segunda-feira, abril 30, 2007
Nota: Quem quiser ver o meu novo blog visite www.amarinhagrande.blogspot.com
domingo, abril 29, 2007
sábado, abril 28, 2007
Uma leitura, um apontamento, e de uns chegamos a outros. Foi assim que cheguei à home page do CIARI - Centro de Investigação e Análise em Relações Internacionais, o qual já tinha esquecido que existia
(um dia farei uma investigação sociológica sobre as razões que levam os licenciados em RI que não desenvolvem carreira na área "institucional" das RI a esquecerem tudo o que esteja relacionado com o assunto. Não acontece só aos de Coimbra)
e, após uma rápida olhadela, eis que descubro o seguinte texto:
rumo a uma comunidade política de segurança e defesa humanas?”
Doutoranda em Relações Internacionais (especialidade Estudos Europeus) – Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra,
Bolseira da FCT (Fundação para a Ciência e Tecnologia),
Formadora em Assuntos Comunitários e Educação ao longo da Vida (Cidadania, Direitos Humanos, Paz e Desenvolvimento)
Se alguém quiser ler (lol, não é?) o linque está aqui.
Regarde la neige vient de tomber
Ce soir écoute
Le silence se fait
Bavard, ensemble
La fraicheur des flocons
Comment ne pas sauter
De joie
Devant ce spectacle étonnant
Pourquoi
Veux-tu attendre plus longtemps
Je crois
Qu'est venu le moment
Ca y est
Où je peux m'écrier :
[Refrain] :
Qu'il fasse bon ou mauvais
Moi j'aime skier
Qu'il fasse bon ou mauvais
Moi j'aime skier
En avant en arrière
S'envoler dans les airs
De surfer, je n'peux plus m'arrêter
Qu'il fasse bon ou mauvais
Moi j'aime skier
Qu'il fasse bon ou mauvais
Moi j'aime skier
Sous les branches des sapins
La vitesse fait du bien
Et les toits des chalets
Sont nos tremplins
Cette nuit
Je vais enfin sortir mes skis
Et puis
A l'ouverture du téléski
J'irai
Là-bas retrouver
Mes amis
Les riders, les surfers
La neige sintillante poudreuse et légère
Quel pied
D'avaler les pentes des glaciers
Pas grave
Si la vitesse fait des secousses
Je suis
Le roi du tchuss
[Refrain]
[Refrain]
quarta-feira, abril 25, 2007
No dia 25 de Abril de 1974, um grupo de militares de ideologias diversas empreenderam uma acção militar com vista ao derrube do governo de Marcello Caetano e do regime da Segunda República. A acção decorreu dentro da ordem possível; as únicas mortes foram devidas a uma reacção da polícia política do regime. Os membros do governo foram evacuados com a dignidade possível, e no fim do dia o poder foi entregue a uma Junta presidida pelo General António de Spínola, personalidade muito distante – em campos opostos, quase… - da Esquerda e do PCP.
Esta é a madrugada que eu esperava
Sophia de Mello Breyner
segunda-feira, abril 23, 2007
Morreu hoje o primeiro presidente da Rússia pós-comunista - na verdade, o homem que declarou que a Rússia era independente da U.R.S.S., o que, na prática, equivaleu a decretar o fim da mesma.
Se Gorbachev foi o símbolo da Perestroika e do fim da Guerra Fria, Ieltsine recorda-nos como a Rússia abandonou o marxismo e passou a jogar o jogo dos Estados Unidos - embora ocm muitas dificuldades, pois o capitalismo precisa de leis e de regras e, nos últimos 15 anos, leis e regras foi coisa que dificilmente se aplicou no gigante eurasiático (é à conta disso que o Mourinho ganha o seu chorudo ordenado.)
Ieltsine deu igualmente um importante contributo para a imagem que os Eslavos (em especial Russos e Ucranianos) têm, no Ocidente, de alcoólicos inveterados. Embora os médicos digam que não, é difícil não pensar que os célebres problemas de Boris com a vodka não contribuíram para asua paragem cardíaca. Paz à sua alma, deve estar a rir-se de nós todos.
Ainda uma frase de Ricardo Araújo Pereira - nem de propósito
"De qualquer forma, e como diz o frade velho ao frade novo em 'O Nome da Rosa', o segredo da vida é sermos capazes de rir da verdade. E a verdade é só uma: nós vamos morrer. E vamos morrer haja crise ou haja retoma."
domingo, abril 22, 2007
Ricardo Araújo Pereira em entrevista
«Perder um filho é razão suficiente para perder o riso; qualquer outra razão [para perder o riso] é uma falta de respeito para com esta. Rir é uma qualidade humana – perdê-lo, é perder humanidade.»
O PCP respondeu à notícia difundida pelo DN, e que eu reproduzi, que a mesma era tendenciosa e que poderia ter sido dito que a JS vetou o sindicalista R. Frias. O PCP alega ainda que a JS queria alguém que não criticasse as opções e políticas do actual governo PS e que o jornal não mencionou nada disso.
O direito de resposta que o PCP exerceu nas páginas do DN mostra melhor o caráter do partido que a notícia propriamente dita. A JS e o BE propuseram o nome de uma figura mediática e reconhecida entre a juventude portuguesa, cuja credibilidade (em conjunto com a dos cidadãos José Diogo Quintela, Miguel Góis e Tiago Dores) em termos de cidadania cresceu bastante com o episódio dos outdoors, e uma figura que não é propriamente adepta do governo Sócrates. Uma ocasião para relembrar os valores que norteiam uma sociedade livre e democrática.
O PCP queria um sindicalista para fazer do 25 de Abril mais uma acção de contestação ao governo, num dia que deveria ser de unidade nacional.
*
É a confusão simbólica. O 25 de Abril é propriedade do PCP. As Quinas são propriedade do PNR. E o Pedro Arroja auto-intitula-se liberal.
O corporativismo
«A abertura de uma loja jurídica num centro comercial, com advogados disponíveis para atender clientes das 10 da manhã às 11 da noite , a 35 euros a consulta, são modernices que "vulgarizam a advocacia". Esta é a posição assumida ontem pelo conselho geral da Ordem dos Advogados (OA), decidindo, assim, chumbar a loja jurídica aberta a 10 de Abril num centro comercial, em Lisboa. A advogada que lançou o projecto, Sofia de Almeida Ribeiro, vai ficar sujeita a um inquérito disciplinar, alegadamente por ter aberto o espaço sem um prévio pedido de parecer à entidade reguladora da profissão.»
E quando a corporação diz que não, é para cumprir.
Que raio de histórias
« MANUEL DIAS Cliente do banco há 30 anos, pediu um empréstimo de 7500 euros ao BCP mas disseram-lhe que não, a não ser que comprasse o equivalente em acções. “Precisava do dinheiro e concordei. Saí de lá com um crédito de 15 mil euros. Quando precisei de vender as acções, valiam metade”. Pagou tudo mas sente-se enganado. JOSÉ ANTÓNIO Cliente do Private Banking, acusa o BCP de ter comprado por ele 10 mil acções e de ter aberto uma conta «offshore» que ele desconhecia. AUGUSTO PINTO Cliente, já reformado, queria vender as acções que tinha no Sotto Mayor mas foi aconselhado pelo gerente a trocá-las por acções do BCP. “Em 2001 as acções começaram a baixar e dei ordem para vender. Precisava de dinheiro. Disseram-me para não vender e fizeram-me um crédito que já paguei. Por não ter vendido estou a perder 30 mil euros”. JAIME DIAS Ex-funcionário, já reformado, comprou 15 mil acções. “Causei prejuízos a familiares, amigos e clientes. Convenci o meu irmão e sobrinhos porque me disseram que as acções iam subir bastante. O BCP vendeu-mas sem autorização no ano passado porque não estava a pagar o crédito”. Em Fevereiro de 2006 o banco entrou com uma acção em tribunal. “Penhoraram-me as contas e o ordenado do meu filho, mas há pior: ao meu irmão penhoraram a casa. Ainda não fui a julgamento”. MANUEL NOGUEIRA Cliente JOSÉ QUEIROGA Ex-funcionário e reformado, endividou-se para comprar 15 mil acções. “Comprei para os meus filhos que estavam a estudar e cedo percebi que não podia pagar. Entrei em incumprimento e o BCP deixou de me pagar o ordenado, cortaram-me o cartão e chegaram a dizer-me que se não resolvesse o problema podia ficar sem casa. Fomos utilizados para dizer que as acções eram de baixo risco e fomos todos enganados”. ABÍLIO ABREU Ex-funcionário do BCP já reformado.»
sábado, abril 21, 2007
sexta-feira, abril 20, 2007
quinta-feira, abril 19, 2007
Movimento Iran Costa a Presidente, apresenta a sua candidatura.
«...Nos dois derradeiros capítulos desta primeira parte, tratarei de um tumulto e levantamento que, a dezanove de Abril de 1506, Domingo de Pascoela, houve, em Lisboa, contra os Cristãos-novos.
No mosteiro de São Domingos existe uma capela, chamada de Jesus, e nela há um Crucifixo, em que foi então visto um sinal, a que deram foros de milagre, embora os que se encontravam na igreja julgassem o contrário. Destes, um Cristão-novo (julgou ver, somente), uma candeia acesa ao lado da imagem de Jesus. Ouvindo isto, alguns homens de baixa condição arrastaram-no pelos cabelos, para fora da igreja, e mataram-no e queimaram logo o corpo no Rossio.
Ao alvoroço acudiu muito povo a quem um frade dirigiu uma pregação incitando contra os Cristãos-novos, após o que saíram dois frades do mosteiro com um crucifixo nas mãos e gritando: "Heresia! Heresia!" Isto impressionou grande multidão de gente estrangeira, marinheiros de naus vindos da Holanda, Zelândia, Alemanha e outras paragens. Juntos mais de quinhentos, começaram a matar os Cristãos-novos que encontravam pelas ruas, e os corpos, mortos ou meio-vivos, queimavam-nos em fogueiras que acendiam na ribeira (do Tejo) e no Rossio.
Nesta (Segunda-feira), pereceram mais de mil almas, sem que, na cidade, alguém ousasse resistir, pois havia nela pouca gente visto que por causa da peste, estavam fora os mais honrados. E se os alcaides e outras justiças queriam acudir a tamanho mal, achavam tanta resistência que eram forçados a recolher-se para lhes não acontecer o mesmo que aos Cristãos-novos.»
Damião de Góis, na «Crónica de D.Manuel I», capítulo CII da Parte I.
quarta-feira, abril 18, 2007
terça-feira, abril 17, 2007
A RTP começou um programa de ciência e tecnologia - um bom e honesto programa - a que deu o nome de 2001, em evocação do célebre filme 2001 - Odisseia no Espaço ("oh, the files are in the computer? So simple.") uma seja, um significado futurista e avançado.
Quando chegou o ano 2001, e apesar de não estarmos tão avançados como previa o filme, a evocação futurista perdeu o sentido. O futuro tornou-se presente. A RTP mudou o nome do programa para 2010. Manteve a lógica, manteve até os gráficos da apresentação - só trocou o 1 e o 0. Até o Vasco Trigo manteve o bigode.
Estamos já em 2007. O que vai a RTP fazer quando chegarmos a 2010?
Aceitam-se apostas na caixa de comments.
segunda-feira, abril 16, 2007
Quando eu disse que queria inaugurar uma nova fase, não tinha em mente outro walk-off. A ideia era apenas lançar mais uma rubrica, no caso, relacionada com memórias.
Por isso, se partimos para a violência, eu recuso. Pretendia apenas deixar dois ou três videozitos com um pequeno texto informativo como background, e como tal deixarei apenas mais um e não mais tocarei no assunto.
Já agora, essa versão do Bomberman não é a nossa, a que utilizámos no torneio e utilizaremos no II torneio que foi adiado para este ano.
Massa and Hamilton
Os dois pilotos responderam com bofetada de luva branca às minhas críticas. No Bahrein, Massa dominou de fio a pavio e Hamilton demonstrou que pode ser mais rápido que Alonso. Já Raikkonen voltou a perder um lugar na largada; passou Alonso no primeiro "pit-stop". Se tivesse mantido o terceiro lugar da qualificação, possivelmente teria ultrapassado Hamilton ao longo da corrida, nomeadamente dados os problemas que ambos os McLaren tiveram com o segundo jogo de pneus. Dois pontos perdidos, não foi a melhor corrida do finlandês.
O grande mistério desta corrida foi, sem dúvida, saber porque razão os dois "first drivers" se qualificaram com mais gasolina que os colegas de equipa. Isso relegou-os para a segunda linha da grelha, de onde já não conseguiram sair, mostrando que - quem sabe? - até pode haver 4 pilotos para disputar o campeonato.
Para já, existem 3 "ex aequo" no primeiro lugar da tabela de pontos, coisa nunca vista, todos com 22 pontos! E nenhum deles é vencedor da corrida de ontem, que está só a 5 pontos - e atrás dele o Heidfeld, três 4 lugares, 15 pontos... glória óbvia para Hamilton, 1º na história a marcar três pódios na três primeiras corridas, e a liderar o campeonato... (mas foi o único dos 4 pilotos das equipas de ponta sem ganhar uma corrida...)
domingo, abril 15, 2007
Quem jogou "Super Monaco Grand Prix", para a Mega Drive, recorda que, no modo Carreira, após o jogador se tornar campeão pela primeira vez, aparecia um piloto chamado B. Ceara (nas duas primeiras corridas do campeonato seguinte) que nos desafiava de modo a ocupar a nossa equipa. (Relembro que cada equipa só tinha um carro e que, se desafiássemos um piloto e terminássemos duas corridas consecutivas à sua frente, a sua equipa chamáva-nos para o seu lugar, sendo este o caminho até à equipa top, a Madonna. Relembro ainda que, tal como os jogos de futebol que tinham o Luis Figarros e o Sa Pius, também estes jogos ainda não pagavam direitos de imagem e portanto no lugar de McLaren, Ferrari, Williams e Benetton tinhamos Madonna, Firenze, Millions e Bestowal, todas com cores iguais às equipas reais. Também os pilotos eram traficados, pois a foto do Ceara era muito similar à do Senna.
Dizia, portanto, que aparecia esse Ceara e que era impossível batê-lo, pois o jogo estava programado para perdermos o lugar na equipa principal e provarmos, depois de sermos despromovidos para uma das equipas mais fracas, que conseguíamos ser campeões pela segunda vez progredindo novamente pelas várias equipas até voltarmos ao topo. Eu nunca consegui bater o Ceara nessas duas primeiras corridas da época, embora sempre ficasse confortavelmente em segundo. O "gajo" estava sempre à vista mas chegar ao pé dele era impossível.
Fiquei, por isso, de boca aberta ao ver este vídeo.
(Ver aqui o resto da corrida.)
Devo dizer que este jogo era avançadíssimo: os vários carros tinham potência e características diferentes, havia desgaste de pneus e de material se fôssemos muito agressivos na condução, "slip-stream"e já tinha um modo de Carreira que os, passados tantos anos, os jogos de hoje pouco mais acrescentam. (O modo Carreira terminava com o bicampeonato.)
sábado, abril 14, 2007
queridos leitores e amigos (em especial os do sexo masculino), à medida que nos aproximamos do milésimo post, não paramos de vos surpreender! Há pouco tivemos um vendaval de destruição com o Music-Off... pois bem, continuemos a avivar e refrescar as vossas memórias!
Este foi o melhor jogo de futebol para consola que joguei!! (lol)
A imprensa mundial está deliciada e maravilhada com Lewis Hamilton. Simpatizo bastante com o piloto britânico, mas insisto que é demasiado cedo para o colocar numa categoria superior, não só porque não teve tempo para o mostrar mas também porque Lewis não fez nada de incrível.
Lewis esteve muito bem nas duas corridas anteriores; mostrou andamento para Alonso e controlou notavelmente o Massa e o cansaço face ao calor húmido. Para um estreante, são óptimos resultados e é de facto uma excelente mais-valia para a McLaren.
Mas imaginem que em vez dele era o Fisichella no McLaren n.º 2. O que diria a imprensa?
Na Austrália: "Fisichella perde o 2º lugar para Alonso no 2º reabastecimento."
Na Malásia: "Depois de uma boa largada, Fisichella lutou bem com Massa mas não teve qualquer andamento para desafiar Alonso, sofrendo para segurar Raikkonen nas últimas voltas."
Talvez a imprensa queira ser mais simpática para Hamilton. Ou talvez, simplesmente, aquilo que é óptimo para um estreante não o seja para um campeão. Hamilton ainda não mostrou ser capaz de bater Alonso ao longo dos 300 quilómetros de um GP.
Senna conseguiu pontuar à 2ª corrida, com um Toleman, e quase ganhou o GP Mónaco na sua estreia lá.
Schumacher qualificou-se em 7º com o Jordan-Hart, 1,5s à frente do colega, e bateu confortavelmente o Piquet durante 5 corridas.
O Hamilton ainda não fez algo comparável a isso - e mesmo que o tivesse feito, é bom não nos esquecermos que Montoya era considerado em 2001 o próximo Piloto da Década.
Por outro lado, assim que Lewis cometer um erro, a imprensa afundá-lo-á - mas o bom senso não. Conseguirá o britânico vencer a corrida de amanhã?
PS - o desempenho do Massa na Malásia não me surpreende, porque tenho-o acompanhado desde que se estreou na Fórmula 1 e não apenas desde que chegou à Ferrari. Surpreender-me-ia se ele, depois de perder 2 posições na largada, conseguisse ultrapassar os 2 McLaren ao longo da corrida - isso seria mostrar o famoso "estofo" de campeão.
Não critico Massa por ter tentado a ultrapassagem, aliás era a única forma de não deixar fugir o Alonso; só que falhou...
quinta-feira, abril 12, 2007
Fui ontem ver o 300.
É um bom filme, mas…
O Braveheart vinha constantemente à memória. A chuva de setas causou danos entre os escoceses, mas esses eram simples campónios; já os espartanos, perfeitos guerreiros, não tiveram uma única baixa.
Leónidas a gritar “HOLD!” enquanto o exército espartano aguarda a carga persa. Lembra-vos alguma coisa?
Os guerreiros são demasiado perfeitos. Claro que são espartanos, mas mesmo assim são demasiado perfeitos.
Os elefantes persas também são absolutamente incríveis. O que diria Aníbal, general cartaginês que levou o seu exército com elefantes da Hispânia até Roma passando pelos Alpes, se tivesse visto o potencial bélico dos elefantes persas??…
Uma filme tem ainda umas cenas de sexo e eróticas notáveis, havendo contudo uma distinção subtil entre o sexo legitimado pelo amor, entre o rei e a rainha de Esparta, e a licenciosidade dos oráculos e do harém persa.
Pessoalmente, não associo a liberdade a Esparta. A liberdade da Nação, da Cidade, do Estado, do Colectivo, essa sim, concerteza; mas a liberdade do indivíduo, não. (O filme deixou, da parte do rei Leónidas, um insulto reles a Atenas, “cidade de filósofos e amantes de rapazinhos.” Mas isso fica para outra altura.
terça-feira, abril 10, 2007
segunda-feira, abril 09, 2007
O poder corrompe. Separar e limitar o poder do Estado, de forma a evitar os seus abusos, é uma ideia básica das democracias liberais modernas.
Quando o Estado democrático comete abusos, aponta-se a culpa à democracia. Contudo, sonha-se com um poder mais forte, em vez de se sonhar com uma democracia reforçada. Trágico engano; o poder mais forte apenas reforça a capacidade do Estado de cometer abusos.
Tanto assim que mesmo nos Estados Unidos da América, onde a tradição de separação e limitação dos poderes do Governo central (federal) está muito enraizada - até aí o Estado comete abusos.
Em 1898, para financiar a guerra com a Espanha, o governo americano instituiu um imposto sobre o telefone - na altura um objecto de luxo e utilizado apenas por uma elite. O objectivo era financiar o esforço de guerra.
A guerra terminou, Cuba passou a ser um protectorado norte-americano, e o telefone começou a massificar-se, tal como o Ford modelo T.
Contudo, o imposto não foi revogado... e todos os novos assinantes, encarando o preço como natural, continuaram a fazer chamadas.
E apesar de o Congresso ter votado uma resolução para revogar a Lei, o presidente vetou-a. Não em 1900... mas em 2000.
Se mesmo numa democracia experimentada podem existir este tipo de abusos que noutras circunstâncias até teriam graça, o que poderá acontecer quando o Poder do Estado tem pouco ou nenhum controlo - ou a sociedade não sabe, não quer controlá-lo, ou se sente melhor sob esse Poder?
Esta música não é dos Silence Four
Post-Scriptum: como se sabe, guerras, ameaças externas ou projecções de poder no exterior facilitam a tarefa do Governo de preservar o poder interno, dada a tendência natural da comunidade para o apoiar, o que é um risco para o delicado equilíbrio de poder que é a democracia. Aquele é apenas um pequeno exemplo.
sábado, abril 07, 2007
«Unlike the United Nations, the European Union last week gave "unconditional support" to the British government in its showdown with Iran. I quote from a statement by EU foreign ministers, representing 27 countries, nearly half a billion people, and more than a third of Iran's trade, which also unreservedly accepted the British version of events, described the Iranian kidnapping of British sailors and marines as "a clear breach of international law" and called for their "immediate and unconditional release".»
Em tempos de euro-pessimismo, ninguém reparou que, na recente crise dos militares britânicos (que eu não acho que sejam "marinheiros" e que o Daniel não acha que sejam "fuzileiros") detidos no Irão, a Europa apoiou o Reino Unido imediatamente e sem reservas.
Talvez não devêssemos ser tão pessimistas. Foi uma nota de rodapé, mas a verdade é que por vezes os tais 27 até podem encontrar interesses, e solidariedade, em comum. se as circunstâncias o exigirem.
quinta-feira, abril 05, 2007
Portugal em Choque
Nem a escola primária ele terminou!!!
Há dias, o PNR colocou um outdoor em plena Lisboa e "o Regime" (Estado e partidos) reagiu de forma idiota, engasgando-se e baubuciando ameaças de proibição. Felizmente que houve o bom senso de não proibir um cartaz perfeitamente legal e de não exercer censura.
A melhor resposta política ao PNR não veio de nenhuma instituição oficial do Estado nem com manobras de proibição - muito menos com os actos de vandalismo sobre o outdoor do PNR.
A melhor resposta veio da parte da Sociedade Civil, que avançou com a inteligência e o humor.
Tomara que a sociedade civil, ou seja, a NAÇÃO, pudesse quase sempre dispensar o Estado.

post-scriptum: sim, está mesmo ao lado do outro.



