
É meu hábito declarar aberta a época de Natal no momento em que vejo a primeira montra de loja enfeitada com motivos natalícios. Este ano foi particularmente cedo (hoje, 1 de Outubro) mas recordo-me de um ano em que a 25 de Setembro já se viam pais natais de chocolate à venda.
Eleições no Brasil
HÁ 4 anos, alguns saripianos diziam que o Lula da Silva ia destruir o país porque era de esquerda. De facto, poderíamos ter tido outro Chávez, mas não; apenas mais um presidente corrupto, mantendo o melhor possível a política seguida pelo anterior presidente de centro-direita, FHC.
Durante dois séculos, a diplomacia brasileira foi fechada, introspectiva e centrada na Argentina e nos Estados Unidos. Num mundo globalizado, Índia, China, África do Sul e Brasil vão aprendendo as virtudes do diálogo, e a sua concertação de atitudes, não sendo preponderante, vai influenciando o mundo sem que se dê por isso.
Em Março, abriu em S. Paulo o Museu da Língua Portuguesa, com a benção da CPLP. Sem que se dê conta, o Brasil toma conta do seu mais original instrumento de política externa - a Língua.
Face a isto, e visto que o papel do Brasil na cena mundial vai a longo prazo tomar proporções bem diferentes dos dois séculos anteriores, Portugal tem duas opções: ou conjuga esforços de modo a fazer uma parceria relativamente equilibrada com o parceiro maior, ou simplesmente vai atrás dele. No final, pode haver algumas diferenças mas não devem ser muitas. Razão tinha o António que não queria um país pequenino no cantinho da Europa.
F1 - Em memória dos velhos tempos!
Schumacher vence à chuva numa corrida onde os adversários dão tiros nos pés. Algo de novo?
Numa corrida sem chuva mas também sem sol, a pista demorou quase toda a corrida a secar. Assim, a qualidade dos pneus intermédios era determinante. Sozinho com os Bridgestone no meio de um pelotão Michelin, Schumacher seria o 4º classificado no final, segundo o seu andamento. Ultrapassou os dois Honda, tinha o mesmo ritmo de Fisichella e não conseguiria alcançar Alonso e Raikkonen.
No entanto, não é disto que se fazem as corridas. Raikkonen teve mais uma falha mecânica, num dia em que a vitória seria certamente sua. Numa tarde em que compensava manter pneus já desgastados, o espectador podia não adivinhar o resultado quando viu Alonso a trocar os pneus da frente, mas dava para perceber o que causou a sua enorme perda de ritmo no segundo terço quando perdeu todos os 25s de vantagem que tivera e foi passado por Fisichella e Schumacher. Já Fisichella poderia ter ganho a corrida se não tivesse escorregado à saida das boxes com pneus de piso seco, coisa que aconteceu a quase todos e provocou o primeiro abandono por despiste da carreira do Monteiro. Em vez disso, viu Schumacher passar à liderança e depois cedeu o segundo lugar a Alonso, numa manobra que será devidamente analisada dentro de poucos dias (porque não podemos sempre malhar no ceguinho e agora estar calados.)
Nota ainda para a confusão na penúltima curva que decidiu as posições entre 4º e 7º, de que infelizmente ainda não há vídeo.
Schumacher e Alonso estão empatados, mas o alemão tem mais vitórias...
Dia Mundial da Música (já toda a gente viu, mas não interessa)
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