sexta-feira, setembro 29, 2006

VIDA EM "BANDA LARGA"
Falar de globalização nos dias de hoje é, em muito casos, falar de um “papão” alegadamente responsável por todos os males de que padece o Mundo.
Recentemente li a obra O Mundo é Plano de Thomas Friedman. Esta obra tem a virtude de encarar a globalização como algo positivo e dá o mote para uma pequena reflexão.
Este livro mostra-nos as melhorias que a evolução do Mundo nos proporcionou.
Todos conhecem os clichés da Aldeia Global, do Mundo Globalizado, do Espaço Europeu, de Espaço Comum ou de Cidadão do Mundo. Estes conceitos e a sua definição fazem parte da identidade mundial e da identidade e vivência de cada indivíduo.
As barreiras comunicacionais de outros tempos estão completamente destruídas. É possível falar com indivíduos do outro lado do Mundo, com culturas e hábitos completamente distintos em tempo real sentado ao computador.
A visão negativa que muitos têm da Globalização faz com que algumas comunidades vivam encarceradas dentro de quatro paredes imaginárias, agarradas a dogmas e a princípios que não passam de uma corrente ortodoxa bacoca e desenquadrada.
As melhorias que a globalização nos trouxe são, sem margem para dúvida, muito positivas para todos nós. O indivíduo, enquanto principal destinatário da acção política tem hoje mais valias proporcionadas por um Espaço Comum equilibrado.
É por isso que devemos contribuir para a construção de um modelo assente nas mais valias que um Mundo Global apresenta, dotando a sociedade em que estamos inseridos e as faixas etárias que vão assegurar o futuro das ferramentas necessárias para encarar estes novos.
Este objectivo deve começar a ser materializado logo no início dos anos escolares.
Ensinar conceitos como Sociedade do Conhecimento, Empreendorismo, tecnologias de informação, línguas estrangeiras ou potenciar o contacto dos alunos com questões práticas aproximadas da realidade devem ser parte integrante dos planos curriculares desde o início da actividade escolar.
Caminhamos, portanto, para uma vivência em “Banda Larga” onde todos devemos ter a capacidade de analisar e interpretar diferentes temáticas sem estar agarrados a métodos ortodoxos, sistemáticos e rotineiros. A perspectiva de uma vida a fazer a mesma coisa desde o inicio da actividade até à reforma cada vez é menos evidente.
Qualificando e educando para uma cidadania internacional, sem perder as especificidades da cidadania nacional de cada um, as nossas crianças e os nossos jovens devem ter a possibilidade de utilizar métodos e meios que lhes permitam um enriquecimento da vida e sejam um pólo potenciador de novas perspectivas e novas posturas perante a vida e perante o Mundo.
Todos os órgãos de soberania, independentemente das suas competências directas, devem criar mecanismos para essa Vida em “Banda Larga”.

2 comentários:

Anónimo disse...

o ps vendeu-se à direita! abaixo a globalização!

Ismael disse...

Não li o livro, mas parece interessante. trata a globalização do ponto de vista dos países já desenvolvidos, portanto?

(E neles incluo os milhões de pessoas que a globalização tirou da pobreza, nomeadamente na Índia e na China?)