Uns dizem que a 15, outros a 16 de Março, pouco importa - assinala-se os 2050 anos do assassínio de Júlio César.

César foi um dos mais brilhantes militares, estrategas e políticos da História Romana, Ocidental e Mundial - embora, quando chegou à idade em que morreu Alexandre, o Grande, tenha chorado por não ter igualado os feitos do macedónio.
Júlio César terá, só à sua conta, aumentado o poder e influência do Império Romano numa extensão maior do que Roma o tinha feito nos 100 ou 200 anos anteriores, pacificando a Península Ibérica e conquistando a Gália (embora se diga que uma pequena aldeia resistiu sempre.)
César foi também um dos principais artífices do fim do sistema republicano de governo de Roma, que durava à quase 500 anos. Tentou tornar-se imperador com o poder absoluto - e foi, na verdade, por isso que, numa manhã, um grupo de senadores o recebeu com uns punhais (talvez para terem uma conversa amena, como vimos no último Diz Que É uma Espécie de Magazine.)
De facto, é medida da sua grandeza o facto de toda a gente pensar em César quando se pergunta por nomes de imperadores romanos - quando de facto Caio Júlio nunca o chegou a ser. (O sistema seria inaugurado por Octávio Augusto uns anos depois.)
É também medida da sua grandeza o facto de, ao inventar um cargo que não existia, terem depois atribuído o seu nome à palavra que designa o cargo (os imperadores eram Césares.) Foi por isso que Jesus mandou dar a César o que era de César e a Deus o que era de Deus (César aqui era o Estado Romano) e é por isso que a Alemanha teve o Kaiser (Caesar) e a Rússia o Czar (Caesar).
Ave Cesar!
5 comentários:
Pluribus Unum
E.
E Pluribus Unum.
No caso de César, que deu também o nome ao mês em que nasceu (Julho = Júlio) e ao tipo de parto pelo qual nasceu (cesariana), era mais E Unus Plurinum.
"à 500 anos"???
arre, não me posso enganar?
Na realidade, o cargo de Imperador não foi propriamente inventado pelo velho Gaius Julius, e o nome de Caesar também não é propriamente dele...
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