Crise de Valores
"Durante a Grande Depressão da década de 1930, milhões de homens foram despedidos do emprego. (...) muitos mergulharam em extremos de desespero e culpa, com o ego despedaçado pelo talão cor-de-rosa do despedimento.
Com o tempo, o despedimento veio a ser visto a uma luz mais razoável - não como resultado da indolência ou da fraqueza moral do indivíduo, mas sim de forças [económicas e políticas] gigantescas fora do controlo do indivíduo (...) eram estas coisas, e nãoi a fraqueza pessoal dos trabalhadores dispensados, que causavam o desemprego. Os sentimentos de culpa eram, na maioria dos casos, ingenuamente injustificados.
Hoje, mais uma vez, egos quebram-se como ovos contra a parede. Hoje, no entanto, o sentimento de culpa associa-se mais à fractura da família do que à economia. Os milhões de homens e mulheres que se afastam dos destroços dispersos do seu casamento também sentem as agonias da auto-culpabilização. E mais uma vez a maior parte desse sentimento de culpa é injustificado. (...) quando o divórcio, a separação e outras formas de desastre familiar abrangem milhões de pessoas ao mesmo tempo e em muitos países, é absurdo pensar que as causas são puramente pessoais. (...)
Alvin Toffler (1980), A Terceira Vaga, Edição Livros do Brasil, p. 206-207
(continua)
(o que vale é que haverá sempre pessoas a pugnar pelos valores e contra o descalabro moral.)
1 comentário:
Devassas!
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