quinta-feira, setembro 27, 2007

Este blogue não morreu

Não há nada para dizer, mas inventa-se.

1 - Pedro Santana Lopes é um gajo de princípios.


2 - Em História, há provas de um povo nómada de origem germânica que, há 1500 anos, na confusão que fez ruir o Império Romano, atravessou a Europa Ocidental, e se fixou, primeiro no Sul da Península Ibérica, e logo depois no Norte de África. Eram os Vândalos.

Eram tão terríveis que terão dado origem à palavra homónima, na língua portuguesa, que significa desordeiro, bárbaro, arruaceiro, etc.

Deram o nome a uma das regiões por onde passaram, a Andaluzia.

E, como bom povo germânico, espalharam os seus genes por aí. Não nos admiremos, portanto, que surjam crianças louras em Marrocos.


3 - Faz hoje 50 anos que entrou em erupção o vulcão dos Capelinhos, na ilha do Faial.

sexta-feira, setembro 14, 2007

Em Férias

F1 - Batota
Em 1995, Schumacher e Coulthard foram desclassificados do primeiro GP da época por terem usado gasolina ilegal, sendo retirados os pontos a Benetton e Williams, respectivamente. Contudo, estranhamente, os pilotos mantiveram-nos.
Clamor de indignação no paddock. Niki Lauda insurge-se: "não consigo separar o carro do piloto."

E tinha toda a razão. Como se pode separar o carro do piloto? Se ficou provado que a McLaren fez batota, se foi penalizada por isso, se sabemos, e a FIA o admite, que os resultados alcançados por Alonso e Hamilton se deveram à batota, como é possível penalizar a equipa e não penalizar os pilotos?
Mais do que o título de 1994, que para alguns foi conseguido graças ao controlo de tracção e a uma cacetada; mais do que o título de 1990, que foi conseguido graças a uma cacetada admitida por que a deu (em resposta de uma cacetada no ano anterior); o título de 2007, se for ganho por qualquer dos pilotos McLaren, ficará para sempre marcado por injusto. A FIA admitiu que houve batota, e a batota marcará este título para sempre.
Resta esperar que, de acordo com o ditame da FIA que manda que os McLaren sejam despojados de todas as inovações copiadas da Ferrari, os mesmos voltem ao nível a que estavam no GP da Austrália, quando terminaram a quase meio minuto do vencedor Raikkonen. Só assim, e contando com uma eventual ajuda dos BMW, Kimi e Felipe poderão disputar aquilo de que foram roubados - como a FIA o admitiu.

Mais uma da minha irmã
Se pedirmos à minha irmã para "fazer um scolari", ela puxa o braço atrás, fecha o punho e estica-o todo como se fosse esmurrar a cara de alguém, ao mesmo tempo que emite um som a fazer lembrar os tenistas no serviço. E depois ri-se.
Mais a sério, reservo para mais tarde uma reflexão apurada sobre o assunto. Eu gosto de pensar antes de fazer, já o meu pai o dizia. Se calhar é por isso que não jogo futebol.

quinta-feira, setembro 13, 2007

Comentador de Serviço

Hoje, venho aqui fazer o papel de comentador desportivo-social sem cultura nenhuma (um pouco como o Rui Santos faz na SIC e outros anormais fazem noutros canais de televisão). Primeiro, quero agradecer ao Scolari pela polémica que gerou com os incidentes de ontem, ao fim de 3 meses os jornais abriram a sua emissão com algo que não falava no caso Maddie. Voltando aos acontecimentos de ontem, o jogo de Portugal não foi grande coisa, mas jogaram para merecer a vitória, para mim o Scolari tem todo o apoio do mundo, deu-me muita alegria, mais que qualquer Oliveira, Humberto ou outro seleccionador qualquer alguma vez dará e como tal merece um desconto. As verdades são estas, o Bruno Alves e o Bosingwa não são jogadores para a selecção, e o Ricardo em 2 jogos deu 3 frangos, mas são os nossos jogadores e a selecção merece sempre o nosso apoio. Em relação á agressão, é uma vergonha a polémica que estão a criar em torno disto, o pobre Dabrutinovic (ou algo do genero) deve ter ficado com o maxilar deslocado, o Sevilla quer processar o Scolari porque depois da morte do Puerta o unico lateral esquerdo do plantel é o sérvio e aquela agressão vai deixar efeitos psicologicos e fisicos irreversiveis no jogador. Cá para mim, esta sociedade é um mundo de "mariconços" não se pode falar abertamente, não se pode agredir ninguem ao de leve, qualquer dia andamos todos vestidos de cor de rosa, rapamos os pêlos do corpo e usamos loção no cabelo!!! O Jaime Pacheco deve estar a pensar que já deu "palhetadas" piores a muitos jogadores nos jogos que fez durante a decada de 80.

terça-feira, setembro 11, 2007

O Rebanho

"É certo que nós, os homens, nos temos animalizado. Tornaram-se mais raros os comportamentos humanos: quero dizer comportamentos ditados pela inteligência e pela vontade; pela parte espiritual – a mais elevada – do nosso ser. Procuramos encher a barriga, buscamos o divertimento, a comodidade, o prazer, aquilo que é fácil. Não nos interessam os sábios, os filósofos, os poetas, os santos. Não queremos ouvir falar de subir montanhas – interiores ou exteriores a nós –, de superação, de ousadia, de sacrifício. Aventuras... só aquelas que não tiverem necessariamente consequências, as que não comportarem um risco real – o que impede que sejam realmente aventuras... Somos, cada vez mais, um pedaço de carne mole estendida à sombra. Olhamos, na rua, para uma multidão e cada vez temos mais a sensação de que não se diferencia muito de um rebanho, de que constitui uma massa amorfa sem individualidades. E, no entanto, esse rebanho segue um caminho; obedece a indicações precisas, aceites por todos. Mesmo as coisas mais disparatadamente contrárias à nossa natureza, ao nosso bem, à nossa felicidade, são pacificamente aceites por todos. Há alguém – há interesses – por trás da forma como, por exemplo, são orientados muitos meios de comunicação. Estes nossos tempos têm os seus “profetas” escondidos, que erguem o dedo e apontam caminhos que quase todos seguem docilmente, como ovelhas tontas a quem basta a sua dose diária de erva verde, de sombra e de descanso. Transformar uma multidão de seres inteligentes em rebanho foi – está a ser – uma gigantesca tarefa, reveladora de grande inteligência. E , também, de muito desprezo pelos outros seres humanos. Qual foi a táctica? Foi, sem dúvida, complexa. Mas o seu elemento mais decisivo consistiu em fazer crer às pessoas que se estava a defender os seus interesses, os seus direitos e a sua liberdade. Como se esses “profetas” se preocupassem generosamente com os interesses das outras pessoas... Como se alguém tivesse visto essa gente a fazer voluntariado em hospitais ou a distribuir os seus bens aos mais pobres... Esta linguagem – “os vossos direitos, a vossa liberdade”... – soa bem aos ouvidos de qualquer um... É atractiva, quase irresistível. Com ela conseguiram mudar a mentalidade de muitos e alterar o tom da sociedade. Quando lhes interessou que diminuísse o número de nascimentos de crianças, procuraram que as mulheres passassem a estar fora do lar («A condição e a utilização das mulheres nas sociedades dos países subdesenvolvidos são particularmente importantes na redução do tamanho da família... As pesquisas mostram que a redução da fertilidade está relacionada com o trabalho da mulher fora do lar», lê-se no tenebroso Relatório Kissinger, pag. 151). Para isso, não fizeram leis que obrigassem a mulher a trabalhar longe de casa, porque isso apareceria claramente como um abuso e uma ingerência e se estava numa altura em que o mundo não admitiria novas tiranias. O que fizeram foi divulgar a ideia de que a mulher tinha tanto direito como o homem a trabalhar fora do lar. E as mulheres empertigaram-se... e a mensagem passou. E não quiseram, pelo mesmo motivo, obrigar a mulher a abortar. Disseram-lhe que tinha o direito de “interromper a gravidez” porque a gravidez era um assunto apenas dela. E não disseram aos casais que tivessem poucos filhos. Mostraram-lhes, simplesmente, como era bom consumir; que tinham tanto direito como os outros à qualidade de vida (ter muitas coisas...). Apenas lhes fizeram notar que com cada filho se gasta uma fortuna... e que cada filho que viessem a ter teria também o seu direito à qualidade de vida. E, no início, não divulgaram directamente o homossexualismo. Falaram às pessoas de liberdade sexual, da livre escolha de cada um nesse campo. E não impediram os pais de educar os filhos. Falaram do direito à educação, concretizando-o em leis – obrigatórias!... – que encaixotam as crianças, desde tenra idade, em escolas que não são exactamente centros educativos. Nesses lugares – longe da vista dos pais – ensinam actualmente os jovens a terem relações pré-matrimoniais “seguras”. E a bondade da “opção homossexual”. E outras coisas do género. É nisto – unicamente nisto – que consiste aquilo a que pomposamente chamam “educação sexual”. Tudo aquilo que, ao longo da história, muitos tiranos tentaram, sem grande sucesso, realizar através da força – selecção de raça, super-homem, eliminação dos deficientes e dos velhos e dos inúteis, homem-ovelha facilmente conduzido – está agora a ser conseguido sem grandes ondas..."
Por Paulo Geraldo, in A Aldeia

segunda-feira, setembro 10, 2007

F1 - passo de gigante para o título

Kimi Raikkonen deu ontem um passo de gigante para o título, beneficiando do abandono do seu colega Felipe Massa, e vencendo a corrida com uma enorme vantagem sobre o mais directo adversário, Nick Heidfeld. Apesar de o alemão ter rodado muito próximo nas primeiras voltas, o finlandês optou por uma estratégia de uma só paragem que se revelou muito eficaz e lhe permitiu terminar com cerca de meio minuto de vantagem sobre o BMW.

(Isto é válido se a McLaren vier efectivamente a ser desclassificada do campeonato de 2007, por batota. Caso contrário, o que tivemos ontem foi quase o abandono definitivo de ambos os pilotos da Ferrari da luta pelo título - e ainda por mais uma afirmação de Hamilton na Fórmula 1, efectuando uma ultrapassagem destemida e eficaz sobre Raikkonen depois de ser batido por este na estratégia de boxes. Note-se, contudo, que Alonso continua a parecer superior a Hamilton em luta directa.)

quarta-feira, setembro 05, 2007

Fogo

Setembro, até ver, ameaça ser o mês mais quente do ano.

No Reino Unido, estes vídeos desencadeiam investigações policiais

Este blog consome largura de banda, (...) pariu!...
Lembram-se daquele motard que dava a volta a Coimbra em 7 minutos? Pois bem, do mesmo Youtube user que fez o upload desse vídeo (e que afirma não ser o próprio), mais uma cena marada!

José Cid em Amor, Leiria - 19 agosto 2007

Há música, músicas, estilos e correntes de música, músicos que tentam fazer a síntese entre estilos, correntes e gostos. E depois há aqueles artistas que são absolutamente únicos e inimitáveis, e cujas carreiras não têm qualquer comparação. São “peças únicas.”

O “monstro sagrado”, o “mito vivo”, a “mãe do rock português”, o imcomparável José Cid esteve nas festas de Amor, Leiria, a “terra com o nome mais bonito de Portugal” segundo alguém definiu. Como faltar a semelhante espectáculo?

O José Cid significa tudo para todos. Ele é o rock progressivo; ele é um fulano que esteve esquecido e que agora está na moda; ele é aquelas canções melosas que ouvíamos em putos, ou “na nossa meninice”. Ele é o homem do festival da Eurovisão, o homem que foi censurado pela PIDE, que fundou aquela que terá sido a melhor banda de rock da Europa Continental do seu tempo, o homem que gosta de ti como o macaco gosta de banana, ele é o artista que consegue juntar 3 gerações num espectáculo - nomeadamente a tropa que o segue para todo o lado.


Como se disse pela blogosfera, não há outro tão versátil como o José Cid. Aqueles que encheram o Maxime para o ver, e deram 10 euros por si, não sabem que na semana seguinte ele poderia ter estado em Algés, de borla, numa festa popular. Cid percorre o país com a sua banda, onde pontua o histórico Mike Sargeant (pai da Julie), e arrisca-se a dar bom lucro a qualquer festinha da paróquia – antes de actuar no Casino Estoril, onde estará presente no próximo dia 13 de Setembro.
Há outro músico que cante um rap...

e um fado logo a seguir!


Em Amor, Cid esteve no seu melhor. Interpretou quase todos os grandes sucessos. Interpretou músicas menos conhecidas. Lançou larachas para animar a malta; nomeadamente, referindo-se ao cheiro a merda que empestava o palco, embora sem intenção de denegrir a organização. O público era muito numeroso. Contra o que seria de esperar, a juventude presente fazia muito mais ruído do que as pessoas da faixa etária de Cid; por outro lado, é à juventude que compete aplaudir, especialmente num país onde as pessoas assistem a qualquer espectáculo como se estivessem a ver um fadista. É verdade que Cid cantou um fado, mas os seus sucessos mereciam outra adesão por parte do público mais velho. Para animar, Cid volta à carga; desfia as suas histórias da Eurovisão (onde alcançou a melhor classificação até à Lúcia Moniz). Mete-se com o Mike Sargeant, o “escocês mais escocês de Portugal” (??) que o acompanha há quase 40 anos, e, pelo meio, faz publicidade à Macieira. Cid exorta às qualidades da Macieira, saca da garrafa, bebe um gole, o público aplaude; várias meninas distribuem copitos de Macieira pelo público. O showbiz no seu melhor.

Referi aos meus camaradas que Cid não cantaria a música do macaco e da banana. Na verdade, enganei-me. Nesta entrevista, cuja leitura recomendo vivamente Cid afirma que "Devo ter para aí umas 500 canções. Fiz 100 que são muito boas ao nível do que de melhor se fez na música portuguesa, fiz 390 porreirinhas e depois fiz dez músicas de merda que todas as pessoas andam atrás delas..." A que não canta mesmo é “Amar como Jesus Amou.” Mas abre a porta para o Macaco. Não sei se cantará o macaco para todos os públicos… mas a canção mais gira e bacana não faltou em Amor.

Nessa entrevista, Cid explica também que esta celebérrima música...

não é para tomar à letra, mas sim que deve ser tomada no devido contexto, e que se trata de ironia...

(há pouco falei que Cid dá lucro a todas as festas da paróquia. Note-se que a organização das festas de Amor também não deixou nada ao acaso, no afã de garantir retorno aos patrocinadores...)

Foi assim em Amor. E até ao próximo espectáculo!


Entre Leiria e Alcobaça

O youtube está a carregar os vídeos do Cid. É hoje!

Faz todo o sentido rever o Resgate do Soldado Ryan (ou ver pela primeira vez) poucos dias depois de ocorrer um caso semelhante na vida real.
Mas o que o filme nos deixa mesmo a pensar é na importância que tem sabermos que, em tempo de guerra, estamos a dar a vida por algo que vale a pena ou que tem sentido.

Quem diz em tempo de guerra, diz em tempo de paz.
E agora, Reagan.

segunda-feira, setembro 03, 2007

Um post quase mesmo só para mim

Uma enxofrada de Fórmula 1. Este vídeo, se não o apagarem, será importante como fonte de dados - porque eu gostaria um dia de escrever um pequeno "conto" sobre a Épica A. Senna vs A. Prost, e a primeira saída de Mansell da F1 é um dado incontornável dessa história. O Mercado - isto é, Frank Williams - deu sinais claros a Nigel de que era um piloto inferior aos (na altura) dois tricampeões.

já que estamos numa de F1, ficamos com um vídeo muito curioso. É sabido o meu ponto de vista sobre o sport: os pilotos do meio do pelotão podem oferecer um espectáculo tão interessante como os da ponta. Aqui temos Jean Alesi e Mika Hakkinen, sem qualquer dúvida ambos com lugar marcado nos 10 Melhores dos anos 90, conduzindo carros do meio do pelotão (na season em questão, 1992) e a dar uma grande espectáculo de automobilismo, com pneus slick, numa tarde muito chuvosa.

Apesar do esforço, Alesi abandonaria por falha mecânica. Hakkinen terminou em 4º.

domingo, setembro 02, 2007

Encher Chouriços 2

Se é para encher chouriços, então enchemos chouriços com algo capaz de encher até os mais velhos e moles chouriços do mundo. Musica é de Pafendorf, vai tocar o tema lalala girl, letra pafendorf, imagens google pictures, base de dados youtube...