domingo, julho 27, 2008

Trocadalho

Inspirado na série "Filmes que os Isabelle Gosta"; ideia original retirada algures da internet (lamento, mas não consegui descobrir a fonte).




(Já agora, este é o post 1500. É só mais um número redondo. Quando for altura de fazermos festa, fá-la-emos, e quem não vier para a festa, pode ir-se embora.)

Is Google Making Us Stupid?

The more they use the Web, the more they have to fight to stay focused on long pieces of writing. Some of the bloggers I follow have also begun mentioning the phenomenon. Scott Karp, who writes a blog about online media, recently confessed that he has stopped reading books altogether. “I was a lit major in college, and used to be [a] voracious book reader,” he wrote. “What happened?” He speculates on the answer: “What if I do all my reading on the web not so much because the way I read has changed, i.e. I’m just seeking convenience, but because the way I THINK has changed?”

Este texto perturbante interroga-se sobre se os novos hábitos de acesso à informação, nomeadamente pela net, não estarão a alterar a própria forma de pensar e de aceder à informação, reduzindo a capacidade de concentração e de interpretação profunda de textos - e, mais importante, de ideias.

Mas é óbvio que sim! Basta ver os protestos que este blog recebe quando são postados textos demasiado longos.

Ou será isso mera teoria da conspiração? Enfim, "alimento para o pensamento", neste link. Se não conseguirem ler tudo, estarão a dar razão ao texto.

sábado, julho 26, 2008

Trocadalho

Inspirado na série "Bandas que os Isabelle gosta".


Da Wiisel


(é mal-amanhado porque a gente não é designers.)

The Tree of Life - SEO pela Ciência

«The Tree of Life Web Project» is a collection of information about biodiversity compiled collaboratively by hundreds of expert and amateur contributors. Its goal is to contain a page with pictures, text, and other information for every species and for each group of organisms, living or extinct.(...)
The Tree of Life é igualmente o nome de um filme que estreará para o ano, protagonizado entre outros por Brad Pitt e Sean Penn. Por enquanto, uma pesquisa por «The tree of Life» devolve em primeiro lugar o projecto, mas Jonathan Eisen, que escreve no blog associado, teme que em breve isso deixe de acontecer. Eisen receia que a página esteja assim em perigo de extinção no Google, já que o motor de busca mais utilizado lista em primeiro lugar as páginas com mais hiperligações e é provável que à medida que o filme progride começe a merecer cada vez mais links. Assim, Eisen pede a todos os biólogos que liguem o projecto nas suas páginas de forma a que «The Tree of Life» permaneça no Google como um termo de biologia evolucionária e não como uma curiosidade cinematográfica.

O De Rerum Natura já acrescentou a página aos seus links e tentaremos hiperligar a página mais vezes no futuro. Seria excelente que a ciência conseguisse bater Hollywood, pelo menos no número de ligações para «The Tree of Life». Assim, não só quem procurar informações científicas as encontrará rapidamente como, eventualmente, alguém que pesquise no Google informações sobre o filme ao deparar em primeiro lugar com este projecto de ciência decida ver o que bateu Brad Pitt em links e aprenda algo sobre biologia.»

Copiado do "De Rerum Natura". Nós por cá já demos o nosso contributo, e o Tree of Life passou inclusivamente para os nossos linques.

(Caso haja algum leitor mais distraído, SEO quer dizer: Search Engine Optimization.)

Elvisus Preisulorum

A notícia apareceu apenas num órgão noticioso e devemos sempre desconfiar deste tipo de coisas. Em todo o caso, o Metro (britânico) veiculou a descoberta desta peça num túmulo romano, datada do ano 200. Ver notícia completa.

Google Analytics Report

A Administração do Blogue da SARIP informa que o Blogue teve três visitas recentes a partir da Cidade de Ho Chi Min, capital do Vietname: duas no dia 20 de Julho e a terceira no dia 21. O tempo médio de permanência no Blogue foi de 3 minutos e 58 segundos.

A Administração informa igualmente que o Brasil é o segundo país que mais visitas envia ao Blogue da SARIP, sendo que uma cidade não especificada "not set" enviou 17 visitas nos últimos 30 dias, com um tempo médio de permanência no site de 5 minuto e 29 segundos.


Ciente do alcance global do Blogue, a Administração agradece todo o apoio e promete, em nome dos bloggers, continuar com este projecto por bastante mais tempo, independentemente da linha editorial - que, como se sabe, não existe.

O Casamento do Reinold - III

Tenho recebido aplausos e apupos em relação ao relatório do casamento. Para os aplausos, agradeço, lamento o atraso e prometo muito trabalho e dedicação. Datas, é melhor não prometer nada... mas, isso é como o antigo líder do PSD, "ele há de sair, não sabe é quando." Para os apupos, como eu disse no primeiro post do casamento, as caixas de comentários estão abertas a sugestões e melhoramentos, lembranças de coisas que não se falaram. Também estão abertas ao bota-abaixo do género "ah, isso não interessa nada" mas não se menciona o que poderia interessar. Mas o bota-abaixo não aparece nas caixas de comentários, porque é demasiado português para isso.


Enquanto aguardávamos a saída dos noivos, tentei apanhar fotos da paisagem circundantes. Minde está rodeada pela montanha, que é uma presença visual muito forte. Um pouco como o mar, nos Açores. Onde quer que olhemos, lá está. Não apanhei fotos de jeito, mas consegui algumas durante a viagem para a Quinta dos Lagos, no Vale do Horto, Azoia, Leiria. O percurso entre Minde e Porto de Mós é assim...






...Chegámos à Quinta dos Lagos por volta das 16 horas.
A Quinta dos Lagos é situada num vale, próximo de Leiria. Tem muito boas áreas, pequenos lagos e mini-pontes para o imaginário infantil, e com grandes choupos que dão uma excelente sombra, com alguns cavalos em estábulo.
Casamento prático! Nada de fazer as pessoas esperar para a fotografia, sem comer e sem beber. Não. Primeiro e antes de mais nada, os noivos abriram a mesa.




Depois, sem pressas e descontraidamente, de barriga já composta, toda a gente foi tirando fotos com calma. Com os noivos ou sem eles...




Depois de toda a gente se ter deliciado com a variedade de pitéus espalhados pelas mesas, e tendo havido tempo para relaxar tranquilamente na esplanada, observando atentamente toda a "community" de convidados e fazendo uma série de observações de índole sociológica sobre alguns deles e delas, entrámos para o grande e refrescado pavilhão. Lá descobrimos o alinhamento das mesas.

Ajax shirt swap actie op leidseplein

Het nieuwe thuisshirt van Ajax is gisteren gepresenteerd. Reden om in hartje Amsterdam met voorbijgangers shirtjes te ruilen.


Imobiliário: comprar ou alugar?

O imobiliário transmite o sentimento de que “nunca se perde”.

José Santos Teixeira

Portugal é dos países da Europa onde é mais elevada a percentagem de proprietários.

Falta de cultura financeira, desejo de segurança para o futuro, fraca rentabilidade dos produtos financeiros e inexistência do mercado activo de aluguer explicam esse “amor do imobiliário” que se traduz quer pela compra de casa própria, quer pelo investimento em unidades de participação dos Fundos de Investimento Imobiliário.

Com efeito, o imobiliário transmite o sentimento de que “nunca se perde” e que o investimento sempre se valoriza, pelo que a indecisão entre comprar ou alugar é quase automática em favor da compra. Até porque o que se paga de juros ao banco é considerado como um investimento ou um pagamento a si próprio. E não como um custo.

Nos últimos tempos, as execuções via venda em leilão, de hipotecas não liquidadas atempadamente, trouxe a alguns a questão de “se vale a pena comprar”.

Evidentemente que cada caso pressupõe uma resposta que tenha em consideração a situação pessoal do comprador potencial: o preço, a localização do imóvel, o número de filhos, a idade, etc... Quanto a este último aspecto, é de assinalar que em Portugal os jovens optam, frequentemente, pela compra com a ajuda financeira dos pais. O que pressupõe dada a “volatilidade” dos empregos que acreditam na facilidade de revenda. A qual não existe por excesso de oferta. De igual modo, o insuficiente financiamento leva à compra de imóveis na periferia com longos trajectos diários, portanto com perda de qualidade de vida.

Por outro lado, e para poder fazer face aos reembolsos, é habitual a utilização de taxas variáveis indexadas pelo mercado monetário, que tornam o valor do reembolso muito problemático quando a base dessa indexação sobe, como é o caso actualmente.

É evidente que é sempre possível renegociar o empréstimo. Mas existem inúmeros casos em que a renegociação, aumentando desmesuradamente os prazos, atira para idades muito elevadas a liquidação final dos empréstimos. E a “valorização” proveniente da inflação não alivia o esforço financeiro, pois as taxas de juro variáveis são função dessa inflação.

Assim, vale a pena adiar a compra pois sendo a oferta superior à procura, os preços vão-se ajustar inevitavelmente em baixa.
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José Santos Teixeira, Presidente da Optimize - in Diário Económico

Futurologia ou a tendência da civilização?

«Considerando no que é hoje, observando as suas tendências, pode conjecturar-se, aproximadamente, o que virá a ser. Um curioso aprofundou esta questão e lisonjeia-se de ter descoberto, com plausibilidade, as condições em que há-de achar-se o jornalismo no ano 2000.
Há fome e sede de notícias: todos querem saber tudo – o que pode e deve saber-se e o que não pode nem deve saber-se -, a máquina reproduz em minutos o pensamento, para ser transmitido a todos os pontos da terra, e já não é só a máquina para estampar o jornal, é também a máquina para compor; inventou-se o tipógrafo-máquina e deve esperar-se, portanto, que venha a idear-se o redactor-máquina.
O jornal é hoje diário e o mais é que chega a reproduzir a mesma folha em duas ou três edições, com alguns aditamentos ou notícias. Isto será atraso e fossilismo no ano 2000. Daqui a 50 anos, os jornais publicarão uma folha, inteiramente nova, de hora a hora, e, daqui a 100 anos, de minuto a minuto, de instante a instante. Será um moto-contínuo e ainda não satisfará a curiosidade pública. Cada cidadão fará um jornal: o artigo de fundo constará sempre das notícias da sua vida pública e íntima.
Como o jornalismo assume tais proporções, talvez se pense que faltará papel, porque é necessário advertir que de cada jornal se tirarão, de minuto a minuto, milhares de folhas; mas a isto há-de ocorrer-se com facilidade, porque, assim como o jornal é instantâneo, instantânea há-de ser a leitura; e o papel vai, minutos depois de lido, para a fábrica, a fim de se reproduzir [...] apenas o superfino será reservado para os brindes aos assinantes, os quais, ao cabo da sua assinatura, já possuirão uma biblioteca de 525 000 volumes, pois tantos são os minutos que tem o ano; já se vê que a cada folha acompanhará um brinde.
O telégrafo eléctrico generalizar-se-á, cada cidadão terá o seu telégrafo em correspondência mútua, de maneira que em um minuto se saberá o que se passa nos pontos mais afastados e, em Lisboa, se poderá saber, de instante a instante, até à vida caseira do mais boçal esquimó; com o que os povos hão-de folgar, deleitar-se e instruir-se.
O jornal caseiro será alheio à política; para esta haverá jornais especialíssimos e os seus redactores nem serão amigos, nem distintos, quando não forem da mesma parcialidade;quando, porém, comungarem na mesma pia (também em 2000 se darão destas), então serão inteligências robustas, caracteres provados… no que forem.
Mas como é de crer que no ano 2000 já exista a paz universal e a união entre todos os homens, acabará a política, os governos governarão sempre conforme… à nossa vontade, portanto, serão inúteis os jornais políticos; não haverá, pois, nem turibulários, nem oposicionistas; todos serão amigos e distintíssimos cavalheiros, unidos no pensamento comum de amarem a sua pátria. Assim seja.»

in Jornal do Comércio, de 25-02-1868


Durante muito tempo pensei que havia grandes futurologistas no século XIX. Agora, tenho uma opinião ligeiramente diferente: o nosso modelo civiizacional nasceu verdadeiramente no século XIX, e como tal os mais esclarecidos não faziam futurologia - limitavam-se a compreender as tendências do seu tempo e a antecipar a evolução dessas tendências.


E agora, o link para o parecer que O Futebol pediu ao prof. Freitas do Amaral, não sei na condição de quê. Fica o link porque, naturalmente, não ia colocar aqui todo o texto - e muito menos lê-lo.

Back on Track

Uma semana sem nada de novo é impossível. Esperamos este fim de semana tirar a barriga de miséria.
Começamos com uma palermice: a antiga e espectacular música do tempo da Euronews!

sábado, julho 19, 2008

Clipping - quando a realidade ultrapassa a ficção

"PSP de Leiria acusada de agressão após concerto"

"O concerto dos Trabalhadores do Comércio, dia 10, no Jardim Luís de Camões, em Leiria, estava a acabar. Tudo corria bem, com cerca de duas centenas de pessoas (...) quando às 23:30 a PSP decidiu intervir face a uma alegada queixa contra veículos mal estacionados." Em suma, e de acordo com o Jornal de Leiria, a Câmara tinha autorizado o estacionamento à empresa contratada para o suporte técnico do concerto, mas a pulíssia não entendeu assim, e um dos técnicos terá reagido muito mal à multa.
Enfim, pouco me importa saber quem teve razão, embora certamente tenha havido uma falha por parte da PSP visto que o estacionamento estava licenciado.

O que importa aqui é: então não se estava a mesmo que uma coisa destas tinha de acontecer num concerto dos Trabalhadores do Comércio????

Clipping - Pinhal de Leiria ameaçado

"Depois da península de Setúbal e do interior da zona Centro, o nemátodo já ataca os pinheiros bravos do distrito, em Porto de Mós, Alcobaça e Batalha. Esta é uma séria ameaça para todo o Pinhal de Leiria e pode significar a perda total da área de pinheiro bravo."

in Jornal de Leiria, 17 Julho 2008


O nemátodo é um parasita invisível a olho nu, existindo milhares de espécies devidamente catalogadas pelos biólogos. Da parte que nos interessa, o nemátodo do pinheiro é transportado por um insecto e reproduz-se a alta velocidade, causando o seguinte:

Espero não vir a ver o imenso Pinhal reduzido a isto. Para mais informações, ver o portal de onde tirei esta foto. link

quarta-feira, julho 16, 2008

Interlúdio

Meu Lindo Agosto
O som da gravação está muito baixo, mas de qualquer forma o objectivo é mesmo mostrar o vídeoclip, que é, creio, desconhecido por parte daqueles leitores que até conhecem bem a música.



Lucy Kellaway
Lucy Kellaway é uma articulista do Finantial Times* que discorre sobre temas relacionados com recursos humanos, mas do ponto de vista das pessoas, apresentando um ponto de vista pouco habitual: claro, directo, sem parvoíces, e sempre perspicaz. Leitura recomendada.

I See selfish people advance faster on the career...

Do I have to hang out with my team in order to advance?...

Iwork
Vejam este vídeo e depois digam-me se ficaram convencidos das vantagens do Iwork.


*e ela já escrevia na primeira metade desta década.

terça-feira, julho 15, 2008

Boas Notícias

«A empresa alemã Steiff, que inventou os ursinhos de peluche, fez regressar a Portugal parte da produção deslocalizada há apenas cinco anos para a China. E não é caso único - em outros sectores da economia, como o calçado, as grandes marcas estão de volta, devido às dificuldades logísticas e ao aumento dos custos de transporte resultante do agravamento do petróleo.»

Uma notícia do Pois... Não Sei! impressionou-me bastante. Os Delfins vão terminar.

Os Delfins marcam indelevelmente a história da música portuguesa. Amados por umas, odiados por outros, os Delfins criaram um estilo e uma sonoridade próprios. Criaram uma série de grandes hinos românticos, entoados heroicamente em todas as ocasiões. E criaram, inclusivamente, bandas de imitação, o que é a prova de grandeza - bandas essas que aguardam pressurosamente pelo seu fim para ocuparem finalmente o coração de todos os portugueses. Ou pelo menos uma parcela da aorta.

Uma banda como os Delfins foi feita, não para morrer cedo, mas para cantar o seu ideal eternamente, ou pelo menos até aos 50 anos de carreira. Ninguém esperaria este final.
Claro que uma banda como os Delfins nunca poderia acabar por incompatibilidades entre os seus membros. Para os Delfins, amanhã há de haver um ideal, e o ideal deles é acabar em grande, com um grande disco, uma grande digressão, um grande concerto, e um grande alívio...eles são como um rio, que não acaba sem mais nem menos, mas chega grandiosamente ao mar, saber a mar, onde podes ver passar o navio. Foi a grandiosidade dos Delfins que os levou desde a humilde procura de um lugar ao sol até Babilónia, tendo assistido à queda de um anjo durante a viagem.

Um final grandioso - se possível com uma digressão bem publicitada e comovente porque todos sabemos que será a última. Já se sabe que o bem estar vem no fim, "só eu te posso ajudar a atingir esse bem-estar que vem no fim"... Como é na passagem de ano, talvez seja uma grande farra como a do Gato Fedorento.

Enfim, tal como as telenovelas, haverá um efeito substituição e em breve os delfins dos Delfins ocuparão os seus lugares.

domingo, julho 13, 2008

O Casamento do Reinold - II

A criatividade do narrador não obriga àquele procedimento standardizado de contar as histórias segundo a sua ordem cronológica. É para isso que existem os romances de António Lobo Antunes, onde nunca se sabe onde está o fim ou o princípio. Aqui não chegamos a tanto, mas permitimo-nos alguns flashbacks, nomeadamente para identificar pormenores curiosos, como este:Do lado direito da foto, a única convidada deste casamento que envergava o típico traje da mulher nazarena.

O casamento começou com poucos minutos de atraso em relação à hora marcada.


Ocupámos, portanto, um banco do lado direito, juntamente com uma senhora com quem, pouco depois, o Daniel meteu conversa, inquirindo qual a sua eventual relação com o noivo.

Eis senão quando a senhora o informa de que não é convidada ao casamento, e que estava ali apenas para ver a cerimónia! "Gosto muito de ver a noiva".

Não se trata de um caso isolado. No livro "A Lua Não Está À Venda", de Alice Vieira, existe uma personagem - uma porteira - que gosta de, aos sábados, ir à igreja para ver a noiva. É uma cerimónia, há uma emoção, lágrima no olho - enfim, algo de perfeitamente incompreensível para a cultura e a civilização que temos agora, mas que fez e ainda faz parte da cultura tradicional e religiosa portuguesa. O Danish apontou-nos que, na religião islâmica, assistir a uma cerimónia de casamento favorece o crente, nem que seja porque se trata de assistir a um dos actos centrais sobre o qual se baseia a sociedade e a fé e, portanto, é algo que interessa a todos e pode estar aberto a todos. Naturalmente, tal está muito próximo desta nossa tradição.

Mais engraçado ainda foi quando o Daniel perguntou à senhora, natural da terra, quem tinha fundado a Igreja (depois de termos visto, numa parede, a placa "1704", o que condizia bem com a arquitectura, típica desse tempo no qual se construíram muitas das igrejas das aldeias portuguesas, e com a talha dourada.


Reza a lenda que a igreja foi mandada construir por um rei que estava em guerra com Espanha e que esteve refugiado em Minde, tendo fugido de comboio à aproximação dos espanhóis. Mais tarde, mandou construir a igreja em sinal de agradecimento ao povo que o acolheu.
O dr. José Hermano Saraiva costuma contar estas lendas populares, não pela sua veracidade ou verosimilhança, mas porque são muito úteis para compreendermos os pensamentos profundos do povo, aquilo que a lenda representa. Não sei se o Dr. Saraiva conhece esta lenda da igreja de Minde nem o que pensaria de tal; eu arrisco que este povo serrano, levando uma vida dura, de trabalho difícil e de isolamento, longe de senhores feudais e de contendas, talvez quisesse ter para si uma história ligada a grandes acontecimentos. Bem, mas eu não vou estar a inventar, até porque Minde tem uma história muito específica, tem um calão próprio - o minderico - como talvez não haja outro em Portugal e escuso de estar para aqui a inventar.
Em termos históricos, Portugal era um dos países intervenientes na guerra civil espanhola que decorria quando a igreja foi construída, em 1704, mas é improvável que o rei se tenha refugiado ali, até porque a invasão espanhola nessa guerra foi muito breve e limitada, e quanto ao comboio... bem...


A noiva fez algum suspense, com uma entrada pausada, que permitiu aos músicos presentes (sem o tradicional órgão e sem a tradicional Marcha Nupcial, nem a de Mendelsson, nem a de Wagner - que, de resto, tende a ser proibida pela Igreja Católica) a criarem a envolvência adequada.


Os livros da missa eram totalmente bilingues. A segunda leitura foi precisamente proferida em neerlandês:


O padre Albino Carreira fez uma cerimónia inteligente, reduzindo-a ao mínimo essencial - consciente de que os convidados, "que vêm de tão longe", não iriam perceber patavina do que ele estava a dizer, assim como ele mal foi capaz de dizer os nomes dos pais do noivo, como naturalmente reconheceu. Das poucas coisas que disse, é de sublinhar o facto de no casamento "não ser preciso falar muito", ou seja, o amor é que conta. Não podia ser mais adequado.

O cântico do salmo foi efectuado por um jovem adolescente com uma boa voz de soprano que não condizia totalmente com a sua imagem. Esse momento, do qual infelizmente não temos imagens, foi comparado com este - e foi vivamente comentado o resto do dia.

A saída foi como manda a tradição, com muito arroz e repicar de sinos. Infelizmente, o Youtube não aceitou o vídeo que captei deste momento, pelo que vou substituí-lo por esta foto da noiva, secundada por dois anjinhos nitidamente mal preparados para o clima quente e solarengo da Europa meridional.


O carácter prático deste casamento voltou a estar patente na foto "geral", que normalmente se tira à saída, com todos os convidados. Geralmente, é uma cerimónia para demorar 10 minutos, até que todos os convidados estejam a postos, os mais altos se convençam a ir para trás ou a baixarem-se, e os grupos de conversas se convençam a calarem-se por um bocadinho e virarem-se para a frente.
Aqui, não. Em dois minutos estavam tiradas as fotografias. Tive pena de não ver o resultado final, porque havia várias pessoas viradas para trás a conversar e praticamente não houve enquadramento por parte dos fotógrafos para se ver toda a gente. Mas pelo menos não estivemos a torrar ao sol.

(Continua)

sábado, julho 12, 2008

Quinta da Fonte, Loures

Mesmo sem comentários da nossa parte, o blog da SARIP não podia passar sem publicar estas excelentes imagens, a fazer lembrar Kerbala ou Gaza. Cortesia SIC/Captomente.

sexta-feira, julho 11, 2008

Vinde e sentai-vos!

Oferecemos aos leitores do Blogue da SARIP a possibilidade de entrarem no cockpit de um Airbus A380.

Universidade de Coimbra e Google celebram acordo



"A Biblioteca Geral de Universidade de Coimbra junta-se a partir de hoje ao Google Pesquisa de Livros para disponibilizar ‘on-line’ centenas de livros e revistas académicos. Pelo meio-dia, na Biblioteca Joanina, o Senhor Reitor da Universidade e
o responsável pela Google em Portugal formalizam e anunciam o Acordo (“Agreement”) estabelecido no âmbito do Google Partner Program [acto adiado por conveniência de agenda]. Monografias, separatas e publicações periódicas de grande interesse histórico-cultural e grande prestígio como os “Acta Universitatis Conimbrigensis” e a “Revista da Universidade de Coimbra” vão agora estar acessíveis ‘on-line’ através do Google Pesquisa de Livros, uma ferramenta que permite a pesquisa da totalidade dos livros armazenados na base de dados digital da Google."

Artigo retirado do blogue "De Rerum Natura", ver aqui na totalidade.

Sinceramente, acho uma excelente notícia.




Vídeos enquanto o report do casamento não vem

quarta-feira, julho 09, 2008

Relato de uma viagem à Invicta

Atravessei pela primeira vez a Ponte da Arrábida a conduzir. Tem uma vista maravilhosa sobre o Porto e sobre a Foz.


Estive no simpático campus da Escola de Gestão do Porto, próximo do cruzamento da Circunvalação com a Avenida AIP, presidida pelo economista Daniel Bessa que fez as honras de encerramento da sessão.

E pronto. Uma viagem muito singela. A A1 está a ser alargada para 3 faixas no troço Coimbra-Condeixa.

terça-feira, julho 08, 2008

O conhecimento como um bem - por si mesmo

"No séc. XVIII, e até ao séc. XIX, defender o ensino controlado pelo estado era a única maneira de conseguir efectivar o ensino universal. É hoje difícil ter consciência de que a generalidade das pessoas bem pensantes, até ao séc. XX — o que incluía os funcionários do estado — considerava a ideia de ensino universal um completo disparate: os pobres ignorantes eram pobres e ignorantes por serem estúpidos, pelo que tentar ensinar-lhes física e história era visto como absolutamente ridículo; era como tentar ensinar um cão a compor sinfonias.

Historicamente conseguiu-se conquistar o ensino universal por diversas razões, e nem todas angélicas: os industriais precisavam de empregados instruídos, e sem essa necessidade talvez o ensino universal fosse ainda hoje uma miragem. Na verdade, ainda hoje quase todas as pessoas que se manifestam publicamente sobre o ensino mostram que a sua preocupação central é com o efeito económico negativo da falta de qualidade do ensino; não mostram qualquer preocupação, geralmente, com o facto de o ensino em si ser a actividade de pôr os seres humanos em contacto com o conhecimento, que tem valor em si, independentemente de ter valor instrumental (que também tem)."

Excerto de um texto de Desidério Murcho. Convém mencionar conhecimento como conhecimento a todos os níveis: os leitores já pensaram em tirar um curso de socorrismo?

Recomendo igualmente a leitura de uma crónica de Desidério Murcho no Público, sobre o futuro da Educação e as razões pelas quais deveria ser totalmente retirada do poder do Estado.

nomeadamente:

"Hoje não precisamos mais de ensino público para ter bom ensino universal, tal como não precisamos de um serviço telefónico público para ter bons serviços telefónicos. Precisamos apenas de legislação inteligente, que obrigue todas as escolas privadas, por mais ricas que sejam, a admitir alunos pobres, que terão subsídios directos do estado para estudar."

Atenção - CSI: Complemento Solidário para Idosos

Informa-se que o Estado Português, tendo em atenção os fracos resultados alcançados pela medida chamada Complemento Solidário para Idosos, as necessidades dos idosos portugueses e a aproximação das eleições legislativas, vai lançar uma mega-campanha de "recenseamento" e informação para os idosos em todo o país sobre este subsídio. Os idosos já estão a ser informados por carta e em breve serão abordados à saída da missa de Domingo das respectivas igrejas por funcionários da Segurança Social dos respectivos Serviços Locais, digo, lá da terra ou da vila mais próxima, que os vão informar do subsídio e fazer assinar papeis que permitem a análise das suas candidaturas. Se os cidadãos não assinarem, terão de justificar o porquê; se se tratar da recusa dos filhos em cederem acesso aos seus dados pessoais, esses cidadãos ficarão, por sua vez, sob a mira do Estado.

Bom, isto tudo para dizer que quem tiver avós a precisar de mais uns trocos, avise-os - embora eles venham certamente a ser informados - de que o Estado vai fazer o máximo para lhes dar o... uma ajuda.

O Casamento do Reinold - I

O relato de casamentos começa a ser uma tradição deste blogue. Mais uma vez, fica o “disclaimer” também habitual: este "relatório" representa apenas o meu ponto de vista pessoal, e portanto as distorções e/ou omissões aos factos são da minha inteira responsabilidade. A caixa de comentários fica aberta a questões, complementos, coisas que eu não tenha visto, etc. Só um relato geral permite uma visão também ela geral.


Antes de mais nada, uma palavra para o Fernando, o grande ausente deste casamento devido às pressões monopolísticas dos grandes grupos económicos públicos nacionais do sector dos transportes. O Fernando nunca deixou de estar presente nos corações de todos, Reinold incluído, como veremos mais tarde. E é verdade que algo ficou em falta desta vez. Tenhamos esperança que se tratou apenas de mais um interlúdio até ao reencontro.


O casamento teve um género de despedida de solteiro no Sábado, tendo a SARIP da Europa Continental (tal como tem sido hábito desde Setembro de 2002) deslocado-se ao Valado no Sábado à noite para uma pequena comemoração, onde estariam presentes alguns familiares do Reinold. Infelizmente, chegámos bastante atrasados devido ao facto de termos estado retidos na Praia do Pedrógão para uma etapa de um torneio de andebol de praia, onde a equipa dos famosos Renegados disputou 2 jogos e onde foi necessária a presença de jogadores extra-inscrição para colmatar as ausências. E que bem que eu colmatei essa ausência no banco, o árbitro até chegou a dirigir-me a palavra e tudo. Os Renegados ganharam um jogo que estava perdido e perderam um jogo que estava ganho.

Chegámos ao Valado próximo das 22:30, e se esperávamos uma festa animada, encontrámos aquilo que – bem, aquilo que seria de esperar, não? TODOS os familiares do Reinold, com excepção de uma tia, já estavam na cama! Os holandeses vêm o sol a pôr-se e começam a lavar os dentes… Ou seja, comemos silenciosamente na companhia dos amigos que o Reinold fez em Boston; o Noel, alemão, a sua namorada colombiana e o suíço, filho de pai italiano e mãe filipina, ambos imigrados na Suíça. Ou seja, tal como eu comentei para o Daniel, “we’re the minority here”. Falou-se da Suíça, das Filipinas, de "getting back to the roots", de Moçambique, de Ingrid Betancourt, dos romanos, etc.

Houve ainda tempo para um pulo ao célebre Seveniks, onde não estava o Gilberto, antes de regressarmos a casa.


O grande dia começou muito lentamente depois de uma noite um pouco difícil, porque eu e o Danish temos poucas defesas naturais e estivemos demasiado tempo ao sol no dia anterior. Entre os atrasos, as afinações e a compra de uma prenda cuja elaboração do embrulho demorou mais de 20 minutos, a chegada a Picassinos foi cerca das 10:45, onde fizemos o “transfer” para um Mercedes CDI 20 Sport Coupé que seria o nosso carro de serviço para o resto do dia. O Mercedes fez-se à auto-estrada revelando toda a sua estabilidade e segurança, permitindo-nos chegar ao Valado ainda a tempo para o pequeno-almoço.

Agora sim, uma casa cheia de gente, com destaque para os convidados holandeses, e uma bela piscina. O fotógrafo foi demasiado amador - ou circunspecto - e não conseguiu apanhar nenhum foto com 7 ou 8 convidados arianos.


A SARIP fez questão de se apresentar de uniforme, e portanto trouxeram todos uma camisa azul-clara (com excepção do algodão egípcio do Danish, mas sem deixar de destoar na claridade) e uma gravata azul-escura. É pelos pormenores que se identifica a fineza deste grupo. (contra as más-línguas insinuando que foi apenas uma coincidência.)



Para a posteridade, provavelmente uma das nossas melhores fotos, enquanto ainda não estamos demasiado gordos.

...além da excelência da comida, é de destacar o carácter imensamente prático deste povo. Tudo ordenado, sem confusões, todos a saberem o que têm de fazer e para onde vão. A impavidez foi simbolizada pelo sr. Gerrit, que, quando à chegou, limitou-se a chamar "Reinold!" e a apontar para o relógio. Passados 60 segundos, o pátio estava quase evacuado, com excepção dos tugas que ainda estavam de volta de uma banana.


A viagem decorreu entre o Valado e Minde, a terra da Marta, contornando a Serra dos Candeeiros via Porto de Mós, passando por Alcobaça. O trajecto foi muito tranquilo, mas a subida da serra de Aire, entre Porto de Mós e Mira de Aire, poderia ter sido mais complicada se durasse mais tempo. A estrada é bastante ondulada... (clicar sobre a imagem para aumentar)

Mira de Aire e Minde são duas vilas gémeas instaladas no polje de Minde, ao qual já fiz referência neste blogue. Trata-se de um fenómenos geológico único na Península Ibérica e típico de regiões de calcário, sendo também frequente em zonas da ex-Jugoslávia. Trata-de de uma planície com cerca de 10 km de extensão e 3 de largura, ladeada por montanhas (sendo especialmente alta a vertente do poente). Toda a zona da Serra de Aire e Candeeiros é calcária, pedra mole e permeável à água, pelo que é aqui que se encontram o "complexo" de grutas de Portugal, existindo várias visitáveis com grande profundidade e muitas outras que fazem desta região o paraíso dos espeleólogos. A água das chuvas escoa-se naturalmente pelo solo e penetra a centenas de metros de profundidade. Nos invernos mais chuvosos, a água sobe e inunda o polje, criando um lago que pode durar 2 ou 3 meses e, se a água for muita, criar risco de cheia para as populações.





Um pouco antes das 12:30, chegámos com toda a tranquilidade à Igreja de Minde. Os tugas apontaram todos ao largo da Igreja, de maneira que o trânsito esteve parado cerca de 10 minutos porque de todas as ruas vinham carros a tentar alcançar o Largo, antes de perceberem que não havia lugar para todos. Este procedimento, que aparentemente revela comodismo ou falta de bom senso, é na verdade uma medida de extrema lucidez: quando não conhecemos bem um sítio, nada melhor que estar 10 minutos parado dentro do carro para observarmos com atenção todos os pormenores e para nos sentirmos como em nossa casa.


(continua)

Diversos

Enquanto o report do casamento não chega, vamos ficando com alguns pontos de interesse.

Aqui ficamos com um excelente artigo sobre a construção, ao largo da costa dinamarquesa, do maior parque eólico marítimo do Mundo.

Aqui, à atenção do Dr. Berto Messias, um caso curioso que nos chega da Câmara Municipal da Praia da Vitória, com a devida vénia ao blog "Vendo a Minha Mãe" e que tem outras coisas curiosas (visita recomendada).

Aqui, as últimas aventuras de João Vale e Azevedo.

No que toca a Fórmula 1, a qual tem andado muito arredia deste blogue, fiquemos com a nota da vitória de Lewis Hamilton no GP da Grã-Bretanha e para o facto de, e pelo ano segundo consecutivo, existir uma verdadeira panóplia de candidatos (quatro) à vitória final no campeonato, contra o que é hábito nos últimos anos 30 do desporto em que geralmente se revelam dois contendores principais, ou mesmo um único dominante. Vejamos a classificação numa temporada que já vai a meio:
1 Hamilton 48 pontos
2 Massa 48 pontos
3 Raikkonen 46 pontos
4 Kubica 46 pontos
5 Heidfeld 36 pontos
6 Kovalainen 24 pontos

Para terminar, uma resposta à pergunta de qualquer criança: "os ciclistas nunca têm chichi durante as corridas?"
(volta à França)

segunda-feira, julho 07, 2008

O Casamento do Reinold - 0 (zero)


O que estará Daniel Sousa a conversar com esta misteriosa senhora de Minde? Para descobrir isto e muito mais, não percam o relatório completo sobre o casamento do Reinold e da Marta, nos próximos dias.

sábado, julho 05, 2008

200 anos do "5 de Julho"

Infelizmente levaram-me o jornal de onde eu ia fazer a citação.

Em todo o caso, resume-se facilmente: milícias populares, encorajadas por elementos do Batalhão Académico de Coimbra, obrigaram a cidade a revoltar-se contra o domínio francês, e obrigaram as autoridades (clero, burguesia, nobreza)a tomar partido. A reacção francesa foi o envio de 4000 militares, destacados de um contingente sedeado no que hoje se chama o Oeste (a norte de Lisboa), que, chegados à Portela (onde é hoje a Câmara), metralharam a tropa amadora que encontraram pela frente, (estimada em 200 baixas) que não pôde opôr resistência eficaz. Em seguida, os 4000 espalharam-se pela cidade, pilharam, saquearam, violaram, etc.

O jornal referia ainda que a dispersão das tropas francesas ajudou à posterior derrota contra o exército britânico nas batalhas de Roliça e Vimeiro, ambas no Oeste, e que precipitaram a rendição de Junot e posterior evacuação do exército francês.

sexta-feira, julho 04, 2008

O Massacre de Leiria - 200 anos

Escrevi o seguinte há 3 anos atrás:

"O MASSACRE DE LEIRIA – 197 ANOS
Na rua Dr. João Soares, em Leiria, existe uma placa cheia de musgo com os seguintes dizeres:

Aos bravos leirienses caídos neste lugar em defesa da Pátria em 05 de Julho de 1808 e aos mártires aqui trucidados pelos franceses do General Margaron como homenagem ao seu valor
5-VII-1929
a L.N. 28 de Maio

A placa está a 4 metros do chão e coberta de musgo, o que significa que poucas pessoas sabem da sua existência. No entanto, e apesar de ter sido patrocinada pelo verdadeiro partido português de extrema-direita que foi a Liga 28 de Maio, o facto histórico permanece, a lembrar os que morreram pelo País – e os que morreram devido à ganância, à ambição e à desumanização trazida pelos cenários de guerra. (Quem estudou conflitos sabe bem que é assim mesmo, a guerra traz ao cima o pior das pessoas.)

Assim, venho por este meio evocar a memória das vítimas da ocupação francesa.

(Entre 2007 e 2011 vamos ter, concerteza, uma série de comemorações dos 200 anos das Invasões. O que será que a Câmara de Leiria está a preparar para evocar o acontecimento? Talvez uma limpeza ao musgo? Será que alguém da Câmara sabe que existe ali aquela placa?…)"



Passados 3 anos, vão existir algumas comemorações, que podem não ser consultadas aqui.

Amanhã teremos, aqui no blogue, uma evocação extra a este acontecimento baseada num texto que saiu num jornal local.

quinta-feira, julho 03, 2008

Tanto tempo roubado...

Durante 6 longos anos, Ingrid Bettencourt cantou o seguinte:

Mais uma graçola aqui da malta... Na verdade, Ingrid Betancourt (e não Bettencourt) foi finalmente libertada, no que foi mais um importante golpe psicológico nas FARC, que, é agora possível afirmar - estão seriamente enfraquecidas.


Ingrid Betancourt foi sequestrada no dia 23 de Fevereiro de 2002, um dia negro para ela e alegre para outros por esse mundo fora.

Foi realmente muito tempo.

terça-feira, julho 01, 2008

O futebol como expressão e representação política

Porque é que a Plaza Cólon se encheu de castelhanos para receber a selecção espanhola e as Ramblas não se encheram de catalães? Na Catalunha festejou-se menos o título espanhol?


Nem o apelido do seleccionador ajudou?...