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"És um cabrão, mas foste o melhor."

Rapa o bigode, palerma!

Michael Schumacher, retrospectiva – 4
- as razões que permitem colocar Schumacher entre os 4 melhores de sempre (é uma classificação pessoal minha que poderá ser analisada noutra ocasião)
- uma lista de erros para termos noção de que não há infalíveis e que os erros fazem parte da vida
Falta-nos responder a uma pergunta importante: por que razão Schumacher não conseguiu atrair grandes massas de adeptos fora da Alemanha e da Itália (Ferrari)?Isto leva-nos à secção Casos & Polémicas.
Em primeiro lugar, Schumacher não tem o carisma dos seus antecessores, e refiro-me a Senna, Prost, Mansell e também Piquet, que mobilizaram multidões em torno da F1 nos anos 80. Ao longo da sua carreira exprimiu muita arrogância, muita frieza, e uma ética distorcida. Se bem que os outros também não foram sempre correctos, e especialmente no que toca a Prost e Senna, mas tal fazia parte do carisma que faltou ao alemão. Senna e Prost mobilizaram o desporto como um combate de gigantes ao longo de anos e a “porrada”, em pista e nos jornais, fazia parte disso. Por outro lado, as circunstâncias foram diferentes. Os Anos 80 foram especiais em muitas coisas e a F1 foi uma delas. Em décadas anteriores, a Fórmula 1 nem sempre era tão fixada nos pilotos. Nos anos 60 e 70, por exemplo, o fascínio do público prendia-se também com as equipas, as máquinas, os recordes. E basta recordar que entre 1976 e 1982 houve um vencedor diferente todos os anos, o que não dava margem para o público se afeiçoar a pilotos – e, ironias das ironias, o piloto mais amado desta época foi Gilles Villeneuve que não ganhou qualquer campeonato.
Os Quatro Grandes dos anos 80 prolongaram-se pelos 90. Em 1994, Senna já era referenciado como “estando sozinho face a uma legião de jovens.” Após a sua morte, sobrou um vazio difícil de preencher. Temeu-se pelo futuro da F1, e Schumacher não foi suficiente para uma renovação empolgante, apesar do seu evidente talento.
E se não contarmos com a história que envolveu a sua estreia em 1991 e a forma como Flávio Briatore, da Benetton, “sacaneou” Eddie Jordan para que o alemão mudasse de equipa logo à segunda corrida (a que o alemão terá sido relativamente alheio), a primeira polémica de Schumacher foi logo no fatídico GP S. Marino em que Senna morreu. Pergunto ao leitor o que pensa destes dois vídeos?
Será que Schumacher está mais "consciente" na entrevista que no pódio? Ou simplesmente estava a responder à equipa? Até que ponto seria de bom gosto o celebrar a vitória ainda dentro do carro? Seria o alemão demasiado jovem e inocente para pensar no que estava a fazer?...
É preciso lembrar que, em alguns países, as TV transmitem o pódio mas não transmitem a entrevista posterior. Com que imagem do alemão terão ficado milhões de teleespectadores?
À mulher de César não basta ser séria, e ainda mais em momentos traumáticos e de choque como o da morte de alguém como Senna. Este momento "queimou" milhões de potenciais simpatias para o futuro campeão.
3 comentários:
Mesmo sem bigode, continua palerma!
Vai haver "Casos e Polémicas 2"?
Não, vai haver é a continuação natural...
eu penso em jesus cristo
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