domingo, outubro 29, 2006
O Danish imaginou um relato já tradicional, com os passos todos um por um, mas penso que somos chegados a um tempo em que esse formato poderá não se justificar. Na Queima anterior já introduzi algumas alterações, e agora continuarei pelo mesmo caminho. As fotos serão suficientes.
Esta ficou mesmo bem para a posteridade.
Esta, para os leitores de Coimbra, dispensa comentários. (Loja no Fórum Coimbra.)
A Igreja de Santa Cruz, vista do alto...
Post-party morning, tudo muito alinhado à espera dos SMAMC...
Uma futrica aos pés da venerável Cabra...
Agora à luz da manhã...
E o Forrest, prestes a terminar um teste bem sucedido aos 125 degraus das Monumentais que lhe valeu alguns elogios da parte de duas turistas sénior castelhanas.Quanto ao resto, podemos ir por tópicos:
- Não dá para entrar indefinidamente no Parque com cartão de estudante sem se ser estudante;
- gostei muito do show do Paulo Furtado. Dos Patrice, nem tanto;
- a Ana teve ocasião de ver praticamente tudo o que pode ser visto. Contingente policial, revista policial, obedecer a ordens de agentes de segurança, bêbados, drogados, vomitado, gajos a ser levantados no ar, até um Porto-Benfica com o Porto a ganhar mesmo no fim, como é costume.
- inquérito no Reino Unido: 73% dos homens e 83% das mulheres mantém regularmente um único parceiro sexual (divulgado pelo afamado sexólogo Júlio Machado Vaz.) Percentagens muito mais altas do que vulgarmente se imagina...
Para finalizar, os thanks habituais:
- Danish Latif
- Andreia Ferreira
- António Oliveira
- Gilberto Coelho
- Andreia Marques
- Liliana Abreu
E à Ana, que finalmente me acompanhou...
quinta-feira, outubro 26, 2006
quarta-feira, outubro 25, 2006
terça-feira, outubro 24, 2006
Este debate. Penso que é essencial aproveitarmos enquanto podemos; agora que o Youtube foi comprado pelo Google, corremos o sério risco de, um dia, deixar de postar bons vídeos à vontade sem pagar um tostão. É fartar, vilanagem!
E aqui um pouco de drama, tragédia e...
domingo, outubro 22, 2006
Post publicado por PNV no Mar Salgado. Noutra ocasião postei um excerto d' Os Maias que se referia a Celas, e portanto achei que isto poderia ter interesse. Em boa verdade, as referências culturais que desconheço, (quem é Cochofel? Quem foi Amelita Gallicurci?) mais o travozinho de política, (anti-esquerda, claro) fazem com se torne difícil entender o sentido (era mais fácil compreender as noites de farra nos Paços de Celas, onde residia o então estudante Carlos da Maia.) De qualquer forma, só assim é que evoluímos. E talvez um dos leitores que me possa explicar o signficado da palavra "crinalvo."
O leitor lembra-se de quando fazia ditados? Há quantos anos não faz um ditado?
En España podemos encontrar desde una sencilla taberna hasta un restaurante de lujo. Passando por un mesón tradicional, una cafetería o un local de comida rápida. cada lugar tiene unas caracterísitcas y un ambiente diferentes.
3 x Histórico
- Primeira vitória de Massa no Brasil, a conseguir à "primeira" aquilo que sempre escapou ao desesperado Barrichello... e com uma imensa e arrogante autoridade! A primeira vitória de um brasileiro no Brasil desde Ayrton Senna, em 1993.
- Bicampeonato de Alonso, o mais jovem de sempre a conseguir tal feito.
- Despedida de Schumacher, sempre no centro das atenções. Ninguém me convencerá que Fisichella não deu sequer um toquezinho ligeiro a provocar o furo do alemão nas primeiras voltas. Assim, tudo ficou bem: Massa pôde vencer tranquilamente e Schumacher deu o seu show à parte, caindo para último e recuperando até ultrapassar Fisichella de novo, e desta vez para valer! E, afinal, a duas voltas do fim ainda podia ser campeão; bastava que Button batesse em Alonso, ambos abandonassem e depois Massa abrandasse...
Despedida excelente e honrada do alemão, cuja retrospectiva já foi terminada, com os números 7 e 8.
E para terminar, uma foto de Laetitia Casta porque andamos com texto a mais.

sábado, outubro 21, 2006
quinta-feira, outubro 19, 2006
Outubro não é Outubro sem a praxe, a Abertura Oficial, os professores que mandam sair aos 5m da primeira aula, a Latada e o cadeado. Que saudades... infelizmente, e a avaliar pelo impacto das manifs dos professores (já para não falar do Rivoli...), receio bem que a margem de manobra
para a DG/AAC e restantes associações esteja ainda mais apertada que no "meu tempo", quer em termos de adesão estudantil, quer em termos de imagem para a opinião pública...
Michael Schumacher, Retrospectiva - 6
Não consigo arranjar maneira de reduzir o espaço ocupado por cada post, e não atulhar este nobre espaço. Por isso, recorro ao antigo "desenrasca."
quarta-feira, outubro 18, 2006
"Khady Koïta nasceu no Senegal e, aos 7 anos, foi excisada. No livro Mutilada, agora lançado em português, ela conta ao pormenor como tudo se passou (...) aos 13 anos, foi obrigada a casar-se com um primo 20 anos mais velho que ela e, em pouco tempo, teve cinco filhos. Do marido nada recebia - nem carinho, nem dinheiro, nem protecção." (...)
Visão: Quais os argumentos utilizados pelos defensores da excisão?
Khady Koïta: Apesar de ainda existir muita gente a utilizá-lo, o argumento da religião já não é tão forte. Porque a mutilação genital feminina não está no Corão, não está na Bíblia, não está na Tora. (...)
V: Não se trata, então, de um debate religioso?
KK: Não, este é um debate sobre direitos humanos. E só aí é que conseguiremos fazer alguma coisa. se continuarmos a debater a tradição, a cultura e a religião, não chegaremos a lado nenhum.
V: Continua uma mulher religiosa?
KK: Sou muçulmana praticante. À minha maneira, à minha modesta maneira, tentei fazer a minha religião.
V: Nunca pôs em causa a sua fé?
KK: Não, nunca lutei contra a minha religião. (...)
V: Mas nunca teve dúvidas, mesmo durante os piores momentos?
KK: Não - e felizmente, porque isso ajudou-me. Foi a minha fé que me ajudou a perceber que o bom deus que nos criou nunca poderia querer que fôssemos mutiladas."
A senegalesa acrescenta ainda algumas farpas em relação ao uso de véu em França ("devemos respeitar a pessoa, mas em França, existem pessoas que se tapam porque têm medo de ser agredidas. Não é só a religião, é o poder, o domínio, o controlo da sexualidade.")
Muitos por aí dizem que o Islão moderado não existe. É falso. O que se passa é que é mais difícil de encontrar, porque não fala em nome do Islão, e o que diz é muito mansinho.
E aparentemente, não é incompatível defender os Direitos Humanos e ser muçulmano. Claro que alguns dizem-me que os Direitos Humanos são uma treta, mas isso é o senso comum a falar; se os Direitos Humanos fossem uma treta, não existiria a Declaração Islâmica Universal dos Direitos Humanos, um tema interessante a merecer uma reflexão posterior.
terça-feira, outubro 17, 2006
Michael Schumacher, retrospectiva – 5
E continuando os Casos & Polémicas, veremos que a tendência de Schumacher para se envolver permanentemente em polémicas com os mais diversos adversários só veio reforçar a imagem de insuportável arrogância, atraindo as críticas.###
Se voltarmos atrás, ve remos este excelente vídeo do GP Macau de Fórmula 3 1990, com uma luta espectacular entre Schumacher (azul) e Hakkinen (vermelho e branco), no ano anterior à chegada de ambos à Fórmula 1.
Guinadazinha malandra...Schumacher seguiu sem a asa traseira e a sua vantagem sobre o terceiro era suficiente para vencer o GP. Curiosamente, e apesar de terem dominado directamente 2 temporadas e lutado durante várias, nunca houve casos semelhantes na Fórmula 1, embora numa ocasião Schumacher tenha batido em Hakkinen levando-o ao abandono.
- Após a morte de Senna, Schumacher acumulou vitórias até que no GP Inglaterra lembrou-se de ultrapassar o pole Hill na volta de aquecimento. As regras não o permitem e Schumacher foi desclassificado… (para quê a ultrapassagem?)
- No GP Austrália 1994, o caso mais célebre. Separados por um ponto, com vantagem para o alemão, Schumacher e Hill disparam na frente, nunca separados por mais de 3 segundos, até que à 36ª volta acontece isto. (comentários pelo célebre Murray Walker)
Schumacher diz que não viu, mas se repararmos atentamente na repetição em câmara lenta, é claramente visível que o alemão dá uma olhadela ao espelho direito e depois vira o volante. Já Damon Hill poderia ter esperado um pouco… mas não o censuro. Provavelmente teria feito o mesmo no seu lugar, principalmente porque Hill não chegou a ver Schumacher a bater no muro. E o instinto é passar logo… O abandono dos dois dá o primeiro campeonato para o alemão. (Lá no fundo, o público sentiu que se fazia justiça: Schumacher havia sido o melhor do campeonato…) (curiosidade: a curiosa opinião de Alain Prost, coerente com a sua própria actuação em 1989... e o comentário em brasileiro. Melhor ainda, a reacção de Damon Hill ao abandono de Schumacher.)
Em 1995, houve dois toques com Damon Hill (Inglaterra e Itália, com responsabilidades para o inglês) e ainda o caso do GP Bélgica
- No GP Europa de
Mas desta vez teve azar. É absurdo pensar, como B. Ecclestone, que Villeneuve não conseguiria fazer a curva; o canadiano já está à frente do alemão quando se dá o choque. ("he is through...")
Já em 1998 (Canadá), Schumacher teve um ligeiro desentendimento com Hill, e depois teve este procedimento amigável com Frenzen ao sair da boxe.
segunda-feira, outubro 16, 2006
domingo, outubro 15, 2006
Cenas alternativas implicam um certo afastamento da lógica, ou seja, isto vai por onde apetece. Descemos da Portela em direcção ao Centro Histórico, onde fazemos umas paragens ao acaso.
O Castelo de Leiria foi "composto" por D. Afonso Henriques e a cidade cresceu, primeiro dentro dos seus muros, e depois na vertente sul, exposta ao sol. Digo "composto" e não "construído" devido à mais que provável existência de anteriores fortificações árabes e talvez romanas. Contudo, tal como sobre uma série de outros assuntos muito em voga que mereceriam um post, a História é feita do que aconteceu e não do que "poderia ter sido", e a Leiria que temos é inteiramente um criação cristã/portuguesa.O seu Centro Histórico tem tudo a ver com o de Coimbra. Casas de traça medieval (embora nenhuma devidamente assinalada como aquela ao pé do Guitarras e do restaurante Aeminium), ruas estreitas, níveis de conservação pouco satisfatórios (não vou dizer que "está podre" porque tem havido alguma recuperação), enfim, a Idade Média. E a qualquer momento deparamos com ângulos interessantes do Castelo, dada a sua proximidade.
A Igreja da Misericórdia, de que espero obter outra perspectiva futuramente, foi construída em 1544, em cima da sinagoga.Leiria teve a segunda maior judiaria do País, a seguir ao Porto. Evidentemente, os judeus de Leiria foram tão perseguidos como os outros, e só é de espantar que o desaparecimento da sinagoga tenha demorado 38 anos após o massacre de judeus em Lisboa (1506). Contudo, antes disso houve tempo para trazer a imprensa para Portugal.
Este painel de azulejos encontra-se nas traseiras da Igreja da Misericórdia e reza o seguinte:...atesta de fama e voz constante no seu tempo, que já vinha autorizada do nosso insigne matemático Pedro Nunes, e doutros varões muito sabedores das nossas coisas, que Leiria fora a primeira cidade em toda a Hispânia que tivera impressão de forma ou de caracteres metálicos, quais João de Guttenberg havia inventado na cidade de Mogúncia. Pedro Afonso de Vasconcellos (da famosa arte de imprimissão - de Américo Cortez Pinto)
A imprensa fora inventada pelo judeu alemão Guttenberg e, naturalmente, a comunidade judaica encarregou-se de a transportar pela Europa. Leiria, combinando uma forte comunidade hebraica + a existência de um moinho de papel (a visitar futuramente), reuniu as condições para esta proeza ibérica.
O prof. José Hermano Saraiva diz que esta "humilhação eterna" deveria ter servido para castigar um eventual par de adúlteros. Não o vou contradizer...
O nosso amigo João referiu uma vez quem eram os autores desta enigmática frase reproduzida nas paredes de, pelo menos, Coimbra, Leiria e Alcobaça, que eu passo a reproduzir:Os espíritos matavam +- (ou: mais de) 200 pessoas por noite
Solução para matar espíritos: vinagre, sal e pó de laranja
Eram uns maluquinhos quaisquer, mas já não me lembro bem do que ele disse. Só mesmo ele para saber quem escreveu isto; em todo o caso, como a mente gosta de mistérios, a minha memória resolveu cortar o que disse o João para manter o enigma em suspenso...
(amanhã ou depois: o Islão moderado em entrevista. E é tão difícil encontrá-lo...)
terça-feira, outubro 10, 2006
Novos desenvolvimentos na energia eólica
E se pudéssemos evitar o nuclear?...
Despedidas
"És um cabrão, mas foste o melhor."

Rapa o bigode, palerma!

Michael Schumacher, retrospectiva – 4
- as razões que permitem colocar Schumacher entre os 4 melhores de sempre (é uma classificação pessoal minha que poderá ser analisada noutra ocasião)
- uma lista de erros para termos noção de que não há infalíveis e que os erros fazem parte da vida
Falta-nos responder a uma pergunta importante: por que razão Schumacher não conseguiu atrair grandes massas de adeptos fora da Alemanha e da Itália (Ferrari)?Isto leva-nos à secção Casos & Polémicas.
Em primeiro lugar, Schumacher não tem o carisma dos seus antecessores, e refiro-me a Senna, Prost, Mansell e também Piquet, que mobilizaram multidões em torno da F1 nos anos 80. Ao longo da sua carreira exprimiu muita arrogância, muita frieza, e uma ética distorcida. Se bem que os outros também não foram sempre correctos, e especialmente no que toca a Prost e Senna, mas tal fazia parte do carisma que faltou ao alemão. Senna e Prost mobilizaram o desporto como um combate de gigantes ao longo de anos e a “porrada”, em pista e nos jornais, fazia parte disso. Por outro lado, as circunstâncias foram diferentes. Os Anos 80 foram especiais em muitas coisas e a F1 foi uma delas. Em décadas anteriores, a Fórmula 1 nem sempre era tão fixada nos pilotos. Nos anos 60 e 70, por exemplo, o fascínio do público prendia-se também com as equipas, as máquinas, os recordes. E basta recordar que entre 1976 e 1982 houve um vencedor diferente todos os anos, o que não dava margem para o público se afeiçoar a pilotos – e, ironias das ironias, o piloto mais amado desta época foi Gilles Villeneuve que não ganhou qualquer campeonato.
Os Quatro Grandes dos anos 80 prolongaram-se pelos 90. Em 1994, Senna já era referenciado como “estando sozinho face a uma legião de jovens.” Após a sua morte, sobrou um vazio difícil de preencher. Temeu-se pelo futuro da F1, e Schumacher não foi suficiente para uma renovação empolgante, apesar do seu evidente talento.
E se não contarmos com a história que envolveu a sua estreia em 1991 e a forma como Flávio Briatore, da Benetton, “sacaneou” Eddie Jordan para que o alemão mudasse de equipa logo à segunda corrida (a que o alemão terá sido relativamente alheio), a primeira polémica de Schumacher foi logo no fatídico GP S. Marino em que Senna morreu. Pergunto ao leitor o que pensa destes dois vídeos?
Será que Schumacher está mais "consciente" na entrevista que no pódio? Ou simplesmente estava a responder à equipa? Até que ponto seria de bom gosto o celebrar a vitória ainda dentro do carro? Seria o alemão demasiado jovem e inocente para pensar no que estava a fazer?...
É preciso lembrar que, em alguns países, as TV transmitem o pódio mas não transmitem a entrevista posterior. Com que imagem do alemão terão ficado milhões de teleespectadores?
À mulher de César não basta ser séria, e ainda mais em momentos traumáticos e de choque como o da morte de alguém como Senna. Este momento "queimou" milhões de potenciais simpatias para o futuro campeão.
domingo, outubro 08, 2006
Basta dizer que Schumacher abandonou na liderança com um motor partido, coisa que não acontecia desde o GP França 2000, e entregou a vitória a Alonso que vinha 5s atrás. Assim, para Schumacher poder ser ainda campeão precisa de ganhar o GP Brasil e esperar que Alonso não pontue, o que é quase impossível.
A confirmar-se o bicampeonato de Alonso, manter-se-á uma tendência com quase 20 anos que diz que o piloto que mantém uma liderança estável do campeonato no início e a meio acaba por vencê-lo no fim, por mais próximo que esteja o rival.
E regressámos aos bons velhos tempos da serenidade germânica de Schumacher, saindo tranquilamente do carro, não mostrando especial desapontamento, e vimo-lo depois a cumprimentar todos os colegas na boxe da Ferrari. Talvez pensasse: "já ganhei 7, por isso, mais um ou menos um, tanto faz... o que interessa é terminar com glória."
- Nota ainda para a fabulosa corrida de Takuma Sato no Super Aguri, conseguindo terminar em 15º, à frente de Scott Speed e Tiago Monteiro!
sábado, outubro 07, 2006
sexta-feira, outubro 06, 2006
Ainda na antiga Portela.
Portão da Vila Portela. A Vila Portela foi construída no início do século XX por uma das famílias nobres (ricas, jets os novos-ricos, "barões", do regime liberal) de Leiria, os Charters d'Azevedo, que ainda hoje é proprietária. O que na altura era uma agradável propriedade semi-isolada é hoje uma considerável mancha verde no interior da malha urbana, que certamente preenche os sonhos de muitos empreiteiros. Contudo, não se prevê que os Charters venham a vendê-la. (Para leirienses e curiosos, mais informações aqui.
Esta placa evocativa encontra-se afixada na parede do Convento da Portela (foto ainda indisponível) e reza o seguinte (em português actual):aos bravos leirienses caídos neste lugar em defesa da Pátria em 5 de Julho de 1808 e aos mártires e trucidados neste dia pelos franceses do general Margaron - como homenagem ao seu valor.
5 de Julho de 1929, a L. N. 28 de Maio
Já noutra ocasião a mencionei neste blogue. Merece dois reparos:
- o facto está historicamente provado, sendo referido por Raul Brandão numa sua obra. Vamos iniciar um ciclo de comemorações dos 200 anos das invasões francesas (2007-2011) e espero que a Câmara de Leiria, que se encontra do outro lado da rua, se lembre desta pequena comemoração, sem questões ideológicas.
- A Liga Nacional 28 de Maio foi o verdadeiro partido fascista português, nascido durante a ditadura militar, e é curioso ver como até deixou alguma marca. A Liga (que não se quis chamar "partido" para se demarcar e afrontar a má imagem dos partidos da Primeira República) não alinhou com o consenso nacional em torno de Salazar, por lhe parecer demasiado conservador em relação ao seu projecto totalitário, e o resultado foi a sua ilegalização e perseguição pelo novo Presidente do Conselho, tendo desaparecido pouco depois da aprovação da Constituição de 1933.
Este pequeno monumento encontra-se incrustado num pequeno "altar" ao ar livre, em frente à Igreja da Portela, ladeado pelos corvos, símbolo da cidade.
Ladeado também pelas expressões culturais de alguma juventude.
domingo, outubro 01, 2006
No nosso tempo a TVI era boa, mas agora parece ainda melhor... quando amar alguém também quero ir à TVI dedicar-lhe uma musica assim!!!

É meu hábito declarar aberta a época de Natal no momento em que vejo a primeira montra de loja enfeitada com motivos natalícios. Este ano foi particularmente cedo (hoje, 1 de Outubro) mas recordo-me de um ano em que a 25 de Setembro já se viam pais natais de chocolate à venda.
Eleições no Brasil
HÁ 4 anos, alguns saripianos diziam que o Lula da Silva ia destruir o país porque era de esquerda. De facto, poderíamos ter tido outro Chávez, mas não; apenas mais um presidente corrupto, mantendo o melhor possível a política seguida pelo anterior presidente de centro-direita, FHC.
Durante dois séculos, a diplomacia brasileira foi fechada, introspectiva e centrada na Argentina e nos Estados Unidos. Num mundo globalizado, Índia, China, África do Sul e Brasil vão aprendendo as virtudes do diálogo, e a sua concertação de atitudes, não sendo preponderante, vai influenciando o mundo sem que se dê por isso.
Em Março, abriu em S. Paulo o Museu da Língua Portuguesa, com a benção da CPLP. Sem que se dê conta, o Brasil toma conta do seu mais original instrumento de política externa - a Língua.
Face a isto, e visto que o papel do Brasil na cena mundial vai a longo prazo tomar proporções bem diferentes dos dois séculos anteriores, Portugal tem duas opções: ou conjuga esforços de modo a fazer uma parceria relativamente equilibrada com o parceiro maior, ou simplesmente vai atrás dele. No final, pode haver algumas diferenças mas não devem ser muitas. Razão tinha o António que não queria um país pequenino no cantinho da Europa.
F1 - Em memória dos velhos tempos!
Schumacher vence à chuva numa corrida onde os adversários dão tiros nos pés. Algo de novo?
Numa corrida sem chuva mas também sem sol, a pista demorou quase toda a corrida a secar. Assim, a qualidade dos pneus intermédios era determinante. Sozinho com os Bridgestone no meio de um pelotão Michelin, Schumacher seria o 4º classificado no final, segundo o seu andamento. Ultrapassou os dois Honda, tinha o mesmo ritmo de Fisichella e não conseguiria alcançar Alonso e Raikkonen.
No entanto, não é disto que se fazem as corridas. Raikkonen teve mais uma falha mecânica, num dia em que a vitória seria certamente sua. Numa tarde em que compensava manter pneus já desgastados, o espectador podia não adivinhar o resultado quando viu Alonso a trocar os pneus da frente, mas dava para perceber o que causou a sua enorme perda de ritmo no segundo terço quando perdeu todos os 25s de vantagem que tivera e foi passado por Fisichella e Schumacher. Já Fisichella poderia ter ganho a corrida se não tivesse escorregado à saida das boxes com pneus de piso seco, coisa que aconteceu a quase todos e provocou o primeiro abandono por despiste da carreira do Monteiro. Em vez disso, viu Schumacher passar à liderança e depois cedeu o segundo lugar a Alonso, numa manobra que será devidamente analisada dentro de poucos dias (porque não podemos sempre malhar no ceguinho e agora estar calados.)
Nota ainda para a confusão na penúltima curva que decidiu as posições entre 4º e 7º, de que infelizmente ainda não há vídeo.
Schumacher e Alonso estão empatados, mas o alemão tem mais vitórias...
Dia Mundial da Música (já toda a gente viu, mas não interessa)
Tudo o que sempre quis saber sabiamente explicado...
