quarta-feira, janeiro 31, 2007

FEUC Tracking, VI
- Rogério Leitão esteve presente numa conferência em Leiria sobre o futuro da Europa, onde disse que é imperativo que a União Europeia não entre em colapso. Nãoestive presente – apenas dei conta da notícia na imprensa local. Não consta que tenha adormecido a plateia.
- José Manuel Pureza esteve na fila da frente do público do Prós & Contras (o curso de RI da FEUC tem uma predilecção por aquelas cadeiras…) no último programa, dedicado ao referendo. Não vi o programa, a minha mãe é que me chamou a atenção para o facto.

SEF na Universidade do Minho
Contaram-me a seguinte história: o SEF teve um agente infiltrado na Universidade do Minho, disfarçado de estudante (matriculado, indo às aulas, às festas, até fazendo parte da associação académica!) de modo a controlar um determinado conjunto de estudantes estrangeiros…
Se isto for verdade (e eu assumo que é), imaginem o que não se passará em Coimbra… farão “eles” parte de algum núcleo, ou da própria DG/AAC? Serão do SEF ou do próprio SIS?
Será que o SEF tem agentes infiltrados na Academia durante anos, disfarçados de veteranos, e que após algum tempo passam à secretaria?…

segunda-feira, janeiro 29, 2007

Para celebrar o novo look do blog

É curioso que nesta foto do Estádio não se vê o Topo Norte...

FEUC Tracking, V - Inês Coroa em Lx!
Soube recentemente que a nossa colega Maria Inês Coroa, da geração de 1999, filha do ex-presidente do AAC/OAF Campos Coroa, a Inês que me atribuiu o nome de caloiro de... aquilo que vocês sabem, e se não se lembram ainda bem, a Inês que tinha assim uma pancadita, e que me cumprimentava sempre vigorosamente com umas valentes pancadinhas nas costas - a Inês Coroa está a tirar um curso de Diplomacia, ou algo assim, em Lisboa. Infelizmente a fonte não me soube dizer exactamente a entidade e o nome oficial do curso, mas todos sabemos como essas coisas funcionam, o curso não deve ser barato, etc. Daqui desejo todas as felicidades à Inês, e folgo em saber que uma personalidade tão original e criativa vai representar o País no futuro!

Como passar de 5º para 1º na primeira curva!

Esta nem o Senna, que levou uma volta inteira a passar 5º para 1º...

domingo, janeiro 28, 2007

«Não se abandonar a uma esperança - nem a um desapontamento. Tudo aceitar, o que vem e o que foge, com a tranquilidade com que se acolhem as naturais mudanças de dias agrestes e dias suaves. E, nesta placidez, deixar esse pedaço de matéria organizada que se chama o Eu ir-se deteriorando e decompondo até reentrar e se perder no infinito universo... Sobretudo não ter apetites. E, mais que tudo, não ter contrariedades.
Ega, em suma, concordava. Do que ele principalmente se convencera, nesses estreitos anos de vida, era da inutilidade de todo o esforço. Não valia a pena dar um passo para alcançar coisa alguma na terra - porque tudo se resolve (...) em desilusão e poeira.
- Se me dissessem que ali em baixo estava uma fortuna (...) ou a coroa imperial (...) à minha espera, para serem minhas se eu lá corresse, eu não apressava o passo... Não! Não saía deste passinho lento, prudente, correcto, que é o único que se deve ter na vida.
- Nem eu! - acudiu Carlos com uma convicção decisiva. E ambos retardaram o passo, descendo para a Rampa de Santos (...) De repente Carlos teve um largo gesto de contrariedade:
- Que ferro! E eu que vinha desde Paris com este apetite! Esqueci-me de mandar fazer hoje, para o jantar, um grande prato de paio com ervilhas.
E agora já era tarde, lembrou Ega. Então Carlos, até aí esquecido em memórias do passado e sínteses da existência, pareceu ter inesperadamente consciência da noite que caíra, dos candeeiros acesos. (...) tirou o relógio. Eram seis e um quarto!
- Oh, diabo!... E eu que disse ao Vilaça e aos rapazes para estarem no Bragança, pontualmente, às seis! (...)
- Espera! - exclamou Ega. - Lá vem um americano. Ainda o apanhamos!
- Ainda o apanhamos!
Os dois amigos lançaram o passo, largamente. E Carlos, que arrojara o charuto, ia dizendo na aragem fria e fina que lhes cortava a face:
- Que raiva ter esquecido o paiozinho! Enfim, acabou-se. Ao menos assentámos a teoria definitiva da existência. Com efeito, não vale a pena fazer um esforço, correr com ânsia para coisa alguma.
Ega, ao lado, ajuntava, ofegante, atirando as pernas magras:
- Nem para o amor, nem para a glória, nem para o dinheiro, nem para o poder...
A lanterna vermelha do americano, ao longe, no escuro, parara. E foi em Carlos e em João da Ega uma esperança, outro esforço:
- Ainda o apanhamos!
- Ainda o apanhamos!
De novo a lanterna deslizou e fugiu. Então, para apanhar o americano, os dois amigos romperam a correr desperadamente pela Rampa de Santos e pelo Aterro, sob a primeira claridade do luar que subia.»

Eça de Queirós, Os Maias

domingo, janeiro 21, 2007

“Porque só se é homem assumindo tudo o que fale em nós. Chico pensa na utilidade «prática». Mas, se através dos tempos o homem pensasse apenas na utilidade prática, hoje não seria um homem, seria um parafuso. De resto, os utilitários estão lutando contra si: conquistada a base prática, liquidados (…) os problemas de bem-estar, (…) eis que as flores da solidão, da asfixia, brotarão com a sua virulência clandestina da miséria do homem: a vida estará então toda ela por conquistar, desde o limiar das origens.”

Caros leitores e amigos,

Todos nós somos confrontados, em dada altura da nossa vida, com um projecto para o nosso futuro. Podemos segui-lo ou não; podemos lutar por ele, e celebrar a vida nos intervalos dessa luta; podemos recomeçá-lo, ou perseguir novas metas; podemos lutar por várias coisas simultaneamente, na nossa vida pessoal ou profissional; e, pelo caminho, temos sempre vários outros desafios para enfrentar.
Deixando as abstracções, há que reconhecer que todos nós lutámos, acima de tudo, pelo desígnio materialista. Não ficámos ricos; provavelmente nem tivemos de fazer escolhas entre os planos profissional e pessoal, pois talvez não tenham entrado em confronto; e se entraram, talvez tivéssemos conseguido passar por cima de tudo isso. Mas o materialismo comanda-nos – o que é natural, porque é o herdeiro natural dos nossos instintos de sobrevivência.
Chegámos a um ponto em que todas as nossas forças, morais e mentais, eram consumidas por esse desígnio. Bem ou mal, lá íamos conseguindo pensar noutras coisas, aliviar um pouco a mente, mas era difícil fugir àquilo.
Eis que chega o dia em que podemos descansar um pouco, inspirar fundo e aliviar a angústia. Conseguimos qualquer coisa, e não temos de dedicar ao nosso trabalho mais do que o naturalmente necessário. O futuro dá-nos uma pausa.
Podemos voltar a ser crianças por uns dias? Melhor – adolescentes, crianças grandes, sempre de sorriso pronto ao nascer do dia?
Ou o stress tornou-se uma segunda natureza que não nos abandona?


*


Toda a gente, creio, teve o romance “Aparição” nos respectivos programas do ensino secundário. Não é por isso que passamos a reflectir sobre “o espantoso milagre de estar vivo e o incrível absurdo da morte.” É mais provável fazermo-lo quando ela nos toca directamente. E não é pelo mediatismo televisivo que lá vamos; tem de ser algo pessoal. Tem de ser uma morte que mate um pouco de nós, uma vida de cujo traço sejamos fiéis depositários até chegar a nossa vez de cairmos no esquecimento (ver, entre tantos outros, o filósofo G. Coelho.)
Não vou dizer que o materialismo é vão e vazio. Neste caso, o materialismo é sobrevivência. Necessária, aliás, tão imperativa como a morte. Contudo, a luta materialista torna-se demasiado exigente; suga os nossos recursos mentais a um ponto que acabamos por esquecer o significado mais profundo do que andamos a fazer. Quando (repito) a luta materialista nos concede um intervalo, eis que nos caem em cima todas essas questões momentaneamente apagadas.
A morte, já se sabe, não significa nada; é apenas uma baliza, um limite. O significado permanece connosco. Mas, absorvidos inteiramente pela sobrevivência, o significado – criado por nós – pode momentaneamente desaparecer.
A vida é uma peça de teatro, diziam os gregos, e ao constatarmos que desempenhar esta ou aquela peça é igual, somos atingidos por uma náusea, dizia Sartre. (Hoje em dia, Sartre teria de recolher-se em casa para fumar os seus pensativos cigarros, dada a força do lobby anti-tabágico.)
Será este intervalo uma ocasião para começar de novo, ensaiar uma nova peça? Ou, simplesmente, recobrar forças para prosseguir com a antiga?


*

Como os leitores e amigos já perceberam, não venho provocar ninguém, ou espalhar a Luz; pelo contrário, se alguém de entre vós me puder ajudar a perceber qual é o meu papel na peça que escolhi (porque lá no fundo acho que não quero mudar), estejam à vontade (mesmo aqueles que se encontram, agora, na fase difícil da luta materialista.)
Entre a puberdade e a saída de casa dos pais, a sociedade moderna perdeu as balizas que distinguem o adolescente do adulto. Será “a náusea” um sintoma de que se deixou definitivamente a adolescência?
Nós, utilizadores de Internet, fomos considerados Personalidade de 2006 pela revista Time. Contudo, ainda não avaliámos suficientemente bem o impacto que a net tem nas nossas vidas. Um amigo meu fê-lo, de forma bastante precoce, há uns anos, quando sonhava com um futuro que incluía “a namorada a ver a novela e ele, ao lado, a jogar CM no portátil.” Até que ponto as tecnologias irão influenciar as relações inter-pessoais? Será que aqueles que acusavam a TV de roubar tempo ainda virão a lamentar o ter-se perdido a TV como ponto de encontro da família?
A net é uma ferramenta fantástica e não é ela a culpada das minhas lucubrações; contudo, suponho que os leitores e amigos possam passar bem uns dias sem mim. Há aquelas pessoas que fazem um retiro no Tibete – eu vou fazer um retiro da Internet, aqui no extremo ocidental da Eurásia.

“Seems I have a lot of things to ponder.”

sábado, janeiro 20, 2007

Belgas?
Quando, há pouco mais de 10 anos, visitei a Índia a convite da União Europeia (...) aproveitei uns momentos livres para passear com uma camarada belga, no centro de Deli. (...) Um vendedor ambulante, já não sei de quê (...) perguntou de onde éramos e, ao saber que eu ia de Portugal, não só não estranhou como aprovou, com enérgicos movimentos de cabeça. Completamente diferente foi a sua reacção ao saber que a pátria da minha ocasional acompanhante era a Bélgica: nunca ouvira falar de tal país e a expressão do seu olhar traduziu um espanto sem limites, quado lhe dissemos que na Europa, perto da Inglaterra e de Portugal, existiam outros Estados, de que enumerámos alguns nomes, deixando-o boquiaberto. Entre a gigantesca Índia e o pequeno Portugal houve sempre uma relação natural de cumplicidade, feita de amores e desamores, mas nunca de desconhecimento mútuo.

L. A. Martins, in Visão, 11 Janeiro 2007
"O almoço foi um espectáculo tão extraordinário que jamais o esqueci. E agora que o relembro neste Inverno em que o escrevo, sinto-o ainda como a melhor resposta do meu irmão Tomás a tudo quanto eu lhe disse. (...) Na grande sala interior, uma extensa mesa (talvez duas ou três ligadas) brilhava com os talheres para doze comensais: nós, toda a tribo do Tomás, e ainda os sogros, com quem mal falei. Pouco depois abancava já a ranchada das crianças, incendiando toda a casa de um alarido infernal, batendo nos pratos com as facas e garfos, esboçando rixas entre si. Isaura, tranquila, pedia sossego. (...) Gritavam, erguiam-se, apresentavam reclamações sempre aos berros, mobilizavam a atenção de Isaura, dos pais dela e de minha mãe. No entanto, no meio desta balbúrdia, Tomás falava-me em voz baixa, como se tudo fosse silêncio. Ficara num dos topos, eu logo ao lado dele. (...) os miúdos atiravam-se impropérios, amuavam, pondo o prato de lado, tinham exigências especiais (...) esboçavam mesmo cenas de pancada. Entretanto, porém, Tomás ia comendo calmamente. Voltava-se para mim, apresentava uma ideia das que o iam percorrendo:
- eu não sei bem qual é o teu problema. Nem como o desejas solucionar. Mas parece-me que o problema hoje é só um, e a gente, vê tu, anda tanto à trela que nem sequer nos é fácil inventar ou descobrir outras questões. Ora bem...
Um prato caiu no chão com um fragor de estilhaços.
- ...Ora bem - continuou Tomás tranquilamente. - Se o problema é o da harmonia, eu sei que não há problema. E os problemas, aliás, não sendo nossa invenção, não tendo nascido em nós, em que medida não são o nosso passatempo? Tu dizes e eu também que tudo o que interessa à nossa vida é nossa criação: o teu problema criaste-o tu? Tens a certeza?
Era-me difícil falar no meio daquela algazarra. Eu mal ouvia Tomás; e um sorriso de ternura para a sua serenidade, para aquela impossível instalação na vida com o silêncio dos campos ou o estrépito das crianças, começava a abrir em mim e a desarmar-me. Tomás era de um mundo diferente. Mas somente a sua confissão de evidência harmoniosa em intrigava. (...) - O meu problema - disse eu por fim - «criou-se-me», porque o senti meu. Que os outros mo iluminassem, pouco isso me importa."

Vergílio Ferreira, Aparição (1959), Bertrand Editora, 48ª edição, pp. 152-154
Três perguntas alternativas

Concorda com a prisão da mulher, até três anos, depois de ela já ter passado pela violência física e psíquica de um aborto clandestino?

Concorda com que continuem a existir por ano, em Portugal, 18 mil abortos clandestinos e centenas de mulheres com graves complicações pós-abortivas?

Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, em estabelecimento de saúde espanhol legalmente autorizado?

sexta-feira, janeiro 19, 2007

O Aborto contado por quem já o praticou.

Liberalizar o Aborto vai resolver os problemas de alguma mulher??? Votar contra o aborto não está a condenar ninguém, está a exigir à sociedade que promova autênticas soluções para o problema.


O Aborto explora as mulheres.

Quem defende as menores que engravidam querem ter a criança e a decisão recairá nos pais??!!



Um SIM ou NÃO é suficiente para decidir a vida?

Duas perguntas vazias bastarão para decidir o que o mundo tem de melhor, as crianças, o futuro do Mundo!?!

SIM,Naturalmente
Vamos encarar esta questão sem demagogias e sem subversão de conceitos. Falemos de factos.
A Convenção das Nações Unidas sobre a eliminação de todas as formas de discriminação contra as mulheres, de 1979, prevê que todos os Estados garantam aos homens e às mulheres os mesmos direitos para decidir, livre e responsavelmente, sobre o planeamento familiar.

A Conferência Internacional das Nações Unidas sobre população e desenvolvimento, no Cairo em 1994 considerou que o aborto ilegal e sem segurança representa um dos mais graves problemas de saúde pública da actualidade.

A Plataforma de Acção resultante da Quarta Conferência das Nações Unidas sobre as mulheres, reunida em Pequim em 1995, afirma o direito das mulheres em controlarem e decidirem, livre e responsavelmente, sobre todos os assuntos que dizem respeito à sua saúde sexual e reprodutiva.

O Parlamento Europeu, em 2002, recomenda aos Estados Membros que, no contexto de uma politica integrada de planeamento familiar, de informação sobre contracepção e de criação de serviços especializados de saúde sexual e reprodutiva, a interrupção voluntária da gravidez seja legal a fim de salvaguardar a saúde das mulheres.

Vamos, portanto, de uma forma serena e responsável, votar SIM no referendo sobre a interrupção voluntária da gravidez.
Sem reservas e sem preconceitos. As comparações e paralelismos que alguns têm feito entre os apoiantes do SIM e alguns dos principais flagelos mundiais como é, por exemplo, o terrorismo são infelizes e, certamente, mancham a credibilidade de Instituições com implantação secular na sociedade portuguesa. Esperava-se um pouco mais além da demagogia e desonestidade intelectual a que temos assistido.
No dia 11 de Fevereiro não estará em causa nada mais do que a dignidade e o fim da humilhação de milhares de mulheres que se vêm obrigadas a fazer um aborto num “vão de escada” porque não têm dinheiro para ir até Espanha fazer uma interrupção voluntária da gravidez medicamente assistida e legal.
No dia 11 de Fevereiro à pergunta que consta do boletim de voto estão implícitas outras três perguntas, que dela própria derivam: - considera que devemos acabar com o aborto clandestino, que tantas mazelas físicas e psicológicas tem causado a milhares de mulheres em Portugal? Considera que devemos por termo aos julgamentos e prisões de mulheres que, por razões próprias, optaram por interromper a sua gravidez? Considera que devemos acabar com o fenómeno do aborto auto induzido, pelo qual muitas jovens morrem devido ao consumo de medicamentos impróprios para acabar com a sua gravidez?
Qualquer Pessoa, independentemente do seu credo, religião ou ideologia não hesitará em votar serena e responsavelmente SIM à pergunta do REFERENDO.
Porque a vida, como substantivo, conjuga-se com o verbo que cada um de nós escolhe.
São estes pressupostos que estarão em causa, nada mais.


quinta-feira, janeiro 18, 2007

O Aborto - direito de resposta
Saúdo o Daniel por ter mantido um nível excepcionalmente elevado na sua argumentação.

O artigo 140º do Código Penal diz claramente que a prática de aborto é punida com pena de prisão. Já houve julgamentos relacionados com este artigo. Não podemos, portanto, dizer que isto não está em questão – a não ser que queiramos ter uma lei que não seja para cumprir.

Para o Daniel não existe diferença entre zigoto, embrião e feto. É legítimo defender que a vida começa na fecundação, mas não é legítimo fazer de conta que não existem diferenças. E não é simplesmente por uma questão das imagens que aparecem nas ecografias. Trata-se de fases de desenvolvimento diferentes, em termos de crescimento neuronal, de senciência, de evolução do simples património genético. Se a vida começa na fecundação, não poderemos continuar com experiências com células estaminais.

A teoria do dominó mete medo. “O próximo passo é a despenalização total.” Porquê? Porque haveria de acontecer isso? Onde é que isso aconteceu anteriormente? Também posso meter medo ao contrário: o próximo passo é termos legislação semelhante à Nicarágua, onde nem para proteger a mãe o aborto é permitido.

O Daniel teve o cuidado de sublinhar o seu respeito pela mulher para, em chegando à parte da “desresponsabilização”, não o acusarem de fomentar a desigualdade de género. Pela minha parte, asseguro que o Daniel não é misógino e crê sinceramente neste argumento. Contudo, tal não é sustentado pelos factos. Genericamente, os países com leis mais restritivas nesta matéria são aqueles onde se praticam menos abortos, e vice-versa. Isto porque não são os regimes legais, mas as condições sociais que determinam esta prática, e onde elas forem mais favoráveis o aborto não é utilizado como recurso. Não é a legalização do aborto que o faz diminuir; acontece que as mentalidades andam sempre associadas e os países que reconhecem às pessoas o direito a errar são os mesmos que providenciam as condições para que não se erre. Sejamos francos: a esmagadora maioria das pessoas, em Portugal e no Mundo, não funciona assim. O aborto é uma prática séria e as pessoas não estão para isso. Jovens ou menos jovens.

Concordo em absoluto com a questão da politização desta questão. Hoje em dia, este é um dos principais instrumentos de que a Igreja Católica dispõe para manter alguma influência sobre a sociedade (aliás, só a partir de 1869 o Vaticano tomou uma decisão definitiva sobre uma matéria na qual nem sempre teve tantas certezas.) Contudo, não entendo o que quer o Daniel dizer com “o importante é estar do lado da maioria, dizer o que todos querem ouvir.” Se a maioria votar Não, qual o interesse dos partidos envolvidos na campanha pelo Sim? Para que foi o PS arriscar-se assim a uma derrota eleitoral? Será que o que “todos querem ouvir” é o Sim? Há assim tantas certezas que o Sim vai ganhar?...

Ao proclamar os princípios em que acredita, o Daniel não mencionou a questão da saúde pública e da protecção de mulheres em situação difícil, que é, afinal, juntamente com a questão da consciência individual, aquilo que me leva avotar Sim. A mulher que faz um aborto poderá, mais tarde, ter filhos. mas se fizer um aborto de "vão de escada", corre o risco de não ter mais nenhum.

O Aborto
O que está em jogo no próximo referendo sobre o aborto, é muito mais do que a simples decisão de podermos condenar judicialmente as mulheres portuguesas que praticam aborto. Em Portugal, nunca foi presa uma mulher por ter cometido um aborto, portanto não é este o cerne da questão no próximo dia 11!!! O que está em causa, é o não direito à vida, a discriminação dos seres com menos de 10 semanas, a desresponsabilização sobre os actos para o qual a nossa sociedade tem caminhado tão tragicamente e a politização de uma questão demasiadamente importante para a sociedade.

Não sou a favor que as mulheres sejam presas por cometerem aborto, aliás nunca nenhuma o foi neste pais. Tenho o máximo de estima e respeito pela mulher, estou verdadeiramente decepcionado pela forma como a mulher é tratada actualmente como um puro objecto de imagem e prazer e não tanto como um ser humano com as mesmas capacidades que o homem, desrespeita-se a mulher em todos os sentidos e o que me preocupa mais é o facto da maioria delas pactuarem com esta situação
Não considero que o direito sobre o fecto recaia sobre a mãe ou o pai, o direito à vida é uma das maiores conquistas dos nossos antepassados e neste momento está verdadeiramente colocada em risco. Abortar é matar um ser humano, um cientista pode afirmar o que quiser sobre as semanas de gestação, pode fazer mil relatórios e escrever outros tantos livros, mas um feto é um futuro ser humano, o mesmo não acontece com um espermatozoide ou com um óvulo que são apenas células que isoladas não evoluem para nenhuma forma de vida humana. Na minha opinião um feto é um futuro ser humano e isso para mim basta para o considerar como VIDA.
O artigo 3º da Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) (“Todo indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.”), reflecte uma das minhas permissas para toda a vida, e em nenhuma situação em serei contra este direito.

Julgo que se torna evidente para qualquer pessoa com senso comum, que o prazo das 10 semanas de gestação serve apenas para cativar mais pessoas a votarem SIM. Que ser humano concordaria com a morte de um feto com 8 meses?! Só um selvagem!!! O problema é que o proximo passo é precisamente a despenalização total.
Votar Sim significa, considerar que um feto com menos de 10 semanas não tem o direito total à vida, esse direito está pendente da vontade dos progenitores, mas se o feto tem mais de 10 semanas já tem esse direito inabalávelmente defendido, isto é uma forma clara de descriminação. O artigo 1º da DUDH é claro no que toca a esta questão: “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos”. É verdade que a palavra nascem é referida na DUDH , então porque não lutamos pela liberalização total do aborto?!? È fácil responder, porque nenhum ser humano seria a favor da morte de um feto demasiadamente semelhante a um bébé!!! Para a generalidade do Mundo, ser humano não é apenas uma questão de nascer, mas sim de se parecer com um ser humano. Se perguntarmos a um cego, será que ele considera o mesmo?!? O problema é que acreditamos em demasia no que vemos e pouco no que sentimos com o coração... Uma imagem de um recém-nascido abandonado choca toda a gente, mas uma imagem de um pequeno feto com poucas caracteristicas de humano não choca ninguém.

Um dos conceitos fundamentais da democracia e da liberdade, baseia-se na liberdade para um ser humano fazer o que quiser desde que para isso não coloque a liberdade de outro ser humano em causa. Respeito as convicções intimas de todo e qualquer ser humano, desde que essas convicções não coloquem em causa as liberdade e os direitos de outros seres humanos. Um aborto é uma forma de desresponsabilização pelo acto de praticar sexo sem a devida protecção, este acto irresponsavel pode gerar não só uma gravidez, como doenças graves que podem condenar a vida de quem o pratica. Infelizmente, no caso do HIV a situação não é tão simples como num caso de gravidez, aliás nesse caso não existe remédio. Votar SIM, é transmitir uma mensagem de despreocupação por esta questão é aceitar este acto irreflectido e afirmar para os jovens que no que toca à gravidez podem estar descansados que existe sempre a solução do aborto. Em nenhuma circunstância, posso admitir que um acto irreflectido e irresponsavel seja pretexto para o “sacrificio” de um ser humano.

Tenho pena, porque uma questão tão importante como a VIDA está a ser politizada. Hoje em dia, os partidos funcionam como uma empresa de Comunicação Social e Marketing, o importante é estar do lado da maioria, dizer o que todos querem ouvir, ganhar o máximo de adeptos possiveis para ter acesso à maior “fatia do bolo”.
Defendo uma sociedade que se baseia na justiça, na liberdade consciente, na felicidade do ser humano, na evolução constante e no direito à VIDA. Assim, nunca poderei ser a favor do Aborto. Não exorto ninguém a votar o que quer que seja, cada um deve decidir em consciência e ponderadamente o que considera mais correcto. Mas a PENA DE MORTE de seres humanos não é o caminho para um Mundo melhor...

Firmino Daniel Lopes de Sousa, Marinha Grande 18 de Janeiro de 2007

quarta-feira, janeiro 17, 2007

"- Encontrámos um homem há dias, quando o doutor Moura ia ver um doente. O homem queixava-se de que já não tinha uma boa mão para semear. à volta, quando passámos outra vez pelo monte, o homem tinha-se enforcado. (...) É preciso vencer esta surpresa que nestes casos nos esmaga. Ajustar a vida à morte. Achar e ver a harmonia de ambas. Mas achá-la depois de sabermos bem o que é uma e outra, depois de nos encadearmos na sua iluminação. Sabia acaso o homem o milagre que destruía? Mas eu sei."

Vergílio Ferreira, Aparição (1959), Bertrand Editora, 48ª edição, p. 67

terça-feira, janeiro 16, 2007

Isto está fraquinho...
Epa, este blogue está mesmo em baixo. Mas querem os nossos leitores saber? Desta vez acho que não é mera falta de criatividade, como já aconteceu de outras vezes. Desta vez acho que o blogue reflecte mesmo o espírito geral dos blogueiros, individualmente considerados. (A mais, eles que refutem, se quserem.)
O Fernando, dado o seu atarefamento, tem pouco tempo para postar.
O Reinold é de poucas falas, como já sabemos.
O Berto, segundo o que apurámos, anda ocupadíssimo e sem tempo para nada.
O Danish sofre permanentemente dos efeitos de viver numa grande (?) metrópole europeia, para mais sendo Inverno... ataques de melancolia, etc....
O Daniel, ao que se sabe, também estará a sofrer os efeitos dos dias curtos - e o corte com a internet é talvez uma boa tentativa, já que o excesso de internet não faz bem a ninguém... bem que podíamos já ter um comentáriozito do jogo de ontem...
E eu, a mim os dias curtos e com pouco sol também não me fazem muito bem (Ando a ler a "Aparição", o que é estranho.)
Esperemos que isto passe entretanto.

Jogo complicadíssimo
Há dias tive uma sensação de que a AAC/OAF ia ganhar a Taça de Portugal este ano.
Aviso desde já que irei ver a Final ao Jamor se a AAC/OAF lá estiver.
Contudo, defrontar o Leixões no Estádio do Mar não vai ser nada fácil...

sábado, janeiro 13, 2007

FEUC Tracking, IV(2) - Já estás a falar muito
Oh, caro professor João Cravinho, então o sotôr acompanha o sr. Presidente à Índia e depois chega lá e começa a cortar-lhe na casaca?...

sexta-feira, janeiro 12, 2007

Hello



Este video é dos meus favoritos... a musica tinha mais piada se ele cantasse: "hello, is it me your seeing for?!?"... Gosto principalmente da parte da menina cega a fazer a estatua do lionel richie com o bigode, sem nunca o ter visto, depois ele derepente grita: "hello, is it me your looking for?!"... faz-me lembrar alguem da SARIP a telefonar e a dizer: "Olá minha senhora, está tudo bem, tudo bem..."



Esta musica tem muita historia para mim, no antigo Irish Pub em Coimbra fiz um karaoke para toda a Pandilha com esta musica, uma daquelas noites inesqueciveis, pena não ter estado lá a SARIP. Após meu pedido de praxe, "obriguei" o Fabio Tiago a cantar esta musica para todas as miudas do ano dele, graças a mim ainda papou umas quantas, dizia a todas que era virgem e elas caiam. Ele era verdadeiramente o "completely alone", é pena o Fernando nunca o ter conhecido...
Olhem aqui está um debate em condições, antigamente é que era...

quinta-feira, janeiro 11, 2007

FEUC Tracking, IV - O Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros
O nosso prof. João Gomes Cravinho está bem e recomenda-se. Costuma aparecer na TV duas ou três vezes por ano. Vi-o há pouco na SIC, a propósito da visita que está a efectuar à India, juntamente com o Presidente Cavaco. Esperemos que a visita sirva para abrir novas oportunidades de negócio e para o estreitar dos laços cinco vezes seculares que nos unem ao sub-continente, futura potência económica mundial do século XXI.
Ah, e que aprecie o passeio!

terça-feira, janeiro 09, 2007

FEUC Tracking, III: Andreia "Freak" Henriques no Prós e Contras
Ontem, Segunda-feira 8, tive o prazer de rever a nossa colega Andreia Henriques no Prós e Contras. O tema da sessão era a Juventude e os seus problemas e do painel constavam Daniel Sampaio, Barata-Moura, Sam The Kid e a presidente do Conselho Nacional de Juventude. A Andreia foi a primeira pessoa do público a falar (sendo que o segundo foi um jovem empresário parecido com o Adam Sandler.)
A Andreia teve direito a barra de apresentação aos tele-espectadores (Andreia Henriques - Lic. Relações Internacionais) e manifestou alguma sua frustração. Não tem emprego, embora preveja arranjar um estágio na área da cooperação que é a área em que gostaria de trabalhar, e mesmo os estudos extra nos quais se empenhou não foram garantia de sucesso. Infelizmente não ouvi tudo o que ela disse porque fui logo a correr telefonar a um saripiano, no caso, ao Danish ("pá, tás a ver a freak no Prós e Contras?), mas de qualquer forma foi agradável rever a nossa colega e saber, pelo menos, que está tudo menos mal com ela. Receei que, a meio do programa, ela se levantasse e gritasse "vocês são todos uns hipócritas", mas felizmente tal não aconteceu.

Um magnífico exemplo de harmonia matrimonial
Os cidadãos Paulo Teixeira Pinto e Paula Teixeira da Cruz são casados.
O cidadão Paulo Teixeira Pinto vai fazer campanha pelo Não no referendo ao aborto.
A cidadã Paula Teixeira da Cruz vai fazer campanha pelo Sim no referendo ao aborto.

Este é um exemplo inspirador e uma lição para todos aqueles casais que entendem que divergências políticas e/ou filosóficas são um obstáculo ao amor/casamento. E não há assunto mais sensível que o aborto...

segunda-feira, janeiro 08, 2007

Futebol - Os históricos
Sempre tive uma certa simpatia pelos chamados clubes "históricos."
Se a maior parte dos clubes de futebol mais importantes do passado continua a existir, a verdade é que boa parte deles não conseguiu ultrapassar os desafios da profissionalização. Os históricos são isso mesmo: um pedaço de história. Lembram um tempo em que o futebol era amador; em que a identificação entre os jogadores e os adeptos era muito maior, já que os jogadores tinham essa proveniência, e são, em alguns casos, fenómenos dignos de investigação sociológia, pois da pujança e das características de um clube poderia atestar-se as características da povoação, da região, ou mesmo do bairro onde nascia. Se é verdade que o Sporting era dos aristocratas e o Benfica do povo, também é verdade que o Barreirense era dos operários da margem sul, ou o Leixões dos pescadores.
Não sou saudosista do que não vivi, pois nem tudo são rosas. O futebol não teria menos vigarice por ser amador (ver caso Calabote); e também não teria menos artistas-da-piscina ou praticantes de kickboxing - aliás, julgo que sob esse aspecto até seria pior do que hoje. E a qualidade técnica de amadores não se pode comparar com a de profissionais. Mas era um tempo em que o futebol se vivia mais ao vivo, com menos televisão, mais espontaneidade e sem os constrangimentos do profissionalismo.
Alguns desses históricos até continuam na linha da frente do futebol, tais como o Vitória de Setúbal, o Belenenses (campeão nacional) ou a nossa Académica, vencedora da Taça de 1939. Outros cederam às mudanças sociológicas e à profissionalização, como o Olhanense (campeão de Portugal), o Barreirense, o Leixões, o Oriental, ou o Atlético.
No entanto, a História não acabou. Se clubes novos conseguem lá chegar (como a União de Leiria ou o extinto Campomaiorense), os antigos conseguem por vezes reviver as antigas glórias. O Leixões lidera a Segunda Liga. E o Atlético, 60 anos depois, resistiu ao fatal e obrigatório penálti no último minuto.

domingo, janeiro 07, 2007

ZOOLANDER - MERMAN



"Who´s winning the match?
State
I think im getting the black lung pap, its not very well ventilated down there.
Jesus Crist Derek, you´ve been there for one day, talk to me in 30 years.
..."
(não me apeteceu escrever mais)

GONE WITH THE SIN



I love your skin oh so white
I love your touch cold as ice
And I love every single tear you cry
I just love the way you're losing your life

Ohohohohoh my Baby, how beautiful you are
Ohohohohoh my Darling, completely torn apart
You're gone with the sin my Baby and beautiful you are
So gone with the sin my Darling

I adore the dispair in your eyes
I worship your lips once red as wine
And I crave for your scent sending shivers down my spine
I just love the way you're running out of life

Ohohohohoh my Baby, how beautiful you are
Ohohohohoh my Darling, completely torn apart
You're gone with the sin my Baby and beautiful you are
So gone with the sin my Darling

NÃO ACABEM JÁ COM OS COMUNISTAS



Não acabem já com eles, que são tao engraçados...

TVI A PREMIO NOBEL DO SUB-DESENVOLVIMENTO



"eu acho bonita, a minha mulher acha feia..."

quarta-feira, janeiro 03, 2007

Momento Filosófico
Uma das virtualidades deste blogue é não repetir-se. O Ivan, por exemplo, às vezes repetia-se, e embora isso possa ser um recurso (para sublinhar a importância de algo), num blogue que se supõe criativo a repetição não é grande coisa.
Vou repetir um post de Janeiro de 2005 porque vem a propósito de uma conversa entre bloggers.
Por falar em virtualidades, tenho realmente pena de se ter perdido o vídeo "a virtualidade das virtualidades...", porque ia ficar bem n' O DVD da SARIP.

«A Liberdade
“É uma coisa que nunca pôde acontecer a Xavier, porque Xavier não tinha mãe e também não tinha pai, e não ter pais é a condição primeira da liberdade.
Mas atenção, não se trata de perder os pais. A mãe de Gérard de Nerval morreu quando ele era um recém-nascido e apesar disso ele viveu toda a vida sob o olhar hipnótico dos admiráveis olhos dela.
A liberdade não começa onde os pais são rejeitados ou enterrados, mas onde não são.
Onde o homem vem ao mundo sem saber de quem.
Onde o homem vem ao mundo a partir de um ovo largado numa floresta.
Onde o homem é cuspido pelo céu na terra e poisa o pé no mundo sem o menor sentimento de gratidão.”
Milan Kundera, A Vida Não É Aqui»

Notícias do Internacional
- saudemos a entrada da Roménia e da Bulgária, que foram recebidas com um amável discurso televisivo em que vimos o José Barroso com a sua expressão mais patega e saloia.
- saudemos também a entrada do novo secretário-geral da ONU, que optou por não chatear os EUA ao responder, inquirido sobre a pena de morte no Iraque, "isso é lá com eles."

Tem que haver alguma Fórmula 1, não?
E hoje temos documentário, e dos grandes. Para quem não quiser, este post termina já aqui.

Ayrton Senna venceu o seu primeiro campeonato em disputa directa contra o bicampeão Alain Prost, no GP Japão 1988.


No ano seguinte, Senna e Prost chocaram no GP Japão, pois o francês não poderia tolerar segunda derrota. Ayrton Senna venceu, mas foi depois desclassificado por ter cortado a chicane, quando o regulamento mandava fazer marcha-atrás.


Em 1990, para o mesmo GP Japão, os pilotos e os comissários tiveram esta estranha reunião... (o "Outro" inimigo de A. Senna estava, desta vez, a dar-lhe razão)


E isto teve como resultado o que se segue, visto do ponto de vista de Nigel Mansell...


...que podia, como se vê, ter ganho a corrida se não tivesse destruido a embraiagem nas boxes.
Só no ano seguinte é que Senna admitiu, mas justificando-se, o que fez no ano anterior e que Mansell viu em primeiro plano - mandou Prost para o maneta.


Algum dos nossos leitores conhece a expressão "ir para o maneta?"

terça-feira, janeiro 02, 2007

Resolução de Ano Novo
Ontem, dia 1 de Janeiro, dei início solene a uma das nobres tarefas que me aguardava, e que me foi confiada pelos anárquicos:

comecei a escrever o Livro da SARIP!

Como já se sabe, o esforço de memória de seis é muito mais eficaz e completo que o esforço de memória de um. Por isso, vou pedir-vos explicações, esclarecimentos, opiniões e pontos de vista com alguma frequência. Aceito igualmente sugestões para tópicos, e de vez em quando enviar-vos-ei amostras para análise. Esta é uma obra de Todos e nunca apenas de um.

Para memória futura.