, é hoje lançado e vai ser apresentado pelos dois autores numa digressão «low cost» que vai percorrer dez cidades portuguesas durante um mês.

Desta vez, o limite não são mil euros, mas o objectivo é mesmo gastar pouco dinheiro e reviver o espírito de aventura que Carlos e Jorge, acompanhados das fiéis bicicletas «Miquelina» e «Penélope», viveram na viagem que os levou através de Portugal, Espanha, Marrocos, Mauritânia e Senegal.

(...)

No ano passado, os mil euros levaram Jorge e Carlos até Dakar (Senegal), três meses e meio depois de terem saído de Lisboa, numa viagem de 4.000 quilómetros, dos quais 2.200 percorridos em bicicleta e os restantes em transportes públicos e à boleia.

«A ideia era chegar o mais longe possível», recordou Jorge Vassalo, contando algumas etapas mais complicadas como a passagem por Espanha, onde o vento dificultou a progressão dos ciclistas.

A aventura foi sendo registada num blogue (http://ateondevaiscom1000euros.blogspot.com/) que suscitou o interesse das editoras e resultou, entretanto, num livro com material inédito produzido a partir das notas, apontamentos e vários tipos de registos que os dois amigos foram recolhendo."


Notícia publicada no Diário Digital, e consultável na íntegra neste link.

X-Wife - Fireworks

sexta-feira, janeiro 23, 2009

Programa do Aleixo



É muito bom este programa, uma nova abordagem ao humor... e melhor, de Coimbra!!!

Notas de Lisboa e de Coimbra

Estive hoje, por breves momentos, no Lumiar.
Quando se pensa em Lisboa pensa-se geralmente no centro, na Baixa, na zona histórica onde os turistas estrangeiros encontram uma cidade antiga e encantadora, banhada pelo vasto estuário, onde até esquecem as atrocidades que lá se vêm cometendo. Ninguém se lembra do Lumiar.

O Lumiar é uma das zonas de Lisboa onde mais se nota o crescimento súbito e acelerado da cidade para os seus arredores, e onde são mais visíveis os contrastes entre o antigo e o moderno. Da antiga aldeia, fora do termo de Lisboa, resta um património histórico muito interessante. A Estrada do Lumiar é uma longa rua ladeada pelos altos muros de quintas e propriedades do século XVIII, onde podemos encontrar, num pequeno largo, uma capela que ficaria bem em qualquer aldeia da Beira ou da Estremadura, ou a casa onde faleceu Cesário Verde. Sem qualquer separação ou distinção, esbarramos nos grandes hipermercados ou nos centros de investigação e inovação que emprestam um ar contemporâneo a um Portugal avesso a modernices.

Ver se da próxima vez passo por lá com um pouco mais de tempo.


De Coimbra, chega-nos a notícia da "inauguração" do criptopórtico romano, no piso inferior do Museu Machado de Castro, depois de abertura abortada no mês passado. O fórum romano de Aeminium é, dizem, um dos legados da arquitectura romana mais impressionantes ainda existente em Portugal, e uma prova da importância desta cidade romana, contemporânea da vizinha Conímbriga de que veio mais tarde a herdar o nome. Prevê-se que uma maior área venha a ser progressivamente aberta ao público até 2010.
Esta é, de certeza, uma visita obrigatória nos próximos tempos - se não for antes, que seja na próxima Queima.

quinta-feira, janeiro 22, 2009

Uma Cena Alternativa

Estive ontem, 4ª feira, presente no Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria, para o visionamento de um ciclo de curtas-metragens, a sugestão e convite do nosso amigo W.

Há muito tempo que não me dispunha a um programa alternativo, daqueles capazes de mudar toda a nossa perspectiva, muitas vezes a 360º. Havia bastantes programas desses em Coimbra, onde existia também uma vasta comunidade de público bastante receptivo. Eu, parafraseando o W. que se queixa do mesmo, sou um burgesso, um pequeno-burguês com grandes dificuldades em sair dos cânones normalizados e em absorver e disfrutar plenamente a estética ou a mensagem que este tipo de conteúdo artístico pode transmitir, especialmente nos casos mais conceptuais ou experimentais. Contudo, estou sempre receptivo a este tipo de iniciativas – geralmente conseguem sempre surpreender-me. E desta vez não foi excepção, pelo que dei o meu serão por muito bem entregue.

Foram expostos cerca de 8 a 9 filmes, dos quais consegui captar plenamente a mensagem de 3 deles. Mas vamos à ordem cronológica.

Os dois primeiros filmes são inteiramente filmados em Leiria, o que só por si empresta um élan muito próprio à experiência cinematográfica; em lugar das habituais imagens de Los Angeles, Chicago ou New York, é a antiga e medieval urbe leiriense que serve de pano de fundo a uma acção dirigida a um público todo ele “da casa”. O paroxismo é atingido, talvez, na cena final do primeiro filme, passada na esplanada exterior ao próprio Teatro José Lúcio da Silva, o que implica uma sensação de quase nos vermos a nós próprios. O realizador poderia ter ido um pouco mais longe e encerrado a fita na própria sala onde estávamos, o que tornaria esta sensação de introspecção, de “olhar para dentro”, absoluta. E, melhor que isso, seria termos o filme não gravado, mas transmitido em directo a partir da própria sala, onde os espectadores se poderiam ver a si próprios a ver a tela, onde se vêm a si próprios a ver a tela, onde se vêm a si próprios a ver a tela, onde se vêm a si próprios…

Estás a ver, W., como este tipo de experiências culturais tem sempre efeitos imprevistos? A sério, temos de ir a mais cenas destas. Entretanto, talvez eu me possa vir a tornar um realizador alternativo, também.

Como eu estava a dizer, o primeiro filme anda à volta de um casal de adolescentes que escolhe alguns dos edifícios mais degradados do Centro Histórico de Leiria para snifar. A última cena, (na esplanada do Teatro como já referi) mostra-os a comer um gelado até que um desconhecido os aborda, “posso sentar-me aqui?”, e senta-se com eles, sem esperar resposta, e fica a olhar para eles.
O segundo filme é um sonho filmado e realizado por alguns adolescentes, tendo como pano de eleição a Igreja de Nossa Senhora da Pena, no interior do Castelo de Leiria. Um deles tinha um buço verdadeiramente notável.

O terceiro filme foi um dos três filmes dos quais consegui retirar algo. Paulo César Fajardo apresenta-nos, em filme a preto e branco, um velho, um homem rural, que se levanta da cama e percorre a estrada na sua bicicleta, até ao parque da cidade, e depois até ao mar. Os planos demorados, o detalhe das rugas e dos efeitos que os anos trazem sobre um corpo que esconde uma mente viva e jovem (lê-se isso nos olhos daquele respeitável ancião), o contraste entre a juventude inocente e pueril das crianças que brincam no parque e a serenidade da idade, a praia e o olhar longínquo perdido no horizonte – tudo isto são evocações de Bergman e do existencialismo inquieto do século XX. Volto a insistir, Analfabeto, que nunca vi um filme de Bergman completo e que a melhor referência que tenho de Bergman é a do cavaleiro que joga xadrez com a Morte na praia, cena recentemente parodiada por Manuel João Vieira na mini-série “Um Mundo Catita.”
O protagonista é o avô de Paulo César Fajardo.

O quarto filme, de que me esquece agora o nome, foi um dos mais experimentais e conceptualistas e consistiu na evolução de “almofadinhas” de diversas formas, tamanhos e feitios, que interagiam de maneiras diversas umas com as outras, ao som de um piano extremamente agressivo e inquietante. Pareceu-me, claramente, a materialização de uma realidade onírica originada pelo realizador num sonho daqueles em que o cérebro está no registo de onda a que o vulgo chama “sono leve” ou “primeiro sono.”

O quinto filme, “Self portrait”, durou cerca de 10 segundos e consistiu num auto-retrato, de que recordo uma língua vermelha numa face branca. Talvez uma evocação da Polónia?

O sexto filme foi o menos conceptual. Consistiu numa descrição profunda e sentida das condições de exclusão social, abandono, carência, desespero e total ausência de esperança, em que vivem os habitantes dos mais degradados bairros do Porto. Uma chamada de consciência social, pura e dura. Infelizmente, a meio do filme, um dos protagonistas lamentou o facto de, para receber o Rendimento Social de Inserção, os elementos dos Correios terem por vezes a polícia por perto. Como já ouvi pessoas que estão do outro lado da barricada, lembrei-me que a realidade nunca é a preto e branco e o meu nível de sensibilidade ao filme decresceu.

O sétimo filme não foi um filme; foi um plano cor-de-rosa que durou cerca de 3 segundos, e que alguns tomaram por um filme completo e ensaiaram uns aplausos.

O verdadeiro sétimo filme foi em desenhos animados, mais uma vez em registo onírico – uma sucessão de imagens aparentemente desconexas, mas onde o sangue, a violência e o sofrimento, bem como um inquietante plano de um autocarro com figuras espectrais como passageiros, são os “flashes” de destaque.

O último filme foi o meu preferido (embora tenha gostado bastante do “Bergman” de PC Fajardo.) “Arquitectura urbana em pormenor” relevou pormenores urbanísticos de uma cidade, sempre de baixo para cima, sempre em ângulos que não estamos habituados a ver, com uma narradora de voz acelerada e convidado ao pensamento, à descontrução da forma como vemos a cidade, passa o semáforo de vermelho a verde, arrancam os carros, todos vão a todo o lado, ninguém vai a lado nenhum, passam acelerados pelos jardins e pelas praças, e esquecem-se de ver a cidade, de viver a cidade. Percebi rapidamente que a maior parte do público estava mesmo à nora, mas para mim, que já fiz uma rubrica sobre pormenores arquitectónicos e urbanísticos de Leiria neste blogue, e que tenho muitas horas a pé pelo centro de Leiria, grande parte dos pormenores expostos eram-me perfeitamente familiares. Portanto, a mensagem da narradora – olhar a cidade pelas suas formas geométricas, pelas linhas, pelas formas, pelo significado estético e mental que tudo isso carrega, e porque a cidade é vista de forma diferente por cada um que a vê – acho que nunca tinha visto um filme em que sentisse tanto que eu era o único espectador possível.
Quando saí do cinema, depois de uma tal sobrecarga de estímulos tão diferentes, sentia a cabeça leve e fresca como há muito tempo não me sentia.
Talvez também por causa do chuvisco, do “borraço” acompanhado de nevoeiro, que se fazia sentir. W., vai estando atento à próxima!

(e tudo isto à borliu.)

sábado, janeiro 17, 2009

Continuação

"O vazio existencial manifesta-se sobretudo num estado de aborrecimento"
Viktor Frankl, sobrevivente de Auschwitz e fundador da logoterapia "Em busca de sentido"

Breve consideração sobre a Felicidade

"Qual é o contrário de felicidade? Tristeza? Não. Tal como o amor e o ódio são duas faces da mesma moeda, assim também o são a felicidade e a tristeza. Chorar de felicidade é um exemplo perfeito disso mesmo. O oposto do amor é a indiferença e o oposto da felicidade é - aqui está o ponto decisivo - o aborrecimento. A excitação é o sinónimo mais prático para a felicidade e é precisamente o que se deve esforçar por perseguir. É a cura para tudo."

quarta-feira, janeiro 14, 2009

Direct Marketing

Algum dos nossos leitores tem, ou sabe de quem tenha, o DVD do David Fonseca, "Dreams In Colour Live – 12.04.08 Coliseu", que me possa emprestar?
Antecipadamente grato.


(foi assim que o Manuel João Vieira conseguiu uma peça super-rara para o seu Ford Capri.)

terça-feira, janeiro 13, 2009

30 anos

Oliveira e Costa e o seu passeio ao ar livre!!!

Hoje, o antigo Presidente do BPN foi ao Parlamento passear para acabar por não dizer nada aos deputados. Não compreendo estes deputados, que ao invés de criarem leis anti-corrupção, querem fazer papel de juiz e de investigador criminal. Parece-me que este passeio de Oliveira e Costa, serviu como mais uma medida para tapar os olhos ao povo português, que continua a ser um povo ignorante e atrasado, uma mera e péssima miragem do povo nobre que já fomos outrora nos tempos de glória do nosso império. Actualmente, vivemos num sistema comandado por "boys" centristas, que lutam pelo "tacho" e que vivem com medo de serem escorraçados da "galinha de ovos de ouro" que o 25 de Abril lhes ofereceu. Apredenderam uns truques de propaganda, desenvolveram capacidades de discursar em público (falam muito e eruditamente, mas nunca ninguém percebe onde eles querem chegar...), dão regalias a lobbys económicos que financiam as suas campanhas eleitorais e em troca recebem favores legais aos seus interesses, e assim enganam 10 milhões de atrasados mentais!?... No tempo de Salazar fala-se da opressão do regime, da falta de prosperidade económica, da manutenção de um império em declinio e insustentavel. Hoje, continuamos a ter um regime que oprime o contribuinte de uma forma impressionante, impostos são pesados como nunca antes foram, prosperidade económica é o que se vê, empresas a fechar todos os dias, pessoas a perder emprego, mantemos um regime de "tachistas" que percebem pouco das áreas que comandam... pelo menos no tempo de Salazar havia emprego para todos!!! Há dias, em entrevista ao Negócios, alguém disse que quando ele se tinah recusado a nomear um "boy" do PS para seu adjunto na secretaria de estado, Mario Soares derigiu-se a esse senhor e disse-lhe que ele era um anjinho. É assim que funcionamos no nosso país, as pessoas assumem cargos porque são de um partido, ou porque são conhecidos de alguém e não pelas suas capacidades nessa área especifica. Por isso é que temos banqueiros, como o Teixeira Pinto quando assumiu a liderança do BCP (5 anos de banco), que são acusados de fraudes. E por isso temos também Ministros da Saude sem formação ou experiencia em Saude, o mesmo na Educação, na Economia, na Agricultura, e por ai adiante...

segunda-feira, janeiro 12, 2009

Bimby

"Electrodomésticos 'mágicos' são Campeões de vendas
'Bimby', que custa 900 euros, e máquinas de fazer pão são as favoritas

Máquinas capazes de fazer pão, café expresso com uma simples cápsula ou até refeições completas em poucos minutos enchem as bancadas das cozinhas de hoje. São os electrodomésticos "mágicos", campeões de vendas directas e nas lojas da especialidade.

Os novos electrodomésticos entram em casa por "falta de tempo", pela "facilidade" com que são usados, "limpeza", "preferência pelos produtos saudáveis" a comidas pré-preparadas e pelo "gosto dos consumidores pelas novidades". Alguns estão mesmo a tornar-se tão obrigatórios como os "velhos" microondas, varinhas ou torradeiras, diz quem os compra e quem os vende.

Marta, advogada em Lisboa, usa um robô de cozinha para fazer as suas refeições do princípio ao fim, começando nas sopas, passando pelos sumos, pratos principais e acabando nas sobremesas. Para o pequeno-almoço faz o pão num aparelho de cozinha e já nem vai à rua para beber café. "A máquina do café foi a grande revolução. Até costumamos dizer que bebemos melhor café em casa do que na rua", afirma.

Enquanto fala, prepara uma mousse de limão em 40 segundos, para provar como a rapidez não é sinónimo de falta de qualidade da comida feita no robô de cozinha mais famoso do momento, a Bimby , que custa 900 euros. A casa da Marta é um dos 80 mil lares portugueses que têm a Bimby, um produto de venda directa que desconhece a palavra crise: só em Dezembro foram vendidas 3945, num ano em que se chegou a 28 500 novos clientes, segundo os números da representante em Portugal. Mesmo os quase 900 euros que custa parecem não travar a procura por este aparelho - que combina as funcionalidades de um robô de cozinha clássico com outras próprias do fogão. Até porque existem linhas de crédito para a adquirir.

Uma loja de electrodomésticos de Lisboa tem também testemunhado a explosão da venda dos "novos" pequenos electrodomésticos, sobretudo no Natal e antes das férias, como explicou o gerente Luís Pêgo. As máquinas de fazer pão entraram na lista de compras a meio de 2008 e são procuradas sobretudo pelas pessoas com famílias e com idades entre os 30 e os 50 anos, garante o gerente do Media Markt de Benfica.

(...)

Com cada vez menos tempo para passar em casa, os portugueses procuram ter "mais qualidade [de vida] e conforto" quando chegam do trabalho, considera Luís Pêgo."

Este artigo foi publicado no Diário de Notícias online, de autoria da jornalista Paula Lagarto, e pode ser consultado na íntegra neste link.

domingo, janeiro 11, 2009

Viagens - III

Ruínas do Convento Dominicano de Nossa Senhora das Neves
Serra de Montejunto






Alenquer



Valencia de Alcantara





Palácio do "Governador da Vila", século XVII - Valencia de Alcantara



Bandeiras de Espanha e da Província de Extremadura


Bandeira da Jordânia



Bandeira do Koweit



Bandeira da Palestina



Lykke Li - I'm Good, I'm Gone

sábado, janeiro 10, 2009

Viagens - II


Pormenor de tapeçaria alusiva à Reconquista - Câmara Municipal de Marvão




Alenquer - Outra Perspectiva do Centro Histórico



quinta-feira, janeiro 08, 2009

Viagens

Nos próximos dias teremos algumas fotos de viagem, há muito prometidas.


Castelo de Vide - Fonte




Alenquer - perspectiva geral do centro histórico


quarta-feira, janeiro 07, 2009

"Como Dar Cabo de um País" de João Pinto e Castro

"Nos últimos anos do século XVII, William Patterson, um financeiro que estivera envolvido na criação do Banco de Inglaterra, concebeu um grandioso esquema o "Darien scheme" para estabelecer uma colónia escocesa no istmo do Panamá (Darien, para os escoceses) destinada a controlar todo o comércio em trânsito terrestre do Atlântico para o Pacífico.

A Companhia da Escócia começou por angariar fundos em Londres, mas o governo inglês, receando a concorrência que o projecto faria à Companhia das Índias Orientais, opôs-se à ideia. A Companhia teve então que virar-se para o mercado doméstico de capitais, onde não teve dificuldade em angariar 400 mil libras em poucas semanas (o equivalente a 40 milhões de libras na actualidade). O entusiasmo em torno do projecto era tal que toda a gente na Escócia – rica, pobre e remediada – se endividou para comprar acções da Companhia, cujo activo equivalia a metade de todo o capital disponível no país.

Em Julho de 1698 partiu para o Panamá a primeira expedição, que integrava cinco navios e transportava 1.200 pessoas. A tragédia foi fulminante: o clima inóspito e as doenças rapidamente dizimaram um bom número de colonos. De modo que, após ser-lhes negada ajuda pelas colónias inglesas da América, o estabelecimento foi abandonado em Julho de 1699. Entretanto, como na época não havia telefone nem Internet, uma segunda expedição vinha a caminho com mais 1.200 pessoas, tendo sofrido igual destino. No final, regressou à pátria um navio com 30 sobreviventes. Em resultado, a Companhia da Escócia viu-se arruinada e, com ela, toda a nação. Aparentemente, nenhum dos promotores do empreendimento tinha a mínima ideia das condições reais do local onde haviam persuadido um país inteiro a aplicar somas colossais.

Em 1707, uma Escócia exangue resignou-se a assinar o Acto de União com a Inglaterra. Em compensação, a Inglaterra acordou pagar aos investidores da Companhia 398 mil libras. Por outras palavras, o país foi vendido. Só em 1999, três séculos mais tarde, a Escócia conseguiu recuperar o seu Parlamento.

Na época, o ódio popular incidiu mais sobre os ingleses do que sobre os promotores do "Darien Scheme", apesar da evidente estupidez do projecto e da colossal insensatez dos seus líderes, que não hesitaram em mobilizar uma nação inteira para investir em algo cuja viabilidade jamais fora suficientemente investigada. No final, os investidores recuperaram melhor ou pior o seu dinheiro; mas milhares de pessoas perderam a vida e o país a sua independência.

(...)

Os sucessos recentes na Islândia recordam-nos que, ainda hoje, é possível os desmandos de aventureiros descontrolados levarem um país à ruína. Mas os estudantes de economia são poupados ao conhecimento de eventos como o relatado, não vá dar-se o caso de ficar abalada a sua confiança nas teorias muito limpinhas que lhes explicam como as economias funcionam. É muito mais conveniente fazê-los crer que tudo se resume a encontrar o ponto de intersecção da oferta e da procura, ignorando a importância das relações de poder na determinação do resultado final.

Sabemos há séculos que as sociedades anónimas se prestam a toda a espécie de abusos quando a sua actuação não é convenientemente regulada. Em casos extremos, podem semear a miséria e arruinar países. Mas foi preciso chegarmos junto ao abismo para esta verdade ser recuperada e reconhecida."

Este artigo foi publicado por João Pinto e Castro e pode ser consultado na íntegra no Jornal de Negócios online, acessível a partir deste link.


A diferença entre o "Darien Scheme" e as teorias da conspiração que circulam nos e-mails, é que o "Darien Scheme" ultrapassou o teste do tempo e é considerado como facto histórico. Ao contrário do que vulgarmente se pensa, a História é uma ciência crucial para entendermos o Homem e o seu comportamento.

Falam, falam...

Bem dizia o outro que há gajos que falam falam, falam falam, mas ninguém os vê a fazer nada. Mandam-nos ver o Bruno Aleixo, perguntam-nos se já vimos o Bruno Aleixo, insistem que vejamos o Bruno Aleixo, mas e fazerem alguma coisa para que nós possamos confortavelmente aceder ao Bruno Aleixo? Isso é que não. Trabalhar é bom para o p... alerma.

Agora, e só por causa das coisas, ficamos com o mais "mediático" dos sketches do famoso ewok de Coimbra. Mais tarde, eventualmente, teremos outros desenvolvimentos. A partir do Aires.



Alguém sabe onde é o Aires?

domingo, janeiro 04, 2009

quinta-feira, janeiro 01, 2009

A very nice tool

Depois de mais uma nota optimista deixada pelo Daniel no verdadeiro Juízo do Ano de ontem, hoje vamos começar com serviço público.
A Web 2.0 está, provavelmente, no pico de actividade, depois de um período de desenvolvimento acelerado nos últimos 3 anos. Definitivamente, deixámos o tempo em que as actividade lúdicas de computador eram apanágios de "nerds" da informática (basta pensar em antigas ferramentas que pareciam ter sido feitas especialmente para complicar a vida às pessoas, i.e., feitas por programadores informáticos com menos sensibilidade para a user-friendliness) e passámos a ter ferramentas super-simples e práticas.
Zamzar é uma aplicação online que simplifica ao máximo a tarefa de produzir ficheiros de música a partir de vídeos existentes em portais de vídeo, como o Youtube. Em poucos minutos, e sem qualquer registo no site, e possível converter um vídeo do Youtube e transformá-lo num ficheiro mp3. Basta colocar o URL, escolher o formato para o qual o queremos converter, e inserir o e-mail no qual queremos receber o link para download. Poucos minutos depois, recebemos o link e descarregamos o ficheiro.