sexta-feira, agosto 31, 2007
Encher Chouriços
Monty Python
O Daniel tem colocado coisas muito interessantes, e deveríamos seguir esse caminho. Não vou publicar uma foto minha de 1987 em que apareço vestido de pescador da Nazaré, com barrete e camisa aos quadrados. Mas creio que poderíamos ter vídeos dos Pais Espirituais do Gato Fedorento - os Monty Python, especialmente porque estão gratuitos no Youtube. Aqui vai um ao calhas - eu próprio terei de estudar o assunto em profundidade, porque os Monty Python nunca foram muito acarinhados pela RTP.
MillenniumBCP
Tenho montes de motivos para encarar como histórico o dia da demissão de Paulo Teixeira Pinto, nomeadamente motivos pessoais. Mas vou deixar uma análise em profundidade do consulado Pintiano para o blogger mais indicado.
The Joy of Lidl
Recomendamos a leitura deste blogue, descoberto no Markl: "este delirante blog de um bando de ingleses que se entretém a analisar criteriosamente produtos do LIDL e a organizar excursões a LIDLs espalhados pela Grã-Bretanha."
Owen Wilson TENTOU SUICIDAR-SE!!!
É horrível mas é verdade. Porquê, nosso grande ídolo, porquê? E depois quem faria o Zoolander 2? Estamos contigo!
quarta-feira, agosto 29, 2007
Enquanto o Cid não vem...
- desculpe, disse Jay Z?
- José Cid!
F1 - Turquia
Se à 8ª corrida havia 4 pilotos com 2 vitórias cada um, tem lógica que à 12ª sejam 3 as vitórias para cada.
Não há memória de haver um campeonato com 4 candidatos ao título, e só por isso 2007 ficará na História. Contudo, isso não implica necessariamente corridas mais emocionates - embora certamente as 5 últimas, que faltam, o sejam nem que seja pela discussão do título!
Na Turquia, Felipe Massa dominou tal como o fizera no ano passado e Kimi Raikkonen marcou passo, com mais um segundo lugar depois do mesmo segundo em Budapeste. Hamilton teve uma fracção do azar que é necessário que tenha para que não vença o campeonato (um furo que o tirou do 3º para o 5º) e Alonso marcou pontos no pódio depois de uma corrida apagada (suplantando os BMW.)
Nota para algumas ultrapassagens muito interessantes no meio do pelotão, nomeadamente de Trulli a Button. Heikki Kovalainen conseguiu finalmente ultrapassar Fisichella na tabela de pontos.
A próxima corrida é no último circuito de alta velocidade que não é oval, o Templo do Automobilismo - Monza, Itália. (coloquem o som alto)
Tó Madeira, O Mito
terça-feira, agosto 28, 2007
Novidades
domingo, agosto 26, 2007
O Casamento da Cláudia, 3
Ainda não é hoje. No entanto, tenho uma bela short-story para animar os que estavam apenas à espera do report do Cid. Esta semana houve um pequeno incêndio nos matos circundantes do Carvalhal de Turquel (39º.28.07 N - 8º.36.57 O. dados relativos à igreja). Contam as testemunhas que viram que houve meios aéreos rapidamente despachados para o local (um helicóptero e, mais tarde, 2 aviões) e que, portanto, o incêndio foi combatido numa fase muito inicial, evitando o seu crescimento. Louvor, portanto, para os bombeiros que parecem efectivamente estar mais equipados; e, meus caros, se este verão foi de chuva, não se iludam - tarde ou cedo vamos precisar de todos esses meios a funcionar. 2008, 2009, 2010...
A questão está na originalidade dos meios. Antes sequer dos carros, veio um helicóptero. Como se sabe, a freguesia de Turquel está povoada de suiniculturas - aliás, o meu velho amigo H. Ramos tem um blogue no qual postou uma foto de satélite de Turquel com a indicação das pecuárias. E muitas delas têm fossas a céu aberto, no limiar da legalidade, para onde são escoados os excrementos dos suínos.
Ora, à falta de outra água, foi nessas fossas que o helicóptero se abasteceu para apagar o fogo. O que apresenta várias vantagens:
- poupança de água;
- rapidez no combate ao fogo, dada a proximidade das fontes de abastecimento;
- e fertilização imediata do solo, favorecendo a rápida recuperação.
o inconveniente terá sido o cheiro nauseabundo que se espalhou pela aldeia, na fase de rescaldo... em todo o caso, quando os carros chegaram, já quase nem foram precisos. Louvor aos bombeiros pelo uso da grande qualidade nacional - o desenrascanço!
O Casamento da Cláudia, 3
A Quinta dos Compadres está instalada num terreno desnivelado mas com bons relvados e sombras para apreciar uma bebida fresca nas tardes de calor. No pavilhão de exterior (aberto), seleccionámos as melhores entradas e instalámo-nos confortavelmente nas cadeiras – até aparecerem os músicos, que, como se pôde ver no outro vídeo, são os mesmos músicos do casamento da Ângela. O que não espanta, porque foi a Quinta dos Compadres que tratou do catering do casamento da Ângela, embora não nos lembrássemos imediatamente de tal facto…
Seguiu-se a longa série de fotografias. Infelizmente, foi esse o momento escolhido pelo Danish para fazer a chamada de felicitações à noiva, a partir de Moçambique; achámos por bem não interromper a sessão já de si longa. Naturalmente, comuniquei o facto à Cláudia mais tarde, que agradeceu.
Mais ou menos por essa altura tentámos ligar ao Fernando, mas não conseguimos fazer ligação…
Ao fim da tarde, passámos ao salão principal para o… não é almoço, também não é jantar, lanche muito menos… mas há vários termos: refeição, repasto… talvez o mais adequado seja “banquete”.
Seguindo o exemplo daquele caso que apareceu nos Tesourinhos Deprimentes – no programa de coleccionismo, um indivíduo que coleccionava menus e ementas de restaurantes de todo o mundo – lembrei-me de pilhar o menu do casamento. Temos sempre de trazer uma recordação qualquer e desta vez não me apetecia trazer o centro de mesa. Em todo o caso, neste momento a papelada do meu “escritório” é tão vasta que não sei onde isso pára. Em ocasião oportuna, digitalizarei e providenciarei a sua presença neste blogue.
Ficámos junto de dois rapazes de 10-12 anos e de dois irmãos “gémeos” que aparecem com alguma frequência nos vídeos e com os quais o Daniel soube estabelecer conversa. Na verdade, não eram gémeos; eram meios-irmãos que tinham o pai em comum… opu será que não? Esta parte escapa-me, é melhor o Daniel explicar. Esquece-me os nomes; ele tem 18 anos e ela 17, e ele pretende seguir a via militar, o que deu logo azo a uma boa conversa. Nós, do alto dos nossos 24-25 anos, já temos alguma sabedoria de vida, alertámo-lo para algumas atitudes que se devem ou não tomar… em todo o caso, quer pelo físico quer pela maturidade, não diríamos que eram tão novos.
O banquete foi, portanto, várias vezes “aquecido” pela presença da música.
À hora do pôr-do-sol, houve o estranho caso da aparição… mas eu não vou contar; vi logo que uma experiência daquelas não dava para transmitir por palavras, e efectivamente, quando relatámos à Brígida e à Andreia, elas ficaram a olhar para nós sem compreender muito bem, e não tivéramos bebido tão pouco, poder-se-ia ter atribuído o caso ao álcool. Talvez noutra ocasião eu tente relatar de forma expressiva e precisa a forma como fomos abordados por aquele senhor – ou talvez fosse um fauno, figura da mitologia grega, meio homem meio bode, que vive nas florestas. A verdade é que quando o vimos, ele vinha do mato…
Na verdade, foi com pena que tivemos de abandonar a festa tão cedo, isto é, pelas 22 horas, devido ao meu compromisso do dia seguinte; a festa poderia durar muitas horas mais. Creio que a noiva compreendeu. O noivo provavelmente também, embora já tivesse bebido um pouco além da conta (“bebe mais um pouco que isso passa…” “o quê? Mais ainda??”), mas nada que estragasse a festa de algum modo.
Na volta, mais uma vez andámos às turras com o GPS, que nos queria levar pelo caminho mais curto – não pelo mais rápido.
(ainda não tínhamos tido um primeiro plano do Mazda MX-5.)
Como a Quinta já era em Viseu, foi mais fácil seguir pelo IP3 de volta à Alta Estremadura, gastando o tempo numa série de temas sem importância como a capacidade de empreendedorismo, relações familiares, a ausência ou construção de horizontes de vida quando não sabemos bem o que queremos fazer, os papéis do homem e da mulher no casamento, e a forma como um bom ou mau casamento pode influir na vida de uma pessoa, e as eventuais repercussões que isso tem para a família e até para os amigos.
Na chegada a Leiria, pouco depois da meia-noite, o IC2 estava entupido (sentido sul-norte) com uma longa fila de carros silenciosos e murchos. O Sporting ganhara a Supertaça Cândido de Oliveira.
Longos anos de felicidade para os noivos e... passaremos a incluir "o bebé da Cláudia" como motivo dos nossos brindes.
quarta-feira, agosto 22, 2007
Nostalgia
Aqui estou eu, numa foto tirada há muitos anos, na Alemanha a comer um maravilhoso cheese cake. Reparem só na maravilhosa combinaçao de cores que eu tinha nas roupas, uma camisola cinzenta com risca vermelha e por dentro uma camisa azul e branca aos quadrados que era da minha irmã. O meu pai era industrial, mas a roupa não era motivo para estragar dinheiro. De notar nos meus óculos que era o meu pai que escolhia e na minha roupa que era escolha da minha mãe, liberdade de opção era coisa que desconheci até aos meus 18 anos, talvez seja esse o motivo que me leve aidna hoje a não gostar de ir comprar roupa para mim...
Para entreter a malta...
(embedding disabled by request)
terça-feira, agosto 21, 2007
Impossível
Do Cid, também há vídeos, mas para hoje o melhor que se arranja é este:
Vamos tirar uma foto como irmãos!!!
HIM - One Last Time
Is it so hard to believe our hearts
Are made to be broken by love
That in constant dying lies
The beauty of it all
My darling won't you feel
The sweet heaven in
Our endless cry
Oh at least you could try
For this one last time
So amazed how bright are the flames
We are burning in
Ever smiled at the tragedies
We hold inside
My darling won't you cherish
The fear of life that keeps
You and me so alive
Oh at least you could try
For this one last time
It could be alright
For this one last time
segunda-feira, agosto 20, 2007
Tudo em Atraso!
...
...agora, para além da 3ª parte d' O Casamento da Cláudia, vou adiar também o report sobre o Grande Concerto de José Cid, em Amor, Leiria, no passado domingo, 19 de Agosto!
Ups... enganei-me. Não era este (embora também seja José.)
Não percam, brevemente, o report deste fabuloso concerto!
domingo, agosto 19, 2007
O Casamento da Cláudia, 2
Depois de nos encontrarmos com a Andreia e a Brígida, completando assim a infelizmente pequena colónia académica, e depois de pormos a conversa em dia (a vida do pós-estudante é, genericamente, muito aborrecida…), tratámos de encher o estômago. Só nós dois, visto que a Andreia e a Brígida já se tinham servido. A Cláudia estava ainda a tirar fotografias.
E foi aí que eu me senti perfeitamente no papel de “wedding crasher”, ou fura-casamentos, segundo a tradução do título do famoso filme com Owen Wilson e Vince Vaughn. Naquele momento, nenhuma das pessoas presentes fazia a menor ideia de quem nós éramos. Concerteza que se sabia que viriam 4 colegas de Coimbra da Cláudia, mas quem podia ter a certeza, a menos que estivessem estado a estudar fotografias? Entrámos, servimo-nos (muito bom o licor Cassis), comemos, ninguém nos interpelou e ninguém nos dificultou. Na verdade, não seria difícil que fôssemos completos estranhos e entrássemos ali apenas para comer e beber de borla.
Lá fomos para o adro da igreja, de capota aberta (para que serve um Mazda MX-5 se não se anda de capota aberta?).
Marcada para as
Os convidados...
Uma amostra dos 15 carros de matrícula francesa que contámos nas proximidades da Igreja...
... e a noiva, a desesperar - quiçá, a imaginar que o noivo tinha fugido (lol)...
Foi nestes momentos que a Cláudia nos deu a grande novidade: está a aguardar um bebé. Creio estar a sincero quando digo que todos ficamos muito contentes por ela - e esperamos ter mais notícias para breve.
O prior da cerimónia estava visivelmente rouco, mas fez um sério esforço para que tudo saísse bem. Já o que não saíu tão bem foram as fotos no interior da igreja.
À saída, aguardamos pela cerimónia do arroz (relembro o episódio d' O Livro dos Porquês, no qual Nuno Markl explica a origem desta cerimónia) e observo um pormenor curioso:
A paróquia de Queiriga teve o mesmo padre durante 60 anos; as duas placas, colocadas sobre a porta da igreja, celebram o facto (uma no 50º aniversário, outra no 60º). Creio ser impossível que fosse o mesmo padre a dizer a missa de hoje, pois nesse caso teria de estar prestes a completar 80 anos de paróquia, e era velho mas não tanto. De qualquer forma, é um caso de longevidade fora do vulgar. Eu e o Daniel estivéramos a discutir as virtudes das carreiras desportivas que se destacam pela longevidade, mesmo que não sejam recheadas de títulos; ele apontou o exemplo de Ryan Giggs, que se sem dar por ele continua a ser pedra fundamental no Man Utd há bem mais de 10 anos, ao que eu retorqui com o exemplo de Schumacher, 15 anos sempre no topo.
E ali vínhamos encontrar um outro exemplo de longevidade.
São 3 horas quando a cerimónia termina.
Olho a linha do horizonte e reparo que estamos no meio de nada, relativamente longe da povoação mais próxima. Para a minha alma de homem do litoral, há uma certa e relativa sensação de isolamento que a noção da pequenez física de Portugal não consegue apagar.
Recordo o pensamento do Daniel, pouco depois de sairmos de Viseu: o que fazem as pessoas ao fim de semana, se não podem ir dar uma volta à praia?? Uma pequena viagem ao interior e ficamos logo com a sensação nítida de como "dependemos" do mar, mesmo que não vivamos exactamente na praia e sem darmos por isso.
Esperávamos que não houvesse muita confusão, e seguimos atrás do longo cortejo. A festa decorreria na chamada Quinta dos Compadres, em Viseu.
A viagem teve algumas atribulações. Tirei as últimas fotos que foi possível retirar na Queiriga…
E fizemo-nos à estrada.
Houve tempo para fazer remakes a Elton John, como já vimos anteriormente…
A meio da viagem, um episódio caricato: uma carrinha de carga (creio que de bolos) misturou-se na fila do casamento, o que nos criou um certo desconforto porque seguia a ritmo lento, cortou a fila atrás de si e nós não tínhamos inteira certeza que o carro à nossa frente pertencia ao casamento. A certa altura, o trânsito estaca à nossa frente. O condutor sai da carrinha e dirige-se ao carro atrás de si. Visivelmente irritado, pára, como forcado a chamar o toiro, e berra: “Anda cá!” O outro condutor não se mexe nem diz nada que possamos ouvir (temos um outro carro a separar-nos da cena.) O dos bolos repete: “Anda cá!” Não percebemos o que se passa. Terão batido? Mas não ouvimos ruído de pára-choques… terá o do carro medo de sair e confrontar o dos bolos? Que repete ainda uma terceira vez “Anda cá”, sem acrescentar mais nada, nem um argumento, nem um insulto, nada que nos permita perceber o porquê daquela cena toda. Tão repentinamente como saíra, o dos bolos volta a entrar na carrinha e prossegue a marcha, bem como o outro, e todos nós.
Fiquei sem perceber o que tinha acontecido, mas foi mais uma certeza de que adoro o meu País.
Sem grandes certezas sobre o caminho certo, visto que agora estávamos totalmente separados da fila do casamento, tínhamos contudo alguns carros atrás de nós, entre eles o da mãe da Cláudia, e estávamos confiantes no carro verde à nossa frente. E assim fomos atrás dele até finalmente encontrarmos a fila, reagrupada num cruzamento mais complicado. Contudo, reconhecemos que tivemos alguma sorte porque o tal carro verde não era do casamento…
(em todo o caso, o GPS saberia encaminhar-nos para a Quinta dos Compadres.)
Chegámos à Quinta um pouco antes da 4 da tarde.
(continua)
O Homem é um produto do Meio
Bastaram 30 minutos a Derlei para marcar tantos golos como em toda a última época.
(in blogue "Blasfémias")
sexta-feira, agosto 17, 2007
O Casamento da Cláudia, I
Às 7 horas da manhã de sábado, 11 de Agosto de 2007, recebi uma SMS do Daniel pedindo para desmarcar o horário combinado para a partida, 09:30. Referia que, derivado ao estado febril, não conseguia dormir mais e se não era possível partirmos um pouco mais cedo. O pedido justificava-se, em parte, porque eu já tinha dado a entender que era preferia partir cedo para fazer uma viagem fresca (apesar de tudo, estamos em Agosto e o Interior não é o Litoral) e com tempo para eventuais paragens.
Por volta das 9 horas, arrancámos de Parceiros, Leiria, com destino a Queiriga, Vila Nova de Paiva. O GPS efectuou rapidamente os cálculos para esta viagem.
O GPS ocupou uma curiosa posição de destaque na viagem de ida. Gentilmente cedido pelo Ricardo Gomes “Katxau”, que está prestes a regressar do Afeganistão, o pequeno aparelho é rápido nos cálculos e igualmente rápido no “recalculando”, a que é obrigado de cada vez que o condutor não segue as suas indicações. Creio que o GPS deverá ter várias opções de controlo (caminho mais rápido, mais curto, mais económico, mais seguro, etc) e portanto os seus “erros” ter-se-ão devido à ausência de programação. A máquina retirará algum carisma às longas viagens, mas dá jeito quando temos pressa.
Pouco depois das 10 chegámos a Coimbra. Foi o meu 25º regresso desde a minha despedida em Maio de 2004. Naturalmente, fizemos uma pequena “romaria”, como religiosos que regressam à sagrada Basílica depois de longa ausência, e dão 7 voltas em torno da Igreja, certificando-se que tudo se encontra mais ou menos como deixaram, enquanto fazem refresh às memórias de pessoas e momentos. (Já antes eu tinha repetido ao Daniel o desafio que lhe lancei para o futuro.) Paragem para café, num café ao lado do antigo clube Passerelle, que mudou de nome.
(A caixa de electricidade está tal e qual.)
Em seguida, o famoso IP3. Só mais tarde me lembrei que poderia ter tirado fotografia à cimenteira de Souselas, junto da qual parámos para combustível. Nem vi se ainda existem os tais sinais a proibir a circulação de materiais perigosos, instalados pela Câmara de Coimbra em reacção à decisão do Governo de avançar com a co-incineração.
A viagem decorreu calmamente, por entre muita música conhecida (de Offspring a Ena Pá 2000 e de Heróis do Mar a Emir Kusturica) e muita conversa “gasosa”, isto é, leve, vaga e nebulosa… à medida que nos aproximamos de Viseu, o nevoeiro costeiro vai (lentamente) dando lugar ao sol.
A minha primeira visita a Viseu foi motivada por um “erro” do GPS que nos levou a atravessar o centro da cidade em vez de procurar um atalho lateral. Como não íamos parar, limitei-me a tirar algumas fotos apressadas que servirão um dia mais tarde como ponto de referência, quando eu visitar a cidade como deve ser.
E o centro...
Claramente, o GPS ignorava que as festas de S. Simão estavam a ser preparadas e levou-nos mesmo para o recinto. Após vários “recalculando”s, seguindo várias de placas e atravessando uma série incontável e interminável de rotundas, lá nos pusemos na mesma estrada para Vila Nova de Paiva, mas desta vez com destino a Queiriga, onde chegámos por volta do meio-dia.
À chegada deparámos com um facto curioso: Queiriga tem duas placas, com 50 metros de distância, a indicar o início da localidade. Será para o visitante não ter dúvidas? Ou terá sido consequência de um processo de alargamento em sede de PDM?
A “pequena” aldeia não é assim tão pequena. Encontrámos algumas casas tradicionais da Beira, em granito, bem como a “Igreja Velha”, após o que alguns populares nos indicaram prontamente o caminho para a Igreja Nova. Mas, na verdade, o que predomina na Queiriga é o palacete tipicamente construído pelo emigrante na sua terra natal, com formas arquitectónicas inspiradas nos países por onde labutou. Por comodidade, passarei a chamar-lhe “chalet do imigra.”
Por volta do meio-dia, parámos numa bela tasca com uma agradável parreira á porta. Entrámos, em busca de uma cerveja.
Nós, litorais urbanizados com a mania que somos superiores aos tugas que na verdade não deixamos de ser, não inventaríamos melhor cenário para um sketch. Lá dentro, um senhor de idade almoçava (creio que um prato de sardinhas) e, atrás do balcão, uma senhora próximo dos 70 anos e com um vigoroso bigode – não estou a inventar – olhou-nos com sinceridade. Não disfarçou minimamente a desconfiança e a estranheza com que dois indivíduos de fato e gravata lhe entraram pelo estabelecimento. Pessoalmente acho estranho, porque ela podia ter pensado que estávamos para um casamento, mas não deixa de ser verdade que, tal como estávamos, parecíamos uma parelha de profetas da Igreja de Jesus Cristo e dos Santos dos Últimos Dias. A senhora estava, também ela, a comer sardinhas. Deu-nos as cervejas; e quando quisemos pagar, com uma pergunta dúbia (“podemos pagar?”), a senhora olhou-nos por o que me pareceu um longo e interminável momento antes de se decidir “por mim, podem”… o troco vinha a cheirar a sardinha. E a própria cerveja também sabia a sardinha. Na verdade, não podíamos ter sido atendidos de forma mais castiça e hospitalária.
À sombra da parreira, dissertámos; o Dani sobre a sabedoria de fazer vinho que a sua família perdeu, já que o pai e os tios não aprenderam com o avô, e eu sobre a sabedoria que fui eu a perder, pois já não herdei esse conhecimento do meu pai. O que não quer dizer que não louve a parreira no pátio, que o meu pai também tem em Turquel.
Em seguida, o Dani ligou à Brígida a pedir indicações. A Brígida indicou que “a seguir a umas casas pequenas, virem à esquerda.” A Brígida fez bem; com a quantidade de chalets de imigra que há, onde houver casas pequenas distinguem-se logo. Contudo, ainda demos algumas voltas até lá chegarmos, o que nos permitiu atravessar a aldeia para a outra extremidade, dar meia volta, estudar profundamente a arquitectura da Alsácia e da Lorena, ouvir a Rádio Sátão (creio que ia haver jogo entre o Sátão e o Penalva do Castelo), e ainda ouvir a Rádio Cidade em 99.3… o Daniel não me deixará mentir; durante
(continua)
F1 - Hungria: guerra aberta
Senna e Prost eram vilipendiados pelo mau exemplo que davam à juventude e pelo mal que faziam ao sentido da honra e da dignidade do desporto.
Hoje, temos saudades desses tempos, em que sabíamos que, por mais cinismo e malvadez que houvesse, havia um profundo sentido de respeito entre dois grandes corredores. Hoje não temos tanta certeza sobre isso, parece estarmos a lidar com simples garotos malcriados.
Mas essa é a única esperança de Kimi Raikkonen.
quinta-feira, agosto 16, 2007
Queda da Bolsa de Lisboa de 4%
quarta-feira, agosto 15, 2007
Generais Nazis:Hugo Sperrle
Sperrle seguiu para o comando de todas as forças aéreas no Norte da África durante as campanhas do Afrika Korps do Marechal Rommel lá. Em 1944 foi nomeado comandante das forças aéreas alemãs no oeste da Europa, na expectativa de uma invasão Aliada no norte da França. Quando dos desembarques do Dia D (6 de junho de 1944), a Luftwaffe podia contar apenas com cerca de 200 aeronaves operacionais para deter uma força invasora de quase 10000 aeronaves de todos os tipos. Incapaz de conter tal superioridade aérea, Sperrle foi dispensado de seu posto em agosto de 1944. Sperrle foi considerado inocentado de todas as acusações de crimes de guerra por uma corte Aliada em 1948. Morreu em 1953.
terça-feira, agosto 14, 2007
segunda-feira, agosto 13, 2007
Como os leitores já repararam, ultimamente tenho estado um pouco afastado da blogosfera, por motivos facilmente identificáveis e que talvez num futuro próximo se venham a tornar do domínio público, e que não têm nada a ver com as especulações em torno do meu casamento com as quais fui bombardeado no último fim-de-semana, tanto no casamento da Cláudia como no da Virginie (prima da Ana.)
Infelizmente, tal mantém-se e portanto ainda não será hoje que surgirá o relato do casamento da Cláudia, mas será a breve prazo. (Vejam lá que nem do GP Hungria falei...) Afianço desde já que foi um casamento tão significativo e cheio de simbolismo, a todos os níveis, como o da Ângela, e espero sinceramente não ocultar nenhum pormenor - a não ser o da aparição, que eu não consigo exprimir por palavras - mas terá de ficar para outro dia. Keep in touch.
Além disso, vou necessitar de um programa de edição de vídeo porque houve um problema com a minha "câmara de vídeo", e pedia aos leitores que me indicassem alguma versão de free software que conheçam, sem ser o Windows Movie Maker que não dá para fazer o que eu quero.
Já agora, uma foto.
Nota: José Cid vai estar presente nas festas de Amor, do próximo fim de semana, e creio que se poderia juntar um grupo interessante para essa ocasião memorável.
Nota: é Queiriga, no singular, e não Queirigas, no plural.
domingo, agosto 12, 2007
sábado, agosto 11, 2007
quinta-feira, agosto 09, 2007
quarta-feira, agosto 08, 2007

segunda-feira, agosto 06, 2007
Num momento em que não se consegue disfarçar mais a crise instalada entre Teixeira Pinto e Jardim Gonçalves no BCP, seria hoje na Assembleia Geral que poderiamos ter algumas conclusões acerca do futuro do maior grupo financeiro privado português, mas um problema informático na contagem dos votos obrigou a com que fosse interrompida a AG de hoje e adiadas as decisões para outro dia.
Depois de tanto mediatismo, parece que o sistema informático do BCP não é muito eficaz e capaz, algo que não me surpreende de todo, uma vez que durante as minhas horas de trabalho para esta instutuição muitas eram as vezes que ao longo do dia originavam um shutdown, o sistema demorava 30 minutos a arrancar, falhas constantes de memória e energia, problemas com o sistema de impressão e fotocópia, sem contar com os problemas nos vários sistemas de software na análise de contas e venda de produtos.
domingo, agosto 05, 2007
Karl Dönitz
Durante a Primeira Guerra Mundial, Dönitz serviu como oficial submarinista no Mar Negro e no Mediterrâneo. Após a ascenção de Hitler ao poder – e apesar de o Tratado de Versalhes banir completamente a produção de submarinos alemães – Dönitz supervisionou clandestinamente a criação da nova frota de U-boats, da qual seria subsequentemente apontado comandante (1936). Em plena Segunda Guerra Mundial, em janeiro de 1943, ele foi convocado a substituir o Almirante Erich Raeder como o comandante em chefe da Marinha Alemã. Sua lealdade e habilidade rapidamente conquistaram a confiança de Hitler. Em 20 de abril de 1945, pouco antes do colapso do regime nazi, Hitler nomeou Dönitz chefe do Comando Militar e Civil Norte. Finalmente – em seu derradeiro testamento político – Hitler nomeou Dönitz seu sucessor como Presidente do Reich, Ministro da Guerra e Comandante Supremo das Forças Armadas. Tomando as rédeas do governo em 2 de maio de 1945, Dönitz manteve-se no cargo apenas por alguns dias. Em 1946 ele foi sentenciado a 10 de prisão pelo Tribunal Internacional Militar de Nuremberg. Foi libertado em 1956, e se aposentou com uma pensão do governo. Suas memórias Zehn Jahre und zwanzig Tage (Memórias: Dez anos e vinte dias), foram publicadas em 1958. Faleceu em 1981.
sexta-feira, agosto 03, 2007
Teve de ser... quando uma pessoa vê um clip bonito tem de o postar aqui para a malta ver!!!
"Abandonada, abandonada, sera sempre por esse nome que vai ser chamada...sera sempre criança, sem nome, sem vida, sem nada"
quinta-feira, agosto 02, 2007
Aproveite a primeira oportunidade para trabalhar naquilo que sempre sonhou.
Mesmo que o emprego não seja aquilo que queria, poderá coseguir uma melhor ideia dessa linha de actividade e poderá começar a preparar-se para aquilo que realmente deseja. Poderá também descobrir que esse não é o emprego que lhe convém e que os seus planos de futuro têm de ser alterados.
Mesmo depois de percorrer em vão várias agências de publicidade não se conformou. Sentia que sem experiência não conseguia arranjar trabalho e sem trabalho não conseguia adquirir experiência.
Entretanto soube que numa rede de farmácias havia um departamento de publicidade e ofereceu-se para trabalhar em troca de uma remuneração simbólica. Foi contratado e, semanas depois (...) a cadeia de farmácias decidiu pagar pelos seus serviços.
Depois de trabalhar em várias agências (...), Fred decidiu abrir a sua própria empresa (...) "Precisava de uma oportunidade para começar (...) a partir daí não tive de voltar a trabalhar de graça." (...)
in "Os 100 segredos das pessoas de sucesso", David Niven, 2002 (1ª edição: Gradiva, 2003)

