quarta-feira, agosto 30, 2006

Antes de mais, saudação ao Ricardo Gomes "Katchaw" e à sua companhia de Comandos, agora regressados de Kabul. Bemvindo a casa!

Teoria e demagogia
A abolição dos matizes facilita muito as coisas na hora de julgar um ser humano, analisar uma situação política, um problema social (...) e permite dar livre curso às filiações e às fobias pessoais sem censuras e sem o menor remorso. Mas é também, a melhor maneira de substituir as ideias pelos estereótipos, o conhecimento racional pela paixão e pelo instinto e de malentender tragicamente o mundo em que vivemos. (...) Disse que as minhas críticas à política para com os palestinos dos dois últimos governos desse país se deviam a que também não queria sentir-me envergonhado de ser amigo de Israel. O diário israelita Haaretz publicava dois dias depois que (...) "Vargas Llosa tem vergonha de ser amigo de Israel." O diário recebeu 199 cartas (...) quase todas me chamam comunista, ultra-esquerdista, castrista, outro Saramago, anti-semita (...) esquecem-se de que aquilo de que sou acusado, na Espanha e na América Latina, é de neocon, ultraliberal, pró-americano e de outras lindezas por atacar Castro, Chávez e o farisaísmo e oportunismo dos intelectuais de esquerda."
Mário Vargas Llosa, DN (25 de Agosto)

Dizia-me uma colega de curso que tinha perdido o interesse pelo assunto, já que tudo ia dar ao mesmo: teoria e demagogia.
Ela tem razão. Aquilo que aconteceu a Mário Vargas Llosa é um exemplo, aliás bastante simples de entender porque se trata apenas de comparar insultos vindos de diversos quadrantes.
Um bom político, como aquele que faz parte dos quadros deste blogue, responderia a essa colega "pá, são os ossos do ofício." Eu, que não sou político, diria que o interesse do curso que tirámos é precisamente saber ver para além da palha e da poeira - isto é, da teoria e da demagogia. (Claro que isto dificulta a militância política.)

E porque não esta, já agora?
Monica Belluci

Espaço Ódio: James Blunt
Sou um gajo relativamente calmo e ponderado. Quando ouço música pela primeira vez, é muito raro sentir imediatamente que adoro ou que detesto. Geralmente gosto, gosto mais ou menos, não gosto muito... e quanto mais complexa for a música, mais vezes terá de ser ouvida. (Já tive "lições teóricas" sobre como ouvir música clássica, mas sei que para a apreciar terei de aprender a ouvi-la, o que não será fácil.) Ultimamente, só de Arcade Fire posso dizer que adorei assim que ouvi.
Lembro-me do primeiro momento em que ouvi James Blunt na rádio. Uma música molenga e lamechas e uma voz aguda e irritante que berrava YOU'RE BEAUTIFUL, IT'S TRUUUE. "Meu Deus, que é isto?" pensei logo, muito antes de saber o nome do "artista." Infelizmente, tive de continuar a gramar com ele - mas tive mesmo, é verdade, meus amigos. Tive porque a pop music é omnipresente e atinge-nos, por muito que a gente fuja. Olha lá se se ouve o Drogado nas rádios! Isso é que era bom... dizia, tive de aturar aquele eos seus outros sucessos, nomeadamente aquele em que chora baba e ranho GOODBYE MY LOVEEEER, GOODBYE MY FRIEEEEND, numa eficaz tentativa de imitação do som da ovelha que bale, ou melhor, que berra!
Nada me move contra a pessoa. Espero, aliás, que tudo de bom lhe aconteça, nomeadamente ganhar o Euromilhões - talvez assim o meu rádio deixasse de ganir!

domingo, agosto 27, 2006

Fórmula 1
Duas corridas anormais consecutivas, como se não tivesse havido férias.
1 - Schumacher obtém resultados erráticos.
2 - Não tenho memória de haver duas estreias a vencer consecutivas.

Imagens e FotosMonica Belluci


Espaço rel.int.
1 - Uganda
"O governo do Uganda e o Exército de Libertação do Senhor (LRA), de Joseph Kony, que pretende que o país seja governado de acordo com os Dez Mandamentos divulgados por Moisés, assinaram ontem tréguas destinadas a abrir caminho a um acordo de paz." (Público)
Brincadeira? Nem por isso. Milhares de pessoas sofreram e sofrem ás mãos deste conflito aparentemente religioso e de raízes étnicas. Para mais informações, seguir as hiperligações sobre o LRA e o senhor Kony.

2 - The use of force: western military power is in crisis
(...) "The Israeli military was put in an untenable position: It was not permitted to take risks with its personnel, and it had the wrong equipment, training and way of doing things to win such a conflict. Consequently, Israel could only attack Hezbollah indirectly, increasing the risk to Lebanese civilians and decreasing any chance of success.
Fear of risk is the cancer in Europe's security effort. Most Europeans can neither afford advanced equipment nor sufficient numbers of professional personnel. Lack of either increases the risk to those who are deployed. The result? Euro-isolationism, whereby the institutional organization of security is talked up, and operational realism talked down.

The British and French, Europe's only two serious security actors, are rightly wary of such pretense. If Europe is to become a serious security actor, Europeans must invest properly in their militaries. That will mean giving their militaries more people with the right equipment. If not, they should scrap their armed forces and spend the money elsewhere
"(...)
Full text here.

sábado, agosto 26, 2006


Coimbra - feudo da Idade Média
Muitos de nós estranharam o aparecimento da célebre Polícia Municipal, pensando que a ideia seria a caça à multa. Mas não, está tudo explicado: tratava-se de uma manobra estratégica para dotar o Município de Coimbra de uma força de segurança capaz de combater medidas do Governo Central.
Temos, portanto, Carlos Encarnação na galeria dos heróis Alberto João Jardim, Pinto da Costa e Luís Pinheiro!

sexta-feira, agosto 25, 2006

Milagre
"Um homem de 47 anos que não podia mover-se por ter a cabeça do fémur necrosada vai poder voltar a andar."

Fotos e imagens
Poppy Montgomey

Espaço rel. int.
Ainda ontem eu falava do papel da China como potencial pacificador, embora sublinhando que não era o que estava a acontecer em relação ao Sudão.
Portanto, a notícia que a China apoia a pretensão da Venezuela a um lugar permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas só pode trazer algum "spice" a todos os que acham que há mais vida internacional para além das Quintas de Shee'ba (é assim que se escreve?)

Humor "á la Monty Python"
Para quem gosta da Britcom, em geral, e do Gato Fedorento, em particular, recomendo vivamente:

Comedy, Inc - na SIC Comédia

Mas afinal quem é que concedeu aquele milagre?
«Um homem de 47 anos que não podia mover-se por ter a cabeça do fémur necrosada vai poder voltar a andar, dentro de três meses, após uma operação efectuada no Hospital San Carlos de Múrcia, em Espanha. Os médicos reconstruíram os ossos com células estaminais retiradas da pélvis do doente». Fonte: EM FOCO - VISÃO, hoje, pág. 24.

Bendito seja Deus que protege os cientistas que conduzem as pesquisas com células estaminais.

quinta-feira, agosto 24, 2006

Imagens e FotosScarlett Johansson, born 22/11/1984

(nota: a inclusão neste blogue de uma fotografia de Scarlett Johansson é uma clara manobra de marketing, dado o manifesto interesse de pelo menos um dos nossos leitores regulares na actriz. Naturalmente, a esta foto seguir-se-ão outras do mesmo calibre - ou superior, e dirigidas a públicos mais alargados - isto é, mais descascadas, mas sem perder de vista a qualidade, critério que distingue o erotismo da pornografia.)

Cid
De forma inesperada, toda a gente volta a falar em José Cid. Foram as campanhas, foram os vários blogues de "apoio", foram os concertos no Maxime, pela mão de Manuel João Vieira, e agora é o lançamento de um Best Of com 2 ou 3 inéditos.
Devo dizer que nunca gostei muito de José Cid. O que melhor conhecia da sua obra era a face mais próxima daquilo a que se chama pimba. No entanto, todo este movimento tem para mim o efeito de eu conhecer o Cid por trás do Cid. Um Cid que revela inteligência nas entrevistas que dá; um Cid que reconhece que a sua carreira tem altos e baixos, e que, reconhecendo-se como uma pessoa de contradições, aceita que gozem com os seus baixos, p. ex. transformados em kitsch; um Cid que, muito especialmente, fundou uma banda de rock genuíno em plenos anos 60, quando em Portugal dominava aquela música ligeira que a juventude de hoje considera, igualmente, kitsch.
Recebamos, portanto, o dinossauro que se auto-intitulou, com justiça e uma ponta de ironia, a mãe do rock português. Deixo assim esta entrevista, e como sei que um dos nossos bloggers é fã convicto de Heróis do Mar, convido-o a ouvir o Cid até ao fim...


Espaço de Relações Internacionais, onde damos atenção ao que interessa e não aparece nas notícias - porque eu estou farto de Israel e do Médio Oriente quando o mundo é tão grande.

Se no século XXI viermos a ter um mundo bipolar, como tivemos no século XX, a China será certamente um desses pólos. Recomendo, portanto, este texto de análise sobre a evolução da diplomacia chinesa, que acompanha o crescente estatuto da China como potência "de topo."
Seria bom ver a China como elemento de pressão ou pacificador quando necessário, e talvez isso possa acontecer em relação à Coreia ou ao Irão. Por outro lado, o papel chinês no Darfur está a passar ao lado dos milhões de pessoas presos à novela da América e do Hezbolá.

quarta-feira, agosto 23, 2006

D.Sebastião

Estava eu mt bem descansado no meu sofá a ver a RTP Açores, e nisto no meio do nevoeiro, provocado pelo fumo das panelas da feira gastronómica da Praia da Vitória, vejo ao fundo, atrás de Carlos César a silhueta de Berto "Messias", talvez a comer bacalhau quem sabe????
Por pouco fez-me lembrar um homem do Porto a que responde pelo nome de "Emplastro",era tão grande a vontade de aparecer na tv que sua cabeça não parava de observar a caixa que mudou o mundo, bebia uma garafa de água, talvez para mostrar ke hoje já é um homem de respeito.
Seria este homem "o desejado"?

terça-feira, agosto 22, 2006

Komé pssl? Não tenho tempo para postar, farto-me de trabalhar na loja a vender peixes, mais praia e night, fikem kom essas fotos! Tá nice! Abraço!


Maputo...
O Kruger Park, parque natural na África do Sul, fui lá...
E uma foto artística. "E o melhor do mundo das crianças", disse o F. Pessoa, que viveu na África do Sul, por isso tá tudo relacionado!
posted, hypothetically, by Danish

segunda-feira, agosto 21, 2006

CORFU CORFU CORFU
YAMA YAMA YAMA
Mais e melhor blogue!

às vezes passa-me isto pela cabeça, introduzir reformas, tipo ministro recém-empossado. Passam-me uns vipes, introduzir isto, modificar aquilo, ouvir Radiohead, mas depois passa-me e fico pela toada habitual.
Uma obra de arte revela sempre o seu autor. Ora, a criatividade subentende mentes abertas. Ou vidas produtivas

(José Rodrigues dos Santos: desejo-lhe uma boa semana e, o que quer que faça, espero que seja produtivo!)

ou, pelo menos, um lampejo de génio ou de ousadia, como prova a carreira artística do Quim Barreiros.
Este blogue podia ser outra coisa, com os seus autores entre a amenidade atlântica, a mornidão do mar Jónico e o calor do Oceano Índico, por entre baloiços semanais entre a sofisticação da capital e a (?) rusticidade da praia típica, passando por umas escapadelas à África do Sul. Este blogue podia ser tudo isso. Assim, resume-se à rubrica "multi-diferenciada com várias temáticas diferentes sobre F1, F1 e masi F1, sem esquecer tambem a F1 claro" e às inefáveis política, religião e futebol, sem esquecer esse macro-campo da política que são as rel. int., que é diferente das RI porque nós discutimos - isto é, eu falo de - o que acontece pelo mundo fora, mais do que as tendências entre as diversas Escolas de RI, coisa que deixámos há muito.
Embora, se quiserem, eu possa afirmar que o funcionalismo que motivou a construção europeia dos anos 50 possa estar em crise com os acontecimentos recentes. Mas eu não queria ir por aí.

O Daniel, agora assinando Ashitaka, postou algo de muito parecido com isto - uma espécie de desabafo - e ele fez muito bem, porque mesmo que os desabafos não tenham resultados, pelo menos prendem a nossa audiência, que apesar de tudo continua a existir, mesmo que infelizmente não deixe comentários credíveis. O vídeo foi um excelente dinamizador, mas espera-se bem mais agora que a helénica viagem o deixe de mente mais fresca.

Eu, por cá, vou continuar na mesma. Podia fazer um relato da festa em honra de... da festa aqui dos Parceiros, mas talvez lhe falte o interesse.

Sobre os vegetarianos
Tendo em mente que não sou vegetariano nem estou a pensar tornar-me para já, posso todavia transcrever o seguinte texto, o que subentende que concordo com ele, como é costume na blogosfera.
"Nas democracias liberais, viver uma vida ética não envolve este [Schindler, ou o estudante de Tiananmen] tipo de riscos, mas não há falta de oportunidades de envolvimento ético em causas que valem a pena. O meu envolvimento no movimento de libertação animal pôs-me em contacto com milhares de pessoas que tomaram uma decisão última por razões éticas: alteraram a sua dieta, desistiram de comer carne ou, nalguns casos, recusam consumir todos os produtos animais. Trata-se de uma decisão que afecta a nossa vida quotidiana. Além disso, numa sociedade em que a maior parte das pessoas continua a comer carne, tornar-se vegetariano terá certamente impacte sobre o modo como os outros nos vêem. Contudo, milhares de pessoas fizeram isto, não por acreditarem que terão mais saúde ou viverão mais tempo com esta dieta - embora isso até possa ser verdade - mas porque se convenceram de que não há justificação ética para a forma como os animais são tratados quando são criados para carne."
P. Singer, "Como Havemos de Viver - a ética numa época de individualismo", 1ª edição portuguesa: 2006

Mais Fotos!
Tenho leitores/amigos que se queixam que isto é só texto e poucas fotos. Têm razão, vou pôr algumas imagens. Ma aviso já que não há enquadramento nem relação entre elas.

olha, esta havia de ser postada pelo Danish. Tirei-a de um blogue português.
Legenda: «Una niña libanesa refugiada, procedente de un pueblo en la frontera con Israel, nada con la ropa puesta en una playa de la ciudad de Tiro (Líbano), celebrando el alto el fuego.»

Aqui morrem milhares de muçulmanos mas ninguém se queixa.
Darfur, Sudão. Para mais texto, mapas e informações sobre um conflito que faz 1000 vezes mais mortos que o Israel e o Partido de Deus juntos, ver aqui.

E esta ilha? Alguém sabe dizer onde fica?
É um dos sítios que eu gostaria de visitar. Não é a mais bonita do conjunto, mas gostava de conhecer as pessoas de lá e saber verdadeiramente o que pensam do mundo e de si próprias.

sábado, agosto 19, 2006

"Não querer ver", por João Cardoso Rosas (texto completo aqui)

No último ”Expresso”, Daniel Oliveira escrevia: “Quando o mundo começava a olhar com o mínimo de humanidade para os árabes, graças à estúpida ofensiva israelita no Líbano, aparecem as bombas no aeroporto de Heathrow.” Tal como esta frase, todo o seu texto sugere que os atentados evitados em Londres poderiam ser uma manobra dilatória do Ocidente para justificar a ofensiva israelita no Líbano, ou a política americana no Médio-Oriente. (...)Mas se alguns, à esquerda, preferem não ver a actual ameaça terrorista ao mundo livre, outros há, à direita, que pretendem generalizar essa ameaça para além do razoável. Recentemente, ouvi Rafael Bardagí, considerado o braço direito de José Maria Aznar, dizer publicamente que não há islâmicos maus e islâmicos bons. Para ele, todos os islâmicos são igualmente maus.
(...) Poder-se-á pensar que opiniões como as de Oliveira ou Bardagí são tão mal-informadas e dispiciendas que nunca terão curso em sociedades educadas e com uma informação livre. Porém, esta atitude complacente é de uma grande ingenuidade. Aquilo que impede os nossos “cegos” de ver não é a falta de informação ou de exposição crítica. Aquilo que os impede de ver é antes o excesso de ideologia.
Para a esquerda, ainda influenciada por um modo de pensar marxista, o mundo divide-se em exploradores (não apenas o capital, mas também o Ocidente, a América, os judeus) e explorados (não apenas os trabalhadores, mas também o Oriente, os árabes, os palestinianos). Colocando-se do lado dos explorados, estes neomarxistas procuram sempre desculpar tudo o que eles fazem e atribuir as culpas aos exploradores. Exactamente como faziam os marxistas há um século atrás, inclusive quando eram eles próprios a pôr as bombas e a disseminar o terror.
Para a direita, por influência da tese do “choque de civilizações” levada à caricatura e potenciada por uma xenofobia latente, o mundo está hoje dividido entre a civilização ocidental e a civilização islâmica. Esta é vista como um magma sem distinções, um substituto corrente do “inimigo amarelo”, sempre pronto a atacar-nos e a destruir-nos. Curiosamente, os defensores deste choque de civilizações esquecem que a sua perspectiva é coincidente com a da Al-Qaeda.(...)

terça-feira, agosto 15, 2006


Cãezinhos para adopção

Nascidos a 14 de Agosto, estes cãezitos precisam de alguém que cuide deles logo que tenham idade para serem independentes. Para quem estiver interessado, não hesite em contactar-me: Daniel 966324592. Ajudem-me a tentar acabar com uma tradição secular portuguesa, matar a ninhada assim que nascem por culpa da irresponsabilidade dos donos não é o caminho para um mundo melhor. (Não sei se repararam, mas a minha cadela a Milu, é boa actriz, eu pedi-lhe para fazer um ar triste e ela não falhou...)

segunda-feira, agosto 14, 2006

"Bahá´u´lláh e a nova era" de J. E. Esslemont
Quem me conhece, sabe bem que sou por natureza um "anti-religião" e para esses este meu post pode parecer um pouco estranho. Apesar de abominar religiões, considero que algumas até podem contribuir com ideias para a evolução da humanidade e por esse facto dedico alguma parte do meu tempo livre a estudar várias religiões.
No outro dia, estava eu a ler um livro que me tinham enviado por correio à cerca de 2 anos de um centro religioso qualquer, quando me deparei com um capitulo "interessantissimo" (como diria o ilustre João Portugal). O capítulo X do livre referenciado no topo do post, tem o título de "O Caminho da Paz", nele o autor apresenta as ideias lançadas por Bahá´u´lláh por volta de 1869 para o caminho que levaria à Paz Universal. Entre as ideias apresentadas, passo a enumerar as que considero de relevo para este post: vencer o preconceito religioso; acabar com preconceitos de raça e pátria; acabar com ambições territoriais; criação de um idioma universal (esperanto); criação de uma Liga Universal das Nações; criação de arbitrariamento internacional; limitação de armamentos; fomentar a não-resistência; acabar com a guerra justificável; união do oriente e do ocidente...
A julgar por muitas destas ideias, eu quase arriscaria a dizer que este homem mais parece um teórico de Relações Internacionais que um profeta e lider espiritual de uma religião. Considerando que estas ideias foram escritas por volta de 1869 e que o autor as enviou por carta para a rainha de Inglaterra na mesma altura, será que muitos dos acontecimentos subsequentes na criação da Sociedade das Nações e dos tribunais internacionais não poderiam ter vindo de um profeta?!...
O interesse do livro não acaba apenas neste capitulo, todo o manuscrito é um autêntico guia para o ser humano, seja na vida espiritual, social, económica ou mesmo politica, abrange todas as esferas da vida humana e ninguém perde em ler este livro... ainda há religiões que me surpreendem!
Momento alto da SARIP II

O nome "Berto Messias" voltou a aparecer nos agradecimentos do final do programa "A Alma e a Gente", transmitido ontem pela :2:
O programa, tal como o anterior, foi filmado na ilha Terceira, mas desta vez versou a História açoreana e os mitos e realidades à volta do descobrimento das ilhas. Para além disto, o prof. José Hermano Saraiva disse uma série de coisas espantosas que, imagino eu, lhe terão custado uma série de inimigos!
Contou uma história sua de quando foi em visita oficial à Terceira, na qualidade de ministro, e em como fez um discurso de uma palavra só, por estar extremamente cansado:
- Terceira?
Dando assim a entender ao seu público que, na sua opinião, a Terceira era, afinal, a primeira - a mais importante, a mais desenvolvida, ilha dos Açores! Opinião, afinal, reiterada veementemente no programa de ontem. Será que o prof. sofreu alguma "influência" da parte da C.M. P.V. e de quem lá trabalha?

Pode parecer que este texto é um isco para reabrir célebres e acirradas discussões saripianas, e é mesmo. Mas, mesmo que não tenhamos tal discussão, podemos imaginar a quantidade de pragas e coriscos largados por quem viu aquele programa na ilha de S. Miguel...

Parabéns
Ao nosso colega Nuno que faz anos hoje, no dia em que o Condestável Nuno venceu os castelhanos, e à Administração do Blogue da SARIP que teve muito bom gosto nas alterações que empreendeu ao layout. Só falta que eu volte a pôr o neocounter como estava ao início. Já agora, para quando a distribuição dos lucros do google ad sense?

domingo, agosto 13, 2006

Pré-candidatura às Eleições Presidenciais de 2016

"A única missão patriótica que me daria gozo seria a Presidência da República (...) Daqui a 10 anos veremos se é Durão Barroso ou eu"

Marcelo Rebelo de Sousa, in Expresso

E os fogos, perguntam vocês? Falar de fogos para quê? Os fogos têm que ser falados durante todo o ano, duas a três vezes por mês. Agora, em pleno Agosto, não vale a pena.
Vai demorar bastantes anos até conseguirmos controlar minimamente o fenómeno...

quarta-feira, agosto 09, 2006

Leiria às escuras
Ontem, o centro da cidade de Leiria esteve sem energia eléctrica entre as 21:30h e a 01:00h. Segundo a EDP, houve curto-circuito na sub-estação de Andrinos.
Não fui directamente mas assisti in loco ao espectáculo de ver uma cidade capital de distrito iluminada apenas por faróis de carros e duas ou três lâmpadas resistentes (curiosamente, suficientes para iluminar o Castelo, na penumbra.) À distância, parecia um buraco negro.

E vieram-me à memória os versos da Orxestra Pitagórica:

Ao primeiro dia, Deus criou o Céu e a Terra...

Ao segundo dia, Deus criou a Luz, as Trevas e a EDP...


terça-feira, agosto 08, 2006


Estou a perder a criatividade toda, o blog está com falta de audiências e as acções da SARIP estão a descer drasticamente. Os accionistas estão desiludidos, o publico está cansado de ver sempre o mesmo tipo de posts e os membros da SARIP estão sem capacidade de resposta. Apenas um membro mantém a sua criatividade intacta com a sua rubrica multi-diferenciada com várias temáticas diferentes sobre F1, F1 e masi F1, sem esquecer tambem a F1 claro. O Danish ja podia ter postado algo, pois desde que chegou a Moçambique ainda não fez nada que valesse uma pataca. Neste cenário, resta-me apenas uma solução, sacrificar a minha reputação nula e postar aqui uma gaja boa como o cara***, não eu não disse uma asneira, apenas pensei nela e a escrevi, não cheguei a dize-la... que diferença tenho eu das pessoas que as pensam mas não as exteriorizam??!! (não há ninguém que náo pense em asnerias de vez em quando...)

domingo, agosto 06, 2006

Momento Alto da SARIP!
O nome "Berto Messias" surgiu entre os agradecimentos, no final do programa de hoje "A Alma e a Gente", do prof. José Hermano Saraiva, dedicado à Praia da Vitória.

Fórmula 1 - Que grande corrida!
Deixei de ocupar este espaço com relatos de GP's, mas tenho de abrir excepção p GP Hungria que se disputou hoje. A Hungria estreou-se em 1986 como o único GP na Europa de Leste e assim tem permanecido desde então. Apesar de o circuito ser muito lento, travado, sem uma recta digna desse nome e sem pontos de ultrapassagem, sempre fui a favor da sua manutenção no calendário, porque acho que acrescenta mais um ponto de interesse em termos desportivos. Favorece a tracção, os chassis eficazes a baixas velocidades, a suavidade de condução, a resistência física do piloto, a durabilidade dos pneus em caso de temperaturas elevadas.
(Damon Hill, por exemplo, sempre obteve bons resultados neste circuito devido em boa parte ao seu estilo de condução, ficando célebre o GP de 1997 em que ia ganhando com um miserável Arrows). E, tirando Mónaco que é um caso diferente, é um exemplo de circuito travado. Sou tão a favor da manutenção do Hungaroring como era da manutenção do antigo Hockenheim, já que com a sua destruição passámos a ter apenas Monza como verdadeiro circuito de alta velocidade.

Numa corrida disputada sempre em Agosto no clima continental da Europa central, temperaturas elevadas são habituais. E, NUNCA tinha chovido em 20 anos de corridas. Há anos que eu desejava uma corrida húngara com chuva, e finalmente chegou.

E não desiludiu. Não vale a pena alongar-me no relato; basta referir que esteve cheia de incidentes e peripécias, era dificílimo tentar perceber como iriam desenvolver-se as voltas seguintes, impossível de adivinhar o final. Foi engraçado ver o Alonso a passar o Schumacher por fora, foi visível a melhoria dos carros com pneus Bridgestone à medida que a pista secava, foi absolutamente hilariante ouvir, via rádio, o Scott Speed a pedir à equipa para preparar pneus para piso seco (yeah, really soon!) e depois vê-lo aos piões, porque andar com pneus de seco numa pista molhada fora da trajectória não é para todos...(e depois regressar para intermédios e com isso ficar atrás dos Midland!), foi triste ver o Kimi a atirar-se para cima do Liuzzi, foi óptimo ver a boa performance do Monteiro, que acabou por morrer na praia, (em 9º!), foi bom ver mais um espectáculo de condução de Schumacher ao defender-se do dl Rosa com pneus intermédios, depois de os comentadores dizerem que ele não tinha a mínima hipótese; foi curioso ver como a Ferrari apostou mal, devia ter logo mudado para pneus de piso seco... foi agradável a prestação do Kubica, e foi bom também ver o Button a tirar um grande peso dos ombros, assim como o dl Rosa a mostrar que ainda tem potencial...
E já me alonguei.

O Mundo em Guerra
- as vítimas civis de que ninguém fala

Pequim impede intervenção da ONU no Darfur

Proponho a todos os anti-americanos que ponham os olhos nas relações entre o petróleo sudanês, a China e o Darfur.

Exército acusa os rebeldes da chacina de 100 civis no Sri Lanka

Taliban declaram guerra às escolas no Afeganistão (no Público de hoje)

Dirigentes da Etiópia em conversações de crise na Somália (Público)
A Somália, após anos de anaquia, parece finalmente estar dividida em apenas 3 partes: a República da Somalilândia, a norte, não reconhecida internacionalmente; a Administração Interina da Somália, ao centro, com sede na cidade Baidoa, reconhecida pelo menos pela Etiópia, e por ela apoiada militarmente; e a UTI (União dos Tribunais Islâmicos), a sul, com sede na antiga capital Mogadíscio, inimiga da Etiópia, que proibiu transmissões do Campeonato do Mundo em Junho passado.

Tentativa de reconciliação entre Sudão e Chade mediada pelo Senegal (Público)

E as crianças que morrem em todos estes conflitos? Porque não aparecem elas nos nossos ecrãs?

quarta-feira, agosto 02, 2006