sábado, março 31, 2007

Cessar-Fogo

A Administração do Blogue da SARIP apela a um cessar-fogo imediato entre os co-bloggers Daniel Sousa e Ismael Paulino, com vista à interrupção das hostilidades em torno do Music-Off em curso.

Não há memória de semelhante acontecimento neste blogue. Nem a guerra em torno da publicação de imagens com conteúdos pornográficos, muito menos a discussão acalorada e civilizada em torno do referendo do aborto - nada se compara ao nível de violência, agressividade e destruição a que se assistiu.
De 23 a 29 Março, quase uma semana, tivemos 14 vídeos com os mais variados atentados à sensibilidade dos nossos leitores e à música em geral.
Os danos e perdas causados à imagem e credibilidade deste blogue são, por agora incalculáveis. Esperamos que os nossos leitores possam, ainda que lentamente, recuperar das feridas e voltar ao nosso convívio.

Apelamos, portanto, a Daniel Sousa e Ismael Paulino para que ponham os interesses do blogue à frente dos seus interesses pessoais e suspendam o Music-Off de imediato.


Como diria David Bowie: "Disqualifieds!"

quarta-feira, março 28, 2007

Music Off

What do you really really want??...
Music-Off

"After being remixed by the Bayside Boys and having English lyrics added, it became a worldwide hit in summer 1996. The single spent 14 weeks at number one on the U.S. Billboard Hot 100 singles chart, one of the longest runs atop the Hot 100 chart in history. During its heyday, the song was played frequently at professional athletic games, rallies, conventions, and other places. The Macarena remained popular through 1996, but by the end of 1997, its popularity had diminished greatly. The song also broke records at the time by remaining in the Hot 100 chart for 60 weeks."

Foi até não podermos mais.

Music-Off

Decorria o ano de 1998, Emir Kusturica realizou o filme Gato Preto Gato Branco e Goran Bregovic produziu Bubamara, uma obra de arte para a eternidade...

"Ó Ivaristo (Ismael) como respondes a isto?!..."
Music-Off

Ataque pelo flanco, regresso ao início!

(devo dizer que a suposta regra, invocada pelo Daniel, sobre o uso de música dos anos 90, só apareceu depois de ele responder ao meu Black Company com Iran Costa. Iran Costa não está propriamente longe do conceito de música Pimba.)

Music-Off

O Rei é grande, mas no Xadrez a Rainha Ganha!!!

segunda-feira, março 26, 2007

Music-Off

Esta guerra ainda vai fazer vítimas... (a começar pelo blogue, cujos leitores habituais vão fugir...) Mas não viro a cara à luta.

Clássicos Pimba dos anos 90? Vamos ao Génesis, "No início era o Nada!" Vamos às raízes!

Vamos a quem deu nome o nome ao Pimba!

VAMOS AO REI!

Music-OFF

O Ismael partiu para a ofensa directa, assim vou ter que responder à letra. Tentei ser correcto ao abordar musica dos anos 90, agora atacar-me com musica Pimba. A minha resposta é esta...

Antonio Oliveira Salazar, "O melhor português de sempre"!!!

A decisão foi tomada, para uns uma grande surpresa, para mim foi o resultado que se esperava.



"No tempo de salazar nao havia liberdade, havia muita censura, ninguem podia dizer o que pensava e exprimir as suas ideias, isso é uma grande verdade.Mas hoje passa-se algo de muito interessante é que tu hoje podes falar à vontade, sem medo, e exprimir os teus ideias da forma como tu quiiseres mas ninguem te ouve, por isso nao sei qual das maneiras é a pior!?" Jobin89 (comentário no Youtube no video colocado em cima)
A análise não é assim tão simplista, se fizessem a votação do pior português de sempre talvez Salazar fosse à final e quem sabe até ganharia. Talvez os portuguesas não tenham capacidade para viver em democracia (pode existir uma incapacidade intrinseca no gene Tuga que impede o português de se sentir feliz em democracia), não sabem fazer escolhas, não sabem o que querem...

domingo, março 25, 2007

Toma lá bacalhau em dose dupla!
Who are you tryin' to get crazy with, ese? Don't you know I'm loco?
Listen to your friend Billy Zane. He's a cool dude.



sábado, março 24, 2007

90 MUSIC OFF

O Ismael desafiou a minha pessoa para um "90 music off", the first one makes the second repeats and make a new one... Black Company é um inicio muito bom, lancei Iran Costa para igualar a primeira musica dele (mais de 25 semanas em primeiro lugar no made in portugal) e lanço agora Corona The rhythm of the night.



Como não me consigo conter, aproveito ainda para lançar o supra-sumo dos anos 90.



Se o Ismael me provoca eu lanço DJ Bobo...

sexta-feira, março 23, 2007

Sócrates licenciado ou bacharel?
Saiu ontem no Público uma estranha reportagem sobre o currículo académico de José Sócrates. Como, ao contrário dos jornais, os blogues não têm de responder a interesses, este blogue já tinha mencionado o assunto logo em Fevereiro de 2005, pouco depois da vitória eleitoral do PS.

Eu compreendo perfeitamente que uma carreira política não deixe tempo para a carreira académica. Parece que estou a imaginar este diálogo entre o coordenador do bacharelato de Sócrates e o próprio, cruzando-se num corredor do ISEC, em 1978:
- então, ó amigo Sócrates, lá para 1996 conclui a licenciatura, não???

Lanço daqui um apelo a todos os que me lerem, estiverem lançados numa carreira política e não tiverem concluído os estudos: tenham cuidado, porque mais tarde pode vir a dar mau aspecto. E estudar à noite é muito complicado...

Não sabe nadar, yô!
Há dias uma bloguista queixava-de que "não sabia nadar" e fez-me lembrar isto:


F1 - Raikkonen "quase adormeceu"
Para além de "cagar" alguma superioridade, esta notícia pode parecer exagerada mas não o é. Sem rádio e com grande superioridade sobre a concorrência, é muito natural que Raikkonen se tenha distraído.
No GP Mónaco 1988, Senna largou na frente de Berger e Prost. Ganhou 1 s por volta ao Ferrari do austríaco até o francês, finalmente, o conseguir passar, à 50ª volta - com 50 segundos de atraso em relação a Senna. Prost de imediato fez a melhor volta, mas Senna respondeu na mesma moeda. Naturalmente, Prost desistiu, comunicando o facto à boxe da McLaren, que o transmitiu a Senna, tendo ambos reduzido o andamento. Faltam menos de 30 voltas.
A 10 voltas do fim, e com a mesma enorme distância sobre Prost, Senna raspa o pneu na parte interior de uma curva e perde o controlo do carro, espetando-se contra o rail.
Não fosse por esta distracção, Senna teria vencido por 7 vezes, consecutivas, no Mónaco. Ficou-se pelas 6.
E a verdade é que, se a curva 3 de Melbourne tivesse muro, também Raikkonen teria sido vítima do mesmo problema. Coisas que acontecem.
(Consta que Senna saiu do carro, calmíssimo, e não voltou à boxe da McLaren, que ficou sem saber dele. Em vez disso, foi para casa e viu o resto da corrida pela TV.)

terça-feira, março 20, 2007

Quase-Heróis anónimos
Já se sabe que Portugal só reconhece os seus heróis desportivos - que joguem futebol. Foi por isso que a extraordinária proeza desportiva do Candelária Sport Clube passou totalmente ao lado do panorama mediático.
O Candelária SC é um clube de hóquei em patins da freguesia da Candelária, concelho da Madalena - ilha do Pico, nascido em 1990, com pouquíssimos meios - tal como o Hóquei Clube de Turquel. A época passada foi a primeira em que o clube chegou à I Divisão nacional de hóquei em patins, com tal sucesso que garantiu a presença na edição deste ano da Taça CERS - a Taça UEFA do hóquei em patins.
E o Candelária, da Ilha do Pico, chegou à final da Taça CERS.

Imaginem que a AAC ia à final da Taça UEFA...

Infelizmente perdeu (a final da Taça CERS é disputada em duas mãos; na 1ª, o Candelária empatou em casa, 1-1, e na 2ª o adversário Vilanova, de Itália, foi mais forte, vencendo 4-2.) Mas não deixou de ser uma enorme proeza para o desporto açoreano e português, provando que existindo vontade e talento, se pode chegar muito longe. (Mesmo que tivessem ganho, suponho que teriam sofrido o mesmo desprezo da comunicação social. De qualquer forma, desde 2002 que não havia uma equipa portuguesa na final da Taça CERS - o hóquei nacional atravessa uma fase negra.)


Glória aos picarotos!

e depois exageram


Um bom exemplo de jornalismo sensacionalista. Parabéns à autora, a Fórmula 1 precisa destas coisas para atrair público.
É claro que é mais fácil definir os 2 melhores pilotos do que os 6 melhores. Na verdade, costumo pensar a hierarquia do talento automobilístico como uma pirâmide, e portanto, é mais natural que os 2 melhores estejam numa categoria superior e que abaixo deles se acotovelem vários nomes cuja avaliação se torna mais difícil.
Contudo, colocar Massa, Hamilton, Button e Fisichella na categoria dos 6 melhores é um risco.
Massa só merece crédito pela excelente época que fez o ano passado. Apenas uma boa época não faz um grande piloto. Massa está na F1 há vários anos e nem sempre foi tão impressionante. Veremos agora se fez progressos sólidos ou se lhe acontece como a tantos outros.
Hamilton é um estreante (parece que muito bom, mesmo). Os estreantes podem ser acompanhados com todo o interesse, mas não podem ser automaticamente levados à categoria máxima - o próprio Schumacher teve primeiro que bater o Nelson Piquet, embora Briatore confiasse nele. (Hamilton é inglês, como a sra. jornalista.)
Button nunca mostrou nada que nos dissesse que era um potencial campeão ou um piloto fora-de-série, como o fizeram Alonso na Minardi ou Raikkonen ao ser vice-campeão em 2003. (é inglês, como a sra. jornalista)
Fisichella... por muita simpatia que eu lhe tenha, não sei se o coloco na segunda categoria, quanto mais na primeira.

4 anos de Iraque
Estão ainda por avaliar os danos causados aos Estados Unidos e ao Ocidente por uma política que serve interesses ocultos (têm que estar ocultos, porque à primeira vista não se entende.)
Posso sempre dizer que vi o início da invasão em directo, com o Carlos Fino, às 2.30. (Que é feito daquele nosso vídeo?)

segunda-feira, março 19, 2007

Bruce Lee Angolano

Parte do casting para novo filme, o Buce Lee Angolano.

domingo, março 18, 2007

Guerra na Europa - Tomada de Olivença
A bandeira de Portugal voltou a flutuar sobre as muralhas de Olivença!



GP Austrália - Vitória dos pilotos!

Kimi Raikkonen venceu a prova de abertura do campeonato de 2007, seguido pelos dois McLaren de Alonso e Hamilton. Na primeira prova pós-Michael Schumacher, dificilmente poderíamos ter tido um melhor resultado para o prestígio, e o carisma, dos pilotos dominantes da F1 actual. Vejamos porquê:


- Kimi Raikkonen demonstrou que fez bem em mudar de equipa, abandonando a McLaren, e demonstrou que a Ferrari não precisa de M. Schumacher para vencer (óptimo também para Jean Todt.). Está, logo à partida, afastado um potencial fantasma e criado um candidato ao título - até porque o andamento de Raikkonen não dá margem para pensar que o Massa podia ter sido mais rápido.
- Fernando Alonso demonstrou que fez bem em mudar de equipa! A Renault desapareceu dos lugares de topo e ficamos com a sensação que, onde o espanhol estiver, os resultados aparecem, já que a McLaren está 2 passos à frente do pelotão intermédio e com perspectivas de luta pelo título, enquanto no ano passado Raikkonen sofria para chegar a um 5º lugar. Para o estatuto do espanhol só houve uma dúvida...
- Lewis Hamilton teve uma estreia fabulosa! Rápido e seguro, largou muito bem e andou mais de meia corrida à frente de Alonso (pódio na estreia não é para todos). A acompanhar com muito interesse; não nos esqueçamos que, historicamente, a McLaren não procede a ordens de equipa , e se é verdade que a táctica de boxe foi muito favorável a Alonso, a verdade é que Hamilton não teve qualquer problema em acompanhar o ritmo do espanhol.
Quanto ao resto, nota muito positiva para a BMW, assumindo-se como 3ª equipa atrás das líderes, e grande decepção para Renault e Honda: Kovalainen não impressionou e a equipa poderá ter de jogar com o fantasma Alonso (ah, se ao menos estivesse ali um piloto melhor...), enquanto a Honda, apesar deter um carro lindo, está muito longe dos lugares cimeiros - aliás, vai ter de disputar com a Super Aguri. Para Button há algo pior: agora há outro piloto britânico com potencial para ser campeão do mundo. Destaque ainda para David Coulthard que abriu de forma espectacular (péssima qualificação, má corrida, ultrapassagem grosseira) o que poderá ser uma temporada terrível.

Em suma, Raikkonen e Alonso sublinham vincadamente o seu estatuto de líderes da Fórmula Um actual. (Em 1988 tivemos também um bicampeão contra uma estrela ainda sem títulos, mas eram colegas de equipa.) Que M. Schumacher goze bem a sua reforma.

sábado, março 17, 2007

Uma provocação directa ao Danish: (e já que ele não tugiu - nem mugiu - sobre o post de há dias sobre os muçulmanos que vieram para Lisboa nos anos 50, e porque a participação de todos é importante:)

"Em Nampula, uma província do Norte de Moçambique onde os muçulmanos predominam, as escolas, os postos de saúde e os projectos agrícolas financiados pela Rede Aga Khan para o desenvolvimento têm sido decisivos para travar a influência dos radicais islâmicos. Estes vêm do Sudão e inspiram-se no wahhabismo saudita que se ensina das madrassas do Paquistão, com apoio de muitas organizações humanitárias."
(DN, 11 Março 2007)

K é? Falso, verdadeiro, especulação???

(E brevemente terei de ser eu a postar sobre o Candelária.)

sexta-feira, março 16, 2007

Júlio César - 2050º aniversário da sua morte

Uns dizem que a 15, outros a 16 de Março, pouco importa - assinala-se os 2050 anos do assassínio de Júlio César.

César foi um dos mais brilhantes militares, estrategas e políticos da História Romana, Ocidental e Mundial - embora, quando chegou à idade em que morreu Alexandre, o Grande, tenha chorado por não ter igualado os feitos do macedónio.
Júlio César terá, só à sua conta, aumentado o poder e influência do Império Romano numa extensão maior do que Roma o tinha feito nos 100 ou 200 anos anteriores, pacificando a Península Ibérica e conquistando a Gália (embora se diga que uma pequena aldeia resistiu sempre.)

César foi também um dos principais artífices do fim do sistema republicano de governo de Roma, que durava à quase 500 anos. Tentou tornar-se imperador com o poder absoluto - e foi, na verdade, por isso que, numa manhã, um grupo de senadores o recebeu com uns punhais (talvez para terem uma conversa amena, como vimos no último Diz Que É uma Espécie de Magazine.)
De facto, é medida da sua grandeza o facto de toda a gente pensar em César quando se pergunta por nomes de imperadores romanos - quando de facto Caio Júlio nunca o chegou a ser. (O sistema seria inaugurado por Octávio Augusto uns anos depois.)

É também medida da sua grandeza o facto de, ao inventar um cargo que não existia, terem depois atribuído o seu nome à palavra que designa o cargo (os imperadores eram Césares.) Foi por isso que Jesus mandou dar a César o que era de César e a Deus o que era de Deus (César aqui era o Estado Romano) e é por isso que a Alemanha teve o Kaiser (Caesar) e a Rússia o Czar (Caesar).

Ave Cesar!

quinta-feira, março 15, 2007

F1 - Antevisão da temporada 2007 (2)
"Cada ano que passa isto deverá ficar mais curto. Este ano vou-me resumir ao mínimo", escrevi eu na antevisão da Fórmula Um 2006, e é para manter. Mas antes disso, relembremos a primeira antevisão da Fórmula Um 2007, que fiz na altura.

- "Alonso já assinou contrato com a McLaren para 2007, o que levanta montes de questões" - todas elas já encerradas. O espanhol deu-se bem com a equipa na mesma e tornou-se bicampeão.
- "São muito fortes os rumores de Raikkonen na Ferrari. Como não creio na hipótese de coabitação Kimi-Michael, julgo que o finlandês estará à espera da decisão do alemão em retirar-se ou não" - Os rumores eram acertados, mas ficámos sem saber se Kimi estava mesmo à espera ou se Schumacher já tinha tomado a decisão no início do ano... (quem sabe se foi a Ferrari que decidiu não renovar...)
-
"Mais certo que tudo isto, é o caso Rossi. Com 5 campeonatos - Já nem me lembrava da novela de Rossi poder ir para a Ferrari. 2006 foi um ano mau para o italiano, que contudo ainda vai a tempo de bater o Octa-campeão Giacomo Agostini - só faltam 4 campeonatos.

De resto, basta dizer que a Ferrari é a mais forte nos testes pré-época, que há dúvidas sobre se o Kimi se vai impôr ao Massa logo de início, que há dois estreantes (Hamilton e Kovalainen) em equipas da frente (ambos pilotos que tenho vindo a acompanhar há anos e que têm excelente CV), que o Monteiro saltou fora, e que este é o início da era pós-Schumacher - psicologicamente, o GP da Austrália será tão importante como o GP Mónaco 1994, o 1º sem Senna.
Ainda se fala um pouco em Schumacher e embora eu tenha apreciado bastante o alemão nestas suas duas últimas épocas, a verdade é que estou ansioso por uma nova era. Parece quase que o bicampeão não tem título nenhum...

A Igreja Católica e o "segundo casamento"
"Foi publicada hoje a Exortação Pós-sinodal sobre a Eucaristia. (...)
Neste documento, o Papa recorda que “o Sínodo dos Bispos confirmou a prática da Igreja, fundada na Sagrada Escritura, de não admitir aos sacramentos os divorciados re-casados, porque o seu estado e condição de vida contradizem objectivamente aquela união de amor entre Cristo e a Igreja que é significada e realizada na Eucaristia” (29). Todavia, sugere-se que cultivem um “estilo de vida cristão”, para o qual a solicitude pastoral deve contribuir."
Texto citado da Agência Ecclesia.

A Igreja está no seu pleno direito de recusar os sacramentos a quem entender. (Dir-me-ão que não tenho nada com isso, se não me considero parte da Igreja, e têm razão.) Mas fica aqui uma questão por resolver, uma questão muito importante.
Os filhos nascidos de segundos casamentos podem receber sacramentos? Podem, por exemplo, ser baptizados?

terça-feira, março 13, 2007

"7) Proibir a contracepção e a investigação no campo da biologia de reprodução. Estas coisas contribuem para a independência das mulheres e para o sexo extramarital (...)

8) Reduzir o nível de vida padrão de toda a sociedade para níveis anteriores a 1995, pois o desafogo permite que pessoas solteiras, divorciadas, mulheres trabalhadoras e outros (...) se safem economicamente sozinhos. A família nuclear precisa de uma pitada de pobreza (nem de mais, nem de menos) para se manter.

9) Finalmente, remassificar a nossa sociedade (...) resistindo a todas as mudanças - na política, na arte, na educação, nos negócios ou noutros campos - que conduzam à diversidade, à liberdade de movimento e ideias ou à individualização. A família nuclear só permanece dominante numa sociedade de massas.
Em resumo (...) se desejamos verdadeiramente restaurar a família da Segunda Vada, será melhor prepararmo-nos para restaurar a civilização da segunda Vaga como um todo, congelar não só a tecnologia, mas também a própria história."

Alvin Toffler (1980), A Terceira Vaga, Edição Livros do Brasil, p. 209-210

2 anos de Sócrates - que oposição?

segunda-feira, março 12, 2007

Portugal Internacional

Reparem só no sucesso que a famosa música do Melão fez no Japão...
"Se queremos realmente restituir a família nuclear ao seu anterior domínio, coisas que podíamos fazer. Seguem-se algumas:

1) Congelar toda a tecnologia no seu estádio de Segunda Vaga para manter uma sociedade de produção em massa e com base na fábrica. Começar por destruir o computador. O computador é uma ameaça maior para a família nuclear do que (...) todos os movimentos gays e pornografia do mundo (...)

2) Subsidiar a manufactura e bloquear a ascensão do sector de serviço na economia. Os empregados de escritório, as profissões liberais e os trabalhadores técnicos são menos tradicionais (...)

3) Resolver a crise de energia aplicando energia nuclear e outros processos energéticos altamente centralizados. A família nuclear ajusta-me melhor a uma sociedad centralizada (...) e os sistermas de energia afectam grandemente o grau de centralização social e política.

4) Banir os media crescentemente desmassificados, começando pela televisão por cabo e cassete*, (...) As famílias nucleares funcionam melhor onde há um consenso nacional sobre informação e valores, e não numa sociedade baseada em grande diversidade.

5) Recambiar à força as mulhres para a cozinha. Reduzir os ordenados das mulheres ao mínimo absoluto. Enfraquecer as provisões sindicais (...) para garantir que as mulheres se encontrem em cada vez maior desvantagem na força de trabalho. A família nuclear não tem núcleo se não ficarem nenhuns adultos em casa (...)"

(continua)

* não esquecer que o livro é mesmo de 1980.

domingo, março 11, 2007

Entrevista com Florbella

"Hoje dizem-nos repetidamente que «a família» está a desmoronar-se ou que «a família» é o nosso problema número um. (...) No entanto, quando falam de «família» tipicamente não se referem à família em toda a sua luxuriante variedade de formas possíveis, mas sim a um tipo particular de família (...) o que têm em mente é um marido-que-ganha-o-pão, uma mulher-dona-de-casa e um certo número de filhos pequenos. Embora existam muitos outros tipos de família, foi esta forma familiar particular - a família nuclear - que a civilização da Segunda Vaga idealizou, tornou dominante e espalhou pelo mundo. (...) a sua estrutura ajustava-se perfeitamente às necessidades de uma sociedade de produção em massa com valores e estilos de vida largamente aceites, poder burocrático hierárquico e uma clara separação entre a vida doméstica e a vida no mercado de trabalho. (...) Se queremos realmente restituir a família nuclear ao seu anterior domínio, coisas que podíamos fazer. Seguem-se algumas: (...)

(continua)

sábado, março 10, 2007

Crise de Valores
"Durante a Grande Depressão da década de 1930, milhões de homens foram despedidos do emprego. (...) muitos mergulharam em extremos de desespero e culpa, com o ego despedaçado pelo talão cor-de-rosa do despedimento.
Com o tempo, o despedimento veio a ser visto a uma luz mais razoável - não como resultado da indolência ou da fraqueza moral do indivíduo, mas sim de forças [económicas e políticas] gigantescas fora do controlo do indivíduo (...) eram estas coisas, e nãoi a fraqueza pessoal dos trabalhadores dispensados, que causavam o desemprego. Os sentimentos de culpa eram, na maioria dos casos, ingenuamente injustificados.
Hoje, mais uma vez, egos quebram-se como ovos contra a parede. Hoje, no entanto, o sentimento de culpa associa-se mais à fractura da família do que à economia. Os milhões de homens e mulheres que se afastam dos destroços dispersos do seu casamento também sentem as agonias da auto-culpabilização. E mais uma vez a maior parte desse sentimento de culpa é injustificado. (...) quando o divórcio, a separação e outras formas de desastre familiar abrangem milhões de pessoas ao mesmo tempo e em muitos países, é absurdo pensar que as causas são puramente pessoais. (...)

Alvin Toffler (1980), A Terceira Vaga, Edição Livros do Brasil, p. 206-207

(continua)

(o que vale é que haverá sempre pessoas a pugnar pelos valores e contra o descalabro moral.)

sexta-feira, março 09, 2007

I GP Int. Pedro Chaves - report do 5º classificado
Epa, que grande corrida! Dado o meu peso, estava a lutar para não ficar em último. Afinal, qualifiquei-me no meio do pelotão e depois andei a corrida toda atrás do único piloto mais pesado que eu, em luta pelo 5º lugar! Eu era mais rápido, mas não o conseguia ultrapassar... até que a 3 voltas do fim ele fez um pião e eu cheguei ao 5º lugar, de onde já não saí! Que grande resultado! E que evolução que fiz, desde aquele vídeo, na Batalha, em que se vê o Ismael e o Reinold a passarem por mim como o Senna e o Mansell pelo Pedro Chaves (*), e a darem-me uma volta de avanço passado 8 ou 9 voltas... tenho um potencial enorme! Para a próxima, sou candidato à vitória!

posted by Daniel Sousa

Os muçulmanos em Portugal
Como o Danish ainda não se registou para postar regularmente nesta casa - ele que faz forwards de milhares de e-mails por dia - eu tomo a palavra por ele e deixo o linque e um pequeno excerto de um texto interessante sobre a presença de muçulmanos em Portugal a partir de meados do século XX.

(...) Antes de virem as 'massas', já estava em Portugal uma elite pequena, chegada no final dos anos 50 e início dos anos 60, de entre 5 e 15 pessoas, bem integrada e com capacidade para organizar uma estrutura religiosa", diz. Ao contrário da alemanha, que recebeu sobretudo turcos, que não falavam alemão, eram rurais e em muitos casos analfabetos, os primeiros muçulmanos a chegar a Portugal eram estudantes universitários, vindos de Moçambique, da comunidade de origem indiana. (...)

Quem conhece este senhor?


(*) - eu julgo que Pedro Chaves participou numa sessão de testes no circuito de Imola, na qual foi ultrapassado por A. Senna, em recta, como se estivesse parado - e perguntou a si próprio se estaria de facto na mesma categoria. Contudo, não sei onde li isso e não o posso confirmar.

quinta-feira, março 08, 2007

Coincidências!
"Imaginem que num grupo de pessoas há duas que fazem anos no mesmo dia. Tentem estimar o tamanho do grupo para o qual a probabilidade de isso acontecer é igual à de não acontecer (50%).
Muitas pessoas apontam para um número à volta de 360, os dias do ano, ou 180, a metade. Mas na realidade com um grupo de 23 pessoas a probabilidade de haver pelo menos duas com aniversários coincidentes é superior a 50%. Com 60 pessoas a probabilidade é de 99%. O cálculo está explicado na Wikipédia, e é fácil perceber porque é assim se consideramos que num grupo de 23 pessoas há 506 pares diferentes. Mas a estimativa intuitiva é completamente errada. O nosso cérebro não evoluiu para fazer facilmente este tipo de cálculo.
Outra dificuldade é a nossa tendência de dar mais importância ao que é mais saliente. Um bom exemplo são as "estranhas" semelhanças entre Kennedy e Linclon. Eleitos para o congresso em 1946 e 1846, presidentes em 1960 e 1860, ambos assassinados à sexta feira, e assim por diante. Parece demais para ser coincidência, mas é difícil de estimarmos o número imenso de coisas que ficaram de fora por serem diferentes (o nome da sogra, a padaria que frequentavam, a marca da bicicleta que tinham em criança, etc.), e o número de possíveis combinações de presidentes onde procurar semelhanças. Basta num grande número de acontecimentos há certamente alguns que são extremamente raros, mas por pura coincidência. Afinal, por muito difícil que seja para qualquer pessoa ganhar o Euromilhões, não é difícil que alguém ganhe.
Finalmente, a falácia comum da falsa dicotomia: se não é laranja, então tem que ser maçã. Isto leva a conclusões injustificadas só porque «não pode ser coincidência». Por exemplo, quando o Sol está na casa de Capricórnio há muito mais acidentes rodoviários. Isto não é coincidência, no sentido de ser por acaso, pois a diferença é estatisticamente significativa. Mas não tem nada a ver com a astrologia. O signo do Capricórnio inclui o Natal e o Ano Novo, e é o maior número de condutores embriagados que faz aumentar os acidentes.
Em suma, se alguém vos diz que não pode ser coincidência por isso qualquer coisa, o mais certo é estar errado em ambas. Provavelmente é coincidência e, mesmo que não fosse, não queria dizer nada.

(se alguém quiser o autor, é só pedir)

A Burocracia mata - Dupla vergonha para Portugal!
Um cidadão alemão tentou, durante 8 anos, abrir um restaurante em Sagres, lutando arduamente contra a burocracia. No dia da abertura, percebeu que afinal não tinha licença para abrir, aparentemente por uma troca de nome...
Que a burocracia mata, já sabemos. Para além da vergonha que é esta situação, temos ainda outra: o silêncio que se abate sobre estas coisas.
Silêncio de morte.
Cortando com a tradição
Nós, aqui no blogue da SARIP, apesar de oscilarmos entre liberais e conservadores, há um ponto em que somos todos "liberais": causas e posições "a defender" devem sê-lo, em primeiro lugar, pelos próprias pessoas afectadas. Sim, é verdade que isto raramente acontece, mas estou a pensar naquele tipo de causas muito específicas, nomeadamente direitos das mulheres. Como disse o RAP, em dada crónica, por maior simpatia que tenha pelas causas gay, não lhe compete a ele lutar, em primeira linha, por direitos que não lhe dizem respeito.
Em todo o caso, este ano quero cortar com a tradição e, neste dia, fazer uma saudação especial a todas as mulheres que nos lêem, aquelas que não nos lêem mas deviam, e ainda aquelas que, de uma forma ou de outra, são importantes para nós.

sábado, março 03, 2007

I GP Int. Pedro Chaves - report do vencedor
Boep. Fiz a pole, larguei na frente, e ganhei. Não há mais nada para dizer!!

posted by Reinold



O Regresso
Como somos o país de D. Sebastião e toda a gente clama pelo regresso de Salazar, alguns dos nossos políticos ensaiam regressos a ver se a coisa pega.
O último a tentar isso foi Mário Soares.

(Peço-vos que não se distraiam a olhar para a meiinha do Herman e se foquem no essencial do vídeo.)



ÚLTIMA HORA! Guerra na Europa!
Operação Militar em curso nos Alpes!!!!!
(linque)
Que motivações por trás desta bárbara agressão de uma forte potência europeia a uma pequena, pacífica e neutral nação alpina?

The Great Firewall of China
O Blogue da SARIP não é censurado na República Popular da China.

E porque este blogue tem falta de flores...

quinta-feira, março 01, 2007