O ano de 2009 não se avizinha fácil, existe um enorme clima de incerteza e insegurança, os indicadores para o futuro não são de todo positivos. A maioria dos “analistas” prevê um ano complicado, sobretudo no primeiro semestre e antecipam que 2010 será o ano da melhoria. O grande problema, é que esta “sebastianina” retoma ainda se encontra dispersa por entre o profundo nevoeiro da crise deste ano. Para os próximos meses, os portugueses poderão esperar uma contínua descida das Euribor, as taxas de juro que definem a maioria das subidas e descidas do empréstimos bancários e depósitos a prazo. Quem tem crédito à habitação indexado a uma Euribor a 3 meses, poderá já no próximo mês constatar uma descida significativa da prestação mensal. De acordo com os “futurólogos”, o preço do petróleo vai manter-se em níveis baixos, a acontecer é um dado positivo para a maioria das indústrias e para os portugueses no geral. O início do ano, vai ainda trazer consigo os habituais aumentos de bens de primeira necessidade. Outro dado importante para 2009, prende-se com o facto de ser um ano de eleições autárquicas, legislativas e europeias, e, como que por magia, os anos de eleições têm tendência para ser, geralmente melhores.
Para o próximo ano, não se deve esperar grandes facilidades nem melhorias da situação económica e financeira do país. Mas, 2008 pode ter dado uma lição importante para o futuro, a sociedade civil tem de ter mais curiosa, participativa e controladora no que toca às forças que comandam a economia. A época do “laissez faire, laissez passer” deverá ser substituída por um conjunto de acções com mais e melhores princípios éticos, que tenham maior poder de controlo. Todos nós, temos de ser mais interventivos e não nos limitarmos apenas a reclamar depois de tudo acontecer. Não é a bradar aos céus que vamos mudar alguma coisa…










Não conseguiríamos feedback, mas ficamos à frente de muitos profissionais do sector...





