quinta-feira, agosto 28, 2008

Se calhar ainda não é desta...

Rumores muito recentes apontam para que ainda não seja no próximo fim de semana que vai voltar o relatório do casamento. Entretanto, este blogue tem tantos post meus seguidos que já parece "o beco do fala só". Urge, portanto, alterar esta situação e que os indivíduos que tenham algo para dizer - nem que seja m****, como o B****, já dizia a outra - falem.

(Pode ser que daqui a uns anos, se fizermos uma pesquisa por aquilo que vocês sabem, o Google ou o Cuil ou outro qualquer consigam associar aquilo que vocês sabem àquela frase de sentido dúbio, e indicar este post no resultado de pesquisa. Nesse dia, saberemos que a pesquisa online estará muito próxima do Big Brother - do literal, mesmo.)

Há quanto tempo não temos aqui uma qualquer evocação coimbrã? Andamos a fugir às tradições, não?...

quarta-feira, agosto 27, 2008

Relatório do Casamento?

Em princípio, e se nada mais falhar, o relatório deverá regressar no próximo fim de semana. Enquanto isso, e para variar dos Trabalhadores do Comércio, ficamos com a música portuguesa que mais utiliza verbos na forma condicional.

(eu sou daqueles que acaba por preferir 100 vezes à música portuguesa dos anos 80 à música anglo-saxónica dos anos 80. Mas, como eu nasci só em 1983, nem devia ter voto na matéria)

sexta-feira, agosto 22, 2008

Passagem por Coimbra

A Solum é, na feliz imagem da Ana, a zona onde Coimbra faz lembrar Lisboa. O que se compreende perfeitamente, pelas suas longas avenidas de 3 faixas, prédios de mais de 10 andares, trânsito caótico, e um Estádio triunfalesco e monumental, à imagem do das grandes metrópoles.

Este blogue, que creio já ter referido e certamente falarei mais vezes, apontou um tópico interessante e que eu desconhecia: a origem do nome "Solum", que podem consultar aqui.

Para boas fotografias da Solum, o igualmente conhecido Skyscrapercity.

Esclarecimento

A minha prima, animadora de profissão, fez uma amável visita a este blogue, e aconteceu aquilo que eu receava: mal-interpretou o sentido do post, porque efectivamente tratava-se de uma "private joke" dirigida ao co-blogger que comentou o post anterior logo a seguir a ela. No entanto, e pensando nisso, é verdade que o post se presta a isso: desde que terminou o contrato com a TVI que o Batatinha - sem dúvida, e junto com o Croquete, o mais célebre palhaço português, pelo menos a seguir ao João Val... enfim, vocês sabem - dizíamos, que o Batatinha tem andado desaparecido.

E como este blogue está horrivelmente irregular, em vez de falar da medalha do Nélson Évora, ou do regresso da Rússia, vou relembrar a separação "litigiosa" da dupla "Batatinha e Companhia", que dirigiam um programa extremamente bem sucedido na TVI, o Batatoon, e cujos CDs devem ter obtido boas vendas. Como o nome indica, o Companhia traduzia na realidade um fenómeno que deve ser típico da arte, porque já antes disso o Krusty tinha companheiros que serviam de bombos da festa - o Sideshow Bob e o Sideshow Mel - e, de facto, de tanto servir de saco de pancada o Sideshow Bob acabou um criminoso sanguinário e delicado, como todos sabemos.
Diz a Wikipédia, e diz este cidadão que viu a cena, que Batatinha e Companhia agrediram-se em directo durante o programa, com o Companhia, tal como o Sideshow Bob, farto do papel ingrato secundário, a virar-se ao "patrão". Do que eu me lembro mesmo é de ver um título do 24 horas:

"Palhaços à Batatada"

Sempre muito piadolas, os dos jornais. Foi isto em 2001 - eu vi o jornal no quiosque amarelo da Av. Dias da Silva, em Coimbra.

E agora, continuamos com a saga dos Trabalhadores do Comércio, com esta singelo retrato do Vinho - e uma pequena homenagem a uma região vinícola portuguesa, que eu desafio os leitores a tentarem perceber, no meio do sotaque fortemente nortenho que caracteriza este projecto. (Mais tarde poderei disponibilizar a letra.)




Quanto à minha prima, cujos serviços profissionais recomendo fortemente a todos os leitores deste blogue, agradeço a visita - e volta sempre!

terça-feira, agosto 19, 2008

Trabalhadores do Comércio

"...a primeira a abrir o caminho da paródia (servida por músicos a sério) trilhado também por ilustres agrupamentos como os Afonsinhos do Condado, os Ena Pá 2000 e os Irmãos Catita. Ei-los." (texto citado de Nuno Markl)

sábado, agosto 16, 2008

Aguardemos...

Provavelmente, já todos os leitores estão convencidos que não vai aparecer o restante do relato do casamento. Desenganem-se. Aqui, nada fica esquecido - até aquela biografia do Verstappen não está esquecida, e vejam lá ao tempo que foi, quanto mais uma boda ainda fresquinha.

Aguardemos pacientemente, portanto, desfrutando desta relíquia dos anos 80.

quinta-feira, agosto 14, 2008

Da inocência

Hoje, na minha viagem diária de comboio


eu agora faço o meu commuting de comboio, como alguns já saberão


uma criança fez esta pergunta á mãe:

"quem é que comprou o comboio?"

A mãe, como qualquer adulto, tratou de orientar a criança no sentido da standardização, da normalização e da aceitação bovina do mundo. Primeiro, através de um arremedo de humilhação pública: virou-se para os outros passageiros - alguns deles eram conhecidos, porque se tratava de um grupo - e perguntou se alguém sabia responder à pergunta. Depois, como ninguém respondesse - uma forma prática de mostrar à criança que isso não se pergunta - suspirou para o ar "as coisas de que a criança se lembra" e explicou que isso não interessa.

Uma vitória para José Eduardo Moniz, que está ali a conquistar uma futura audiência das suas novelas.

Eu, se não fosse um gajo normalizado, responderia: "foi o governo!" mas não respondi. Primeiro, porque também estou standardizado, e a mãe era capaz de ficar escandalizada; depois, porque achei que a pergunta não ia satisfazer a criança, porque - e é aqui que eu quero chegar - as crianças querem absorver o mundo, e só elas fazem perguntas verdadeiramente importantes. Já diz o filósofo Fernando Savater que uma criança de 4 anos é muito mais curiosa, esperta, viva e dinâmica que um estudante de 20 anos que não consegue pensar "out of the box".

O governo, pois então. E depois? Mas qual a pessoa? Fiquei a pensar para mim: foi a CP, uma empresa que pertence ao Estado ("ao governo", digamos.) Mas pensei também: isso não é resposta que satisfaça a criança. A CP? Porquê? Quem é a CP? Que pessoas a governam? Que pessoas fazem as compras, na CP? Onde foram comprar o comboio? Se não foi ao Continente, foi onde? Quantos comboios viram, antes de se decidirem por aquele? Quanto custou? Já agora: quem vendeu aquele comboio à CP? Como é que o vendedor e o comprador se encontraram, se não foi no Continente? Se eu quiser saber quanto custa um comboio e onde se vende, como faço? Como são e que outras coisas fazem as pessoas que vendem comboios?

Estas eram as perguntas que aquela criança de 7 ou 8 anos estava disposta a fazer, e são as perguntas a que eu não sei responder. Já sei, pelo menos, o motivo pelo qual as não sei responder - o que já não é mau. Mas a verdade é que não sei responder - mas, mais grave ainda: talvez eu não conseguisse fazer as perguntas que a criança fez.

E fazer as perguntas certas, como se sabe, é muito mais importante que encontrar as respostas certas.

Anos 80
esta música não é grande novidade, pois isto foi cantado recentemente no canal do marido da artista. Há uma série de outras músicas que, se eu as quiser no Youtube, terei de colocá-las eu porque não existem, como a "Vígaro Cá, Vígaro Lá" da Lena d' Água.
Mas enfim, fiquemos com a pivot da TVI - ainda com a sua voz de 1981.

obrigado a justagirlnamedsue.

terça-feira, agosto 12, 2008

Adelaide Ferreira - Baby Suicida

O Melhor do Rock Português 1980-1984

Desde que convivo com pessoas que acham piada ao facto de eu ter nascido em 1983, tenho sentido um fascínio extra por esse período que eu não pude viver mas que está tão próximo de mim. Recentemente, tive acesso a esse grande álbum que dá o nome ao post de hoje. Está cheio de relíquias, e algumas delas eu não conhecia de todo! Esta eu já tinha ouvido falar.

Danish, o Nosso blogue merece isto!

Bebé Nirvana já tem 17 anos

29.07.2008, Joana Amaral Cardoso

Spencer Elden gostava de ter sido jovem nos anos 90 e está habituado a ver-se em T-shirts e posters

Duzentos dólares, um disco de platina de recordação e um urso de peluche. E uma série de encontros imediatos com a sua imagem em T-shirts, posters e decorações de lojas de discos. Estas são as recompensas que Spencer Elden recebeu por ter sido fotografado em todo o esplendor da sua nudez pueril para a capa de um dos álbuns mais importantes do rock: Nevermind, dos Nirvana, em 1991.
"Sou só um miúdo normal, a viver a vida e a fazer o melhor enquanto cá estou", disse numa entrevista à National Public Radio (NPR) norte-americana. "Muito poucas pessoas no mundo viram o meu pénis. Por isso, de certa maneira, é fixe [ser o miúdo nu que persegue uma nota de dólar presa num anzol na capa do álbum de Smells Like Teen Spirit, Come as You Are ou Lithium]." Mas no ano passado comentava à MTV.com: "É um bocado assustador que tantas pessoas me tenham visto nu. Sinto-me como a maior estrela porno do mundo!"
Hoje, todo ele cheira a teen spirit, farto do liceu e com rebeldias suficientes para o levar ao internato num colégio militar por motivos que os pais não revelam. Ficaria Kurt Cobain orgulhoso do seu rapaz de capa? Está saturado da escola, do come as you are do liceu, como disse à NPR. "As mesmas pessoas, os mesmos professores... Ir até ao cacifo, preocupar-me com raparigas estúpidas... Quero fazer algo produtivo e não preocupar-me com a entrega do meu trabalho de casa de Matemática. Quero fazer alguma coisa, quero viajar."
Festa na piscina
Spencer Elden vive em Los Angeles e a sua entrada na Wikipédia versa sobre o que fez quando nem um ano tinha, flutuando numa piscina no complexo de Rose Bowl, na Califórnia. Os pais eram amigos do fotógrafo Kirk Weddle, que trabalhava na capa para o segundo álbum dos Nirvana.
O pai, Rick, recorda como Weddle o convidou: "Rick, queres fazer 200 dólares e atirar o teu puto à água? Estou a fotografar miúdos esta semana, porque é que não apareces no Rose Bowl?" "Foi uma grande festa na piscina e ninguém tinha ideia do que se passava", rememora Rick Elden. A família só percebeu quando, três meses depois, guiava em Sunset Boulevard e viu o filho num gigantesco cartaz.
Hoje, Spencer diz que gostava de ter sido adolescente nos anos 1990. Os seus correligionários geracionais "jogam Rock Band na Xbox, e isso não é ter uma banda a sério! Essa é a diferença entre os miúdos dos anos 90 e os de hoje - os miúdos dos anos 90 fariam de facto uma banda!"
"Pergunto-me se ele ouve Nirvana. O aspecto dele indica que devia ouvir", comentava alguém, há um ano, face à imagem de Spencer publicada num blogue. Ele ouve sobretudo tecno, mas tem na parede a tal platina que a editora Geffen lhe mandou, juntamente com o ursinho, quando fez um ano e as vendas de Nevermind levavam o rock alternativo e o grunge para o mainstream. E foi capa, em 2003, de um álbum de McEvin Key.
Numa entrevista em 1994, Kurt Cobain e a mulher, Courtney Love, disseram querer convidar Spencer para jantar quando ele fosse mais velho. Mas a 8 de Abril Kurt Cobain foi encontrado morto em Seattle.
Plano eternamente adiado. Oh well, whatever, nevermind.

domingo, agosto 10, 2008

Enquanto esperamos pelo report do casamento...

... cujos noivos poderiam, por sua vez, disponibilizar algumas das fotos que seguramente tiraram nesses confins da Ásia...

...ficamos com uma visão 3D da obra "Guernica", de Picasso, neste link.

domingo, agosto 03, 2008

A Arte que é de todos

É relativamente frequente interpretar-se uma determinada obra de arte, ou atribuir-lhe sentidos, significados, até descobrir mensagens ocultas, que o seu autor não tinha em mente, ou que nem lhe passou pela cabeça. O artista corre sempre o risco de não ser compreendido; "same goes" para o risco de ter sucesso, mas ser mal-interpretado. Talvez por isso se diga, também, que o artista cria a obra mas, depois, a obra passa a ser do Público, que a re-interpreta e adopta à sua própria maneira. A obra como que ganha vida própria, e torna-se independente do seu autor.

Acredito que Seth MacFarlane não tenha pensado nisso, e é possível que ele nem conheça a série; mas, não consigo deixar de pensar nesta sequência como uma grande sátira aos intermináveis combates do Dragon Ball, em especial do Dragon Ball Z.

sábado, agosto 02, 2008

Association Le Patriarche - Finalmente!

Está finalmente desvendado o mistério que envolvia a estranha referência feita por Manuel João Vieira, no prólogo do tema "Drogado", do projecto "Irmãos Catita":

"«Se da droga abusaste, vais parar ao patriaste»! Hein? G'anda rima..."

Vieira refere-se à Association Le Patriarche, que foi a primeira instituição em Portugal vocacionada para o tratamento e recuperação de toxicodependentes. Assim, a frase faz todo o sentido. Não é fácil encontrar informação na net sobre esta associação, mas ainda existe alguns links: no Cylex, no Ministério da Saúde, numa página francesa ou até num artigo da Wikipédia sem nada a ver.

O nosso problema seria, eventualmente, o facto de todos termos nascido já na década de 80, com excepção do Fernando - mas a associação não deverá ter chegado aos Açores - e, portanto, não termos qualquer memória própria dessa associação.

(Por falar em Açores, o que pensará Berto Messias do comunicado do sr. Presidente da República?)

O desvendar do enigma foi cortesia deste amigo.

(não vou colocar nenhum vídeo do Youtube porque os vídeos existentes, justamente, omitem esse prólogo.)