segunda-feira, setembro 25, 2006

Leiria, um olhar alternativo - II

Fachada da Igreja de Santo Agostinho. A Igreja e o respectivo Convento começaram a ser construídos em 1557, 12 anos depois da elevação de Leiria a cidade, e só foram terminados no início do século XVIII devido à oposição dos padres da Sé (politiquices). Na primeira metade do século XX, o Convento albergou o regimento de Infantaria 7. Recentemente, tornou-se mundialmente famosa ao acolher o casamento da Célia e do Telmo, do Big Brother 1.

Liceu Rodrigues Lobo, vulgo Liceu Velho. O Liceu de Leiria foi criado por decreto em 1844, posto a funcionar em 1850 e passou a contar com este edifício próprio em 1912, que se tornou um dos emblemáticos da cidade. Mais tarde passou a acolher a Escola Preparatória José Saraiva, e depois passou a gabinete de acesso ao Ensino Superior, tendo sido ali que eu preenchi as minhas papeladas em 2000.Teri Hatcher seminua. Os placards publicitários são uma realidade já normalizada e sei por experiência própria que a dona de casa desesperada (onde faz o papel de Susan Mayer) estará exposta pelo país fora. Em todo o caso, não creio que Leiria perca em beleza com a sua presença.

A Ponte Hintze Ribeiro, do ministro que a mandou fazer, foi construída em 1904.

Desconheço se existe algum relatório sobre os riscos de desabamento ou a necessidade de obras. Em todo o caso, da ponte obtêm-se um belo panorama sobre o Rio Lis (ou Liz em português antigo.)
E ainda há quem se queixe que Leiria não tem espaços verdes.

Agência imobiliária.
Placa de sinalização incrustada na parede lateral da farmácia Higiene. Este pitoresco sinal, de meados do século XX, relembra-nos a simplicidade e candura, aliada ao espírito prático e eficácia, da extinta JAE. A incrustação na parede evitava poluir o passeio com mais um poste, (sujeito a vir um qualquer indivíduo arrancá-lo de noite) e as indicações eram simples e claras, num tempo em que havia apenas uma estrada a ligar Lisboa a Porto, a E.N. 1 (acutal IC2) e que nesses tempos primitivos passava pelo centro de Leiria.
Hoje, a placa está tão apagada que condutores, peões, Junta e Câmara - ninguém sabe que ela está ali.

4 comentários:

Daniel Sousa disse...

Durante a minha infância sempre adorei Leiria. Leiria significava para mim a compra de mais um conjunto de playmobil, graças a esta bela cidade tenho no sotão, guardados para os meus filhos (lá para 2050), uma preciosa colecção de Playmobil. Outra coisa acerca de leiria que me marcou, foi no Andebol todas os classicos se jogarem com equipas desta cidade (União Leiria, JUVE, Academico Leiria, etc...). Hoje, esta cidade faz-me lembrar o Calhegas, o Maybe, o Verde Pino... como as coisas mudam!!! Talvez um dia leiria me lembre coisas melhores...

Ismael disse...

Excelente contributo para o espírito desta rubrica.
(Será que a próxima geração ainda vai prestar alguma atenção a playmobil, ou será que as primeiras palavras que vão dizer serão "telemóvel", "mamã" e "playstation"?

W. disse...

A "nossa" Hintze Ribeiro ainda não caiu, como a de Entre-os-Rios.
Quando é que mostras os 320 novos parques de estacionamento de Leiria?

mandioka disse...

realmente leiria tem coisas "boas"! mas mmo mmo mmo!boas!! ja fui mto feliz em leria:)